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domingo, 6 de julho de 2014

SP proíbe máscaras em manifestações

Marin atual CHEFÃO da CBF e o Deputado Campos Machado

Na madrugada de hoje, 4/6, deputados paulistas reunidos em assembleia extraordinária aprovaram projeto de lei que limita o direito à manifestação. O PL 50/2014, liderado por Campos Machado (PTB), proíbe o uso de máscaras em protestos e estipula exigência de aviso prévio à Polícia Militar e à Polícia Civil.
O texto também veda o porte de objetos que possam ser considerados como armas pela polícia.

A investida dos deputados acontece na mesma semana em que seis manifestantes, incluindo dois advogados, foram presos durante ato pacífico na Praça Roosevelt.
O texto, em tramitação desde fevereiro, foi acelerado pela aprovação de um requerimento de urgência no dia de ontem. Em poucas horas, o projeto foi aprovado em votação pelos deputados, que hoje entraram em recesso.
O texto segue para sanção do governador Geraldo Alckmin. “Esse é mais um passo em direção à criminalização de movimentos populares em São Paulo. É lamentável que isso ocorra sem o devido debate num país com movimentos reivindicatórios numerosos, constantes e legítimos”, afirma Rafael Custódio, coordenador de Justiça da Conectas.


Direitos suprimidos

Para a organização, o texto é inconstitucional cerceia o direito ao protesto, previsto no artigo 5º. da Carta de 1988. O uso de máscaras faz parte do direito à personalidade e à liberdade de expressão e não impede que um manifestante se identifique às autoridades. Por outro lado, é notório que ativistas e profissionais se valem de máscaras e capacetes contra o efeito de armas menos letais – tão frequentemente utilizadas de maneira irregular e desproporcional pela polícia, como se viu nos dias 2/7, 12/6 e 15/5.

A disposição contra o uso de máscaras também viola o princípio da presunção de inocência, já que não é possível prever que manifestantes com o rosto coberto cometerão crimes. As forças policiais, por sua vez, passam a ter mais poder para encaminhar ativistas à delegacia, mesmo que não tenham cometido crimes – o que fomenta a prática ilegal de prisões para averiguação, já condenada por organizações de direitos humanos e movimentos sociais.

A proibição ao porte de objetos que possam ser considerados como armas também é sensível, já que o texto não é claro e específico, abrindo mais espaço para arbitrariedades.


O PL faz referência a “outros [objetos] que possam lesionar pessoas e danificar o patrimônio público ou particular”. Além disso, é importante sublinhar, o porte de armas já está regulado por norma federal.
A questão do aviso prévio, ainda que permitida pelo texto constitucional, pode ser um subterfúgio para que as polícias paulistas cerceiem o exercício do direito de protesto – como, aliás, todos testemunharam na Praça Roosevelt.

Tendência 

Projetos similares também tramitam no Legislativo federal e em outros estados. Em maio, Conectas e parceiros enviaram parecer técnico aos deputados federais condenando o PLS 508/2013, que aumenta penas para crimes cometidos durante protestos, quando há uso de máscaras.

“Estamos assistindo uma articulação em diversos níveis da federação e, muitas vezes, entre os três poderes – executivo, legislativo e judiciário – para criminalizar os protestos. Isso é um retrocesso inaceitável em um país que lutou tanto por liberdades fundamentais”, afirma Custódio.

Fonte
Conectas.org.br

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

PM sem identificação nas Manifestações


Nas manifestações que vêm ocorrendo em todo o Brasil, um dos recorrentes abusos de autoridade testemunhados consiste em policiais sem identificação atuando em repressões violentas.

Redefinindo a hipocrisia: o anonimato é utilizado para recriminar e desqualificar os manifestantes. "Mascarados", como são descritos, acompanham o prenúncio de um julgamento desqualificante. No entanto, os mesmos Policiais que recriminam "anônimos" o fazem anonimamente, sem tarja de identificação, ou, muitas vezes, mascarados.
Militares sem tarja de identificação, usando "toucas ninja", ou capacetes, têm sido flagrados em cenas de brutalidade em diversas cidades do país.


A identificação do policial é obrigatória em todas as fases da sua atuação e demonstra claramente sua boa-fé. Isso porque, de acordo com o artigo 304 do Código de Processo Penal, caso o policial realize uma prisão em flagrante, sua assinatura e identificação deverão constar no Auto de Prisão em Flagrante, tendo em vista é um direito de todo o cidadão saber quem o prendeu. Caso essas formalidades não estejam preenchidas, a prisão é nula.

O militar no exercício de sua função, deve apresentar de modo claro e evidente seu nome e sua patente. Caso contrário, transgride o Regimento Disciplinar da Corporação, o Código Penal em seu artigo 350, inciso IV e o Código Penal Militar em seu artigo 301. 
Um policial que se apresenta sem identificação demonstra claramente o intuito de agir com abuso, fora da lei. Caso efetue a prisão em flagrante de um manifestante, estará incorrendo no crime de abuso de autoridade, pois lhe falta uma das formalidades previstas em lei, que é justamente a identificação.


Neste sentido, os Advogados Ativistas prepararam um modelo de representação para você mesmo preencher quando constatar abusos policiais.

