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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
domingo, 24 de agosto de 2014
Sobreviventes do Holocausto assinam nota contra genocídio em Gaza
Mais de 300 sobreviventes do Holocausto e seus descendentes lançaram uma nota condenando o que chamam de "genocídio" de Israel na Faixa de Gaza.
A Rede Internacional Judaica Antissionista (Rija) publicou o manifesto como um anúncio pago no jornal americano The New York Times.
A nota é uma reação ao anúncio publicado por outro sobrevivente da perseguição na Alemanha de Adolf Hitler, Elie Wiesel, que comparou o movimento palestino Hamas ao nazismo.
Mais de 2.000 pessoas já morreram na atual onda de violência na Faixa de Gaza, na sua maioria, civis palestinos
Do lado israelense, são contabilizados 68 mortos, na maioria soldados.
Neste domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar contra militantes de Gaza não tem data para terminar e que seguirá até que os objetivos israelenses tenham sido atingidos
Netanyahu repetiu o seu alerta para que palestinos abandonem qualquer local onde haja atividade de militantes.
Os comentários foram feitos durante uma reunião de cúpula no domingo.
Ataques aéreos israelenses deixaram dois palestinos mortos e outros cinco feridos no domingo de manhã
O primeiro-ministro israelense também afirmou que os ataques continuarão depois do início do ano letivo em Israel, em 1º de setembro.
Comunidades no sul do país tinham expressado temores pela segurança dos seus alunos.
Na sexta-feira, um menino israelense de quatro anos foi morto próximo à fronteira com a Faixa de Gaza por fogo de morteiros.
O conflito na Faixa de Gaza vem provocando fortes reações nos Estados Unidos, com diversas manifestações pró e anti-Israel.
O anúncio publicado no New York Times foi assinado por 40 sobreviventes do Holocausto e 287 descendentes e outros parentes.
Eles fazem um apelo pela suspensão do bloqueio da Faixa de Gaza e por um boicote a Israel.
"Como sobreviventes e descendentes de sobreviventes judeus e vítimas do genocídio nazista, nós condenamos inequivocamente o massacre de palestinos em Gaza e a contínua ocupação e colonização da Palestina histórica", diz a nota.
A Rija, fundada em 2008, é uma pequena organização de esquerda altamente crítica a Israel.
O governo israelense endureceu o bloqueio à Faixa de Gaza em 2007, depois que o Hamas, que defende a extinção de Israel, assumiu o poder no território, após derrotar os rivais do Fatah nas eleições de 2006.
O Egito, que considera o Hamas como inimigo, também mantém um bloqueio na fronteira sul da Faixa de Gaza.
Fonte
BBC
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sábado, 12 de julho de 2014
Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?
Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.
Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.
São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.
Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.
Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.
Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.
Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?
O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.
E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.
A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?
Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.
Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.
Fonte
Pragmatismo Politico
Eduardo Campos
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Como restabelecer conexões de internet bloqueadas na Faixa de Gaza / كيفية استعادة وصلات الانترنت المحجوبة في غزة
Diante da nova ofensiva do Terrorismo de Estado Israelense, realizando mais de 160 ataques aéreos que resultaram em 50 mortes, e mobilizando 40 mil reservistas com a ameaça de invasões terrestres andarem sob sangue palestino.
A Palestina não possui armada,aviação,exercito.
Não se deixe iludir pelos meios midiáticos,isso não é uma guerra,é um genocídio.
E, como é de praxe, surge a possibilidade de cortarem as comunicações locais, como a Internet, seja por causa do Bloqueio, seja pela situação de ocupação militar.
Seguem, portanto, dois links de pastebin contendo guias informacionais de como restabelecer conexões de internet bloqueadas, em Windows e Mac , analogamente ao ocorrido no auge da Primavera Árabe no Egito, feitos pela célula Anonymous de tecnologia Telecomix em 2012, para ser repassado a possíveis conhecidas que morem em Gaza ou regiões próximas.
Telecomix Info for Gaza
Telecomix Info for Gaza
تواجه هجمة جديدة الإرهاب الدولة الإسرائيلية، وأداء أكثر من 160 الضربات الجوية التي أسفرت عن 50 حالة وفاة و
40،000 الاحتياط تعبئة مع التهديد الغزوات الأرض المشي في الدم الفلسطيني.
كيفية استعادة وصلات الانترنت المحجوبة في غزة
Fonte
Anonymous FUEL
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domingo, 15 de junho de 2014
Cientistas pedem a suspensão dos transgênicos em todo o mundo
A carta é assinada por 815 cientistas de 82 países.
Resumo
Nós, cientistas abaixo-assinados, pedimos a suspensão imediata de todas as licenças ambientais para cultivos transgênicos e produtos derivados dos mesmos, tanto comercialmente como em testes em campo aberto, durante ao menos cinco anos; as patentes dos organismos vivos, dos processos, das sementes, das linhas de células e genes devem ser revogadas e proibidas; e exige-se uma pesquisa pública exaustiva sobre o futuro da agricultura e a segurança alimentar para todos.
As patentes de formas de vida e processos vivos deveriam ser proibidas porque ameaçam a segurança alimentar, promovem a biopirataria dos conhecimentos indígenas e dos recursos genéticos, violam os direitos humanos básicos e a dignidade, o compromisso da saúde, impedem a pesquisa médica e científica e são contra o bem-estar dos animais.
Os cultivos transgênicos não oferecem benefícios para os agricultores ou os consumidores. Em vez disso, trazem consigo muitos problemas que foram identificados e que incluem o aumento do uso de herbicidas, o desempenho errático e baixos rendimentos econômicos para os agricultores. Os cultivos transgênicos também intensificam o monopólio corporativo sobre os alimentos, o que está levando os agricultores familiares à miséria e impedindo a passagem para uma agricultura sustentável que garanta a segurança alimentar e a saúde no mundo.
Os perigos dos transgênicos para a biodiversidade e a saúde humana e animal são agora reconhecidos por várias fontes dentro dos Governos do Reino Unido e dos Estados Unidos. Consequências especialmente graves se associam ao potencial de transferência horizontal de genes. Estes incluem a difusão de genes marcadores de resistência a antibióticos a ponto de tornarem doenças infecciosas incuráveis, a criação de novos vírus e bactérias que causam doenças e mutações danosas que podem provocar o câncer.
No Protocolo de Biossegurança de Cartagena negociado em Montreal em janeiro de 2000, mais de 120 governos se comprometeram a aplicar o princípio da precaução e garantir que as legislações de biossegurança em nível nacional e internacional tenham prioridade sobre os acordos comerciais e financeiros da Organização Mundial do Comércio.
