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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Suécia reconhece Palestina independente
Com a violência a espreitar, ameaçadora, as ruas de Jerusalém e sem que haja no horizonte qualquer ideia para ressuscitar o processo de paz, a Suécia tornou-se nesta quinta-feira o primeiro país da União Europeia a reconhecer a Palestina como um Estado independente. Nenhum outro país deu sinal de que pretende seguir-lhe o exemplo, mas o impasse nas negociações e a irritação com a insistência israelita na expansão dos colonatos indicam que, a breve prazo, a Autoridade Palestiniana pode conseguir mais apoios à sua campanha pelo reconhecimento unilateral.
Israel reagiu com a fúria esperada. “O Governo sueco deveria compreender que as relações no Médio Oriente são mais complicadas do que a montagem dos móveis Ikea”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Avigdor Lieberman, denunciando uma “decisão miserável” que irá dar força “às exigências irrealistas dos palestinianos”. Horas mais tarde, o Governo israelita chamou por tempo indeterminado o seu embaixador em Estocolmo, gesto que assinala o agravamento da crise diplomática.
Quando, no início do mês, o novo primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, anunciou que iria reconhecer a Palestina, Washington, aliado incondicional mas cada vez mais relutante de Israel, criticou a decisão “prematura” da Suécia, insistindo que a independência palestiniana deve ser o culminar do processo de paz.
Mas nesta quinta-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros, Margot Wallström, disse temer que a decisão da Suécia “seja mais tardia do que prematura”. Num artigo para o jornal Dagens Nyheter, a antiga comissária europeia reconhece que a Palestina não tem fronteiras definidas, mas cumpre o essencial “dos critérios de direito internacional para um reconhecimento”: um território, uma população, e um governo.
Wallström sublinhou que a iniciativa não significa que Estocolmo esteja a escolher um lado do conflito. “Estamos a colocar-nos do lado da paz”, disse a ministra, explicando que o objectivo é apoiar os palestinianos moderados, como o presidente Mahmoud Abbas, e reforçar o seu estatuto nas negociações de paz.
Mas não escondeu que o passo dado pela Suécia – o 135.º país a reconhecer uma Palestina independente – nasce também da frustração com que o mundo olha para os acontecimentos na região. “Ao longo do último ano vimos como as negociações de paz se afundaram num impasse, como as decisões sobre a construção de novos colonatos nos territórios ocupados da Palestina complicaram a solução de dois Estados e como a violência regressou a Gaza”, afirmou.
Abbas agradeceu a decisão “corajosa e histórica” e exortou outros países a responderem à campanha que, em 2011, o levou ao pedir ao Conselho de Segurança o reconhecimento da Palestina como um membro de pleno direito da ONU. A iniciativa foi bloqueada, mas abriu o caminho para que, no ano seguinte, a Assembleia Geral lhe atribuísse o estatuto de Estado observador – numa votação em que Portugal foi o primeiro país da União Europeia a anunciar o seu apoio e um dos 14 que votou a favor.
Depois disso, os EUA tentaram relançar as negociações, mas a realidade voltou a sobrepor-se: em Janeiro, Israel anunciou novos planos para a construção de colonatos, três meses depois a Fatah de Abbas acordou com o rival Hamas, maioritário em gaza, um governo de unidade nacional e o diálogo foi suspenso. Em Julho, após uma escalada que começou com o assassínio de três adolescentes israelitas na Cisjordânia, Israel lançou nova ofensiva contra Gaza que fez mais de dois mil mortos.
A violência, escreveu o Guardian, voltou a chamar a atenção do mundo para um conflito sem solução militar e, apesar de as culpas serem partilhadas, é Israel quem mais tem perdido na frente diplomática. “De cada vez que há um acontecimento grande como este, o apoio a Israel diminui um pouco mais”, disse um responsável europeu ao jornal britânico, explicando que uma fatia crescente da opinião pública do continente “não acredita que Israel esteja a trabalhar genuinamente para alcançar a paz”.
A União Europeia (UE) diz estar disponível para reconhecer a Palestina “no momento apropriado”, mas insiste que a prioridade deve ser colocada nas negociações de paz. Vários países, adiantou a Reuters, ficaram, por isso, irritados com o passo unilateral de Estocolmo – sete países da UE (Chipre, Bulgária, Hungria, Malta, Polónia, República Checa e Roménia) tinham reconhecido a Palestina, mas fizeram-no antes da adesão à UE. No entanto, nos corredores são cada vez mais os diplomatas europeus que, a cada anúncio de expansão dos colonatos, avisam Israel para o risco de isolamento internacional.
UMA LUZ!!PARABÉNS SUÉCIA..
Fonte
www.Publico.pt
domingo, 24 de agosto de 2014
Sobreviventes do Holocausto assinam nota contra genocídio em Gaza
Mais de 300 sobreviventes do Holocausto e seus descendentes lançaram uma nota condenando o que chamam de "genocídio" de Israel na Faixa de Gaza.