Por isso, para efetivar sua representação à Corregedoria é importante o registro em vídeo ou foto, contextualizando o máximo possível a situação: placas das viaturas, local, hora, nome do comandante, número do batalhão ou qualquer outra informação que você considere importante.


Diante desse cenário, os Advogados Ativistas disponibilizam um modelo de petição que pode ser preenchido e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar do seu Estado, caso você registre (foto ou vídeo) um policial sem identificação.

MODELO

Fonte
Advogados Ativistas

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Atleta ucraniana desiste da Olimpíada para 'ser cidadã' e protestar


A tensão dos protestos na Ucrânia atravessou as fronteiras e chegou até Sochi, onde acontecem os Jogos Olímpicos de Inverno. Na quinta-feira, a equiadora ucraniana Bogdana Matsotska anunciou que não participaria mais da competição e retornaria à Ucrânia para participar dos protestos.

"Não vou competir mais, porque tem algo horrível acontecendo no meu país, não só em Kiev, mas em todo o país. Pessoas estão guerreando, muita gente está morrendo", disse Bogdana, ainda em terras russas, ao repórter Alan Capstick, da BBC.


"É uma decisão difícil, mas nesse momento, eu não quero mais ser uma atleta olímpica, eu quero ser uma cidadã no meu país."

Bogdana disse que só poderá voltar à Ucrânia na segunda-feira, por causa da falta de voos disponiveis, e que pretende se justar aos manifestantes na Praça da Independência, em Kiev. Enquanto isso, ela diz já estar na Praça, "mas só com minha alma", de acordo com declaração reproduzida pela agência de notícias Associated Press.

Ela já participou de duas disciplinas do esqui nos Jogos de Sochi e desistiu de competir justamente no Slalom, sua especialidade. A esquiadora estava disputando os Jogos Olímpicos de Inverno pela segunda vez na carreira e foi a única atleta ucraniana até agora a desistir da competição por causa da tensão política.


"É uma discussão muito dificil, nós treinamos muito para isso, essa é a minha melhor disciplina, eu já competi duas, mas com o que esta acontecendo na Ucrânia eu não posso fazer parte da equipe olímpica aqui, eu tenho que estar com as pessoas que estão lá nas ruas", afirmou à BBC.

"Eu treinei muito para competir, acho que fiz um bom trabalho, estou orgulhosa do que fiz, mas depois que as coisas lá pioraram, eu não posso pensar em competir quando as pessoas estão lutando e morrendo para melhorar meu país."

A disputa do Slalom aconteceria nesta sexta-feira. A esquiadora conta que tem sido desesperador para ela e o pai, seu técnico, conversar com a família em Kiev – onde tem acontecido os violentos protestos – e ouvir os relatos do que tem acontecido por lá.


"Eu mandei mensagem para minha família e meus amigos perguntando se estava tudo bem. Eu quero ir para lá para ficar com eles. Eu ligo para minha mãe e ela está chorando por tudo o que está acontecendo lá."

Na entrevista à BBC, Bogdana Matsotska também revelou que o Comitê Olímpico Internacional (COI) tentou persuadi-la a continuar nos Jogos de Sochi quando ela revelou que deixaria de competir por conta dos protestos na Ucrânia.

"Eles (COI) querem paz e não querem participar dessas coisas políticas. O comitê olímpico queria que eu ficasse, mas disse que eu queria ir embora e eles respeitaram minha decisão."
Segundo Bogdana, os atletas ucranianos queriam utilizar uma braçadeira preta em luto e protesto pelas mortes que aconteceram no país durante os últimos protestos. O Comitê Olímpico, porém, não permitiu, e a equipe ficou com medo de sofrer sanções por conta da atitude.


"O Comitê Olímpico Internacional nao deixou a gente usar por causa de motivo político, porque os Jogos Olímpicos não são políticos, eles são esportivos. Poderíamos ser eliminados se usássemos (a braçadeira preta)", explicou.
A delegação da Ucrânia em Sochi é formada por 45 atletas. Nenhum deles, exceto Bogdana Matsotska, desistiu de participar do torneio para voltar ao país até agora. "Os outros atletas respeitam minha decisão e eu respeito a deles", disse.

ISSO É UMA ATLETA E CIDADÃ DE VERDADE!OLHEM ISSO RONALDO E PELÉ,DOIS PELA SACO.

FONTE
BBC

sábado, 23 de novembro de 2013

Explicações sobre o "roubo"da pagina Anonymous Rio



SOBRE ACUSAÇÕES VINDAS DOS LADRÕES FASCISTÓIDES

Esse é um daqueles casos em que o acusador e as acusações são tão medíocres que não mereceriam atenção, porém devido às circunstâncias e assim como fizemos com relação a diversas “reportagens” da Globo e da Veja, vocês que sempre nos acompanharam precisam de uma resposta. Nossas satisfações são tão somente para vocês que depositam confiança em nosso trabalho.

Em primeiro lugar é curioso o acusador apontar características pessoais de possíveis administradores da página roubada, já que todos somos fakes. 100% da administração da página é fake. Fato é, por questões mais do que claras no sentido prático, todos os administradores escondem suas reais identidades. Além da questão de segurança tem a questão de não termos a mínima intenção e vontade de alimentar ego. O que é feito na página foi, e sempre será, visando a coletividade, então agentes pessoais não fazem o mínimo sentido e não passa de especulação baseada em boatos.

