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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Diferença de intervenção Militar e Ditadura
Última vez que teve "intervenção Militar" durou 21 anos e muitos desaparecidos..
Você quer mesmo outra "intervenção"?
Desculpe por não saber a fonte do desenho para dar os devitos creditos.
Achei a imagem na rede.
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domingo, 30 de novembro de 2014
Militares querem fazer novo partido político
Espalhados pelas dezenas de partidos existentes no Brasil, os militares decidiram se agrupar para criar uma legenda: o Partido Militar Brasileiro (PMB). Integrantes do novíssimo PMB acreditam que, até o fim deste ano, terão coletado as 500 mil assinaturas exigidas para registrar a nova legenda, e planejam lançar candidatos nas eleições municipais de 2016.
No Brasil, todos os partidos são de esquerda. O PMB será o único partido de direita do país”, afirma o capitão Augusto Rosa, futuro presidente nacional e um dos fundadores do partido. Este ano, ele foi eleito para o cargo de deputado federal pelo PR de São Paulo, e afirma que não terá problema em migrar para a nova legenda. “Vamos ter uma bancada de 15 deputados federais”, calcula.
Sobre os tempos do regime militar, capitão Augusto argumenta que os militares “salvaram o Brasil do comunismo”, e prefere não falar sobre a repressão feita pelo Estado contra a oposição. Mas faz questão de se desvincular dos radicais que defendem uma nova intervenção militar autoritária no Brasil. “Não tem o menor cabimento o que essas pessoas estão pedindo. Nunca mais vai acontecer isso. Vamos invadir a política, mas não será pela força”, garante.
Sob o argumento de defesa da segurança, o partido irá assumir posições polêmicas: será favorável à redução da maioridade penal e defenderá a “família tradicional composta por pai e mãe”, como forma de atrair deputados e eleitores conservadores. O Bolsa-Família, por exemplo, programa de transferência de renda que foi assunto durante toda a campanha presidencial neste ano, sofre severas críticas e é apontado como “criador de uma geração de vagabundos”.
Segundo Rosa, não acontecerá com o PMB o que aconteceu com a Rede Sustentabilidade, partido que a ex-presidenciável Marina Silva tentou criar e que teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “A Rede nasceu como uma colcha de retalhos. Somos coesos”, argumenta o capitão, que abriu a legenda para entrada de civis como candidatos. “Não existe distinção. Mas nós investigaremos a vida de qualquer candidato. Precisa ser e parecer honesto”.
No Rio, o nome mais reconhecido do partido é José Alberto da Costa Abreu, general da reserva que concorreu nas eleições deste ano como vice na chapa de Marcelo Crivella (PRB) ao governo do Rio. “Com o PMB, o objetivo é lançar candidaturas, sobretudo de militares, às câmaras de vereadores e prefeituras em todo o país já em 2016”, afirma o general, que será vice-presidente nacional do partido. Rosa vê nele um bom nome para disputar a prefeitura da cidade em 2016. “Se assim ele decidir, terá o meu apoio.”
Deputado federal mais votado do Rio neste ano, e um dos políticos mais polêmicos do Brasil, Jair Bolsonaro (PP) afirmou ao DIA que já conversou com integrantes do PMB para migrar para nova legenda. Conhecido por assumir posições conservadoras e por usar a tribuna do Congresso para exaltar a ditadura, o parlamentar teceu elogios ao programa do PMB e deixou as portas abertas para uma possível troca de legenda.
“Primeiro, precisa ver o que vai acontecer com meu partido quando abrirem essa caixa preta da Petrobras. Quando abrir essa tampa, vamos ver quantos do meu partido estarão lá dentro”, disparou. O PP é um dos partidos apontados como beneficiário no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Cacifado pela expressiva votação recebida no pleito deste ano, Bolsonaro já declarou diversas vezes que quer ser candidato à Presidência da República em 2018. Em seu estatuto, o PMB prevê obrigatoriamente o lançamento de uma candidatura todos os anos. Cenário perfeito para união? O deputado desconversa e diz que a decisão sobre a troca de legendas, entretanto, não será tomada até 2015. “Com certeza não sairei antes do fim do ano que vem”, disse.
Acredito que como a Rede foi negado a criação do partido,esse PMB também será.
Falando serio,já temos partidos demais e não é verdade que todos são de esquerda.
Nós dias de hoje não se sabe mais quem é quem(esquerda-direita) vemos esquerda apoiando leis de "direita" e direita apoiando leis de "esquerda".
Não existe mais essa definição,existe e sempre existiu o apoio a beneficios próprios.
Sobre os "militares" da politica atual não vou nem entrar em detalhes,se não precisariam de outra postagem só para concluir.
E o sobre o
Fonte
IG
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Policial lança livro questionando militarização e é expulso da PM
Darlan Menezes Abrantes, de 39 anos, foi expulso da Polícia Militar por ter distribuído um livro de sua autoria, “Militarismo: Um sistema arcaico de segurança pública”, onde relata os pontos negativos da militarização da polícia, com depoimentos de outros policiais. Além da expulsão, a Polícia pressionou o autor a identificar os policiais que deram depoimento ao livro. .
Em 13 anos de serviço à Polícia Militar Darlan sempre teve um comportamento exemplar. O ex-policial é formado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), estudou Teologia pelo Seminário Batista e é pastor de uma Igreja Batista. .
Conforme publicação na página 106 do Diário Oficial do Estado do Ceará de 17 de janeiro de 2014, a Polícia Militar instalou inquérito que culminou na instauração da ação penal pela prática de crime tipificado do art. 166 do Código Penal Militar (CPM)..
(Publicar o militar ou assemelhado, sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar publicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar, ou a qualquer resolução do Governo: Pena – detenção, de dois meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave)..
A expulsão foi baseada no artigo 24 da lei 13.407/03. Além disso, a PM afirma que Darlan invadiu a Academia e desrespeitou os oficiais. O policial distribuiu os livros nas portas da Universidade Federal do Ceará (UFC), Uece e da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp-CE). Porém, segundo Darlan, a distribuição dos livros foi feita do lado de fora da Aesp, e não dentro, conforme defendido pela Polícia..
“O que aconteceu foi que os policiais que recebiam os livros entraram na Academia com os exemplares e mostravam aos colegas”, explica o autor. Durante a investigação, o presidente do Conselho de Disciplina da PM, Ricardo Catarina, deu parecer favorável apenas à punição de Darlan. Mas quando a investigação chegou à Controladoria, resultou na expulsão..
Darlan entrou para a PM em 1995, mas pouco tempo depois desistiu da atuação. Na época, já ouvia policiais comentando sobre a necessidade de desmilitarizar a Polícia. Após cursar Filosofia, o ex-policial fez um concurso para voltar à corporação. Apesar de já conhecer como funciona o sistema, Darlan retornou à Polícia por questões financeiras. .
Livro
O objetivo do livro, segundo o autor, é abrir a mente dos soldados acerca do sistema que existe dentro da Polícia Militar. Segundo ele, trata-se de um sistema covarde que trata a sociedade como inimigo. Na primeira edição do livro, Darlan não teve nenhum problema. Mas na segunda, gerou repercussão a ponto de sua expulsão da corporação. .
“Como pode uma polícia anti-democrática fazer a segurança de um país democrático? Quando eu trabalhava na polícia, sentia como se estivesse viajando no tempo. Era como se eu voltasse para Idade Média, onde os oficiais eram os Senhores Feudais e os soldados eram os escravos”, comenta. .
Darlan utiliza, em seu livro, uma frase do escritor Rui Barbosa que resume bem o conteúdo da obra: “Militarismo é para o exército assim como o fanatismo é para a religião.” No último capítulo, o autor utilizou vários versículos bíblicos e conta uma parábola sobre as três polícias, que na verdade são uma analogia ao policiamento do Brasil, Inglaterra e Estados Unidos..
Segundo a advogada da Associação de Profissionais da Segurança (APS) e defensora de Darlan Menezes, Quércia Andrade, o caso que está no Conselho de Disciplina em fase final pode ter uma reversão da decisão, fazendo com que Darlan volte a atuar na Polícia Militar. .
