Mostrando postagens com marcador Fauna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fauna. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de março de 2015

Enfim descoberto como camaleões mudam de cor


A mudança de cor no corpo dos camaleões é impressionante. Como ela acontece? Isso passou muito tempo sem uma resposta convincente dos cientistas. Agora, pesquisadores finalmente identificaram uma fina camada de nanocristais deformáveis ​​na pele do animal, que o permite mudar de cor.

Por muito tempo, acreditava-se que os camaleões mudavam de cor porque tinham células especiais, que dispersavam pigmentos abaixo da sua pele externa transparente - algo semelhante aos polvos.

No entanto, uma equipe de cientistas na Universidade de Genebra (Suíça) observou que os camaleões possuem uma camada de células epiteliais que contêm nanocristais flutuantes.
Esses cristais ficam relativamente bem distribuídos dentro da matriz celular, e à medida que se aproximam ou se afastam, eles refletem a luz em comprimentos de onda diferentes.


Os pesquisadores também descobriram que os camaleões podem alterar o espaçamento entre os cristais, e por isso mudam de cor diante de nossos olhos.

A equipe liderada pelo professor Michel Milinkovitch analisou o camaleão-pantera e descobriu que há uma camada sob a pele composta por células chamadas iridóforos. Elas contêm os nanocristais, que são feitos de guanina - um dos componentes do DNA.

A pesquisa revela que, quando os cristais repousam em uma forma de malha, eles refletem principalmente a luz azul e verde. Mas quando agitadas, as células permitem que a malha se expanda, aumentando a reflexão da luz amarela e vermelha.

Fonte
MSN

domingo, 7 de setembro de 2014

Coelhos selvagens desenterram tesouro arqueológico de oito mil anos


Uma autêntica «mina de ouro arqueológica» com relíquias de oito mil anos foi revelada na Cornualha, Reino Unido, depois de os coelhos selvagens terem criado galerias subterrâneas na zona, conhecida por «Land´s End» («O Fim da Terra»).

Os roedores escavaram objetos como cabeças de seta, ferramentas e facas artesanais, e pedaços de peles de animais, que remontam ao período do Neolítico, de acordo com os especialistas.

Conforme os investigadores aprofundaram as pesquisas, foram encontrados mais «tesouros» arqueológicos, associados à Idade do Bronze e à Idade do Ferro, tudo a cerca de 180 metros do local da descoberta original.

O site Western Morning News aponta que Land´s End é um lugar naturalmente privilegiado em termos de Arqueologia. Milhares de pessoas terão sido enterradas no icônico local, possivelmente «por causa das vistas magníficas».


As pesquisas são realizadas por uma equipa de arqueólogos da Big Heritage, com base em Wirral, Merseyside.
«As pessoas têm sido enterradas neste lugar há milhares de anos, provavelmente por causa das vistas sublimes», apontou o líder da equipa, Dean Paton.

«Há uma hipótese num milhão de os coelhos fazerem uma descoberta desta envergadura», sublinhou Paton, de 30 anos.
«[Os coelhos] escavaram duas tocas perto uma da outra e todos estes tesouros foram revelados», explicou.

«Ainda não se sabe ao certo a escala mas é sem dúvida uma mina de ouro. Uma família de coelhos acaba de reescrever os livros de História», comentou o investigador.

A Big Heritage quer agora criar uma espécie de «caminho dos coelhos arqueólogos» para divertir os mais novos em Land´s End.
«Os coelhos são muito intrometidos e vêm sempre ver o que andamos a fazer», disse ainda Dean Paton.

Fonte
Diário Digital

domingo, 31 de agosto de 2014

25 países têm quase todas as florestas intactas do mundo


Delas, apenas 22% são protegidas, e encontram-se sob ameaça

Mais de metade destas florestas ficam na Austrália, Nova Zelândia, Rússia e Estados Unidos. E apenas 22% delas são protegidas. Este número consta de estudo publicado ontem na Conservation Letters.

 O que poderia salvar os 13 milhões de quilômetros quadrados de áreas intocadas? Elas hospedam mais de metade das plantas e animais do planeta e fornecem serviços como ar e água limpos.