O segundo ponto são as alegadas ligações com comunistas e afins. Todo aquele que acompanha a página, que acompanha nosso trabalho, já deve ter lido uma centena de vezes que nós mesmos falamos claramente: na administração temos de comunista a anarquista, passando por pessoas que fazem uma salada ideológica que vai da permacultura passando pelo zeitgeist e projeto Venus. Todos progressistas. A administração não é sectária. Não precisava que ninguém invadisse a página para saber disso. Assim como todo coletivo, somos plurais, jamais singulares. Respeitamos a diversidade de pensamento. Sempre mantivemos um diálogo aberto entre nós, de forma que publicações com cunho ideológico forte foram produzidas em debate, à disposição de todos para lerem e editarem antes de ser publicada.

Anonymous é uma ideia que defende a democracia real, o fim do sistema baseado na competição e no acúmulo, na liberdade de expressão, na revolução coletiva dos humanos para a auto-gestão, a ação direta e a sustentabilidade. Coincidentemente ou não, essas metas batem com os ideais anarquistas, é a que mais se assemelha, por isso a defendemos e sempre incentivamos paralelo a isso que nós, como povo, precisamos pensar para criar estratégias para além daquilo que já foi pensado no passado. Sempre dissemos que é preciso questionar e criar.

Querer calar ideias divergentes demonstra apenas que o ladrão é propenso à censura e à imposição de ideias. Em uma democracia real, as pessoas têm a liberdade de pensarem e manifestarem o que quiserem. E você entra em um consenso com os demais através de um debate maduro e tenta mostrar ao outro que ele está errado a medida que se abre a ouvi-lo para que possa chegar a uma conclusão. Só assim uma ideia prevalece.
Compreendemos o ideário Anonymous como uma expressão exatamente assim: plural. Acima de tudo prezamos extremamente o respeito às ideias, sem o absolutismo de verdades. A alegação do detrator é fraca e ridícula, mostra que esperava uma pasteurização vertical de pensamentos. Apenas demonstra a falta de conhecimento do que é uma democracia real. Nessa página prezamos pelo plural e horizontal.
Fazia parte do nosso trabalho – e continua fazendo nessa nova página criada - deixar o mural aberto e responder os comentários, mesmo aqueles que nós discordávamos, aliás principalmente aqueles que discordávamos, afinal, assim que se produz um debate. É uma pena que tenham fechado o mural da página original. Seria medo às críticas e ao debate?

O terceiro ponto de resposta a vocês é a alegação veementemente que somos partidários do PSOL. Desde a última eleição a nossa posição de boicote eleitoral é clara e explícita. Sempre deixamos óbvia a nossa descrença em quem está inserido no jogo político, cremos que quem está dentro do jogo é pra seguir as regras do juiz. Durante a campanha para prefeitura fomos atacados por todos os lados por militantes apaixonados pelo Freixo justamente por não termos apoiado a sua candidatura. E que fique claro, nem a dele e muito menos a do bandido do Paes.

Somos apartidários – não antipartidários - porque não acreditamos no partidarismo eleitoreiro tal como é hoje. Os partidos perderam sua essência ideológica trabalhando exclusivamente para manter o jogo de poder - E PRINCIPALMENTE - acreditamos que o sistema representativo faliu, portanto não é elegendo “A” ou “B” que as coisas irão mudar, somente com o poder para o povo, com uma participação direta, parando de acreditar em heróis travestidos de políticos pedindo voto, que esse mundo realmente vai mudar.
Um quarto ponto envolve termos lido alguns comentários falando de termos relações com o Fora do Eixo e companhia. Quem acompanha a página sabe que já fizemos críticas a esse coletivo por conta de seu aparelhamento partidário e seu financiamento privado. Também sempre deixamos claro que não aceitamos, e jamais aceitaremos um centavo que for. Não trabalhamos com o vil metal por aqui. Engraçado que algumas das páginas que nos atacam são patrocinadas, nós não. Todo nosso alcance se deve ao engajamento orgânico dos nossos colaboradores, curtindo, comentando e compartilhando. Afinal, o que realmente é relevante não precisa ser pago para aparecer.

Por fim. Quanto à “visibilidade”. Anonymous é qualquer um que siga o ideal de liberdade e de luta contra opressão. Anonymous é sobre questionar, pensar, reagir, criar novas opções para sair do sistema que critica. Portanto criticamos abertamente todo aquele que tenta aparecer perante a uma ideia, impondo argumentos, se gabando de “ser dono” da mesma. Se gabar de “pertencer a um grupo”, como se isso fosse algum privilégio, isso nós rebatemos. Usar de um ideal para se dizer “melhor”, para se promover, isso é que é oportunismo. Como, por coincidência, é o que o ladrão da página fez.
As acusações contra a FIP e contra a Unidade Vermelha, sem dúvidas eles podem responder à altura que o detrator merece. Nem faz sentido terem sido vomitadas se referindo a nós. De resto, seguimos no trabalho. Mesmo com a intervenção do ladrão da página original, continuamos na Anonymous Rio – Fase 2. Sempre...

UNIDOS COMO UM, DIVIDIDOS POR ZERO!