“Nós acreditamos verdadeiramente que haverá a reversão da decisão. O recurso já foi apresentado e aguarda avaliação do Conselho. Ele (Darlan) tem um comportamento exemplar dentro da Polícia e isso pode favorecê-lo”, explica a advogada. Além do processo administrativo, Darlan responderá a um processo judicial, e será ouvido em maio. .
De acordo com o relações públicas da Polícia Militar do Ceará, Coronel Albano, a polícia acatou uma decisão expedida pela Controladoria ao expulsar Darlan Menezes. Com relação a uma possível desmilitarização da Polícia, o coronel informou que esse é um projeto em nível de Congresso Nacional e que não há um posicionamento da instituição.
Fonte
Jornal Tribuna
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Ditadura Militar no Brasil
Exaltação e propaganda da Ditadura Militar na Rede Globo (1975)
Programa AMARAL NETTO, O REPÓRTER, que marcou época nos anos 70 pela Rede Globo de Televisao. O "especial" enaltece os acontecimentos políticos e sociais no Brasil entre 1963 e 1975 e as ações de cada presidente após o golpe de 1964.
Na voz de nosso "ilustríssimo" Cid Moreira..
Regime ou Ditadura militar no Brasil foi o regime autoritário que governou o país de 1º de abril de 1964 até 15 de março de 1985. A implantação da ditadura começou com o Golpe de 1964, quando as Forças Armadas do Brasil derrubaram o governo do presidente constitucional João Goulart1 e terminou quando José Sarney(Outro filho da puta) assumiu o cargo de presidente.
A revolta militar foi fomentada por Magalhães Pinto, Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, governadores dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, com apoio dos grandes veículos de comunicação.
Programa AMARAL NETTO, O REPÓRTER, que marcou época nos anos 70 pela Rede Globo de Televisao. O "especial" enaltece os acontecimentos políticos e sociais no Brasil entre 1963 e 1975 e as ações de cada presidente após o golpe de 1964.
Na voz de nosso "ilustríssimo" Cid Moreira..
Regime ou Ditadura militar no Brasil foi o regime autoritário que governou o país de 1º de abril de 1964 até 15 de março de 1985. A implantação da ditadura começou com o Golpe de 1964, quando as Forças Armadas do Brasil derrubaram o governo do presidente constitucional João Goulart1 e terminou quando José Sarney(Outro filho da puta) assumiu o cargo de presidente.
A revolta militar foi fomentada por Magalhães Pinto, Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, governadores dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, com apoio dos grandes veículos de comunicação.
domingo, 17 de novembro de 2013
Vaticano foi cúmplice do golpe no Chile
O Wikileaks publicou quase dois milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, que datam dos anos 70, incluindo vários que revelam a cumplicidade do Vaticano no golpe em 1973 de Estado contra Salvador Allende (foto) no Chile e sua colaboração e apoio à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Um dos documentos, datado de 18 de outubro, revela que o então substituto do secretario de Estado Vaticano, Giovanni Benelli, expressou a diplomáticos dos EUA “sua grande preocupação, e do papa Paulo VI, pela exitosa campanha internacional esquerdista para falsear completamente as realidades da situação chilena”.
Segundo o documento, o então secretário de Estado do Vaticano saiu em defesa dos golpistas perante o corpo diplomático nos Estados Unidos e qualificou de propaganda comunista as denúncias sobre as violações aos direitos humanos da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1900).
“Benelli classificou de exagerada a cobertura dos acontecimentos como possivelmente o maior êxito da propaganda comunista, e sublinhou o fato de que inclusive círculos moderados e conservadores pareciam muito dispostos a crer nas mentiras mais grosseiras sobre os excessos da Junta chilena” diz um comunicado do Departamento de Estado.
De acordo com comunicado “a Arquidiocese em Santigado, o cardeal [Raul] Silva e o Episcopado chileno em geral asseguram ao para Paulo que a Junta está fazendo todo o possível para que a situação volte à normalidade e que as histórias dos meios internacionais que falam de uma repressão brutal não tem fundamento”.
Considerado o "número dois" do papa Paulo VI, Benelli foi o escolhido para receber o ex-presidente dos EUA Richard Nixon ao descer de um helicóptero na Praça de San Pedro em 1969, para selar a aliança anticomunista entre a Casa Branca e o Vaticano.
O relatório Retting, realizado pela Comissão da Verdade e Reconciliação da 1991 e que contabilizou apenas execuções e desaparecimentos, reconheceu um total de 2279 mortes cometidas pelo Estado durante a ditadura Pinochet.
Já a Comissão Valech, batizada com esse nome para homenagear o ex-bispo de Santiago, Sergio Valech, ampliou a pesquisa sobre a repressão e enumerou mais de 30 mil vítimas em relatório apresentado em 2004, do qual 28 mil são relacionadas a detenções ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos. O segundo relatório da Comissão Valech, entregue em agosto de 2011 ao presidente Sebastián Piñera, reconhece mais de 40 mil vítimas.
Fonte
Anonimous
Wikileaks
domingo, 27 de outubro de 2013
A brecha que o sistema queria
Na última sexta-feira 25, um militante da fanfarra do M.A.L. tocava com a cara marcada de agressões e um trompete torto. Era o resultado da ação de um grupo de policiais que o haviam cercado, o imobilizado, o jogado no chão e pisoteado sua cara na quarta-feira 23, em protesto no distante bairro do Grajaú.
Naquele mesmo dia, abusos ocorreram quando os manifestantes foram obrigados a entrar na avenida Presidente Kennedy, prensados entre mansões e a represa, sem ter para onde fugir. Lá, ao menos vinte e três militantes foram detidos para averiguação, em claro desrespeito à constituição. Entre outros abusos, um advogado que tentava liberar presos chegou a ser estrangulado por policiais. Ninguém ganhou capas de jornais.
Nesta sexta, o tenente coronel agredido por black blocs, salvo por um P2 (policial à paisana), foi a grande notícia do último protesto da semana de luta pelo transporte público. Ao olhar as notícias e opiniões publicadas, parece que nada mais aconteceu naquele ato.
Na lógica da grande mídia, a agressão de um policial vale mais do que dezenas de prisões arbitrárias e agressões contra manifestantes.
Ignorou-se que a mesma policia assistiu de braços cruzados à maior parte da depredação do terminal parque Dom Pedro II. Os 800 policias que acompanhavam o ato esperaram o fim dele para agir com contundência. Instantes depois de um jogral na praça da Sé, os militantes cantavam em clima de festa "violência é a tarifa, fascista é a policia". Foi quando ocorreu uma chuva de gás lacrimogêneo, vinda de todos os lados da praça. Milhares de pessoas tentavam correr dela, sob disparos de balas de borracha, muitas delas sozinhas.
A depredação na região se intensificou, e o medo era a regra pelas estreitas ruas do centro. A partir dali, ocorreu uma série de “detenções para averiguação”. Dos 92 presos, dois foram responsabilizados pela agressão ao policial. Vi pessoas sendo levadas ao hospital, com a perna sangrando após serem atingidas por policiais. Atrás da praça da Sé, manifestantes vomitavam em cima do meio fio graças aos efeitos do gás.
O processo do dia seguinte a este ato lembra o do dia 11 de junho, uma terça-feira, quando os jornais estamparam um policial sangrando, cercado por manifestantes, em uma imagem fora de contexto. Esqueceram dos detidos que passaram os próximos cinco dias sofrendo abusos em presídios simplesmente por estar protestando.
No dia seguinte, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo ofereceu ajuda ao governo estadual com o que fosse necessário. Dois dias depois, o que se viu foi um estado de exceção sem precedentes no centro da cidade. Desta vez, é a própria presidenta Dilma Rousseff que oferece: “o Governo Federal coloca à disposição do Governo de São Paulo o que ele julgar necessário.”
A agressão ao policial lembra o momento em que, na narrativa de Mano Brown em “Diário de um Detento”, presidiários brigam em uma cela. Depois, são usados como desculpa para a invasão do presídio, e o esquecimento dos direito humanos no massacre do Carandiru. Nas palavras de Brown, foi “a brecha que o sistema queria”.