A Rede Internacional Judaica Antissionista (Rija) publicou o manifesto como um anúncio pago no jornal americano The New York Times.
A nota é uma reação ao anúncio publicado por outro sobrevivente da perseguição na Alemanha de Adolf Hitler, Elie Wiesel, que comparou o movimento palestino Hamas ao nazismo.
Mais de 2.000 pessoas já morreram na atual onda de violência na Faixa de Gaza, na sua maioria, civis palestinos
Do lado israelense, são contabilizados 68 mortos, na maioria soldados.
Neste domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar contra militantes de Gaza não tem data para terminar e que seguirá até que os objetivos israelenses tenham sido atingidos
Netanyahu repetiu o seu alerta para que palestinos abandonem qualquer local onde haja atividade de militantes.
Os comentários foram feitos durante uma reunião de cúpula no domingo.
Ataques aéreos israelenses deixaram dois palestinos mortos e outros cinco feridos no domingo de manhã
O primeiro-ministro israelense também afirmou que os ataques continuarão depois do início do ano letivo em Israel, em 1º de setembro.
Comunidades no sul do país tinham expressado temores pela segurança dos seus alunos.
Na sexta-feira, um menino israelense de quatro anos foi morto próximo à fronteira com a Faixa de Gaza por fogo de morteiros.
O conflito na Faixa de Gaza vem provocando fortes reações nos Estados Unidos, com diversas manifestações pró e anti-Israel.
O anúncio publicado no New York Times foi assinado por 40 sobreviventes do Holocausto e 287 descendentes e outros parentes.
Eles fazem um apelo pela suspensão do bloqueio da Faixa de Gaza e por um boicote a Israel.
"Como sobreviventes e descendentes de sobreviventes judeus e vítimas do genocídio nazista, nós condenamos inequivocamente o massacre de palestinos em Gaza e a contínua ocupação e colonização da Palestina histórica", diz a nota.
A Rija, fundada em 2008, é uma pequena organização de esquerda altamente crítica a Israel.
O governo israelense endureceu o bloqueio à Faixa de Gaza em 2007, depois que o Hamas, que defende a extinção de Israel, assumiu o poder no território, após derrotar os rivais do Fatah nas eleições de 2006.
O Egito, que considera o Hamas como inimigo, também mantém um bloqueio na fronteira sul da Faixa de Gaza.
Fonte
BBC
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sábado, 12 de julho de 2014
O Genocídio na Faixa de Gaza não é de hoje,12 curiosidades
Texto de Tiago Ávila
12 COISAS QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NUNCA OUVIU FALAR SOBRE O MASSACRE AO POVO PALESTINO
1- Apenas no primeiro dia deste novo massacre (julho de 2014) foram realizados 273 ataques aéreos (cerca de 11 por hora) em uma área com 40 km de comprimento por 12 km de largura povoada por 1,7 milhão de pessoas (uma das áreas mais densamente povoadas no mundo). Imaginem a catástrofe que é uma área do tamanho do Plano Piloto de Brasília com uma população tão grande assim e recebendo um pesado bombardeio aéreo a cada 6 minutos. A estimativa dos hospitais é que ficarão sem recursos para atender os feridos em dois dias. A eletricidade é intermitente e não existe qualquer indicativo de que Israel parará o massacre, apesar dos pedidos de diversas nações do mundo.
2- Embora o Acordo de Paz firmado em 1948 entre a Palestina e Israel (país que estava sendo criado naquele momento) garantisse a divisão quase igualitária do território entre estes dois países (55% para Israel e 45% para a Palestina), desde 1967 (ano da Guerra dos Seis Dias), Israel ocupa ilegalmente os territórios palestinos, restringindo cada dia mais seu tamanho. Ainda no ano de 2012, Israel ocupava 78% do território e este número não para de crescer. Cada dia que Israel permanece e avança sobre os territórios palestinos ocupados é uma afronta aos Direitos Humanos e ao acordo internacional que poderia trazer finalmente paz para aquela região.
3- A ocupação israelense é seletiva, tomando dos palestinos as terras férteis, com acesso a água e recursos naturais, inviabilizando qualquer chance de subsistência ou desenvolvimento soberano. Hoje os territórios palestinos dependem de Israel para ter acesso a tudo (água, energia, alimentação, telecomunicações, etc). Israel lhes tomou o peixe do povo palestino e lhes proibiu de pescar.
4- Todo tipo de ajuda humanitária precisa passar antes por Israel, que proíbe visitas de ativistas de Direitos Humanos e pessoas interessadas em diminuir a dor dos povos palestinos. Existem casos de ativistas que morreram tentando impedir a derrubada de casas palestinas em locais que estavam sendo invadidos por Israel. O caso de Rachel Corrie, que foi atropelada a sangue frio por um trator que destruía casas palestinas em áreas que estavam sendo tomadas por Israel, é emblemático. Em 2012 um tribunal israelense foi isentado de qualquer culpa no assassinato, alegando culpa da vítima e não do soldado que assumiu o controle do trator após o trabalhador que o operava ter se recusado a passar por cima da jovem militante.