Fonte
Anonymous

domingo, 27 de outubro de 2013

A brecha que o sistema queria


Na última sexta-feira 25, um militante da fanfarra do M.A.L. tocava com a cara marcada de agressões e um trompete torto. Era o resultado da ação de um grupo de policiais que o haviam cercado, o imobilizado, o jogado no chão e pisoteado sua cara na quarta-feira 23, em protesto no distante bairro do Grajaú.

Naquele mesmo dia, abusos ocorreram quando os manifestantes foram obrigados a entrar na avenida Presidente Kennedy, prensados entre mansões e a represa, sem ter para onde fugir. Lá, ao menos vinte e três militantes foram detidos para averiguação, em claro desrespeito à constituição. Entre outros abusos, um advogado que tentava liberar presos chegou a ser estrangulado por policiais. Ninguém ganhou capas de jornais.
Nesta sexta, o tenente coronel agredido por black blocs, salvo por um P2 (policial à paisana), foi a grande notícia do último protesto da semana de luta pelo transporte público. Ao olhar as notícias e opiniões publicadas, parece que nada mais aconteceu naquele ato.


Na lógica da grande mídia, a agressão de um policial vale mais do que dezenas de prisões arbitrárias e agressões contra manifestantes.

Ignorou-se que a mesma policia assistiu de braços cruzados à maior parte da depredação do terminal parque Dom Pedro II. Os 800 policias que acompanhavam o ato esperaram o fim dele para agir com contundência. Instantes depois de um jogral na praça da Sé, os militantes cantavam em clima de festa "violência é a tarifa, fascista é a policia". Foi quando ocorreu uma chuva de gás lacrimogêneo, vinda de todos os lados da praça. Milhares de pessoas tentavam correr dela, sob disparos de balas de borracha, muitas delas sozinhas.
A depredação na região se intensificou, e o medo era a regra pelas estreitas ruas do centro. A partir dali, ocorreu uma série de “detenções para averiguação”. Dos 92 presos, dois foram responsabilizados pela agressão ao policial. Vi pessoas sendo levadas ao hospital, com a perna sangrando após serem atingidas por policiais. Atrás da praça da Sé, manifestantes vomitavam em cima do meio fio graças aos efeitos do gás.

O processo do dia seguinte a este ato lembra o do dia 11 de junho, uma terça-feira, quando os jornais estamparam um policial sangrando, cercado por manifestantes, em uma imagem fora de contexto. Esqueceram dos detidos que passaram os próximos cinco dias sofrendo abusos em presídios simplesmente por estar protestando.

No dia seguinte, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo ofereceu ajuda ao governo estadual com o que fosse necessário. Dois dias depois, o que se viu foi um estado de exceção sem precedentes no centro da cidade. Desta vez, é a própria presidenta Dilma Rousseff que oferece: “o Governo Federal coloca à disposição do Governo de São Paulo o que ele julgar necessário.”

A agressão ao policial lembra o momento em que, na narrativa de Mano Brown em “Diário de um Detento”, presidiários brigam em uma cela. Depois, são usados como desculpa para a invasão do presídio, e o esquecimento dos direito humanos no massacre do Carandiru. Nas palavras de Brown, foi “a brecha que o sistema queria”.


Não se trata aqui de defender a atitude de alguns dos adeptos do black bloc que espancaram o policial. A violência física não é adequada para tratar quem ali exerce a sua profissão, seja ela qual for. A maioria dos policiais não escolheram seu ofício por sadismo, mas pela simples necessidade de salário. Para conter os abusos dessa instituição, acho que vale mais a pena combater a sua própria existência. Além disso, o próprio histórico da tática black bloc não é de agressão às pessoas, mas da destruição de símbolos do capitalismo, entre outras ações. Também é preciso ponderar até que ponto esse tipo de ação direta difusa pode resultar em alguma conquista efetiva.

Mas, independente da discussão sobre a validade da tática dos blocs, a violência cometida pelos policiais, e pelo Estado, é desproporcional àquela cometida pelos ditos vândalos. Ao igualar a violência do opressor com a do oprimido, a opinião publicada mais uma vez dá o aval para a Polícia cometer seus excessos.

Fonte
Carta Capital

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PM forjar fragante com morteiro em protesto no Rio


Vídeo divulgado pelo jornal "O Globo" mostra um jovem sendo detido e algemado no Rio depois de um policial militar simular a posse de um morteiro. A PM anunciou que investigará o caso.
O rapaz foi detido durante a manifestação dos professores, no centro, que resultou em confronto com a polícia.
As imagens, amplamente difundidas ontem na internet, mostram o jovem sendo detido após ter sua mochila revistada na Cinelândia.
No momento em que o rapaz abria a bolsa, um policial se aproxima com um morteiro na mão e joga o artefato aos pés do rapaz. Logo depois, outro policial grita: "algema, algema!"

Outras pessoas que acompanhavam a ação policial reagiram indignadas. Em nota, o comando da PM informou que abriu sindicância para analisar as imagens.

 

E informou que o jovem foi liberado na delegacia, sem que tenha sido feito boletim de ocorrência pela posse do artefato.
"Não houve flagrante. Ele foi conduzido para a delegacia onde foi feito apenas um registro de 'conduta atípica', sem atribuir a ele posse de nenhum material."
O comunicado acrescentou que o rapaz foi detido "apenas para averiguação".