Não se trata aqui de defender a atitude de alguns dos adeptos do black bloc que espancaram o policial. A violência física não é adequada para tratar quem ali exerce a sua profissão, seja ela qual for. A maioria dos policiais não escolheram seu ofício por sadismo, mas pela simples necessidade de salário. Para conter os abusos dessa instituição, acho que vale mais a pena combater a sua própria existência. Além disso, o próprio histórico da tática black bloc não é de agressão às pessoas, mas da destruição de símbolos do capitalismo, entre outras ações. Também é preciso ponderar até que ponto esse tipo de ação direta difusa pode resultar em alguma conquista efetiva.
Mas, independente da discussão sobre a validade da tática dos blocs, a violência cometida pelos policiais, e pelo Estado, é desproporcional àquela cometida pelos ditos vândalos. Ao igualar a violência do opressor com a do oprimido, a opinião publicada mais uma vez dá o aval para a Polícia cometer seus excessos.
Fonte
Carta Capital
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domingo, 29 de setembro de 2013
Policiais impedem exibição de filme sobre garoto morto pela PM
Policiais impediram a exibição, em uma favela de Salvador, de um documentário sobre a morte de um garoto de dez anos numa operação da PM no local. O veto acontece em meio aos protestos contra o desaparecimento de Amarildo, o ajudante de pedreiro que sumiu após uma abordagem de PMs no Rio e se tornou símbolo em manifestações pelo país.
A sessão aconteceria no Nordeste de Amaralina, favela que é cenário do filme "Menino Joel" e onde vivia o menino, no último sábado (3 ), durante o projeto social Cine Malóca.
Por volta das 19h, policiais da Base Comunitária da região, espécie de UPP local, aproximaram-se do retroprojetor e perguntaram o que iria passar numa das paredes do chamado Largo do Areial. "Quando descobriram, falaram que não poderia. 'Ah, a gente está aqui e isso seria uma afronta para a gente'. Os meninos do Malóca ainda tentaram negociar, mas os PMs disseram que incentivaria a comunidade a ficar contra eles", afirma uma dona de casa, 36, que pediu para não ser identificada com medo de represálias. Ela era uma das mais de 50 pessoas presentes no momento da confusão.
Após o caso, um coronel da PM, que tem boa relação com os moradores, chamou a atenção dos agentes para não mais interferirem no assunto.
A Polícia Militar da Bahia informou, por meio de sua assessoria, que vai apurar "os motivos pelos quais teria sido impedida a exibição do documentário". A corporação ainda disse que "garante a liberdade de expressão", ao tempo em que é "mantenedora da ordem, da lei e do estado democrático de direito".
A morte de Joel da Conceição Castro, na madrugada do dia 22 de novembro de 2010, chocou ainda mais porque o garoto havia estrelado, pouco antes, uma campanha publicitária do governo do Estado na gestão Jaques Wagner (PT).
Em meio à comoção do caso, nove integrantes da 40ª Companhia Independente da PM baiana foram afastados de suas funções na rua. Quase três anos depois, porém, o processo ainda está na fase das audiências de instrução. Ninguém foi punido.
Joel era filho do mestre de capoeira Mestre Ninha. No último dia 13 de junho, um primo de Joel foi morto durante uma abordagem de policiais da mesma companhia. Carlos Alberto Júnior, 21, deixou mulher e filha. Ele não tinha registros criminais.
Mãe dos dois organizadores do Cine Malóca, a assistente social Tania Palma, 45, também é ouvidora da Defensoria Pública no Nordeste de Amaralina e reclama de um "extermínio da juventude negra".
"Você está vendo aí o caso de Amarildo, na Rocinha. A gente quer apenas que as autoridades deem respostas e os culpados sejam duramente punidos, como qualquer um de nós é", afirma.
Dirigido pelo italiano Max Gaggino e produzido pelo baiano Rodrigo Cavalcanti, o documentário "Menino Joel" foi produzido em nove meses e hoje pode ser assistido no YouTube.
Fonte
Folha de SP
Por volta das 19h, policiais da Base Comunitária da região, espécie de UPP local, aproximaram-se do retroprojetor e perguntaram o que iria passar numa das paredes do chamado Largo do Areial. "Quando descobriram, falaram que não poderia. 'Ah, a gente está aqui e isso seria uma afronta para a gente'. Os meninos do Malóca ainda tentaram negociar, mas os PMs disseram que incentivaria a comunidade a ficar contra eles", afirma uma dona de casa, 36, que pediu para não ser identificada com medo de represálias. Ela era uma das mais de 50 pessoas presentes no momento da confusão.
Após o caso, um coronel da PM, que tem boa relação com os moradores, chamou a atenção dos agentes para não mais interferirem no assunto.
A Polícia Militar da Bahia informou, por meio de sua assessoria, que vai apurar "os motivos pelos quais teria sido impedida a exibição do documentário". A corporação ainda disse que "garante a liberdade de expressão", ao tempo em que é "mantenedora da ordem, da lei e do estado democrático de direito".
A morte de Joel da Conceição Castro, na madrugada do dia 22 de novembro de 2010, chocou ainda mais porque o garoto havia estrelado, pouco antes, uma campanha publicitária do governo do Estado na gestão Jaques Wagner (PT).
Em meio à comoção do caso, nove integrantes da 40ª Companhia Independente da PM baiana foram afastados de suas funções na rua. Quase três anos depois, porém, o processo ainda está na fase das audiências de instrução. Ninguém foi punido.
Joel era filho do mestre de capoeira Mestre Ninha. No último dia 13 de junho, um primo de Joel foi morto durante uma abordagem de policiais da mesma companhia. Carlos Alberto Júnior, 21, deixou mulher e filha. Ele não tinha registros criminais.
Mãe dos dois organizadores do Cine Malóca, a assistente social Tania Palma, 45, também é ouvidora da Defensoria Pública no Nordeste de Amaralina e reclama de um "extermínio da juventude negra".
"Você está vendo aí o caso de Amarildo, na Rocinha. A gente quer apenas que as autoridades deem respostas e os culpados sejam duramente punidos, como qualquer um de nós é", afirma.
Dirigido pelo italiano Max Gaggino e produzido pelo baiano Rodrigo Cavalcanti, o documentário "Menino Joel" foi produzido em nove meses e hoje pode ser assistido no YouTube.
Fonte
Folha de SP
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Caos na Síria
Enquanto o mundo finge que não ver, acontece coisas como essas na Síria..
Ataques químicos deixaram as ruas desertas com pilhas altas de corpos de mulheres e crianças inocentes . A estimativa de mortos é de 1.300 sírios gaseados por armas químicas..
Ataques químicos deixaram as ruas desertas com pilhas altas de corpos de mulheres e crianças inocentes . A estimativa de mortos é de 1.300 sírios gaseados por armas químicas..
quinta-feira, 11 de julho de 2013
O novo Maracanã,ou seria Maracaeike..
O Consórcio Maracanã S/A prepara medidas antiviolência no estádio para os jogos do Campeonato Brasileiro.
Além de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), baseado em segurança, conforto e acessibilidade, o concessionário implantará grades para separar os setores da arquibancada, vetará a entrada de bandeiras com bambus, os instrumentos musicais e trabalhará, junto aos clubes, a mudança de hábitos entre as torcidas organizadas para que não assistam, por exemplo, às partidas de pé e sem camisa.
- Vamos conversar com os clubes para para a mudança de hábitos.
Me refiro a bambus, aos surdões, assistir aos jogos em pé... - disse João Borba, presidente do Consórcio.
- O bambu não tem nem onde ficar.
No Consórcio, há quem defenda a instalação de vidros em vez das grades. Mas para a Copa do Mundo, a Fifa impede qualquer barreira e, assim, seria necessário toda a retirada do material. A grade seria removível, o que facilitaria.