5- A Faixa de Gaza está no litoral do Mediterrâneo. No entanto, não é possível enviar ajuda pelo mar para o povo palestino, pois Israel proíbe. Em 2010, um corajoso grupo de onze ativistas de Direitos Humanos de diversas partes do mundo (incluindo uma vencedora do prêmio Nobel da Paz, Mairead Corrigan, uma das poucas premiadas que realmente merecia tal honra) conseguiram um navio para levar comida e materiais escolares para a Faixa de Gaza pelo mar. Embora o navio, apelidado de Rachel Corrie, já tivesse sido inspecionado pela ONU e por autoridades iraquianas, com pedidos do governo irlandês para que não fosse interceptado, foi tomado violentamente por Israel, que impediu sua chegada, prendendo e deportando toda a sua tripulação. Não foi a primeira nem a última vez que isto aconteceu, envolvendo casos de assassinatos de ativistas nas invasões e tomada dos barcos.
6- Para garantir que o povo palestino não fuja ou tente recuperar suas terras garantidas no acordo de 1948 da ONU, Israel construiu um muro ao redor da Faixa de Gaza. É isso mesmo: a Faixa de Gaza é cercada por fora por Israel através de um muro blindado de 5 metros de altura apelidado pela comunidade internacional de “Muro da Vergonha”. Ele mantém os sobreviventes da Faixa de Gaza em uma prisão sem teto que lembra muito o Gueto de Varsóvia, local onde os judeus poloneses eram colocados pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e lá sofriam as mais duras violações de Direitos Humanos. Infelizmente, Israel faz hoje como o povo palestino algo muito parecido com o que fez a Alemanha nazista durante o holocausto. No entanto, no caso deles, a resistência judaica no Gueto de Varsóvia é tratada como algo heróico e lembrada na história, nos livros e nos filmes. Hoje a resistência palestina é tratada como terrorismo e usada como justificativa para mais e mais atrocidades por parte do Estado de Israel.
7- Imagine que quando você quer viajar, ou quando avalia que as condições em seu país estão difíceis, você tem pode ir a outro país e retornar ao seu quando quiser. Pois esta não é uma opção para os sobreviventes da Faixa de Gaza. Pelo contrário, Israel busca de todas as formas que o povo palestino abandone seu país e vá para campos de refugiados em outros países pois, uma vez fora, o estado judeu não os deixa mais retornar. É uma verdadeira crise humanitária pois milhões de famílias estão separadas há gerações, sem nenhuma perspectiva de algum dia se reunirem de volta em seu país de origem. A negação do direito de retorno é uma das grandes violações do Estado de Israel perante o povo palestino.
8- Israel é o país que mais recebe “ajuda militar” dos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial, com uma média de 1,8 bilhão de dólares anuais. Desde o seu nascimento, Israel se consolidou como um dos mais poderosos e destrutivos exércitos do mundo (a quarta maior potência, segundo a maioria dos especialistas). Apesar de seu elevado potencial nuclear (e sua propensão às agressões e conflitos), Israel se recusou a assinar grande parte dos tratados internacionais que envolvem não-proliferação de armas nucleares, utilização de armas que causam danos a civis, entre outros desrespeitos aos Direitos Humanos mais básicos.
9- Ao contrário do que dizem, não foram os árabes que “inventaram” o terrorismo como ferramenta de luta. Pelo contrário, o ataque indiscriminado a alvos civis para causar terror foi algo muito praticado pelos judeus entre 1910 e 1950. No entanto, enquanto movimentos populares, partidos políticos e grupos de resistência árabes são condenados por unanimidade pelas potências ocidentais (que também praticam suas violações de Direitos Humanos ao redor do mundo), os movimentos terroristas judaicos (tratados na história hoje como heróis) tinham total apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido com armas, logística e equipamentos. Apoio, aliás, que os governantes israelenses violadores dos Direitos Humanos atuais também possuem.
10- O lobby israelense para invisibilizar o povo palestino e seu país é tão poderoso que conseguem manter o país ocupado quase como sendo um não-país. Tanto é que a Palestina passou 64 anos desde a criação de Israel para ser reconhecida finalmente em 2012 como “Estado observador” da ONU. E esta mera aceitação como observador foi motivo de revolta de Israel e dos Estados Unidos, que ameaçaram parar de contribuir com o orçamento da ONU após perderem a votação por 138 votos a 9 (votações parecidas com as que demandam o fim do bloqueio econômico a Cuba por parte dos Estados Unidos, até hoje não cumprido). Apesar do ínfimo avanço, a Palestina vergonhosamente ainda não foi reconhecida como membro pleno da ONU, que não tem qualquer poder para parar Israel e suas sucessivas violações dos Direitos Humanos.