Sucessivos estudos documentaram a produtividade e os benefícios sociais e ambientais da agricultura ecológica e familiar, de baixos insumos e completamente sustentável. Ela oferece a única forma para restaurar as terras agrícolas degradadas pelas práticas agronômicas convencionais e possibilita a autonomia dos pequenos agricultores familiares para combater a pobreza e a fome.
Instamos o Congresso dos Estados Unidos a proibir os cultivos transgênicos, já que são perigosos e contrários aos interesses da agricultura familiar; e a apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de métodos de agricultura sustentável que podem realmente beneficiar as famílias de agricultores em todo o mundo.
AQUI esta na integra,paragrafo por paragrafo da carta e os nomes dos cientistas.
Acho que nem precisa ser cientista para perceber que os transgênicos/Monsanto visam absolutamente o lucro,pouco se lixando para a saúde publica e para a erradicação da fome Mundial!
Fonte
Ecodebate
Tradução de André Langer .
IHU
Resumo
Nós, cientistas abaixo-assinados, pedimos a suspensão imediata de todas as licenças ambientais para cultivos transgênicos e produtos derivados dos mesmos, tanto comercialmente como em testes em campo aberto, durante ao menos cinco anos; as patentes dos organismos vivos, dos processos, das sementes, das linhas de células e genes devem ser revogadas e proibidas; e exige-se uma pesquisa pública exaustiva sobre o futuro da agricultura e a segurança alimentar para todos.
As patentes de formas de vida e processos vivos deveriam ser proibidas porque ameaçam a segurança alimentar, promovem a biopirataria dos conhecimentos indígenas e dos recursos genéticos, violam os direitos humanos básicos e a dignidade, o compromisso da saúde, impedem a pesquisa médica e científica e são contra o bem-estar dos animais.
Os cultivos transgênicos não oferecem benefícios para os agricultores ou os consumidores. Em vez disso, trazem consigo muitos problemas que foram identificados e que incluem o aumento do uso de herbicidas, o desempenho errático e baixos rendimentos econômicos para os agricultores. Os cultivos transgênicos também intensificam o monopólio corporativo sobre os alimentos, o que está levando os agricultores familiares à miséria e impedindo a passagem para uma agricultura sustentável que garanta a segurança alimentar e a saúde no mundo.
Os perigos dos transgênicos para a biodiversidade e a saúde humana e animal são agora reconhecidos por várias fontes dentro dos Governos do Reino Unido e dos Estados Unidos. Consequências especialmente graves se associam ao potencial de transferência horizontal de genes. Estes incluem a difusão de genes marcadores de resistência a antibióticos a ponto de tornarem doenças infecciosas incuráveis, a criação de novos vírus e bactérias que causam doenças e mutações danosas que podem provocar o câncer.
No Protocolo de Biossegurança de Cartagena negociado em Montreal em janeiro de 2000, mais de 120 governos se comprometeram a aplicar o princípio da precaução e garantir que as legislações de biossegurança em nível nacional e internacional tenham prioridade sobre os acordos comerciais e financeiros da Organização Mundial do Comércio.
Sucessivos estudos documentaram a produtividade e os benefícios sociais e ambientais da agricultura ecológica e familiar, de baixos insumos e completamente sustentável. Ela oferece a única forma para restaurar as terras agrícolas degradadas pelas práticas agronômicas convencionais e possibilita a autonomia dos pequenos agricultores familiares para combater a pobreza e a fome.
Instamos o Congresso dos Estados Unidos a proibir os cultivos transgênicos, já que são perigosos e contrários aos interesses da agricultura familiar; e a apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de métodos de agricultura sustentável que podem realmente beneficiar as famílias de agricultores em todo o mundo.
AQUI esta na integra,paragrafo por paragrafo da carta e os nomes dos cientistas.
Acho que nem precisa ser cientista para perceber que os transgênicos/Monsanto visam absolutamente o lucro,pouco se lixando para a saúde publica e para a erradicação da fome Mundial!
Fonte
Ecodebate
Tradução de André Langer .
IHU
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domingo, 17 de novembro de 2013
Vaticano foi cúmplice do golpe no Chile
O Wikileaks publicou quase dois milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, que datam dos anos 70, incluindo vários que revelam a cumplicidade do Vaticano no golpe em 1973 de Estado contra Salvador Allende (foto) no Chile e sua colaboração e apoio à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Um dos documentos, datado de 18 de outubro, revela que o então substituto do secretario de Estado Vaticano, Giovanni Benelli, expressou a diplomáticos dos EUA “sua grande preocupação, e do papa Paulo VI, pela exitosa campanha internacional esquerdista para falsear completamente as realidades da situação chilena”.
Segundo o documento, o então secretário de Estado do Vaticano saiu em defesa dos golpistas perante o corpo diplomático nos Estados Unidos e qualificou de propaganda comunista as denúncias sobre as violações aos direitos humanos da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1900).
“Benelli classificou de exagerada a cobertura dos acontecimentos como possivelmente o maior êxito da propaganda comunista, e sublinhou o fato de que inclusive círculos moderados e conservadores pareciam muito dispostos a crer nas mentiras mais grosseiras sobre os excessos da Junta chilena” diz um comunicado do Departamento de Estado.
De acordo com comunicado “a Arquidiocese em Santigado, o cardeal [Raul] Silva e o Episcopado chileno em geral asseguram ao para Paulo que a Junta está fazendo todo o possível para que a situação volte à normalidade e que as histórias dos meios internacionais que falam de uma repressão brutal não tem fundamento”.
Considerado o "número dois" do papa Paulo VI, Benelli foi o escolhido para receber o ex-presidente dos EUA Richard Nixon ao descer de um helicóptero na Praça de San Pedro em 1969, para selar a aliança anticomunista entre a Casa Branca e o Vaticano.
O relatório Retting, realizado pela Comissão da Verdade e Reconciliação da 1991 e que contabilizou apenas execuções e desaparecimentos, reconheceu um total de 2279 mortes cometidas pelo Estado durante a ditadura Pinochet.
Já a Comissão Valech, batizada com esse nome para homenagear o ex-bispo de Santiago, Sergio Valech, ampliou a pesquisa sobre a repressão e enumerou mais de 30 mil vítimas em relatório apresentado em 2004, do qual 28 mil são relacionadas a detenções ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos. O segundo relatório da Comissão Valech, entregue em agosto de 2011 ao presidente Sebastián Piñera, reconhece mais de 40 mil vítimas.