Mas estão sob séria ameaça, seja pela extração, mineração ou agricultura. Tais mudanças no uso da terra explicam porque apenas 3% das florestas que existiram no passado permanecem em partes temperadas do mundo.

Uma sugestão para sua preservação é torná-las parte das negociações internacionais do clima, como a Convenção-Quadro da Mudança do Clima, da ONU, tentou fazer. Os bens e serviços que as florestas fornecem deveriam ser incorporados também em avaliações econômicas, e não só o valor de sua madeira. E os governos deveriam evitar mais perdas de florestas, para desacelerar a mudança do clima e a taxa de extinção de espécies.

Brendan Mackey, diretor do Programa de Resposta à Mudança do Clima da Universidade Griffith, na Austrália, disse ontem que as negociações internacionais não estão dando conta de frear as perdas das florestas primárias mais importantes do mundo e que, na ausência de políticas específicas para proteção, seus valores únicos de biodiversidade e ecossistemas continuarão a ser perdidos tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento.

Os cientistas afirmam ainda que deve-se aceitar universalmente o papel importante de áreas conservadas por comunidades locais e indígenas, onde a proteção é eficaz, diz o Economic Times.

Fonte
Planeta Sustentavel
Imagem National Geographic

sábado, 23 de agosto de 2014

Tatu Canastra


Encontrado em quase toda a América do Sul, o tatu-canastra é o maior membro de sua família (Dasypodidae). É um animal robusto, dotado de enormes garras que servem para cavar buracos em busca de formigas e cupins. Seu corpo é coberto por uma carapaça coriácea que o protege contra predadores. Pode pesar até 50 quilos e chega a medir 1,5 metro de comprimento (incluindo a cauda).

Apesar de seu tamanho e de sua grande área de distribuição é um animal raro de ser observado. A espécie é visada por caçadores e o desmatamento está destruindo o seu habitat. Além disso, passa a maior parte do tempo embaixo da terra. Há quem diga que é uma criatura mitológica, outros acreditam que não exista mais. Hoje se encontra na categoria vulnerável da lista vermelha de animais ameaçados de extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês), mas o projeto Tatu Canastra, uma iniciativa do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e da Royal Zoological Society of Scotland, está tentando mudar essa história.


Um estudo realizado por Arnaud Desbiez, biólogo e coordenador do projeto, e pelo médico veterinário Danilo Kluyber, revelou que o tatu-canastra altera o ambiente, muda a disponibilidade de recursos para outras espécies e, por isso, é considerado um engenheiro do ecossistema indispensável para o meio ambiente.

O animal cava túneis para dormir ou procurar comida. As tocas podem atingir 5 metros de profundidade e 35 centímetros de largura. Esses buracos são utilizados por outros animais como refúgio térmico, abrigo contra predadores e área de alimentação e descanso. Pelo menos 24 espécies de vertebrados se beneficiam dos novos habitats criados pelos canastras.


A pesquisa também indica que as tocas podem ser importantes aliadas dos animais contra o aquecimento global. A temperatura do interior dos buracos se mantém constante em 24°C. “Com as mudanças climáticas e a tendência das temperaturas aumentarem, as tocas de tatu-canastra podem ajudar as espécies a sobreviverem a essas mudanças e temperaturas extremas”, diz Desbiez.

Os gigantes encouraçados são extremamente importantes para a manutenção de um ecossistema saudável e sua extinção causaria um desequilíbrio nos habitats onde são encontrados. Assim, o Projeto Tatu Canastra segue com as pesquisas e luta pela conservação da espécie.

Fonte
National geographic Brasil

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ilha brasileira tem cobras perigosíssimas cujo veneno derrete a carne humana


Imagine uma viagem para uma ilha repleta com 4.000 cobras, sendo que dentre elas está uma das serpentes mais perigosas do mundo?
É a Ilha de Queimada Grande, que fica a cerca de 35 km da costa de São Paulo.