11- Israel utiliza em suas agressões militares armas que foram proibidas pela ONU como o fósforo branco. Desde 2006, quando tentou invadir o Líbano e foi derrotado pelo Hezbollah (“Partido do Povo”, em árabe), crescem as denúncias de que o exército estaria utilizando estas armas em locais densamente povoados, causando terríveis efeitos sobre a população civil.
12- Outra prática vergonhosa e muito utilizada por Israel e outras potências imperialistas são os auto-atentados, ou seja, provocar ou simular um incidente para que ele seja utilizado como justificativa para ataques a outras nações ou grupos. Esta tática para garantir apoio popular local e internacional foi muito utilizada na história deste país. Basta lembrar do caso de 2006, onde foi divulgado que um “cidadão israelense”, Gilad Shalit, havia sido sequestrado pelos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza, dando início à Guerra em que Israel matou milhares de civis, tomou diversos territórios palestinos na Cisjordânia e tentou tomar o Líbano! Depois não tiveram como esconder o fato de que Gilad Shalit era um soldado israelense, infiltrado no território palestino para espionar e divulgar a localização de lideranças do Hamas (partido eleito democraticamente para o governo da Faixa de Gaza) para bombardeio às suas casas posteriormente.
Espero que isto forneça a alguns elementos para ao menos desconfiar cada vez que ouvir da mídia hegemônica que “terroristas palestinos atiram míssil contra Israel” ou, “conflito entre Palestina e Israel deixa tantos mortos”. Gaza não tem exército, força aérea ou marinha. Israel é a quarta potência militar do mundo. A resistência à ocupação é permitida pelo direito internacional. A ocupação de Israel, o cerco e a punição coletiva de Gaza, não.
Nunca esqueça que o que acontece naquele lugar é um verdadeiro massacre a um povo. Uma mancha na breve história da humanidade que precisamos remover e reparar para que possamos finalmente viver em paz com justiça social e fazer desta Terra a Pátria do ser humano e da natureza.
Reportagem que reforçam todos esses exemplos
Falta de água causada por Israel
Família de Rachel Corrie pede anulação do julgamento dos militares Israelenses(inocentados pela morte da ativista)
Crianças Palestinas são queimadas vivas por Israel em Gaza
ONU suspeita de crimes de guerra israelenses na Faixa de Gaza
Segregação racial em Israel
Fonte
Insurgencia.org
Thiago Ávila é consultor internacional e membro da Executiva Nacional da Insurgência.
12 COISAS QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NUNCA OUVIU FALAR SOBRE O MASSACRE AO POVO PALESTINO
1- Apenas no primeiro dia deste novo massacre (julho de 2014) foram realizados 273 ataques aéreos (cerca de 11 por hora) em uma área com 40 km de comprimento por 12 km de largura povoada por 1,7 milhão de pessoas (uma das áreas mais densamente povoadas no mundo). Imaginem a catástrofe que é uma área do tamanho do Plano Piloto de Brasília com uma população tão grande assim e recebendo um pesado bombardeio aéreo a cada 6 minutos. A estimativa dos hospitais é que ficarão sem recursos para atender os feridos em dois dias. A eletricidade é intermitente e não existe qualquer indicativo de que Israel parará o massacre, apesar dos pedidos de diversas nações do mundo.
2- Embora o Acordo de Paz firmado em 1948 entre a Palestina e Israel (país que estava sendo criado naquele momento) garantisse a divisão quase igualitária do território entre estes dois países (55% para Israel e 45% para a Palestina), desde 1967 (ano da Guerra dos Seis Dias), Israel ocupa ilegalmente os territórios palestinos, restringindo cada dia mais seu tamanho. Ainda no ano de 2012, Israel ocupava 78% do território e este número não para de crescer. Cada dia que Israel permanece e avança sobre os territórios palestinos ocupados é uma afronta aos Direitos Humanos e ao acordo internacional que poderia trazer finalmente paz para aquela região.
3- A ocupação israelense é seletiva, tomando dos palestinos as terras férteis, com acesso a água e recursos naturais, inviabilizando qualquer chance de subsistência ou desenvolvimento soberano. Hoje os territórios palestinos dependem de Israel para ter acesso a tudo (água, energia, alimentação, telecomunicações, etc). Israel lhes tomou o peixe do povo palestino e lhes proibiu de pescar.