Para evitar confrontos no anel inferior, onde acontecia nos anos 80 e 90, serão colocadas grades mais resistentes. Há a preocupação com a violência e a educação. O Consórcio arcará com as despesas do estádio. Caso haja depredação, o Maracanã S/A pagará, não repassando os custos para os clubes. Também administrador da Arena Fonte Nova, o consórcio já conviveu com isso em dois clássicos Bahia e Vitória.
No primeiro, 200 cadeiras foram quebradas; no segundo, outras 43. Como medida, um anúncio foi colocado nos jornais com os torcedores filmados. - Colocamos uma tarja no rosto, mas informamos no anúncio que a gente já sabia quem era, isso diminuiu - disse Borba.
Os Stewards serão mantidos como agentes educacionais. O Consórcio já fechou com o Fluminense por 35 anos e espera acordo com Flamengo e Botafogo em breve. - Estamos perto disso. Cada clube tem a sua exigência, sua necessidade. E queremos ter todos - disse Borba.
O primeiro jogo com clubes do Rio será o clássico entre Fluminense e Vasco, no dia 21 de julho, pelo Campeonato Brasileiro.
Sempre que possível, saiu daqui de São Paulo para ver o jogo do Botafogo no Rio de Janeiro.
Essas 2 capitais ficam a uma distância de 429 KM,o minimo que quero de retorno, por esse "esforço "é ;
Comporta-se da maneira que eu bem entender na torcida.
Não quero nenhum consórcio do estadio, colocado lá de maneiras duvidosas e pouco transparente,mim dizendo como devo agir.
Em 90% dos jogos fora de São Paulo que eu já fui,assistir sem camisa.
Em 60% deles estava com uma bandeira no bambu.
Em 80% tinham instrumentos musicais,ou vocês acham que toda aquela festa na arquibancada era só no grito?!
Em 100% dos jogos independente de onde foi,assistir em pé!
E agora como eu fico?creio que os quesitos acima,não se ajustaram ao TAC do consórcio,serei banido do Maracaeike?
Adeus venho Maraca..
Fonte
Extra
- Vamos conversar com os clubes para para a mudança de hábitos.
Me refiro a bambus, aos surdões, assistir aos jogos em pé... - disse João Borba, presidente do Consórcio.
- O bambu não tem nem onde ficar.
No Consórcio, há quem defenda a instalação de vidros em vez das grades. Mas para a Copa do Mundo, a Fifa impede qualquer barreira e, assim, seria necessário toda a retirada do material. A grade seria removível, o que facilitaria.
Para evitar confrontos no anel inferior, onde acontecia nos anos 80 e 90, serão colocadas grades mais resistentes. Há a preocupação com a violência e a educação. O Consórcio arcará com as despesas do estádio. Caso haja depredação, o Maracanã S/A pagará, não repassando os custos para os clubes. Também administrador da Arena Fonte Nova, o consórcio já conviveu com isso em dois clássicos Bahia e Vitória.
No primeiro, 200 cadeiras foram quebradas; no segundo, outras 43. Como medida, um anúncio foi colocado nos jornais com os torcedores filmados. - Colocamos uma tarja no rosto, mas informamos no anúncio que a gente já sabia quem era, isso diminuiu - disse Borba.
Os Stewards serão mantidos como agentes educacionais. O Consórcio já fechou com o Fluminense por 35 anos e espera acordo com Flamengo e Botafogo em breve. - Estamos perto disso. Cada clube tem a sua exigência, sua necessidade. E queremos ter todos - disse Borba.
O primeiro jogo com clubes do Rio será o clássico entre Fluminense e Vasco, no dia 21 de julho, pelo Campeonato Brasileiro.
Sempre que possível, saiu daqui de São Paulo para ver o jogo do Botafogo no Rio de Janeiro.
Essas 2 capitais ficam a uma distância de 429 KM,o minimo que quero de retorno, por esse "esforço "é ;
Comporta-se da maneira que eu bem entender na torcida.
Não quero nenhum consórcio do estadio, colocado lá de maneiras duvidosas e pouco transparente,mim dizendo como devo agir.
Em 90% dos jogos fora de São Paulo que eu já fui,assistir sem camisa.
Em 60% deles estava com uma bandeira no bambu.
Em 80% tinham instrumentos musicais,ou vocês acham que toda aquela festa na arquibancada era só no grito?!
Em 100% dos jogos independente de onde foi,assistir em pé!
E agora como eu fico?creio que os quesitos acima,não se ajustaram ao TAC do consórcio,serei banido do Maracaeike?
Adeus venho Maraca..
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Rio de janeiro
sexta-feira, 5 de julho de 2013
A ditadura no Brasil acabou ? Nem todos sabem ainda..
Essa é a nossa policia,treinada para nós proteger.
Mau paga é verdade,mas para os verdadeiros policiais que vão atrás de ladrão,invés desses que da porrada gratuita em manifestantes, ainda tentar censura seu abuso de poder.NÃO ESTAMOS MAIS NA DITADURA!
Engana-se quem acha que isso é caso isolado,estive em algumas manifestações, e vi com meus próprios olhos,como a "coisa funciona".
Infelizmente tenho certeza que caso como esses aconteceram em todos estados do Brasil,principalmente nas atuais ocasiões, das quais estão ocorrendo recentes manifestações em "todo" o nosso país.
Felizmente imagens apagadas, não é significado de definitivo,também tem as imagens salvas por heróis anônimos que expõe tais brutalidades..
Por via das duvidas,fiz o download do vídeo,sabe como é..a ditadura ainda paira por muitos setores do Brasil(Por muitos,com os dedos,em todos)
Descrição do vídeo
Momento em policiais militares abordam manifestantes em posto de gasolina após o ataque do BME na Terceira Ponte para dispersar o protesto.
Como as imagens mostram, um dos integrantes do grupo de pesquisa Labic.Ufes e colaborador Ninja tem a câmera, que é equipamento público da UFES, retida pela polícia que vasculha (cenas finais) e apaga parte do material.
Pouco tempo depois, outro pesquisador (que acompanhava e fez parte dessas imagens) foi agredido, derrubado no chão e teve material apreendido.
Fonte
Ufeslabic via
Anonymous BR
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O dia em que a Globo voltou contra si mesma
DIREITO DE RESPOSTA CONCEDIDO PELA JUSTIÇA E NÃO PELA GLOBO!!
A campanha de Brizola para o governo do estado do Rio de Janeiro passava por um momento crítico de ataques violentos quando, após ser desrespeitado pela emissora Globo, seu pedido de resposta foi concedido.
Através de uma liminar Brizola conseguiu que seu texto fosse lido por Cid Moreira no Jornal Nacional.
Foram 3 minutos., num texto lido pelo notório Cid Moreira , o mesmo que, no dia anterior, num ataque feroz da emissora havia chamado o político gaúcho de "senil".
Visivelmente constrangido, Cid Moreira (que por 27 anos esteve à frente da bancada do Jornal Nacional) leu texto de 440 palavras que a Justiça obrigou a TV Globo a divulgar em seu telejornal mais nobre.
15 de março de 1994
Leonel Brizola (1922 - 2004)
Fonte (créditos)
Imagens Históricas
(Talita Lopes Cavalcante
Administração Imagens Históricas)
A campanha de Brizola para o governo do estado do Rio de Janeiro passava por um momento crítico de ataques violentos quando, após ser desrespeitado pela emissora Globo, seu pedido de resposta foi concedido.
Através de uma liminar Brizola conseguiu que seu texto fosse lido por Cid Moreira no Jornal Nacional.
Foram 3 minutos., num texto lido pelo notório Cid Moreira , o mesmo que, no dia anterior, num ataque feroz da emissora havia chamado o político gaúcho de "senil".
Visivelmente constrangido, Cid Moreira (que por 27 anos esteve à frente da bancada do Jornal Nacional) leu texto de 440 palavras que a Justiça obrigou a TV Globo a divulgar em seu telejornal mais nobre.
15 de março de 1994
Leonel Brizola (1922 - 2004)
Fonte (créditos)
Imagens Históricas
(Talita Lopes Cavalcante
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segunda-feira, 18 de março de 2013
EUA apoiou a ditadura no Brasil em golpe de 1964
O filme "O Dia que Durou 21 anos", de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.
Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.