Na verdade, a ilha é tão perigosa que a visita a ela foi banida pelo governo brasileiro, apesar de já não ser muito famosa no quesito de turismo.
Essa ilha é o único lugar natural do mundo onde podemos encontrar a Bothrops insularis, também chamada de Jararaca-Ilhoa, que é uma das mais perigosas por seu veneno letal. Ele é tão potente que ao entrar na circulação de uma pessoa, a mata em questão de duas horas, por provocar falência geral orgânica. Sua ação enzimática provoca a destruição e, literalmente, o derretimento da área mordida.


A espécie tem uma cor marrom misturada com dourado, cresce um comprimento médio de 70 cm, podendo atingir seu máximo de 118 cm. Ela recebe o nome também de “cabeça de lança” por conta do formato de seu crânio, característica única das cobras desse gênero. A sua taxa de mortalidade é de 7% e cai para 3% quando a pessoa é tratada a tempo. Sua dieta consiste principalmente de aves e lagartos, mas pode chegar também a fazer canibalismo com outras cobras.

A ilha é inabitada, exceto por uns poucos cientistas que possuem autorização para estudar algumas cobras. Ocasionalmente, aparecem alguns caçadores, que são conhecidos por capturar as cobras e vendê-las no mercado negro a mais de R$ 60 mil.



O curioso dessa cobra é o motivo misterioso que a fez tão mortal, já que ela não é muito diferente de suas irmãs continentais. A teoria predominante é que, há 11 mil anos, houve uma separação da ilha com o território brasileiro atual, deixando as serpentes na ilha com fontes limitadas de comida.
Por isso, tinham de ser certeiras na morte de suas presas. Além disso, elas podem sobreviver até 6 meses sem alimentação.


Várias histórias giram em torno dessa assustadora ilha. Uma delas fala de um pescador que fundiu os motores de seu barco próximo de lá e foi encontrado alguns dias depois morto, cheio de mordidas de cobra dentro de seu barco.
Outra conta sobre o último faroleiro que morou na ilha com a sua família e todos morreram por picadas de cobras em locais diferentes.

Ainda que bastante perigosa, a população de cobras da ilha tem sofrido uma redução nos últimos 15 anos devido à remoção de vegetação por estrangeiros e de doenças levadas por eles. Elas estão criticamente ameaçadas de extinção.

Fonte
Jornal Ciência

domingo, 2 de março de 2014

Cavalo Lavradeiro de Roraima


O cavalo lavradeiro de Roraima, também chamado de cavalo selvagem, é um dos principais símbolos do estado de Roraima e, por isso, não raramente são vistos estampados em camisetas, ônibus interestaduais e em outros souvenires, objetos e locais que representem a região. Além disso, esse animal é um presente genético para os cientistas, pois os séculos de adaptação às condições de lavrado o tornaram um manancial de genes à disposição da pesquisa.
Uma das características que mais desperta o interesse dos pesquisadores é o incrível desempenho físico do cavalo lavradeiro, capaz de percorrer grandes distâncias em velocidade se alimentando apenas do capim do lavrado que, por sua baixa qualidade nutricional, é conhecido popularmente como “fura-bucho”.


A história desses cavalos se confunde com a história do Brasil, já que muitos deles se encontram no país desde a época da colonização.
Infelizmente essa raça esta ameaçadas de extinção apesar das características de rusticidade e adaptabilidade adquiridas ao longo do tempo.O seu desaparecimento poderia representar a perda de um tesouro genético, pois esses animais possuem genes resultantes de anos de seleção natural.
A introdução de animais em uma região e a sua reprodução livre, sem a interferência do homem, leva a um processo denominado seleção natural, que faz com que apenas os animais mais adaptados sobrevivam.

O cavalo lavradeiro é um ótimo exemplo da ação da natureza que, ao longo dos séculos, foi eliminando os genes desfavoráveis, fazendo com que apenas os animais mais fortes e adaptados sobrevivessem. Especialmente se levadas em consideração as condições climáticas do lavrado de Roraima, que incluem alimentação de baixo valor nutritivo e isolamento geográfico por muralhas naturais (serras da fronteira).