Fonte
Anonimous
Wikileaks
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Suécia fecha 4 prisões por falta de detentos (a questão é social)
O jornal inglês The Guardian informou que 4 prisões e um centro de detenção foram fechados na Suécia, pela Justiça daquele país, por falta de prisioneiros. O diretor de serviços penitenciários local, Nils Oberg, afirmou que o número de detentos estava caindo 1% ao ano desde 2004 e, de 2011 para 2012, caiu 6%.
Oberg e outras fontes ouvidas pelo jornal inglês acreditam que a queda do número de presos tem os seguintes motivos: 1) investimentos na reabilitação de presos, ajudando-os a ser reinseridos na sociedade; 2) penas mais leves para delitos relacionados às drogas e 3) adoção de penas alternativas (como liberdade vigiada) em alguns casos.
Com uma política semelhante, a superpopulação carcerária no Brasil e em outros países poderia ser bastante atenuada. O exemplo sueco deixa claro, mais uma vez, que a questão da criminalidade é, sim, social. Ninguém nasce malvado, não existe o que popularmente é chamado de sangue ruim.
Na Suécia, 112º país do mundo em população carcerária, são 4.852 presidiários para 9,5 milhões de habitantes –51 para cada 100 mil habitantes. No Brasil, que tem a 4ª maior população carcerária do mundo, são 584.003 detentos, ou 274 por 100 mil habitantes.
E olha que a reportagem nem entra no mérito de que naquele país nórdico toda população têm acesso a serviços públicos de qualidade (educação, saúde, cultura etc) e que lá os direitos humanos são levados a sério pelos governantes.
Acreditar que não há ligação entre a questão social e o número de presos em um país é acreditar que há pessoas mais propensas para o mal. Ou que quem nasce abaixo da linha do Equador é mais malandro ou algo que o valha.
Isso sem falar na questão moral. Insuflada pelos Datenas da vida, boa parte da população acha que mesmo quem cometeu um crime leve tem de amargar longos períodos encarcerados em condições sub-humanas. E grita contra qualquer investimento na ressocialização de detentos –“pra quê gastar dinheiro com bandido?”. O que o autoproclamado “cidadão de bem” precisa entender é que a melhor opção para a segurança de sua família –e para um mundo melhor— é o modelo sueco, e não a manutenção das prisões brasileiras tais como estão hoje.
Fonte
Carta Capital
domingo, 27 de outubro de 2013
Espionagem Americana no Brasil (Brasileiro traidor)
Na mesma época em que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) espionava membros do alto escalão do governo Dilma, um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi investigado e exonerado por suspeita de passar segredos para a Agência Central de Inteligência (CIA).
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o espião da CIA buscou dados sigilosos sobre a atuação nacional na Tríplice Fronteira e tentou rastrear informantes do governo brasileiro na região onde o País faz divisa com a Argentina e o Paraguai. A espionagem só foi descoberta porque durante a operação o agente americano cooptou o analista 008997 da Abin, um alto funcionário do órgão que chefiara a estratégica subunidade da agência em Foz do Iguaçu (PR), antes de assumir, em 28 de julho de 2011, a superintendência em Manaus (AM).
O caso não teve abertura de processo administrativo contra o servidor para evitar o desgaste. Conforme documentos de junho de 2012 divulgados pelo ex-agente Edward Snowden, a solução dos Estados Unidos foi abreviar a missão do espião e mandá-lo para outro posto.
Segundo fontes da área de inteligência consultados pelo jornal nos últimos dois meses, de Manaus, o analista da Abin passou a acessar remotamente documentos protegidos por sigilo do escritório de Foz do Iguaçu que não tinha necessidade de conhecer e aos quais não poderia ter mais acesso.
A movimentação funcional do agente brasileiro alertou Brasília e desencadeou uma operação de contraespionagem autorizada pelo diretor-geral Wilson Trezza. Sem abrir inquérito, as provas documentais extraoficiais do comportamento inadequado do agente 008997 foram obtidas em agosto de 2012, quando ele se encontrou para jantar com o espião americano, em um restaurante de Curitiba.
Agentes deslocados de outras regionais da Abin se acomodaram próximos à dupla para ouvir o diálogo. Eles foram filmados na ocasião, quando conversaram sobre as regiões de fronteira do Brasil, entre outros temas.
O novo encontro, marcado pelos dois para acontecer dentro de um mês, não ocorreu. Subitamente, o americano foi removido. O Itamaraty confirmou que o diplomata deixou o Brasil em 12 de agosto de 2012. A suspeita é que, de alguma forma, os EUA ficaram sabendo que seu agente havia sido descoberto e não poderia mais ficar no País para evitar problemas diplomáticos. A Abin pediu explicações e o americano teria que foi procurado pelo analista brasileiro. O agente 008997 foi exonerado e aconselhado a se aposentar, o que fez em 17 de dezembro do ano passado.
O que seria feito com esse desgraçado traidor,se fosse ao contrario?
Aposentadoria como foi feito,com o nosso inimigo de casa?
Acho que Edward Snowden ou mesmo Bradley Manning, que já esta sentido na pratica saber a resposta.
Fonte
Terra
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sábado, 26 de outubro de 2013
COMO É FEITO O FOIE GRAS
Tem certeza que não comeria essa belíssima comida?
Com uma cara de delicioso?
Acima de tudo é chique!?
Até parece comida da realeza..
Então coma você, porque essa comida chique chamada de foie gras, ou "fígado gorduroso", é feita com fígado doente de patos, gansos e marrecos. Esteatose Hepática é o nome da doença caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado e, em alguns casos, inflamação e fibrose (cicatrizes). Em seus últimos dias, a ave come até o fígado crescer 12 vezes.
Esta iguaria típica da França é um patê gorduroso feito com o fígado dilatado de patos, gansos e marrecos. Para que o órgão fique hiperdesenvolvido, as aves são submetidas a uma vida confinada e uma alimentação forçada, o que gera protestos de grupos de ecologistas do mundo todo. Alemanha, Itália, Israel e Grã-Bretanha até já proibiram a comida. A tradição do foie gras é antiga: há registros de que egípcios e romanos já o produziam, alimentando suas aves com figos durante seis meses. Hoje, utiliza-se uma ração gordurosa, geralmente consumida por patos – que são mais baratos que o ganso e o marreco e têm a capacidade natural de acumular gordura, por serem aves migratórias e precisarem armazenar energia.1. No geral, usam-se patos da raça mulard (resultado do cruzamento entre o pato-de-pequim e o marreco). Nos primeiros 100 dias, eles comem milho e são criados soltos. Depois, é hora de ir para o confinamento, que facilita a engorda.
2. Alguns criadores mantêm iluminação artificial para que o bicho fique mais tempo acordado (e, portanto, comendo). São duas doses de ração por dia, por um período de dez dias a quatro semanas. Muitas vezes, a gororoba é injetada por um cano que vai direto ao esôfago, preso ao pescoço por um anel.