O documentário mostra, então, as ações de propaganda dos EUA, coordenadas por Gordon, para desestabilizar o governo brasileiro. Cita a criação e o financiamento de supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a deputados, oito a governador e 600 a deputado estadual no País. Além disso, o estímulo de greves e artigos na imprensa contra o governo eram o “feijão com arroz” de “ações encobertas” da CIA (Agência Central de Inteligência) onde pretendia derrubar regimes, como explica o coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.
Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”
O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.
Quando a situação esquenta, os EUA concordam em mandar navios de guerra para a costa brasileira, na chamada Operação Brother Sam, com o objetivo de intimidar e dissuadir o governo de resistir ao golpe. O presidente norte-americano autoriza, em áudio, a fazer “tudo o que precisarmos fazer. Vamos pôr nosso pescoço para fora (nos arriscar).”
Um telegrama do Departamento de Estado dos EUA para Gordon descreve as medidas tomadas para “estar em posição de dar assistência no momento adequado a forças anti-Goulart, se decidido que isso seja feito”. A operação Brother Sam incluía enviar “uma força-tarefa naval, com um porta-aviões, quatro destróieres (contratorpedeiros) e navios-tanques para exercícios ostensivos na costa do Brasil”, além de 110 toneladas de munição e outros equipamentos leves, incluindo gás lacrimogêneo, para controle de distúrbios por avião.
Um telegrama “top secret” da CIA, de 30 de março – véspera da eclosão do movimento – mostra como os americanos estavam bem informados e articulados com os conspiradores. No documento intitulado “Planos de Revolucionários em Minas Gerais”, os espiões dizem que “Goulart deve ser removido imediatamente. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais chegaram definitivamente a um acordo. A ignição será uma revolta militar liderada pelo general Mourão Filho. As tropas vão marchar para o Rio de Janeiro.”
Documento assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk confirma que os golpistas pediram apoio militar aos EUA. “Pela primeira vez, os golpistas brasileiros pediram se a Marinha americana poderia chegar rapidamente à costa sul brasileira.” Para o professor de História da UFRJ Carlos Fico, a retaguarda da Brother Sam foi fundamental para dar segurança aos militares que derrubariam o regime. Apesar dos documentos e de forma pouco convincente, o diplomata Bentley, nega ter ouvido falar na operação.
O filme tem ainda momentos engraçados. “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão [general Olympio Mourão Filho, que liderou as tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio] saiu!”, ri o general Newton Cruz, ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações). A filha do general Mourão Filho, Laurita Mourão, diz que o pai chamou de “covarde” Castelo Branco, o primeiro presidente militar após o movimento, ao ser criticado por suposta precipitação ao mover tropas em direção ao Rio. “Castelo Branco, você é um medroso, é um...” Nas palavras da filha, ele também “foi entregar a Revolução a Costa e Silva [posteriormente também presidente do regime], que estava dormindo, de cuecas.”
Após o sucesso da iniciativa, Gordon escreve aos EUA. “Tenho o enorme prazer de dizer que a eliminação de Goulart representa uma grande vitória para o mundo livre”. Robert Bentley conta que participou, no gabinete vazio de Goulart, de reunião sobre a posse do novo regime em que estava o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ao telefone para o embaixador, foi perguntado se a posse do novo regime tinha sido legal, e respondeu: “’Parece que foi legal, não sei dizer’. Acordei 12h depois e [os EUA] tinham reconhecido o governo.”
Poucos dias após o golpe, em um interessante áudio, o presidente Johnson debate com o assessor de Segurança McGeorge Bundy o tom da mensagem para o novo presidente do Brasil.
- Há uma diferença entre Gordon, que quer ser muito caloroso, e nossa visão da Casa Branca, de que o sr. deveria ser um pouco cauteloso, porque estão prendendo um monte de gente.
- Eu acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo. Não vou fazer nenhuma cruzada contra eles, mas eu não quero...
Eu gostaria que tivessem colocado alguns na prisão alguns antes que Cuba fosse tomada – responde Johnson.
- Uma mensagem mais rotineira seria desejável neste momento.
- Eu seria um pouco caloroso – diz o presidente.
- É mesmo? Isso vai ser publicado.
- Eu sei, mas eu estou me lixando!, finaliza o presidente.
O filme avança, mostrando o Ato Institucional nº 1, que cassa os direitos políticos e mandatos de parlamentares e de militares. Um deputado chora sobre a mesa, na Câmara. E lembra, para ilustrar a proximidade do regime militar brasileiro com os EUA, a célebre frase que marcou o militar Juracy Magalhães, embaixador do Brasil em Washington: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”.
O documentário é também um projeto familiar e uma homenagem do diretor, Camilo Tavares, ao pai, o jornalista e ativista político Flávio Tavares – um dos 15 presos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio em 1969.
Flávio aparece na famosa foto dos presos (abaixo) diante do avião que os levaria ao exílio, no México – onde o diretor nasceria, em 71 –, e em um flash rápido, em lista de “procurados”, com o nome de Flávio Aristides. É também Flávio Tavares quem faz as entrevistas, ficando frente a frente com ex-adversários, o diplomata Bentley e Jarbas Passarinho, ministro que assinou sua extradição. A mulher de Camilo, Karla Ladeia, é produtora-executiva.
Para o embaixador Elbrick, seu sequestro foi uma tentativa de “constranger os governos brasileiro e norte-americano”. Mas há outros momentos de constrangimento americano no filme. Após aparecer a foto de um homem pendurado em um pau-de-arara, Bentley é questionado sobre as violações a direitos humanos. “É difícil de justificar oficialmente. Mas lamento... lamento (ri), de qualquer maneira.” À época, entretanto, as mensagens internas do governo americano pregavam a discrição. “Embora não busquemos justificar atos extra-legais ou excessos do governo, concluí que nossa melhor decisão é nos aproximarmos ao máximo do silêncio de ouro”, recomenda Gordon.
O filme surpreende ainda com depoimentos inusitados e críticos de protagonistas do regime, como o general Newton Cruz, chefe do SNI. “Quando a Revolução nasceu era para fazer uma arrumação da casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar a casa!”
O filme conclui com uma frase ácida do coordenador do Arquivo de Segurança Nacional, o norte-americano Peter Kornbluh. “Tudo isso foi feito em nome da democracia, supostamente.”
Fonte
IG
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.
Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.
O documentário mostra, então, as ações de propaganda dos EUA, coordenadas por Gordon, para desestabilizar o governo brasileiro. Cita a criação e o financiamento de supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a deputados, oito a governador e 600 a deputado estadual no País. Além disso, o estímulo de greves e artigos na imprensa contra o governo eram o “feijão com arroz” de “ações encobertas” da CIA (Agência Central de Inteligência) onde pretendia derrubar regimes, como explica o coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.
Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”
O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.
Quando a situação esquenta, os EUA concordam em mandar navios de guerra para a costa brasileira, na chamada Operação Brother Sam, com o objetivo de intimidar e dissuadir o governo de resistir ao golpe. O presidente norte-americano autoriza, em áudio, a fazer “tudo o que precisarmos fazer. Vamos pôr nosso pescoço para fora (nos arriscar).”
Um telegrama do Departamento de Estado dos EUA para Gordon descreve as medidas tomadas para “estar em posição de dar assistência no momento adequado a forças anti-Goulart, se decidido que isso seja feito”. A operação Brother Sam incluía enviar “uma força-tarefa naval, com um porta-aviões, quatro destróieres (contratorpedeiros) e navios-tanques para exercícios ostensivos na costa do Brasil”, além de 110 toneladas de munição e outros equipamentos leves, incluindo gás lacrimogêneo, para controle de distúrbios por avião.
Um telegrama “top secret” da CIA, de 30 de março – véspera da eclosão do movimento – mostra como os americanos estavam bem informados e articulados com os conspiradores. No documento intitulado “Planos de Revolucionários em Minas Gerais”, os espiões dizem que “Goulart deve ser removido imediatamente. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais chegaram definitivamente a um acordo. A ignição será uma revolta militar liderada pelo general Mourão Filho. As tropas vão marchar para o Rio de Janeiro.”