4- Todo tipo de ajuda humanitária precisa passar antes por Israel, que proíbe visitas de ativistas de Direitos Humanos e pessoas interessadas em diminuir a dor dos povos palestinos. Existem casos de ativistas que morreram tentando impedir a derrubada de casas palestinas em locais que estavam sendo invadidos por Israel. O caso de Rachel Corrie, que foi atropelada a sangue frio por um trator que destruía casas palestinas em áreas que estavam sendo tomadas por Israel, é emblemático. Em 2012 um tribunal israelense foi isentado de qualquer culpa no assassinato, alegando culpa da vítima e não do soldado que assumiu o controle do trator após o trabalhador que o operava ter se recusado a passar por cima da jovem militante.
5- A Faixa de Gaza está no litoral do Mediterrâneo. No entanto, não é possível enviar ajuda pelo mar para o povo palestino, pois Israel proíbe. Em 2010, um corajoso grupo de onze ativistas de Direitos Humanos de diversas partes do mundo (incluindo uma vencedora do prêmio Nobel da Paz, Mairead Corrigan, uma das poucas premiadas que realmente merecia tal honra) conseguiram um navio para levar comida e materiais escolares para a Faixa de Gaza pelo mar. Embora o navio, apelidado de Rachel Corrie, já tivesse sido inspecionado pela ONU e por autoridades iraquianas, com pedidos do governo irlandês para que não fosse interceptado, foi tomado violentamente por Israel, que impediu sua chegada, prendendo e deportando toda a sua tripulação. Não foi a primeira nem a última vez que isto aconteceu, envolvendo casos de assassinatos de ativistas nas invasões e tomada dos barcos.
6- Para garantir que o povo palestino não fuja ou tente recuperar suas terras garantidas no acordo de 1948 da ONU, Israel construiu um muro ao redor da Faixa de Gaza. É isso mesmo: a Faixa de Gaza é cercada por fora por Israel através de um muro blindado de 5 metros de altura apelidado pela comunidade internacional de “Muro da Vergonha”. Ele mantém os sobreviventes da Faixa de Gaza em uma prisão sem teto que lembra muito o Gueto de Varsóvia, local onde os judeus poloneses eram colocados pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e lá sofriam as mais duras violações de Direitos Humanos. Infelizmente, Israel faz hoje como o povo palestino algo muito parecido com o que fez a Alemanha nazista durante o holocausto. No entanto, no caso deles, a resistência judaica no Gueto de Varsóvia é tratada como algo heróico e lembrada na história, nos livros e nos filmes. Hoje a resistência palestina é tratada como terrorismo e usada como justificativa para mais e mais atrocidades por parte do Estado de Israel.
7- Imagine que quando você quer viajar, ou quando avalia que as condições em seu país estão difíceis, você tem pode ir a outro país e retornar ao seu quando quiser. Pois esta não é uma opção para os sobreviventes da Faixa de Gaza. Pelo contrário, Israel busca de todas as formas que o povo palestino abandone seu país e vá para campos de refugiados em outros países pois, uma vez fora, o estado judeu não os deixa mais retornar. É uma verdadeira crise humanitária pois milhões de famílias estão separadas há gerações, sem nenhuma perspectiva de algum dia se reunirem de volta em seu país de origem. A negação do direito de retorno é uma das grandes violações do Estado de Israel perante o povo palestino.
8- Israel é o país que mais recebe “ajuda militar” dos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial, com uma média de 1,8 bilhão de dólares anuais. Desde o seu nascimento, Israel se consolidou como um dos mais poderosos e destrutivos exércitos do mundo (a quarta maior potência, segundo a maioria dos especialistas). Apesar de seu elevado potencial nuclear (e sua propensão às agressões e conflitos), Israel se recusou a assinar grande parte dos tratados internacionais que envolvem não-proliferação de armas nucleares, utilização de armas que causam danos a civis, entre outros desrespeitos aos Direitos Humanos mais básicos.
9- Ao contrário do que dizem, não foram os árabes que “inventaram” o terrorismo como ferramenta de luta. Pelo contrário, o ataque indiscriminado a alvos civis para causar terror foi algo muito praticado pelos judeus entre 1910 e 1950. No entanto, enquanto movimentos populares, partidos políticos e grupos de resistência árabes são condenados por unanimidade pelas potências ocidentais (que também praticam suas violações de Direitos Humanos ao redor do mundo), os movimentos terroristas judaicos (tratados na história hoje como heróis) tinham total apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido com armas, logística e equipamentos. Apoio, aliás, que os governantes israelenses violadores dos Direitos Humanos atuais também possuem.
10- O lobby israelense para invisibilizar o povo palestino e seu país é tão poderoso que conseguem manter o país ocupado quase como sendo um não-país. Tanto é que a Palestina passou 64 anos desde a criação de Israel para ser reconhecida finalmente em 2012 como “Estado observador” da ONU. E esta mera aceitação como observador foi motivo de revolta de Israel e dos Estados Unidos, que ameaçaram parar de contribuir com o orçamento da ONU após perderem a votação por 138 votos a 9 (votações parecidas com as que demandam o fim do bloqueio econômico a Cuba por parte dos Estados Unidos, até hoje não cumprido). Apesar do ínfimo avanço, a Palestina vergonhosamente ainda não foi reconhecida como membro pleno da ONU, que não tem qualquer poder para parar Israel e suas sucessivas violações dos Direitos Humanos.