3. O fígado do bicho ganha certo amargor ao tentar metabolizar os excessos da dieta. Hiperestimulado, ele chega a crescer até 12 vezes seu tamanho normal – com a gordura correspondendo a 65% de seu peso. No fim, o órgão de um pato pode atingir 0,5 kg. O de um ganso, até 2 kg.
4. Com pouco mais de quatro meses, o animal está pronto para o abate. O fígado se tornou uma massa semissólida, macia e de cor pálida. Há quem prefira comê-lo recém-retirado do animal. Ele também pode ser cortado em fatias ou cozido e servido frio.
A ração é constituída por muito carboidrato, vindo do amido de milho, além de gordura de porco e de ganso.
Fonte
Bárbara Ragov
("Roubado do Facebook")
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC
Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países.
Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial.
Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira.
Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.
O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama. Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.
Fonte
Pragmatismo Politico
Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial.
Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira.
Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.
O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama. Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.
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Pragmatismo Politico
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
EUA espionaram conversas de Dilma
Segundo o Fantástico, o presidente do México, Enrique Peña Nieto também teria sido um dos alvos do esquema de espionagem.
A reportagem diz ter conseguido documentos secretos junto ao fugitivo americano Edward Snowden que comprovam a existência do monitoramento.
Ex-agente da NSA, Snowden foi o responsável por denunciar, em junho deste ano, um extenso programa de monitoramento de dados de telefone e de internet pelo governo americano dentro e fora do país.
Os documentos foram fornecidos ao Fantástico pelo americano Gleen Greenwald, o primeiro jornalista a revelar o esquema de espionagem eletrônica. Ele mora com seu parceiro, o brasileiro David Miranda, no Rio de Janeiro.
Segundo Greenwald, que foi co-autor da reportagem, a informação sobre o monitoramento de Dilma e Peña Nieto consta em uma apresentação interna da NSA.
A apresentação revela que os EUA espionaram as comunicações de Dilma e Peña Nieto com pessoas que se supõem serem seus principais assessores.
No documento, datado de junho de 2012, a NSA explica como monitorou os dois presidentes, diz a reportagem.
Em um dos slides, sob o título "mensagens interessantes", aparecem duas mensagens de texto de celular supostamente enviadas por Penã Nieto.
Em uma delas, ele diz quem seriam dois de seus ministros caso vencesse as eleições presidenciais mexicanas.
Logo em seguida, há uma explicação sobre como Dilma foi monitorada.
A apresentação não mostra, entretanto, exemplos de mensagens ou chamadas telefônicas entre a presidente e seus assessores, acrescenta a reportagem. Mas no último slide da apresentação a NSA diz que o método de monitoramento é "uma filtragem simples e eficiente que permite obter dados que não estariam disponíveis de outra maneira. E isso pode ser usado de novo".
A reportagem também diz ter recebido um segundo documento que diz que a NSA tem um departamento internacional encarregado de espionar Japão, Brasil, Turquia e a Europa Ocidental.
Um terceiro documento, também fornecido ao Fantástico, lista os desafios geopolíticos que serão enfrentados pelos EUA de 2014 a 2019.
Em um tópico chamado "Amigos, inimigos ou problemas?", o Brasil aparece novamente, mas junto do Egito, Índia, Irã, Turquia e México.
Após a reportagem ter ido ao ar, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, afirmou à TV Globo que o Brasil pedirá uma explicação formal do governo americano.
Ele acrescentou que também apelará aos órgãos internacionais para garantir a soberania do país.
Além disso, a presidente Dilma Rousseff chamou o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, para cobrar explicações sobre o suposto esquema de espionagem.
Fonte
BBC
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Caos na Síria
Enquanto o mundo finge que não ver, acontece coisas como essas na Síria..
Ataques químicos deixaram as ruas desertas com pilhas altas de corpos de mulheres e crianças inocentes . A estimativa de mortos é de 1.300 sírios gaseados por armas químicas..
Ataques químicos deixaram as ruas desertas com pilhas altas de corpos de mulheres e crianças inocentes . A estimativa de mortos é de 1.300 sírios gaseados por armas químicas..
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Programa de vigilância eletrônica PRISM
Na noite de ontem,(12/06/2013) o Washington Post e o Guardian soltaram dois artigos bombásticos. O assunto foi o PRISM, uma colaboração secreta entre a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), FBI e quase todas as empresas de tecnologia que você confia diariamente. O PRISM forneceu ao governo dos Estados Unidos acesso sem precedentes às suas informações pessoais há pelo menos seis anos.
Por mais que PRISM pareça mais um tipo de antagonista dos quadrinhos para o S.H.I.E.L.D., é na verdade uma sigla para um programa real do governo dos Estados Unidos. De acordo com documentos vazados, ele entrou em ação em 2007, e só ganhou força desde então. Sua proposta é monitorar potenciais comunicações estrangeiras valiosas que podem passar pelos servidores dos Estados Unidos, mas parece que na prática seu alcance é bem maior.
Informações do PRISM, segundo o Post, são responsáveis por quase 1 em cada 7 relatórios de inteligência. Isso é impressionante.
Microsoft. Yahoo. Google. Facebook. PalTalk. AOL. Skype. YouTube. Apple. Se você interagiu com qualquer uma destas empresas nos últimos seis anos, a informação é vulnerável nos termos do PRISM. Mas como? Os relatos iniciais da noite passada sugeriam que o processo funcionava da seguinte maneira: as empresas anteriormente mencionadas (e talvez até outras) recebiam uma diretiva do procurador geral e do diretor de inteligência nacional. Elas davam acesso aos seus servidores – e aos extremamente ricos dados e comunicações que passam por eles todos os dias – para a Unidade de Tecnologia de Interceptação de Dados do FBI, que, por sua vez, retransmitia para a NSA. E aí as coisas ficavam interessantes.
Parece impossível que a NSA, uma agência que por lei só é permitida a monitorar comunicações externas, tivesse tanto acesso à informações domésticas. E mais! Ainda existem, como você deve imaginar, filtros para ajudar a lidar com a quantidade de dados recebidos diariamente, os trilhões de bits e bites que fazem sua identidade e vida online. Alguma coisa para garantir que apenas os caras maus estão sendo vigiados, e não os cidadãos honestos. Existe sim um filtro, e é ridículo: um analista da NSA precisa ter 51% de certeza de que um assunto é “externo”. Depois disso, carta branca. É isso. É o único filtro. E é ineficiente: os slides de PowerPoint publicados pelo Post reconhecem que cidadãos domésticos são pegos na web, mas “não há nada para se preocupar”.