Esses fatores levaram esses cavalos a apresentar características bastante peculiares: são animais pequenos (1,40 m), com alto índice de fertilidade, muito velozes (podem correr por 30 minutos a 60 Km/h), resistentes ao trabalho árduo e tolerantes a doenças e parasitas.
Uma das características do animal que instiga os cientistas é a capacidade de seus cascos, já que consegue percorrer longas distâncias em um solo composto quase em sua totalidade por pedras.

Conta a lenda que mais de dois mil cavalos habitavam o estado de Roraima. Hoje, esse número talvez não chegue a 200.

Felizmente a Embrapa anda pesquisando e  investindo na conservação do cavalo lavradeiro de Roraima. 

Fonte
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

domingo, 5 de janeiro de 2014

Primeira estrada-parque oficial do Estado de São Paulo


A rodovia Nequinho Fogaça (SP-139), que liga o sudoeste paulista ao Vale do Ribeira, será interditada nesta segunda-feira (6) para a transformação de um trecho de 38 quilômetros na primeira estrada-parque oficial do Estado. O trecho, entre São Miguel Arcanjo e Sete Barras, corta o Parque Estadual Carlos Botelho e transpõe a Serra das Macacas, ligando a região ao litoral sul paulista. A interdição deve durar 18 meses, prazo de conclusão da obra. No período, o trânsito será desviado para outras rodovias.

Por cortar uma unidade de conservação com Mata Atlântica, considerada sítio do patrimônio natural da humanidade pela Unesco, a prioridade no trânsito será dos animais. A reserva, de 36,7 mil hectares, tem a maior população de mono-carvoeiro do Estado e outras espécies ameaçadas, como o bugio ruivo e a onça pintada.

O governo baixou uma lei para definir a estrada-parque. O projeto teve a supervisão de um grupo de trabalho formado pelas secretarias estaduais de Transportes e Meio Ambiente. Ao invés de asfalto, a empresa contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai usar bloquetes articulados que permitem a infiltração da água e reduzem a emissão de calor.

Quando a estrada estiver pronta, os veículos vão rodar a uma velocidade máxima de 40 km por hora controlada por doze radares com câmeras ao longo do percurso. Não serão permitidos veículos de carga. O controle do acesso será feito nos portais de entrada e saída. Nos corredores de fauna, haverá redutores de velocidade e sinalização que obriga o usuário a parar se tiver algum bicho sobre a pista. A estrada terá oito passagens subterrâneas para a fauna terrestre e seis aéreas ligando árvores para serem usadas pelos primatas. A estrutura inclui um pronto-socorro para animais silvestres e o ‘samu-animal’, um serviço de emergência que levará os bichos eventualmente acidentados ao hospital veterinário do zoológico municipal de Sorocaba.

LAMARCA – A estrada em terra existe desde a década de 1940 e é anterior à criação do parque. Durante a ditadura militar, foi usada como rota de fuga pelo revolucionário Carlos Lamarca. O caminho é percorrido por peregrinos que se dirigem ao santuário do Bom Jesus, em Iguape. Como parte do projeto, foram instalados quiosques, áreas para observação da natureza, mirante, trilhas de interpretação do ambiente e central de monitoria. A estrada-parque está inserida no projeto de ecoturismo na Mata Atlântica da Secretaria do Meio Ambiente.

Fonte
Estadão

sábado, 21 de dezembro de 2013

Uma verdadeira Família












Essa postagem mim lembrou da Equipe Espankko Muay Thai,esse ato é o que todas as famílias de verdade faria.
Exemplo vindo dos ditos "animais"...Literalmente a união faz a força..

Fonte
Lolhehehe

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pássaro Venenoso


Quando falamos em animais venenosos, você provavelmente se lembrará de aranhas, de escorpiões, de cobras ou de outros seres similares. O que certamente não passará pela sua mente são os pássaros, não é? Pois bem, prepare-se para saber que existem sim pássaros venenosos no mundo (e com um veneno bastante poderoso), porém que só são encontrados em determinadas regiões de Papua Nova Guiné, nas ilhas da Oceania.