Não postei ontem,poque estava tão revoltado,que não conseguia por as coisas em ordem e até com raiva do pc eu fiquei.. 

Fonte
Folha de SP

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Anonymous FUEL-BR (Frente Unificadora de Emancipação e Libertação Nacional)

Antes de qualquer coisa, agradecemos. Aos que interagem com mídias Anonymous de qualquer célula e ajudam as estruturas a ganharem visibilidade, curtindo e compartilhando. Aos que comentam e interagem com as publicações, aos que criam debates em grupos e trazem conteúdo relevante e colaboram para a emancipação crítica de todos. Aos que, mesmo em silêncio, acompanham o trabalho e não se sentem confortáveis para se pronunciarem, mas estão conosco aguardando o momento certo para fazê-lo. Aos que têm pouco tempo livre e mesmo assim dedicam-se à Ideia.

Agradecemos pelo crescimento que a Anonymous teve entre 2012 e 2013 e reconhecemos que a maior parte dele se deve a cada um de vocês. Por isso somos um. Por isso somos os 99%!

Não percam o ânimo. Não percam a coragem. Todos teremos dias difíceis, e às vezes serão muitos dias. Todos teremos vontade de desistir, todos sentiremos que estamos nos sacrificando por algo que não dará certo. Mas existe um motivo para chamarmos uns aos outros de irmão e irmã. Esse é o motivo pelo qual resistimos.

Inicia-se para a Anonymous nacional uma fase de luta e enfrentamento. Gostaríamos de tê-los todos conosco, se concordarem com nossas propostas e metodologias. E os que não concordarem, gostaríamos que se organizassem sob seus próprios princípios e preparem-se igualmente para lutar ao nosso lado. Se a necessidade é de divisão agora, que seja. Mas o objetivo futuro deve ser o de união, e independente dos caminhos trilhados, somos irmãos.

Tome de volta o que o sistema te roubou. Reconquiste a riqueza (no sentido amplo de riqueza, a cultura, o saber, a iluminação, a esperança, a vontade, a individualidade) que está sendo tirada das suas mãos e concentrada nas mãos de poucos. Lute até que lhe tirem as armas. Grite até que lhe tirem a voz. E se tirarem tudo, lembrem-se: Suas mentes sempre permanecerão suas.

Em nome de um futuro democrático, lute.
Em nome de uma sociedade justa, de direito igualitário, levante-se.
Em nome de uma política honesta, manifeste-se.
Em nome da liberdade, liberte-se.

Nós somos Anonymous.
Nós somos Legião.
Nós não perdoamos.
Nós não esquecemos.
Esperem por nós!

Um forte abraço a todos, e desejos de união, emancipação, libertação e força.
Atenciosamente,

Célula FUEL-BR.

ESSA É APENAS UMA MENSAGEM DA FUEL-BR 
BAIXE O MANIFESTO TODO AQUI E FIQUE POR "DENTRO"

domingo, 4 de agosto de 2013

Nossa mídia corrupta (Brasil)

Globo aparece nos noticiários internacionais sobre a manipulação de notícias e mudanças de opinião.




Essa é a nossa imprensa "imparcial",Rede Esgoto de Televisão.

Fonte
Anonymous

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Anonymous

Nos últimos dois meses vem acontecendo, no interior e entre os diversos grupos ou células que compõem o Anonymous no Brasil diversas disputas. Estas disputas se devem a divergências entre seus integrantes.

Os Anonymous

O maior grupo, pelo menos no Facebook, é o Anonymous Br4sil, cuja fan page tem mais de 1.100.000 curtidas.
Outra célula muito expressiva e ativa é o Anonymous Rio. que tem uma atuação junto aos movimentos sociais cariocas.
Uma terceira célula, saída do interior do Anonymous Br4sil é a FUEL – Frente Unificadora de Emancipação e Libertação Nacional, que se destaca por buscar construir um perfil mais ideológico para os diversos grupos Anonymous no país.
Também são expressivas as fan pages Anonimos BR e Anonymous Brasil, ambas com um perfil definido de oposição ao governo Dilma e ao PT.
As células Anonymous buscam, sempre que possível – e quase sempre é possível – trabalhar em conjunto. Afinal, o lema usado por eles é “unidos como um, dividido por zero”.

A Revolução Digital e a Revolta dos Coxinhas

Entretanto, nos últimos dois meses temos presenciado no Brasil intensas e imensas manifestações, verdadeiros levantes populares. Na minha opinião, isso é mais uma consequência da Revolução Digital, que assim como teve e segue tendo desdobramentos em várias áreas – indústria do entretenimento (música, cinema, jogos), mercado de publicações impressas, nas comunicações de modo geral, e teremos ainda mais consequências quando as impressoras 3D se popularizarem – também está tendo desdobramentos na política.
Hoje, as pessoas estão tendo acesso a muitas informações, o tempo todo. Mesmo quando não querem! Um exemplo é o Facebook, onde a todo instante algo é publicado, compartilhado, eventos criados, causas espalhadas. Com essa quantidade de informação disponível, hoje ficamos sabendo dos fatos logo que eles ocorrem. Informações sobre editais fraudulentos, agressões físicas às ditas minorias, absurdos realizados por agentes de governos, escândalos políticos, tudo isso, junto, claro, com muitas bobagens e memes, se espalha na velocidade da internet.
Por isso, não foi difícil para milhares, milhões de brasileiros e brasileiras, em todos os estados, em centenas de cidades, se “organizarem” e saírem às ruas querendo que as coisas melhorem. Pessoas que nunca haviam reivindicado saíram de sua acomodação e foram pra rua. Considero isso essencialmente um ato positivo!