Há sim algo com o que se preocupar. O que é mais preocupante sobre o PRISM não é a coleta de dados. É o tipo de dado coletado. De acordo com o artigo do Washington Post, isso inclui: “…conversas por vídeo e áudio, fotografias, e-mails, documentos, e logs de conexão… [Skype] pode ser monitorado por áudio quando um dos lados da conversa é em um telefone convencional, e para qualquer combinação de “áudio, vídeo, chat, e transferência de arquivos” quando os usuários do Skype se conectam por um computador. As ofertas do Google incluem Gmail, chats de voz e vídeo, arquivos do Google Drive, biblioteca de fotos, e vigilância de termos de busca em tempo real.” Conseguiu pegar tudo? Profundidade similar de acesso também se aplica ao Facebook, Microsoft e ao resto. Para ser claro: isso cobra praticamente qualquer coisa que você já tenha feito online, e ainda inclui pesquisas no Google enquanto você está digitando.
A notícia sobre o PRISM surgiu após um artigo separado, sobre a NSA ter acesso a registros de conversas de consumidores da Verizon – e, segundo a NBC, de todas as outras operadoras também.
E, surpreendentemente, este é um programa completamente diferente! E o PRISM faz o escândalo da Verizon parecer algo pequeno. Quando a NSA monitora registros de telefone, ela só coleta os metadados deles. Isso inclui quem e para quem a chamada foi feita, de onde elas foram feitas, e outras informações gerais. É importante entender que, até onde sabemos, o conteúdo das conversas não era monitorado. Em contraste, o PRISM aparentemente permite acesso total não apenas ao fato de que um e-mail foi enviado – ele também dá acesso ao conteúdo de emails e chats. De acordo com a fonte do Washington Post, eles podem “literalmente vigiá-lo enquanto você digita.” Eles podem estar fazendo isso agora mesmo.
O primeiro parceiro corporativo do PRISM foi, supostamente, a Microsoft, que, de acordo com o Post e o Guardian, embarcou no projeto em 2007. Outras empresas se juntaram aos poucos, com a Apple sendo a mais recente delas. O Twitter, aparentemente, não colabora.
Mas por que essas empresas concordam com isso? Na maior parte das vezes porque elas não têm escolha. Não entregar dados de servidores deixam elas sujeitas a uma ação do governo, que pode ser extremamente prejudicial em formas menos quantificáveis — em outras palavras, elas perderiam pontos com o governo, podendo pagar o preço com regulamentações mais profundas sobre seus serviços. Além disso, elas recebem compensação para seus serviços; não estão fazendo por caridade. Elas são incentivadas a participar. Eis onde as coisas ficam um pouco mais complicadas. Apple, Microsoft, Yahoo e Google têm negado veementemente qualquer envolvimento no PRISM. E essas negações não são apenas partes de estratégias de relações públicas.
O que é mais assustador sobre o PRISM é que não há nada tecnicamente ilegal sobre ele. O governo tem autoridade para isso há anos, e não há nenhum sinal de que perderá em breve. Um pouco de história pode ajudar a contextualizar. Em 2007, a pressão pública forçou a administração Bush a abandonar o programa de vigilância sem mandado que tinha iniciado em 2001. Bem, abandonar pode ser uma palavra forte. O que o governo realmente fez foi encontrar um novo lar para ele. O Ato de Proteção da América de 2007 tornou possível que alvos pudessem ser eletronicamente vigiados sem mandado caso fosse “razoavelmente acreditável” que eram externos. Eis onde os 51% entram. Ele foi seguido pelas emendas da FISA de 2008, que imunizou empresas de danos legais por colaborar ao entregar informações para o governo. E é aí que o PRISM ganhou suporte legal. Tudo isso serve para dizer que o PRISM é uma terrível violação de direitos, mas é algo que não vai desaparecer tão cedo. O governo até agora não se mostra arrependido. E porque estaria? É bem fácil seguir a lei quando é você que escreve ela.
Fonte
GIZMODO
Por mais que PRISM pareça mais um tipo de antagonista dos quadrinhos para o S.H.I.E.L.D., é na verdade uma sigla para um programa real do governo dos Estados Unidos. De acordo com documentos vazados, ele entrou em ação em 2007, e só ganhou força desde então. Sua proposta é monitorar potenciais comunicações estrangeiras valiosas que podem passar pelos servidores dos Estados Unidos, mas parece que na prática seu alcance é bem maior.
Informações do PRISM, segundo o Post, são responsáveis por quase 1 em cada 7 relatórios de inteligência. Isso é impressionante.
Microsoft. Yahoo. Google. Facebook. PalTalk. AOL. Skype. YouTube. Apple. Se você interagiu com qualquer uma destas empresas nos últimos seis anos, a informação é vulnerável nos termos do PRISM. Mas como? Os relatos iniciais da noite passada sugeriam que o processo funcionava da seguinte maneira: as empresas anteriormente mencionadas (e talvez até outras) recebiam uma diretiva do procurador geral e do diretor de inteligência nacional. Elas davam acesso aos seus servidores – e aos extremamente ricos dados e comunicações que passam por eles todos os dias – para a Unidade de Tecnologia de Interceptação de Dados do FBI, que, por sua vez, retransmitia para a NSA. E aí as coisas ficavam interessantes.
Parece impossível que a NSA, uma agência que por lei só é permitida a monitorar comunicações externas, tivesse tanto acesso à informações domésticas. E mais! Ainda existem, como você deve imaginar, filtros para ajudar a lidar com a quantidade de dados recebidos diariamente, os trilhões de bits e bites que fazem sua identidade e vida online. Alguma coisa para garantir que apenas os caras maus estão sendo vigiados, e não os cidadãos honestos. Existe sim um filtro, e é ridículo: um analista da NSA precisa ter 51% de certeza de que um assunto é “externo”. Depois disso, carta branca. É isso. É o único filtro. E é ineficiente: os slides de PowerPoint publicados pelo Post reconhecem que cidadãos domésticos são pegos na web, mas “não há nada para se preocupar”.
Há sim algo com o que se preocupar. O que é mais preocupante sobre o PRISM não é a coleta de dados. É o tipo de dado coletado. De acordo com o artigo do Washington Post, isso inclui: “…conversas por vídeo e áudio, fotografias, e-mails, documentos, e logs de conexão… [Skype] pode ser monitorado por áudio quando um dos lados da conversa é em um telefone convencional, e para qualquer combinação de “áudio, vídeo, chat, e transferência de arquivos” quando os usuários do Skype se conectam por um computador. As ofertas do Google incluem Gmail, chats de voz e vídeo, arquivos do Google Drive, biblioteca de fotos, e vigilância de termos de busca em tempo real.” Conseguiu pegar tudo? Profundidade similar de acesso também se aplica ao Facebook, Microsoft e ao resto. Para ser claro: isso cobra praticamente qualquer coisa que você já tenha feito online, e ainda inclui pesquisas no Google enquanto você está digitando.