Documento assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk confirma que os golpistas pediram apoio militar aos EUA. “Pela primeira vez, os golpistas brasileiros pediram se a Marinha americana poderia chegar rapidamente à costa sul brasileira.” Para o professor de História da UFRJ Carlos Fico, a retaguarda da Brother Sam foi fundamental para dar segurança aos militares que derrubariam o regime. Apesar dos documentos e de forma pouco convincente, o diplomata Bentley, nega ter ouvido falar na operação.
O filme tem ainda momentos engraçados. “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão [general Olympio Mourão Filho, que liderou as tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio] saiu!”, ri o general Newton Cruz, ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações). A filha do general Mourão Filho, Laurita Mourão, diz que o pai chamou de “covarde” Castelo Branco, o primeiro presidente militar após o movimento, ao ser criticado por suposta precipitação ao mover tropas em direção ao Rio. “Castelo Branco, você é um medroso, é um...” Nas palavras da filha, ele também “foi entregar a Revolução a Costa e Silva [posteriormente também presidente do regime], que estava dormindo, de cuecas.”
Após o sucesso da iniciativa, Gordon escreve aos EUA. “Tenho o enorme prazer de dizer que a eliminação de Goulart representa uma grande vitória para o mundo livre”. Robert Bentley conta que participou, no gabinete vazio de Goulart, de reunião sobre a posse do novo regime em que estava o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ao telefone para o embaixador, foi perguntado se a posse do novo regime tinha sido legal, e respondeu: “’Parece que foi legal, não sei dizer’. Acordei 12h depois e [os EUA] tinham reconhecido o governo.”
Poucos dias após o golpe, em um interessante áudio, o presidente Johnson debate com o assessor de Segurança McGeorge Bundy o tom da mensagem para o novo presidente do Brasil.
- Há uma diferença entre Gordon, que quer ser muito caloroso, e nossa visão da Casa Branca, de que o sr. deveria ser um pouco cauteloso, porque estão prendendo um monte de gente.
- Eu acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo. Não vou fazer nenhuma cruzada contra eles, mas eu não quero...
Eu gostaria que tivessem colocado alguns na prisão alguns antes que Cuba fosse tomada – responde Johnson.
- Uma mensagem mais rotineira seria desejável neste momento.
- Eu seria um pouco caloroso – diz o presidente.
- É mesmo? Isso vai ser publicado.
- Eu sei, mas eu estou me lixando!, finaliza o presidente.
O filme avança, mostrando o Ato Institucional nº 1, que cassa os direitos políticos e mandatos de parlamentares e de militares. Um deputado chora sobre a mesa, na Câmara. E lembra, para ilustrar a proximidade do regime militar brasileiro com os EUA, a célebre frase que marcou o militar Juracy Magalhães, embaixador do Brasil em Washington: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”.
O documentário é também um projeto familiar e uma homenagem do diretor, Camilo Tavares, ao pai, o jornalista e ativista político Flávio Tavares – um dos 15 presos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio em 1969.
Flávio aparece na famosa foto dos presos (abaixo) diante do avião que os levaria ao exílio, no México – onde o diretor nasceria, em 71 –, e em um flash rápido, em lista de “procurados”, com o nome de Flávio Aristides. É também Flávio Tavares quem faz as entrevistas, ficando frente a frente com ex-adversários, o diplomata Bentley e Jarbas Passarinho, ministro que assinou sua extradição. A mulher de Camilo, Karla Ladeia, é produtora-executiva.
Para o embaixador Elbrick, seu sequestro foi uma tentativa de “constranger os governos brasileiro e norte-americano”. Mas há outros momentos de constrangimento americano no filme. Após aparecer a foto de um homem pendurado em um pau-de-arara, Bentley é questionado sobre as violações a direitos humanos. “É difícil de justificar oficialmente. Mas lamento... lamento (ri), de qualquer maneira.” À época, entretanto, as mensagens internas do governo americano pregavam a discrição. “Embora não busquemos justificar atos extra-legais ou excessos do governo, concluí que nossa melhor decisão é nos aproximarmos ao máximo do silêncio de ouro”, recomenda Gordon.
O filme surpreende ainda com depoimentos inusitados e críticos de protagonistas do regime, como o general Newton Cruz, chefe do SNI. “Quando a Revolução nasceu era para fazer uma arrumação da casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar a casa!”
O filme conclui com uma frase ácida do coordenador do Arquivo de Segurança Nacional, o norte-americano Peter Kornbluh. “Tudo isso foi feito em nome da democracia, supostamente.”
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quinta-feira, 29 de março de 2012
Comemoração" de militares termina em pancadaria
O que era para ser uma simples comemoração pela passagem dos 48 anos do golpe que culminou em 21 anos de ditadura no Brasil, organizada por militares da reserva, nesta quinta-feira, no Centro do Rio, foi marcada por uma grande confusão. Cerca de 350 pessoas, entre eles representantes do PT, PCB, PCdoB, Psol, PDT e outros movimentos sociais de esquerda, bloquearam a entrada principal do Clube Militar, na esquina das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso, e tumulturam a chegada dos convidados para o evento. O tempo todo gritavam palavras de ordem, chamando os militares de torturadores, assassinos e covardes. Cada militar que chegava ao local era cercado, xingado e só conseguia entrar no prédio sob escolta da PM.
Um dos militares revidou ao xingamento, pegou o celular de um manifestante, que reagiu. Houve empurra empurra e o estudante de Ciências Sociais Antônio Canha, de 20 anos, acabou sendo atingido por um tiro de descarga elétrica de uma pistola Taser. Os manifestantes também derramaram um balde de tinta vermelha nas escadarias do Clube Militar, representando o sangue derramado durante a ditadura, e atingiram um segurança do local com ovos.
No local, vários cartazes com frases como "Ditadura não é revolução", "Onde estão nossos mortos e desaparecidos do Araguaia?", além de fotografias de desaparecidos durante os anos de chumbo. Parentes de desaparecidos compareceram ao protesto, como Maria Cristina Capistrano, filha do David Capistrano, jornalista e ex-ativista do PCB.
- Em 1974, ele foi levado para o DOPS no Rio de Janeiro e depois para a casa da morte, em Petrópolis. Desde então nunca msi tivemos notícias dele. Devidoa a casos como este do meu pai, acho importante este tipo de mobilização.
O polciamento do local foi feito pela tropa de choque da PM, que cercou a entrada do Clube. Uma pessoa foi presa após se desentender com um militar. A confusão começou com xingamentos e acabou em socos e pontapés e com o manifestante sendo levado pela PM num camburão, o que provocou mais revolta dos manifestantes. No momento em que o jovem foi colocado no camburão, várias pessoas tentaram impedir que ele fosse levado, cercando o veículo. A PM, então, usou de spray de pimenta para dispersar a aglomeração. Os manifestantes fecharam a Avenida Rio Branco por dez minutos e só liberaram o trâsnsito após os policiais usarem bombas de efeito moral.
Nota do Blogueiro;
É uma vergonha para nós brasileiro,esse periodo negro da nossa história, do qual sofremos até hoje,"com os filhos da Ditadura"que ainda estão por ai de terno e gravata.Enquanto a OEA abre investigação sobre caso Herzog contra o governo brasileiro,tem uns filhos da puta "comemorando"o aniversário dessa época de opressão.
Fonte;
Yahoo Noticias
Um dos militares revidou ao xingamento, pegou o celular de um manifestante, que reagiu. Houve empurra empurra e o estudante de Ciências Sociais Antônio Canha, de 20 anos, acabou sendo atingido por um tiro de descarga elétrica de uma pistola Taser. Os manifestantes também derramaram um balde de tinta vermelha nas escadarias do Clube Militar, representando o sangue derramado durante a ditadura, e atingiram um segurança do local com ovos.
No local, vários cartazes com frases como "Ditadura não é revolução", "Onde estão nossos mortos e desaparecidos do Araguaia?", além de fotografias de desaparecidos durante os anos de chumbo. Parentes de desaparecidos compareceram ao protesto, como Maria Cristina Capistrano, filha do David Capistrano, jornalista e ex-ativista do PCB.