Claro que nesse movimento gigantesco as pautas não são claras, nem poderiam, tamanha a diversidade presente. O estopim parece ter sido a questão dos reajustes das tarifas de ônibus em várias cidades. Mas esse foi apenas o estopim para outros clamores, alguns mais consensuais, outros nem tanto. As esquerdas e as direitas tradicionais não captaram e não entenderam essas manifestações. Não entenderam até agora, eu diria. Elas ainda olham pra esse movimento com olhares do século passado. Não compreendem as redes, não compreendem as inúmeras ligações entre as pessoas, não entendem pessoas e causas conectadas. Separam o virtual do real – não compreendem que não existe essa separação.
Não entendem que a internet coloca as pessoas em contato direto, sem a necessidade de mediadores, e menos ainda dos mediadores tradicionais, como partidos e sindicatos.

As manifestações e os Anonymous

Logo nas primeiras duas manifestações pela redução da tarifa em São Paulo, ficou nítida a importante participação da internet e das fan pages Anonymous na mobilização e convocação.
Dos cinco sites que mais distribuíam informações e convocavam para os atos, além do site do Movimento Passe Livre ocupavam espaço central três fan pages Anonymous.
Nas manifestações seguintes o papel das páginas Anonymous foi ainda maior, praticamente se tornando as disseminadoras de informações sobre elas. A célula Anonymous Rio também teve um papel protagonista nas manifestações por lá. Aliás, os anons Rio têm participação anterior à esta onda, tendo mobilizado e participado nas manifestações por ocasião da remoção da Aldeia Maracanã e seguem mobilizando em oposição ao governador Sérgio Cabral. Também já organizaram protestos em frente à sede da Rede Globo em mais de uma ocasião.

Práticas estranhas aos anons

Não é de agora que células anons dirigem uma série de críticas a outras células anons, principalmente à Anonymous Br4sil e Anonymous BR, que volta e meia publicam posts com conteúdos homofóbicos, preconceituosos e de tonalidades tucanas (PSDB). Há quem diga que essas células são “controladas” pela juventude do PSDB, e seriam ligadas a um senador tucano. Verdade ou mentira, logo saberemos, pois as eleições se aproximam e veremos como se comportarão.
O fato é que vários anons que divergiram da forma como as coisas estavam sendo encaminhadas na Anonymous Br4sil acabaram sendo excluídos do gerenciamento da fan page.
Os anons excluídos relatam uma prática centralizada, autoritária e atitudes auto-promocionais. Como é sabido, no Anonymous não se deve buscar notoriedade, “aparecer” ou qualquer tipo de crédito ou mérito. Se age por uma causa que beneficie a quem esteja sendo oprimido, seja por uma empresa, uma organização, um governo. Assim tem sido a história do Anonymous.

Os vídeos Anonymous

Como o Anonymous não tem porta-vozes, não tem uma cara, se tornou sujeito à ocorrência de manipulações, tanto pela esquerda quanto pela direita. Qual o critério para saber se um vídeo tem de fato alguma relação com o Anonymous? Só tem um jeito: você conhecer a história, conhecer a Ideia.
Desconfie de vídeos sensacionalistas. O sensacionalismo não é uma característica dos anons. Desconfie de vídeos com um discurso senso-comum. O Anonymous busca exatamente tirar as pessoas do senso-comum. Desconfie de vídeos com discurso igual ao do PSDB ou igual ao do PT. Anons fazem críticas a estes dois partidos e seus governos, pois o compromisso do Anonymous é com os fatos, com a verdade, não importando se vai com isso comprar inimizades com partido ou governo A ou B.
Um dos vídeos que circulou muito durante as manifestações foi o chamado “As 5 causas”, que teve sua autoria negada por grupos anons. Leia aqui o desmentido em outro vídeo do Anonymous.
Estaremos acompanhando a evolução dessa importante disputa de rumos entre os anons brasileiros, torcendo para que prevaleça a prática que, historicamente, esteve ao lado dos oprimidos, dos injustiçados, se levantando e realizando ações em defesa dos povos em luta na África e Oriente Médio, no Occupy Wall Street, ao lado de Assange e do WikiLeaks, nos protestos contra o SOPA, PIPA e ACTA.

Fonte
Nerdices

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mulher atacada no Rio com spray de pimenta desabafa

"Fazia muito tempo que não me envolvia em protestos, me lembro que em minha adolescência o único movimento político que me pareceu coerente de todo era aquele que lutava pelo passe livre, que na época tinha risco de ser perdido. Um direito do estudante que deveria mesmo ser ampliado, estendido aos universitários. Na passeata antiga de que me lembro, entramos em confronto com a polícia, que começou ...como sempre começa, a coibir violentamente os manifestantes. Quando se fala de violência há de se compreender o direito de resposta do que é vítima, como somos nós vítimas do estado, reféns de uma polícia corrupta e atroz. Passou por mim nesse tempo, enquanto eu corria de uma bomba de gás lacrimogêneo, e era uma menina de dezesseis anos, um homem que disse ao telefone pra alguém “ aqui no centro tem um monte de marginais vestidos de estudantes”.