A notícia sobre o PRISM surgiu após um artigo separado, sobre a NSA ter acesso a registros de conversas de consumidores da Verizon – e, segundo a NBC, de todas as outras operadoras também.
E, surpreendentemente, este é um programa completamente diferente! E o PRISM faz o escândalo da Verizon parecer algo pequeno. Quando a NSA monitora registros de telefone, ela só coleta os metadados deles. Isso inclui quem e para quem a chamada foi feita, de onde elas foram feitas, e outras informações gerais. É importante entender que, até onde sabemos, o conteúdo das conversas não era monitorado. Em contraste, o PRISM aparentemente permite acesso total não apenas ao fato de que um e-mail foi enviado – ele também dá acesso ao conteúdo de emails e chats. De acordo com a fonte do Washington Post, eles podem “literalmente vigiá-lo enquanto você digita.” Eles podem estar fazendo isso agora mesmo.
O primeiro parceiro corporativo do PRISM foi, supostamente, a Microsoft, que, de acordo com o Post e o Guardian, embarcou no projeto em 2007. Outras empresas se juntaram aos poucos, com a Apple sendo a mais recente delas. O Twitter, aparentemente, não colabora.
Mas por que essas empresas concordam com isso? Na maior parte das vezes porque elas não têm escolha. Não entregar dados de servidores deixam elas sujeitas a uma ação do governo, que pode ser extremamente prejudicial em formas menos quantificáveis — em outras palavras, elas perderiam pontos com o governo, podendo pagar o preço com regulamentações mais profundas sobre seus serviços. Além disso, elas recebem compensação para seus serviços; não estão fazendo por caridade. Elas são incentivadas a participar. Eis onde as coisas ficam um pouco mais complicadas. Apple, Microsoft, Yahoo e Google têm negado veementemente qualquer envolvimento no PRISM. E essas negações não são apenas partes de estratégias de relações públicas.
O que é mais assustador sobre o PRISM é que não há nada tecnicamente ilegal sobre ele. O governo tem autoridade para isso há anos, e não há nenhum sinal de que perderá em breve. Um pouco de história pode ajudar a contextualizar. Em 2007, a pressão pública forçou a administração Bush a abandonar o programa de vigilância sem mandado que tinha iniciado em 2001. Bem, abandonar pode ser uma palavra forte. O que o governo realmente fez foi encontrar um novo lar para ele. O Ato de Proteção da América de 2007 tornou possível que alvos pudessem ser eletronicamente vigiados sem mandado caso fosse “razoavelmente acreditável” que eram externos. Eis onde os 51% entram. Ele foi seguido pelas emendas da FISA de 2008, que imunizou empresas de danos legais por colaborar ao entregar informações para o governo. E é aí que o PRISM ganhou suporte legal. Tudo isso serve para dizer que o PRISM é uma terrível violação de direitos, mas é algo que não vai desaparecer tão cedo. O governo até agora não se mostra arrependido. E porque estaria? É bem fácil seguir a lei quando é você que escreve ela.
Fonte
GIZMODO
terça-feira, 7 de maio de 2013
Mensagem Secreta antiabuso que só crianças conseguem ver
Em uma tentativa de dar a crianças que sofrem abuso uma forma segura de pedir ajuda, uma organização espanhola chamada Aid to Children and Adolescents at Risk Foundation, ou ANAR, criou um anúncio que mostra mensagens diferentes para crianças e adultos ao mesmo tempo.
O segredo por trás da magia é uma camada superior lenticular, que mostra imagens diferentes dependendo do ângulo de visão. Assim, quando um adulto – ou qualquer pessoa com mais de 1,35m – olhar vai ver apenas uma imagem de uma criança triste e uma mensagem: “às vezes, o abuso infantil só é visível para a criança que sofre.” Mas quando a criança olha para o anúncio, ela vê feridas no rosto do garoto e uma mensagem diferente: “se alguém te machucar, ligue e nós ajudaremos” junto com o telefone da fundação.
O anúncio foi desenvolvido para ajudar crianças, especialmente àquelas cujo abusador está parado ao seu lado. E por mais que seja uma forma espetacular de usar imagens lenticulares, quanto tempo será que demorará para empresas de brinquedos começarem a fazer a mesma coisa para divulgar seus produtos diretamente para crianças?
Fonte
GIZMODO
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Jornalistas ameaçados no país
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) criou na tarde desta terça-feira(19/02/2013) um grupo de trabalho que vai discutir medidas para proteger comunicadores ameaçados no Brasil. A decisão foi tomada em reunião nesta tarde, que contou com a participação de 13 representantes do governo e de entidades da classe, presidida pela ministra Maria do Rosário.
Uma das prioridades do grupo de trabalho é a investigação sobre assassinatos e ameaças contra jornalistas. Nesta tarde, foram ouvidos os depoimentos de dois jornalistas que recentemente foram obrigados a deixar o país devido a ameaças de morte.
A iniciativa da SDH visa diminuir os índices de mortes de profissionais da comunicação no Brasil, um dos mais altos do mundo. De acordo com o Comitê Internacional para a Proteção dos Jornalistas, quatro jornalistas foram mortos devido à sua atuação profissional em 2012.
Desde 1992, vinte e quatro comunicadores foram mortos no país. Segundo o comitê, o Brasil ocupa a 11ª colocação no ranking mundial dos países com maior número de mortes desses profissionais, ficando a frente de países com histórico recente de conflitos e guerras como Afeganistão, Palestina e Serra Leoa.
Para diminuir essa grande quantidade de ataques, a ministra Maria do Rosário afirmou que vai cobrar de autoridades policiais uma maior prioridade à investigação de crimes contra jornalistas.
Além disso, a Secretaria de Direitos Humanos vai catalogar e monitorar denúncias de atentados contra a liberdade de expressão.
A próxima reunião do grupo de trabalho foi marcada para 10 de abril.
Na verdade,demorou e muito, o governo tomar alguma iniciativa.
Essa iniciativa já era para ter sido posto em pratica a décadas atrás,mas como as coisas do governo sempre andam em marcha lenta(quando não beneficia eles próprios) tá ai,somos a 7 maior economia do mundo para que?se não conseguirmos proteger nem os nossos profissionais responsáveis de expor a verdade aos olhos da sociedade.