- Em 1974, ele foi levado para o DOPS no Rio de Janeiro e depois para a casa da morte, em Petrópolis. Desde então nunca msi tivemos notícias dele. Devidoa a casos como este do meu pai, acho importante este tipo de mobilização.
O polciamento do local foi feito pela tropa de choque da PM, que cercou a entrada do Clube. Uma pessoa foi presa após se desentender com um militar. A confusão começou com xingamentos e acabou em socos e pontapés e com o manifestante sendo levado pela PM num camburão, o que provocou mais revolta dos manifestantes. No momento em que o jovem foi colocado no camburão, várias pessoas tentaram impedir que ele fosse levado, cercando o veículo. A PM, então, usou de spray de pimenta para dispersar a aglomeração. Os manifestantes fecharam a Avenida Rio Branco por dez minutos e só liberaram o trâsnsito após os policiais usarem bombas de efeito moral.
Nota do Blogueiro;
É uma vergonha para nós brasileiro,esse periodo negro da nossa história, do qual sofremos até hoje,"com os filhos da Ditadura"que ainda estão por ai de terno e gravata.Enquanto a OEA abre investigação sobre caso Herzog contra o governo brasileiro,tem uns filhos da puta "comemorando"o aniversário dessa época de opressão.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
20 Diferentes Tipos de "poder"
Aristocracia,Literalmente poder dos melhores, é uma forma de governo na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. Normalmente, as pessoas desse grupo são da classe dominante, como grandes proprietários de terra (latifundiários), militares, sacerdotes, etc. Um exemplo de estado governado pela aristocracia é a antiga cidade-estado de Esparta que, durante toda a sua história, foi governada pela aristocracia latifundiária guerreira.
Autocracia
Poder por si próprio. É uma forma de governo na qual há um único detentor do poder. Pode ser um líder, um comitê, uma assembléia... O governante tem controlo absoluto em todos os níveis de governo sem o consentimento dos governados. O sentido do termo tem uma denotação histórica concreta e política que convergem em muitos pontos.
As monarquias nem sempre são autocratas. Já as moanrquias absolutistas se enquadram na classificação de regime político autocrático, pois o monarca absoluto é o único detentor do poder, fugindo ao controle de qualquer outro órgão. Nas monarquias absolutistas, também não há a participação popular nas decisões, outra característica da autocracia.
Burocracia
É uma organização ou estrutura organizativa caracterizada por regras e procedimentos explícitos e regularizados, divisão de responsabilidades e especialização do trabalho, hierarquia e relações impessoais. Em princípio, o termo pode referir-se a qualquer tipo de organização - empresas privadas, públicas, sociais, com ou sem fins lucrativos.
Popularmente, o termo é também usado com sentido pejorativo, significando uma administração com muitas divisões, regras, controles e procedimentos redundantes e desnecessários ao funcionamento do sistema.
Demagogia
É a estratégia de obter poder político apelando aos preconceitos, emoções, medos, vaidades e expectativas do público, tipicamente por meio de retórica e propaganda passionais, e frequentemente usando temas nacionalistas, populistas ou religiosos. Em termos etimológicos provém do Grego, querendo dizer "a arte de conduzir o povo".
Em política, a demagogia está associada a propostas e declarações que não podem ser postas em prática, feitas apenas com o intuito de obter benefício eleitoreiro ou de popularidade para quem as promete.
Cleptocracia,
É um termo de origem grega, que significa, literalmente, “Estado governado por ladrões”. A cleptocracia ocorre quando uma nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcial e passa a ser governada pelo poder discricionário de pessoas que tomaram o poder político nos diversos níveis e que conseguem transfomar esse poder político em valor econômico, por diversos modos.
Clerocracia
É uma forma de governo onde o povo é controlado por um grupo de sacerdotes ou líderes religiosos (o clero).
Corporativismo
É um sistema político que atingiu seu completo desenvolvimento teórico e prático na Itália Fascista. De acordo com seus postulados o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classe, que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política.
Seu discurso, que propugnava a eliminação da luta de classes em prol de um modelo de colaboração entre elas, era entretanto firmemente ancorado nas concepções e na doutrina social e econômica do Marxismo.
Fisiologismo
É um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais. É um fenômeno que ocorre freqüentemente em parlamentos, mas também no poder executivo, estreitamente associado à corrupção política. Os partidos políticos podem ser considerados fisiologistas quando apoiam qualquer governo independente da coerência entre as ideologias ou planos programáticos.
Corporocracia ou Corporatocracia,
Ou ainda "O governo das grandes empresas", é a denominação de um governo presumível em que o poder seria transferido do Estado (ou seja, de exercido em nome do povo) para o controle por empresas privadas.
Meritocracia
É um sistema de governo ou outra organização que considera o mérito (aptidão) a razão para se atingir determinada posição. Em sentido mais amplo, pode ser considerada uma ideologia. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento e entre os valores associados estão educação, moral, aptidão específica para determinada atividade. Em alguns casos, constitui-se em uma forma ou método de seleção.
Minarquismo ou Minarquia
É uma teoria política que prega que a função do Estado é assegurar os direitos negativos da população, isto é: impedir a coerção física da população. Ou seja, estão entre as funções do Estado a promoção da segurança, da justiça e do poder de polícia, além da criação de legislação necessária para assegurar o cumprimento destas funções. Um Estado com estas funções teria de taxar o povo em 3% ou 6% no máximo. Um exemplo disso foi o que ocorreu nos EUA durante o século XIX, quando a carga tributária girou em torno de 3%, embora este país não fosse exatamente minarquista na época.
Os defensores do minarquismo são contrários a Estados com grande peso na economia e defendem um capitalismo do tipo livre-mercado.
Oclocracia
Não é, rigorosamente, uma forma de governo, mas uma situação crítica em que vivem instituições, ao sabor da irracionalidade das multidões. O termo indica o jugo imposto pelas multidões ao poder legítimo e à lei, fazendo valer seus intentos acima de quaisquer determinações de Direito Positivo.
A oclocracia também pode ser definida como o abuso que se instala num governo democrático quando a multidão se torna senhora dos negócios públicos.
Oligarquia
"governo de poucos". Em ciência política é a forma de governo em que o poder político está concentrado num pequeno número de pessoas. Essas pessoas podem distinguir-se pela nobreza, a riqueza, os laços familiares, empresas ou poder militar. Estados em que tal acontece são muitas vezes controlados por poucas famílias proeminentes que passam a sua influência ao longo de gerações.
Plutocracia
É um sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico. Do ponto de vista social, esta concentração de poder nas mãos de uma classe é acompanhada de uma grande desigualdade e de uma pequena mobilidade.
Sociocracia
É um sistema de governo que se baseia em decisões tomadas com o consentimento de indivíduos iguais e numa estrutura organizacional que se assemelha a um organismo vivo. É fundamental na sociocracia o princípio de auto-organização, assentado nas teorias sistêmicas de inteligência coletiva.
Tecnocracia
Significa, literalmente, governo dos técnicos, que, pelo controle dos meios de produção, tendem a superar o poder político ao invés de apoiar suas atividades. A primeira manifestação da tecnocracia é atribuída ao sociólogo francês Claude-Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon (1760-1825). Ele propôs, em Réorganisation de la Société Européenne, de 1814, a substituição da política pela ciência da produção, o "governo dos homens" pela "administração das coisas"
O termo sociocracia foi cunhado por Augusto Comte no início do século XIX.
Teocracia
É o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. O poder teocrático pode ser exercido direta ou indiretamente pelos clérigos de uma religião : os governantes, juízes e demais autoridades podem ser os próprios líderes religiosos (tal como foi Justiniano) ou podem ser cidadãos leigos submetidos ao controle dos clérigos (como ocorre atualmente no Irã, onde os chefes de governo, estado e poder judiciário estão submetidos ao aiatolá e ao conselho dos clérigos). Sua forma corrupta é também denominada clerocracia.