Eu fiquei boquiaberta na época e ainda hoje fico quando alguém condena uma pessoa que luta pelos próprios direitos indo à uma passeata, protestando. Uso com frequência o argumento de que numa primavera árabe, como chamaram, a revolta da população é considerada válida, enquanto aqui a revolta é considerada crime, reagir ao estado, à polícia, é o mínimo que podemos e devemos, ainda que eles tenham táticas e nós não, devemos resistir, o mais pacificamente quanto o possível, mas promovendo transtornos sim, porque um protesto que não incomoda é um protesto sem voz.

E pra citar Hélio Oiticica, com seu “seja marginal, seja herói” devo dizer, que ser chamada de marginal não é hoje pra mim uma ofensa, e sim um elogio. Já que o refugo da sociedade, o que ela regeita como regeitou-me em algumas circunstâncias, talvez seja o que há de mais válido nela, o que há de combatente, de vivo, de possivelmente revolucionário. Talvez seja apenas um espelho do qual não se gosta, um espelho que retrata a verdadeira face, o que me lembra inevitavelmente Dorian Gray.

Quando se fala dos “poucos vândalos” para uma multidão de pacíficos, devemos pensar se não estamos fazendo uma revolução que a mídia acata facilmente. Já que a mídia frequentemente manipula nossa opinião, e nos sonega informações que tem, se isso não é perigoso, se isso não vai fazer com que coloquemos no poder um governante de direita. Ao invés de uma política minimamente válida, comprometida com respeito por nosso direitos, e não com um deputado como o Feliciano na comissão de direitos humanos, que é algo de uma ironia transcendental. Se não estamos fazendo uma revolução de que a mídia vai se utilizar negativamente.
É aí que reside todo perigo. Acho por exemplo que se um deputado ganhasse como um professor a política não seria o que é, mas são eles quem votam os próprios salários, enquanto nós somos quem devia decidir isso.

Me filio mais a um pensamento de viés algo anarquista, algo comunista, porém não gosto de ismos e acabo por definir-me apartidária e independente. Tenho, como temos todos, uma cabeça própria, influenciável é verdade, mas no geral desvinculada de uma lógica de manada até quando me for possível evitar. e sei quanto de utópico e ideal há nisso. Por isso nenhum estado jamais me representará, a presidente Dilma não me representa mesmo que eu tenha votado nela por considerar que dentre as opções viáveis era a menos pior.

Aqui no rio, o que tem sido feito é uma elitização progressiva da cidade, os moradores das favelas estão deixando de ser pobres e a elite está tomando o lugar, a cidade está mudando o caráter miscigenado que sempre teve e que garantia certa horizontalidade nos espaços comuns. O custo de vida está aumentando e o aumento da passagem é só a gota d'água de tudo isso, o que faltava para coroar um quadro mais que absurdo. Vive-se num estado de vigília constante, uma ratoeira da qual não conseguimos nos desvencilhar por mais que tentemos com afinco, porque há sempre uma e outra pedra no caminho, pra citar Drummont.

A polícia é violenta e cruel, aqui. O estado é violento e cruel, aqui. E o cidadão é que está a mercê dele, e não o contrário, mas somos muitos, ainda que nesse coro de tantas vozes se sobressaiam algumas poucas, e sempre tenhamos a impressão de que estamos sendo enganados, manipulados, e massacrados pela mídia, polícia, estado, e pela multidão que vai as ruas linchar, pois não há nada mais covarde que um linchamento, seja ele afetivo ou físico.

Na manifestação que fui nessa segunda-feira, foram presas pessoas que não tinham absolutamente nada de vândalos, uma menina foi presa por portar um objeto que ela encontrou na rua mas no momento do confronto foi fruto de um saque a uma loja de malas, pelo que entendi. Como podem fazer os governantes para tirar um e outro como exemplo pra massa e pra que pareça que não valha a pena resistir, e lutar pelos direitos que todos temos.
Ela foi presa injustamente e injustamente condenada a ficar sem fiança, os outros foram liberados segundo fiança, a minha foi de dois mil reais, para responder em liberdade como quadrilha. Eram pessoas que nunca haviam se visto antes. Um estado em que aqueles que o combatem são passiveis de serem tidos como terroristas é ditatorial.

Não concordo com uma lógica nacionalista que se perpetua, acho que somos todos cidadãos do mundo antes de pertencermos a este ou àquele país. O que vi na passeata que fui, foi uma multidão de muitas vozes distintas, xingavam a todos os governantes. Mesmo a mim, que não governo nada, xingavam também, uma multidão pode ser positiva ou negativa, as vezes ambas as coisas, simultaneamente.

Compreendo uma vivacidade derivada da violência, uma violência que se desvele poeticamente, embora não apoie a depredação de prédios históricos ainda que segundo meu senso estético ( como artista plástica e poeta que sou ) eles fiquem mais interessantes assim. Acho que barricadas que atrapalhem o acesso da polícia aos manifestantes podem vir a funcionar muito bem. Embora também não tenha participado de nenhuma construção de barricadas no protesto, fui apenas vê-las.