Muitos jornalistas não prestam é verdade,são absurdamente favoráveis a A ou B de acordo com as vantagens,mas não é o caso desses 24 que foram mortos.
Fonte
G1
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
World Press Photo 2013
O prestigiado prêmio de fotografia World Press Photo divulgou nesta sexta-feira(15/02/2013) os vencedores da edição deste ano do concurso.
A imagem escolhida como melhor foto foi feita pelo sueco Paul Hansen, na publicação Dagens Nyheter. Hansen fotografou no dia 20 de novembro de 2012 o funeral de Suhaib Hijazi, 2 anos, e seu irmão Muhammad, 3 anos, que foram mortos durante um ataque aéreo israelense a Gaza.
Os demais vencedores do World Press Photo de 2013
Fonte
Terra
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
Israel x Palestina(Faixa de Gaza) "conflito" em imagens
Nota do blogueiro
Interessante lembrar,que os EUA falou que Israel tem o direito de se defender,mas os números de baixas, da outro contraste já que ultrapassa as 100 vitimas do lado palestino e 3 do lado Israelense ,vemos um significativo progresso palestino já que a invasão Israelense em gaza há quatro anos atrás deixaram na região um saldo de 1,400 palestinos mortos e 13 Israelenses!!!
Agora falem,isso é um conflito ou um massacre?
isso que se chama direito de se defender?
Isso é a paz cristã?
Isso é mostrar respeito a todas vitimas do Holocausto?
Fonte
Daily mail
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Medida que define crimes cibernéticos
O Senado aprovou em votação simbólica, o substitutivo do relator Eduardo Braga (PMDB-AM) ao projeto de lei que tipifica os crimes online. A proposta altera o Código Penal, introduzindo crimes como o de invasão da rede de computadores ou de equipamentos, como ocorre com a clonagem de cartões de crédito em postos de gasolina e outros estabelecimentos comerciais. As penas variam de 3 meses a 3 anos de detenção, mais multas.
Braga disse que, das 58 bilhões de operações que ocorrem por ano hoje no País, cerca de 2 bilhões são fraudadas. O número, segundo ele, mostrou a exigência da sociedade em dar uma resposta para conter esses crimes, enquanto o novo Código Penal não fica pronto. Na falta de lei, os juízes tratam hoje os crimes cibernéticos como estelionato ou então mandam arquivar a denúncia, informou o senador.
O texto original, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), foi modificado pelos senadores e por isso terá de ser reexaminado na Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado em maio naquela Casa, quando do vazamento na internet de fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, com ampla repercussão na mídia.(ela deve ter adorado essa repecursão,escolhida mulher do ano,por seu reaparecimento na mídia,causado por imagens vazadas,que na verdade não tem nada demais já que ela faz "piores"em cenas da novela)
Entre os crimes tipificados pelo projeto está, ainda, aquele praticado por hackers invasores de sistemas, que passarão a ser punidos com pena de detenção de 1 a 3 anos.
Serão igualmente punidos os que dificultarem as operações de sites ou da invasão de dispositivos de informática mediante o uso indevido de mecanismos substitutos de senhas. Está também previsto punição para quem violar equipamentos e sistemas conectados ou não à rede de computados sem autorização do titular ou para instalar mecanismo que os tornem mais vulneráveis.
As penas relativas a esses crimes serão aumentadas se o delito envolver a divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros do material obtido na invasão. Será ainda agravada se a invasão resultar na obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas como definidas em lei ou ainda se o objetivo for o de obter o controle remoto do dispositivo invadido.
Fonte
Estadão
Braga disse que, das 58 bilhões de operações que ocorrem por ano hoje no País, cerca de 2 bilhões são fraudadas. O número, segundo ele, mostrou a exigência da sociedade em dar uma resposta para conter esses crimes, enquanto o novo Código Penal não fica pronto. Na falta de lei, os juízes tratam hoje os crimes cibernéticos como estelionato ou então mandam arquivar a denúncia, informou o senador.
O texto original, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), foi modificado pelos senadores e por isso terá de ser reexaminado na Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado em maio naquela Casa, quando do vazamento na internet de fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, com ampla repercussão na mídia.(ela deve ter adorado essa repecursão,escolhida mulher do ano,por seu reaparecimento na mídia,causado por imagens vazadas,que na verdade não tem nada demais já que ela faz "piores"em cenas da novela)
Entre os crimes tipificados pelo projeto está, ainda, aquele praticado por hackers invasores de sistemas, que passarão a ser punidos com pena de detenção de 1 a 3 anos.
Serão igualmente punidos os que dificultarem as operações de sites ou da invasão de dispositivos de informática mediante o uso indevido de mecanismos substitutos de senhas. Está também previsto punição para quem violar equipamentos e sistemas conectados ou não à rede de computados sem autorização do titular ou para instalar mecanismo que os tornem mais vulneráveis.
As penas relativas a esses crimes serão aumentadas se o delito envolver a divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros do material obtido na invasão. Será ainda agravada se a invasão resultar na obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas como definidas em lei ou ainda se o objetivo for o de obter o controle remoto do dispositivo invadido.
Fonte
Estadão
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Homem é inocentado 10 anos após condenação
Um homem que havia sido condenado por sequestro e estupro há 10 anos foi inocentado nesta quinta-feira, depois de a suposta vítima admitir que não houve crime, em Long Beach, na Califórnia. Brian Banks, 26 anos, tinha 17 anos e era uma estrela de futebol americano em potencial quando outra estudante, Wanetta Gibson, fez as acusações contra ele. Banks chorou na audiência e emocionou a advogada de defesa Alissa Bjerkhoel quando o promotor reconheceu o caso e pediu sua anulação.
Em 2002, Brian Banks defendeu sua inocência e disse que o contato sexual com Wanetta Gibson havia sido consensual. Porém, o advogado que o defendeu na época instruiu o rapaz a confessar o crime e fazer um acordo para evitar o risco de ser condenado a uma pena que poderia ir de 41 anos de reclusão à prisão perpétua. Banks seguiu a instrução da defesa e ficou preso por seis anos.
O homem ganhou direito à liberdade condicional e passou os últimos anos sob monitoramento eletrônico, além de ter o nome incluído no registro nacional de criminosos sexuais.
Quando ele já havia deixado a prisão, Wanetta Gibson adicionou Banks como amigo no Facebook - ela disse que queria "esquecer o passado".