11- Israel utiliza em suas agressões militares armas que foram proibidas pela ONU como o fósforo branco. Desde 2006, quando tentou invadir o Líbano e foi derrotado pelo Hezbollah (“Partido do Povo”, em árabe), crescem as denúncias de que o exército estaria utilizando estas armas em locais densamente povoados, causando terríveis efeitos sobre a população civil.
12- Outra prática vergonhosa e muito utilizada por Israel e outras potências imperialistas são os auto-atentados, ou seja, provocar ou simular um incidente para que ele seja utilizado como justificativa para ataques a outras nações ou grupos. Esta tática para garantir apoio popular local e internacional foi muito utilizada na história deste país. Basta lembrar do caso de 2006, onde foi divulgado que um “cidadão israelense”, Gilad Shalit, havia sido sequestrado pelos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza, dando início à Guerra em que Israel matou milhares de civis, tomou diversos territórios palestinos na Cisjordânia e tentou tomar o Líbano! Depois não tiveram como esconder o fato de que Gilad Shalit era um soldado israelense, infiltrado no território palestino para espionar e divulgar a localização de lideranças do Hamas (partido eleito democraticamente para o governo da Faixa de Gaza) para bombardeio às suas casas posteriormente.
Espero que isto forneça a alguns elementos para ao menos desconfiar cada vez que ouvir da mídia hegemônica que “terroristas palestinos atiram míssil contra Israel” ou, “conflito entre Palestina e Israel deixa tantos mortos”. Gaza não tem exército, força aérea ou marinha. Israel é a quarta potência militar do mundo. A resistência à ocupação é permitida pelo direito internacional. A ocupação de Israel, o cerco e a punição coletiva de Gaza, não.
Nunca esqueça que o que acontece naquele lugar é um verdadeiro massacre a um povo. Uma mancha na breve história da humanidade que precisamos remover e reparar para que possamos finalmente viver em paz com justiça social e fazer desta Terra a Pátria do ser humano e da natureza.
Reportagem que reforçam todos esses exemplos
Falta de água causada por Israel
Família de Rachel Corrie pede anulação do julgamento dos militares Israelenses(inocentados pela morte da ativista)
Crianças Palestinas são queimadas vivas por Israel em Gaza
ONU suspeita de crimes de guerra israelenses na Faixa de Gaza
Segregação racial em Israel
Fonte
Insurgencia.org
Thiago Ávila é consultor internacional e membro da Executiva Nacional da Insurgência.
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Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?
Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.
Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.
São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.
Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.
Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.
Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.
Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?
O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.
E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.
A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?
Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.
Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.
Fonte
Pragmatismo Politico
Eduardo Campos
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Como restabelecer conexões de internet bloqueadas na Faixa de Gaza / كيفية استعادة وصلات الانترنت المحجوبة في غزة
Diante da nova ofensiva do Terrorismo de Estado Israelense, realizando mais de 160 ataques aéreos que resultaram em 50 mortes, e mobilizando 40 mil reservistas com a ameaça de invasões terrestres andarem sob sangue palestino.
A Palestina não possui armada,aviação,exercito.
Não se deixe iludir pelos meios midiáticos,isso não é uma guerra,é um genocídio.
E, como é de praxe, surge a possibilidade de cortarem as comunicações locais, como a Internet, seja por causa do Bloqueio, seja pela situação de ocupação militar.
Seguem, portanto, dois links de pastebin contendo guias informacionais de como restabelecer conexões de internet bloqueadas, em Windows e Mac , analogamente ao ocorrido no auge da Primavera Árabe no Egito, feitos pela célula Anonymous de tecnologia Telecomix em 2012, para ser repassado a possíveis conhecidas que morem em Gaza ou regiões próximas.
Telecomix Info for Gaza
Telecomix Info for Gaza
تواجه هجمة جديدة الإرهاب الدولة الإسرائيلية، وأداء أكثر من 160 الضربات الجوية التي أسفرت عن 50 حالة وفاة و
40،000 الاحتياط تعبئة مع التهديد الغزوات الأرض المشي في الدم الفلسطيني.
كيفية استعادة وصلات الانترنت المحجوبة في غزة
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Estátua do deus Apolo é encontrada na Faixa de Gaza
Segundo um pescador palestino, a estátua de aproximadamente 500 kg teria sido encontrada durante uma de suas saídas para o mar em agosto de 2013. Ele teria carregado a estátua para casa em seu burro, sem ter ideia de seu valor arqueológico.
Familiares que integram uma milícia do grupo Hamas se apossaram da estátua de Apolo, que só voltaria a ser "vista" em leilão no site eBay. O vendedor pedia US$ 500 mil e dizia que o interessado deveria retirar a obra na Faixa de Gaza.