Estamos falando do Pitohui dichrous, um pequeno pássaro com tons pretos e alaranjados que traz em suas penas e pernas as toxinas batratoxinas, também presentes em muitas espécies de rãs venenosas. A descoberta do veneno desse animal é recente para os cientistas, pois ocorreu há poucos anos, sendo que ele não é totalmente entendido pelos biólogos. Além disso, ele é considerado o único pássaro venenoso do mundo.


Aparentemente, esses pássaros conseguem absorver o veneno encontrado nas suas presas, como os besouros Choresine (que também são peçonhentos), e depositá-lo em seu próprio corpo, também criando um sistema de defesa bastante fatal. Eles são imunes ao veneno do besouro, porém de algum modo as toxinas ficam presentes em seu corpo permanentemente.


Os nativos de Papua Nova Guiné não comem o pássaro e nem se aproximam muito dele, já que o animal pode ocasionar sensação de dormência e paralisação dos músculos. Se ele realmente for ingerido por alguém, pode gerar sérios problemas de saúde ou paralisar o coração, ocasionando óbito imediato.
Existem várias espécies do Pitohui que são identificadas pelo tipo de coloração. Quanto mais vibrantes forem suas cores, mais venenoso o pássaro será. Como ocorre o envenenamento? Simplesmente ao tocar no animal, especialmente se você possuir algum tipo de ferida na pele e entrar em contato com as penas do Pitohui.


Mas fique tranquilo: para que os problemas realmente sejam sérios, você deve entrar em contato com muitos desses pássaros. Sem falar que eles estão bem longe aqui do Brasil – pelo menos você já sabe que terá que se cuidar bastante se tirar as férias em Papua Nova Guiné.

Fonte
Megacurioso

sábado, 7 de dezembro de 2013

Com a ajuda do Google Earth ,floresta perdida é encontrada no coração de Moçambique


Em poucos anos de exploração científica, centenas de espécies - entre plantas, borboletas, pássaros e mamíferos - já foram encontrados no Monte Mabu, que abriga o mais extenso remanescente de floresta tropical do sul da África. Apesar do excelente estado atual de conservação, a proteção efetiva desse rico ecossistema é essencial para garantir que sua enorme biodiversidade possa ser investigada e manejada de forma a beneficiar as comunidades que dependem diretamente dos serviços ambientais oferecidos pela floresta.

Com menos de um quarto dos 7.800 hectares de floresta cientificamente explorado, novas espécies de plantas e animais - cobras, camaleões, morcegos, borboletas – já foram registradas no Monte Mabu (e mais ainda são esperadas). Outras espécies, até então não observadas em Moçambique, fazem agora parte do registro de plantas e animais nativos do país. Essas descobertas têm chamado a atenção para a importância dos ecossistemas montanhosos do norte moçambicano no âmbito internacional.


Até recentemente, o Monte Mabu era uma das poucas áreas do planeta inexploradas pela ciência. Em 2005, a floresta foi finalmente identificada através de imagens de satélite geradas pelo Google Earth. A ausência de registros oficiais e o difícil acesso contribuíram para a manutenção de uma rica biodiversidade local. Expedições envolvendo pesquisadores moçambicanos e estrangeiros encontraram espécies e fenômenos ecológicos que fazem do Monte Mabu uma área de grande interesse científico e valor em potencial não somente para as comunidades residentes mas também em nível nacional.
A ONG Fauna & Flora International (FFI) tem trabalhado em parceria com organizações locais para garantir a conservação da floresta e, ao mesmo tempo, promover o desenvolvimento sócio-econômico da região.


Moradores da região dependem da agricultura de subsistência, que ocorre portanto em pequena escala. Mas a prática atual de corte e queima da vegetação é danosa ao meio ambiente porque, após alguns anos de alta produtividade, os nutrientes do solo são quase que inteiramente consumidos pelas plantações e novas áreas devem ser desmatadas para manter a agricultura local. A caça também é praticada pela população que vive nos arredores da floresta. Se realizada de forma excessiva, a atividade poderia se tornar uma ameaça à fauna do Monte Mabu. Além disso, a extração de madeira vem aumentando na região e, caso Mabu não seja devidamente protegido, o desmatamento pode se tornar uma pressão concreta sobre a biodiversidade local.