Gibson disse ao homem que havia mentido, que não havia ocorrido sequestro ou estupro, e se ofereceu para ajudá-lo a limpar seu histórico policial. Mas em seguida a mulher desistiu de repetir a história aos promotores, já que temia ter que devolver US$ 1,5 milhão que havia ganhado em um processo movido pela mãe dela contra as escolas de Long Beach. "Eu quero continuar ajudando você, mas ao mesmo tempo todo aquele dinheiro que nos deram - quer dizer, me deram -, eu não quero ter que devolvê-lo", disse Wanetta Gibson a Brian Banks.
O advogado Justin Brooks, que lidera o California Innocence Project para anular condenações equivocadas, disse que Banks teve dificuldade para conseguir emprego após ter ficado seis anos preso por crimes que não cometeu. Segundo o advogado, Brian Banks continua treinando para se tornar jogador de futebol americano.
Nota do Blogueiro;
Agora quem fará voltar,todo esse tempo "perdido"?Quanta vergonha ele não deve ter passado?Um futuro como jogador do qual as suas chances de recuperar são quase nulas?
Outras injustiças;
Texas condenou e executou homem inocente
Inocente que ficou 20 anos preso é libertado
Inocente é solto após 37 anos
Fonte;
Terra
Em 2002, Brian Banks defendeu sua inocência e disse que o contato sexual com Wanetta Gibson havia sido consensual. Porém, o advogado que o defendeu na época instruiu o rapaz a confessar o crime e fazer um acordo para evitar o risco de ser condenado a uma pena que poderia ir de 41 anos de reclusão à prisão perpétua. Banks seguiu a instrução da defesa e ficou preso por seis anos.
O homem ganhou direito à liberdade condicional e passou os últimos anos sob monitoramento eletrônico, além de ter o nome incluído no registro nacional de criminosos sexuais.
Quando ele já havia deixado a prisão, Wanetta Gibson adicionou Banks como amigo no Facebook - ela disse que queria "esquecer o passado".
Gibson disse ao homem que havia mentido, que não havia ocorrido sequestro ou estupro, e se ofereceu para ajudá-lo a limpar seu histórico policial. Mas em seguida a mulher desistiu de repetir a história aos promotores, já que temia ter que devolver US$ 1,5 milhão que havia ganhado em um processo movido pela mãe dela contra as escolas de Long Beach. "Eu quero continuar ajudando você, mas ao mesmo tempo todo aquele dinheiro que nos deram - quer dizer, me deram -, eu não quero ter que devolvê-lo", disse Wanetta Gibson a Brian Banks.
O advogado Justin Brooks, que lidera o California Innocence Project para anular condenações equivocadas, disse que Banks teve dificuldade para conseguir emprego após ter ficado seis anos preso por crimes que não cometeu. Segundo o advogado, Brian Banks continua treinando para se tornar jogador de futebol americano.
Nota do Blogueiro;
Agora quem fará voltar,todo esse tempo "perdido"?Quanta vergonha ele não deve ter passado?Um futuro como jogador do qual as suas chances de recuperar são quase nulas?
Outras injustiças;
Texas condenou e executou homem inocente
Inocente que ficou 20 anos preso é libertado
Inocente é solto após 37 anos
Fonte;
Terra
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Enriquecimento ilícito pode ser considerado crime
Anteprojeto do Código Penal está sendo elaborado por uma comissão de juristas. Texto deve ser apreciado pelos deputados a partir de maio.
A comissão de juristas que elabora o anteprojeto do Código Penal decidiu nesta segunda-feira incluir no texto a criminalização do enriquecimento ilícito. Para a comissão, quem não comprovar a origem de recursos ou bens obtidos pode sofrer pena de um a cinco anos de prisão.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, que preside a comissão, disse que a medida está prevista em acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro. “Esse é um tipo penal previsto na convenção da ONU contra a corrupção, que foi assinada pelo Brasil e ainda não foi tipificado em nosso ordenamento”, afirmou.
O grupo também aprovou a proposta que prevê o fim da distinção entre os crimes contra a administração pública praticados por funcionários públicos e os que forem praticados por particulares. A mudança foi proposta pelo relator da comissão, o procurador Luiz Carlos Gonçalves.
A comissão de juristas tem até 25 de maio para entregar a proposta final do Código Penal, que se transformará em projeto de lei e será apreciado pelos senadores. Depois, o texto segue para a Câmara dos Deputados.
Lei Seca - Na semana passada, o grupo também decidiu incluir no anteprojeto a possibilidade de outros meios, além do teste do bafômetro e do exame de sangue, comprovarem que o motorista dirigiu alcoolizado. Testemunhas, por exemplo, seriam suficientes para provar a embriaguez do condutor.
Em março, a comissão considerou que motoristas alcoolizados que se envolveram em acidentes de trânsito durante a participação em rachas poderão ter pena de quatro a oito anos de cadeia. A punição é a mesma para o condutor que, além de dirigir embriagado, estiver acima da velocidade permitida na via. Hoje, as mortes no trânsito costumam ser enquadradas como homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, com pena de um a três anos.
OBS;Leis que deveriam ter saido a décadas!
Fonte;
Veja.abril.com.br
A comissão de juristas que elabora o anteprojeto do Código Penal decidiu nesta segunda-feira incluir no texto a criminalização do enriquecimento ilícito. Para a comissão, quem não comprovar a origem de recursos ou bens obtidos pode sofrer pena de um a cinco anos de prisão.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, que preside a comissão, disse que a medida está prevista em acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro. “Esse é um tipo penal previsto na convenção da ONU contra a corrupção, que foi assinada pelo Brasil e ainda não foi tipificado em nosso ordenamento”, afirmou.
O grupo também aprovou a proposta que prevê o fim da distinção entre os crimes contra a administração pública praticados por funcionários públicos e os que forem praticados por particulares. A mudança foi proposta pelo relator da comissão, o procurador Luiz Carlos Gonçalves.
A comissão de juristas tem até 25 de maio para entregar a proposta final do Código Penal, que se transformará em projeto de lei e será apreciado pelos senadores. Depois, o texto segue para a Câmara dos Deputados.
Lei Seca - Na semana passada, o grupo também decidiu incluir no anteprojeto a possibilidade de outros meios, além do teste do bafômetro e do exame de sangue, comprovarem que o motorista dirigiu alcoolizado. Testemunhas, por exemplo, seriam suficientes para provar a embriaguez do condutor.
Em março, a comissão considerou que motoristas alcoolizados que se envolveram em acidentes de trânsito durante a participação em rachas poderão ter pena de quatro a oito anos de cadeia. A punição é a mesma para o condutor que, além de dirigir embriagado, estiver acima da velocidade permitida na via. Hoje, as mortes no trânsito costumam ser enquadradas como homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, com pena de um a três anos.
OBS;Leis que deveriam ter saido a décadas!
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Veja.abril.com.br
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