Protestei pacificamente, mas não passivamente, sim como uma performance reativa, injustamente fui presa, e agora meu advogado me aconselha a não estar com os meus, na passeata, onde o efetivo de polícia aumentou muito. Meu rosto estampado nos jornais impede que eu saia ilesa, devido ao histórico psiquiátrico que tenho, possivelmente pararia em um manicômio judicial. Peço a todos que puderem ir, que vão, e combato daqui, com as armas que tiver ao alcance, o que for possível.

A multidão que estava na Rio Branco eram muitas vozes distintas, já a que foi à Alerj me deu a impressão de ser uma voz mais unívoca, embora saibamos que há sempre infiltrados. Por exemplo com uma bomba precisei de vinagre, me deram primeiro wisky, depois vinagre, e leite de magnésia. Em uma outra hora em que recebi spray de pimenta no rosto, logo após aquela foto, me deram tiner para passar no rosto, o que singifica que é muito difícil nessas situações, saber quem é o inimigo. A polícia me tacou pedras e atirou o que não tenho certeza se foi uma bala de borracha ou um tiro de raspão, além do spray de pimenta. Então, sei que inimigos são muitos, mas eles são os piores em minha relação e minha performance no ato.

A polícia me agrediu como agride a todos os manifestantes, nesse tipo passeata, como sempre foi feito, hoje fui ao IML, fazer um exame de corpo delito para que eu possa me defender e que meu processo seja arquivado. Na delegacia uma espécie de tortura psicológica foi o que me aconteceu, pra sair de lá assinei papéis que não sei em exato o que foram, e agora espero para ver no que vai dar. Espero que isso se torne maior do que qualquer indivíduo, que seja a micro política invadindo a macro, agora que por bem, devo dizer o que penso."

Fonte
G1

domingo, 16 de junho de 2013

Sindicatos chamam greve por repressão


Sindicatos na Turquia pediram uma greve nacional de um dia para protestar contra a repressão policial em manifestações anti-governamentais.
A Confederação dos Sindicatos dos Trabalhadores Públicos (KESK) e da Confederação dos Sindicatos Progressiva (DISK) estão exigindo um fim à "violência policial".
O movimento vem depois de contínuos confrontos esporádicos entre manifestantes e policiais em Istambul e Ankara capital.
O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan  defendeu a repressão.
Dirigindo-se dezenas de milhares de partidários em Istambul no domingo, Erdogan disse que tinha sido o seu dever de ordenar o despejo dos manifestantes na cidade de Gezi Parque na noite anterior.
Os protestos, segundo ele, eram "nada mais do que a tentativa da minoria a dominar a maioria", acrescentando: "Nós não poderíamos ter permitido isso e não vamos permitir isso."
Ele também negou se comportar como um ditador, criticou a mídia estrangeira, e prometeu "identificar um por um aqueles que têm aterrorizado as ruas".

Fonte
BBC News

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nota da Anistia Internacional


A Anistia Internacional divulgou nota nesta quinta-feira(13/06/2013)

"A Anistia Internacional vê com preocupação o aumento da violência na repressão aos protestos contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Também é preocupante o discurso das autoridades sinalizando uma radicalização da repressão e a prisão de jornalistas e manifestantes, em alguns casos enquadrados no crime de formação de quadrilha.

O transporte público acessível é de fundamental importância para que a população possa exercer seu direito de ir e vir, tão importante quanto os demais direitos como educação, saúde, moradia, de expressão etc.

A Anistia Internacional é contra a depredação do patrimônio púbico e atos violentos de ambos os lados e considera urgente o estabelecimento de um canal de diálogo entre governo e manifestantes para que se encontre uma solução pacífica para o impasse.

É fundamental que o direito à manifestação e a realização de protestos pacíficos seja assegurado."


sábado, 12 de janeiro de 2013

Grupo Femen protestam em São Paulo

Para quem não acreditava(assim como eu)que não existiam ativista "físicas"do grupo femen aqui no Brasil,podem ficar desapontados,ou não..
Três Integrantes do grupo fizeram uma manifestação no Santana Parque shopping,que fica na Zona Norte de São Paulo. (Terça a noite 08/01/2013)
Estou de total apoio com elas já que o motivo de tal manifestação é que nesse shopping é onde esta a casa de vidro do Big Brother Brasil 13!
Para muitos assim como para esse grupo,o BBB13 não passa de uma ferramenta que desvia a atenção do povo dos verdadeiros problemas sociais que nos assola.
E como é "normal" em manifestação do grupo Femen em todo o Mundo, elas tiraram suas blusas em protesto ao Programa.
 "Acorda Povo" era uma das frases escrita no próprio corpo das integrantes.Como seriam Obvio as meninas foram retiradas do lugar pelos seguranças e a policia foi acionada.
As manifestantes foram levadas para o 72º DP, que fica na Vila Penteado.
O que a Globo falou sombre o assunto no seu site foram poucas linhas sem nenhuma imagens,afinal porque eles iriam querer "acorda" o povo?!

Site
Femen.org
Texto
Devorador do Pecado