O valor, segundo especialistas, estaria bem abaixo do real.
Quando as autoridades civis do Hamas descobriram o imbróglio, a polícia foi enviada para "confiscar" a estátua e investigar o caso.
Arqueologistas não tiveram acesso à estátua desde que ela foi descoberta. Pelas fotos apresentadas, ela teria sido feita entre os século 1 e 5 –e poderia ter, portanto, mais de 2.000 anos.
Trata-se de um grande achado. "Eu diria que é um achado que não tem preço. É praticamente como perguntar qual é o valor de La Gioconda (a Mona Lisa) no Museu do Louvre", afirmou Jean-Michel de Tarragon, historiador da Escola Arqueológica de Jerusalém, à 'Reuters TV'. Pelo estado da estátua, ele diz ainda que não poderia ter sido encontrada no leito do mar.
O pescador palestino Joudat Ghrab diz que encontrou a estátua em águas rasas a cerca de 100 metros da costa, ao norte da fronteira entre Gaza e Egito. Com a ajuda de familiares, ele arrastou o bronze até sua casa, para desgosto da mãe, que pediu imediatamente que as partes íntimas do deus grego fossem cobertas –sob pena de que uma desgraça poderia recair sobre a casa.
Ghrab, por sua vez, achou que foi um golpe de sorte. Ele cortou um dos dedos e levou até um especialista em metais, achando que ela poderia ser feita de ouro. Um de seus irmãos fez o mesmo e o dedo acabou derretido por um joalheiro.
"Eu sou muito pobre e ainda estou esperando por minha recompensa", afirmou o pescador.
Ahmed al-Bursch, diretor de arqueologia do Ministério do Turismo, disse que viu a estátua e prometeu que o pescador receberá sua recompensa, assim que a investigação criminal seja concluída. Só então, disse, o deus Apolo poderá ser visto em sua glória.
"Instituições internacionais já nos contataram para oferecer ajuda com o processo de restauração", afirmou. Segundo ele, um museu em Genebra e o próprio Louvre já demonstraram interesse em um empréstimo do bronze de Apolo.
Fonte
UOL
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
World Press Photo 2013
O prestigiado prêmio de fotografia World Press Photo divulgou nesta sexta-feira(15/02/2013) os vencedores da edição deste ano do concurso.
A imagem escolhida como melhor foto foi feita pelo sueco Paul Hansen, na publicação Dagens Nyheter. Hansen fotografou no dia 20 de novembro de 2012 o funeral de Suhaib Hijazi, 2 anos, e seu irmão Muhammad, 3 anos, que foram mortos durante um ataque aéreo israelense a Gaza.
Os demais vencedores do World Press Photo de 2013
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Terra
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
Israel x Palestina(Faixa de Gaza) "conflito" em imagens
Nota do blogueiro
Interessante lembrar,que os EUA falou que Israel tem o direito de se defender,mas os números de baixas, da outro contraste já que ultrapassa as 100 vitimas do lado palestino e 3 do lado Israelense ,vemos um significativo progresso palestino já que a invasão Israelense em gaza há quatro anos atrás deixaram na região um saldo de 1,400 palestinos mortos e 13 Israelenses!!!
Agora falem,isso é um conflito ou um massacre?
isso que se chama direito de se defender?
Isso é a paz cristã?
Isso é mostrar respeito a todas vitimas do Holocausto?
Fonte
Daily mail
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Bloqueio à Faixa de Gaza
A Anistia Internacional chamou o bloqueio de "punição coletiva" que resulta em uma "crise humanitária"; funcionários da ONU descreveram a situação como "preocupante" e como "sítio medieval", mas Israel diz que não há desabastecimento em Gaza, justificando que permite, sim, a entrada de ajuda no território.Na maior parte dos três anos desde que o Hamas assumiu o controle de Gaza, os 1,5 milhão de pessoas da região contam com menos de um quarto do volume de importações que recebiam em dezembro de 2005. Em algumas semanas, muito menos do que isso chega à região, apesar de as importações em 2010 terem atingido entre 40% e 45% dos níveis pré-bloqueio.Na esteira da chegada do Hamas ao poder, Israel afirmou que permitiria apenas a entrada de suprimentos humanitários na Faixa de Gaza. O país tem uma lista de itens que poderiam ser usados para fabricar armas, como canos de metal e fertilizantes.
Esses itens não podem entrar, à exceção de em "casos especiais humanitários". Não foi publicada, entretanto, qualquer lista do que pode ou não pode entrar em Gaza, e os itens variam de tempos em tempos.A lista da agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos, a UNRWA, tem itens de uso doméstico que tiveram entrada proibida várias vezes, como lâmpadas, velas, fósforos, livros, instrumentos musicais, giz de cera, roupas, sapatos, colchões, lençóis, cobertores, massa para cozinhar, chá, café, chocolate, nozes, xampu e condicionador.