Caudilhismo
É o exercício do poder político caracterizado pelo agrupamento de uma comunidade em torno do caudilho. Em geral, caudilhos são lideranças políticas carismáticas ligadas a setores tradicionais da sociedade (como militares e grandes fazendeiros) e que baseiam seu poder no seu carisma. Muitas vezes, líderes são chamados de caudilhos quando permanecem no governo por mais tempo do que o previsto. O caudilhismo se apresenta como forma de exercício de poder divergente da democracia representativa. No entanto, nem todos os caudilhos são ditadores: às vezes podem exercer forte liderança autocrática e carismática mantendo formalmente a normal democrática.
Coronelismo(brasileirismo)
Usado para definir a complexa estrutura de poder que tem início no plano municipal, exercido com hipertrofia privada (a figura do coronel) sobre o poder público (o Estado), e tendo como carecteres secundários o mandonismo, o filhotismo (ou apadrinhamento), a fraude eleitoral e a desorganização dos serviços públicos e abrange todo o sistema político do pais, durante a República Velha. Era representado por lideranças que iam desde o "áspero guerreiro" Horácio de Matos a um letrado Veremundo Soares, possuindo como "linha-mestra" o controle da população.Como forma de poder político consiste na figura de uma liderança local, o Coronel que define as escolhas dos eleitores em candidatos por ele indicados.
Nepotismo
(do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos.
Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes (particularmente com o cardeal-sobrinho), mas atualmente é utilizado como sinônimo da concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido.
Fonte;
Wikipédia.Org
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Morte de Khadafi
Com a morte de Khadafi,foram inúmeras as reações do mundo,principalmente de aprovação.Eu por exemplo pensei bem assim "ainda saiu barato,a morrer com um tiro na testa"
Mas a cada dia aparece "novos" videos do momento da captura do ditador,e junto com esses videos mudei de opinião,vendo a tamanha crueldade empregada por seus captores.
Em um desses videos,ele aparece sendo espancado por uns 15"soldados".Em outro aparece nas mãos dos soldados,apenas o cadáver erguido como troféu.
Ele com certeza,fez atrocidades inimagináveis,mas todo ser humano merece um julgamento justo,com a maior quantidade de imparcialidade possível,caso não seja por completo.
Os captadores antes de ver um assassino,que causou muito sofrimento ao povo,deveria encara-lo como um ser humano.
Humano esse que deveria pagar por seus crimes,depois de julgado e condenado,onde a acusação e a defesa mostraria os dois lados da moeda.
O alerta amarelo para a Líbia foi ligado,já que essas atrocidades foram feitas sob o governo provisório,governo esse que deveria ser o primeiro a mostrar que esta deixando a ditadura para trás, e indo de braços abertos de encontro com a democracia.
Se caso fosse colocado na balança Muamar Khadafi x CNP(governo provisório)no momento atual,não pesaria para nenhum dos lados,ou mesmo que pesasse não teria tanta diferença,porque ambos cometeram crimes nessa guerra.
Como foi provado,que houve execução praticado por ambos os lados.
A própria morte do Ditador,foi uma execução,o Khadafi era cruel,mas não era burro de reagir depois de capturado.
Espero que a Líbia se recupere desses tristes episódios, que foi a guerra, e todos esses anos sob a ditadura.
Tirando lição de tudo, tornando-se um país democrático,onde todas essas injustiças,seja um breve detalhe na historia da Líbia,que ficou no passado,mas que contribuiu para que a população torna-se mais humanamente correta com o seu próximo.
Essa nova guerra,dessa vez de consciência, buscando a paz plena.
Essa meta não vai ser fácil,mais é o caminho certo, começando com; guerra nunca mais!
Fonte;
Rascunho Khadafi
Angelo (Devorador do Pecado)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Morre o Ditador Muamar Khadafi
Em uma coletiva de imprensa na capital, Trípoli, Jibril disse que é o momento de dar início a uma Líbia nova e unida.Nós esperamos por esse momento durante muito tempo. Muamar Khadafi foi morto", disse Mahmoud Jibril em uma coletiva de imprensa oficial, após um dia de relatos contraditórios e rumores.
Líderes de diversos países comemoraram a notícia, pedindo que o CNT mantenha sua promessa de realizar reformas no país.
O primeiro-ministro britânico David Cameron, que teve um papel de liderança na intervenção da Otan na Líbia, disse que este é "um dia para lembrar de todas as vítimas do coronel Khadafi".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que é um momento "histórico", mas alertou que "o caminho à frente da Líbia e de seu povo será difícil e cheio de desafios".
A morte de Khadafi ocorreu após semanas de combate acirrado em Sirte um dos últimos bastiões de resistência na Líbia.
Há poucos detalhes da operação que teria resultado na morte de Khadafi. A Otan (aliança militar ocidental) afirmou que bombardeou dois veículos com forças leais ao líder deposto na manhã desta quinta-feira, perto de Sirte, mas não ficou claro se o bombardeio matou o coronel.
Chegaram a circular informações de que Khadafi teria sido capturado com vida. Logo em seguida, entretanto, a TV árabe Al-Jazeera exibiu imagens do que dizia ser o corpo de Khadafi.
A Líbia é o terceiro país árabe, após Tunísia e Egito, a ter seu regime derrubado durante a onda de levantes conhecida como Primavera Árabe. O Tribunal Penal Internacional queria julgar o líder líbio deposto por acusações de crimes contra a humanidade.Khadafi estava foragido desde agosto, quando rebeldes entraram na capital Trípoli e puseram fim ao seu regime de 42 anos o mais longevo da África, e um dos mais longos do Oriente Médio.
O governo interino pretende anunciar a Líbia "liberada" antes de indicar quais serão os próximos passos em direção às eleições democráticas no país.
O primeiro-ministro disse que as forças do CNT ainda estão em busca de Saif al-Islam, o filho mais conhecido do coronel Khadafi, que deixou Sirte em um comboio antes da tomada da cidade.
Fonte;
BBC Brasil
sábado, 11 de setembro de 2010
Geraldo Vandré
Geraldo Vandré, nome artístico de Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo, paraibano, (João Pessoa, 12 de setembro de 1935) é um cantor e compositor brasileiro. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, José Vandregísilo, de quem ele herdou o sobrenome abreviado para Vandré, com o qual tornou-se famoso, pelas suas músicas que exprimiam a oposição ao regime militar imposto em 1964, como "Porta Estandarte e Aroeira".Foi o primeiro filho do casal José Vandregísilo e Marta.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado na Faculdade Nacional de Direito da então Universidade do Estado da Guanabara, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro, tendo se formado em 1961. Militante estudantil, participou ativamente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Conheceu Carlos Lyra, que se tornou seu parceiro em músicas como "Quem Quiser Encontrar o Amor" e "Aruanda", gravadas por Lyra. Gravou seu primeiro LP, "Geraldo Vandré", em 1964, com as músicas "Fica Mal com Deus" e "Menino das Laranjas", entre outras.
Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretado por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar, Vandré, magnânimo, solicitou que "A Banda" de Chico Buarque dividisse o primeiro lugar com "Disparada".
Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com a música,Pra não dizer que não falei de flores ou mais conhecida como "Caminhando". A composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura militar durante os governo militar, e foi censurada. O Refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. No festival a música ficou em segundo lugar, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim.
Ainda em 1968, com o AI-5, Vandré foi obrigado a exilar-se. Depois de passar dias escondido na fazenda da viúva de Guimarães Rosa, falecido no ano anterior, o compositor partiu para o Chile e, de lá, para a França. Voltou ao Brasil em 1973. Até hoje, vive em São Paulo e compõe. Muitos, porém, acreditam que Vandré tenha enlouquecido por causa de supostas torturas que ele teria sofrido. Dizem que uma das agressões físicas que sofreu foi ter os testículos extirpados, após a realização de um show mas em entrevista no ano de 2000 essas especulações foram desmentidas pelo cantor e ele sequer foi exilado, e diz que só não se apresenta mais porque sua imagem de "Che Guevara Cantor" abafa sua obra.
Nota do Blogueiro;Um dos meus inúmeros heróis.
Fonte;http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Vandré
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