Muitos outros artigos - que vão de carros e frigideiras a computadores quase sempre têm entrada recusada.
Materiais de construção como cimento, concreto e madeira tiveram entrada quase sempre proibida até o começo de 2010, quando uma pequena quantidade de vidro, madeira e alumínio foi autorizada.Durante os seis meses de trégua entre Israel e Hamas que começaram em junho de 2008, e no começo de 2010, o volume e a gama de bens que entram em Gaza aumentou um pouco, com a chegada de caminhões de sapatos e roupas.
Israel diz que o Hamas desviou ajuda no passado, e que poderia se apropriar de materiais de construção para seu próprio uso. Agências de ajuda respondem afirmando que têm sistemas de monitoramento rígidos em vigor.
Agências de ajuda humanitária que operam em Gaza dizem que conseguem, em grande parte, transportar suprimentos básicos como farinha e óleo de cozinha para o território.
Mas a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), diz que 61% dos moradores de Gaza vivem em uma situação de "insegurança alimentar".
Metade dos 1,5 milhão de moradores de Gaza depende da UNRWA e de seus suprimentos de comida.
A distribuição de comida pela UNRWA foi suspensa várias vezes desde junho de 2007, como resultado do fechamento das fronteiras ou de racionamento de comida.
Israel costuma dizer que as fronteiras são fechadas por motivo de segurança, usando como exemplo ocasiões em que palestinos atacaram os postos fronteiriços ou lançaram foguetes contra Israel.
(Gaza)Os pacotes de ajuda da UNRWA respondem por cerca de dois terços das necessidades alimentares dos palestinos em Gaza, e precisam ser complementadas por laticínios, carne, peixe, frutas frescas e legumes.
Mas com o desemprego em 40%, segundo estima a ONU, alguns moradores de Gaza não podem comprar o básico, mesmo se eles estiverem disponíveis.
A UNRWA afirma que o número de moradores de Gaza incapazes de comprar itens como sabão e água potável triplicou desde 2007.
Uma pesquisa realizada pela ONU em 2008 revelou que mais da metade dos domicílios de Gaza vendeu o que tinha e depende de crédito para comprar comida.
Três quartos dos habitantes da região compram menos comida do que no passado, e quase todos estão comendo menos frutas, legumes e verduras frescos e proteínas, para economizar.
A operação militar de Israel em dezembro e janeiro de 2009 prejudicou significativamente a transferência de alimentos e sua distribuição, além de ter causado prejuízos à agricultura que a FAO estima estar na ordem dos US$ 180 milhões.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um terço das crianças com menos de 5 anos e de mulheres em idade fértil em Gaza estão anêmicos.
Nota do Bloqueio;
Essas consequências postada no blog,não é nada comparada a dimensão de problemas causado por esse bloqueio vergonhoso,que bonitos exemplos, eles dão não?!pagando com juros a outro povo,o que sofreram no Holocausto.
Fonte;
BBC Brasil
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Crimes de Guerra
crime de guerra é uma violação do direito internacional ocorrida em guerras, principalmente com violação dos direitos humanos. Os crimes de guerra são definidos por acordos internacionais, incluindo as Convenções de Genebra e, de maneira particular, o Estatuto de Roma (no artigo 8), gerindo as competências da Corte Penal Internacional (CPI).
De uma maneira geral, um ato é definido como um crime de guerra a partir do momento em que uma das partes em conflito ataca voluntariamente objetivos (tanto humanos como materiais) não-militares. Um objetivo não-militar compreende civis, prisioneiros de guerra e feridos.
O desrespeito dos tratados internacionais, como as Convenções de Genebra, é igualmente considerado como crime de guerra. No Brasil, esses tipos de crime são os únicos que podem receber uma pena de morte, mas mesmo assim, apenas em caso de guerra.
Alguns crimes de guerras conhecidos foram cometidos por Adolf Hitler e os seus generais (no massacre aos judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e outras minorias), além de alguns rebeldes na "guerra" de Ruanda, África, numa disputa entre etnias diferentes pelo poder do Estado. Em ambos os casos foram criados cortes especiais, para o primeiro o Tribunal de Nuremberg e no segundo uma espécie de corte para Ruanda em específico.
Uma curiosidade que eu não poderia deixa de"falar" é como um país como Israel que falar tanto sobre o Holocausto, consegue fazer a mesma coisa contra os palestinos sem senti o menor constragimento pelar dor causado por eles,e ainda de forma continua ou seja mantendo sempre a ferida aberta,por um momento eu pensei que eles teria mudado quando tiraram os judeus da faixa de Gaza,mas pelo contrario fizeram isso para facilita a destruição causado pelos seus aviões"chuvas de bombas".
Fonte;Wikipédia/A.j.s
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