Uma vez ao dia, e por apenas cerca de meia hora, milhares de borboletas de várias espécies, seguidas por libélulas e pássaros, surgem no topo do Monte Mabu (fenômeno conhecido como hilltopping). Buscando atrair parceiros, as borboletas impressionam não somente pretendentes em potencial como também visitantes afortunados (ou bem-informados) o suficiente para estar no local certo, na hora certa.

As mudanças climáticas no continente africano devem reduzir a produtividade agrícola, o que agravaria a escassez de alimentos e possivelmente resultaria numa maior pressão das populações da região sobre recursos naturais em áreas hoje pouco exploradas, como o Monte Mabu.


A floresta, que se encontra em excelente estado de preservação, atua na regulação da quantidade e qualidade da água que alimenta os rios que nascem no monte, além de armazenar água para que rios e córregos continuem fluindo tanto na estação chuvosa como na seca. A vegetação contribui também para o armazenamento de dióxido de carbono, que seria liberado na atmosfera em caso de desmatamento e queima da madeira. O Monte Mabu também contribui para a regulação do microclima regional aumentando a ocorrência de chuvas e, assim, reduzindo as temperaturas locais.


Devido à sua espetacular biodiversidade, o Monte Mabu tem significativo potencial para o ecoturismo. Se organizada por e para as comunidades que moram nos arredores da floresta, a atividade turística poderá contribuir com o desenvolvimento sócio-econômico local. Atualmente está em andamento o processo de obtenção do direito legal de uso e aproveitamento da terra (DUAT) para a floresta de Mabu pelas comunidades locais.


Após inúmeras reuniões e workshops para discutir estratégias de manejo com essas comunidades, organizações de Moçambique, inclusive departamentos governamentais, aliadas a parceiros internacionais, trabalham agora para desenvolver um projeto que permitirá a criação de uma área de proteção ambiental para que o Monte Mabu seja dedicado à conservação e ao ecoturismo que beneficie diretamente as comunidades locais.

Fonte
kew.org (Fotos e detalhes sobre a primeira expedição ao monte)
Fauna-Flora.org

sábado, 23 de novembro de 2013

Ecodutos..

Pontes verdes e ecodutos  referem-se a estruturas que foram construídas em cima de estradas para permitir a travessia da vida selvagem com segurança até o outro lado da estrada.
As pontes são para os animais, os veículos passam por baixo das  estrutura normalmente.
A maioria das estruturas fica entre 10 m (30 pés) e 60 m (180 pés) de largura,facilitando a passagem de  animais em geral (grandes e pequenos)...
Os ecodutos tem  normalmente solo e vegetação similares as do ambiente em sua volta para fornecer um habitat adequado para uma variedade de diferentes espécies e grupos de espécies.
As estruturas maiores são normalmente destinado a grandes mamíferos que variam de ungulados (por exemplo, veados, alces) para grandes carnívoros (por exemplo, urso preto, urso, lince de Canadá, lobo).
Aqui estão fotos de alguns dos mais belos e interessantes viadutos animais selvagens do mundo.


Erguidas sobre as rodovias que atravessam florestas e reservas naturais, as pontes vivas são passagens verdes que permitem que os animais circulem com segurança em seus habitats, além de cumprirem o fundamental papel de reduzir as emissões de carbono originadas dos automóveis, caminhões e dos centros urbanos de onde partem as estradas.
Infelizmente, ainda não existe este tipo de construção no território brasileiro.



(Wildlife Estrada, Parque Nacional de Banff , Alberta, Canadá )


                                                (Holanda)


(Ecoduto De Woeste Hoeve sobre a rodovia A50 , Holanda)




                            (Keechelus Lake, Washington, EUA )


           (Ecoduto- Austrália)


Ecoduto-Queensland, Austrália)


Boeblingen, Alemanha

Fonte
The World Geography

sábado, 26 de outubro de 2013

COMO É FEITO O FOIE GRAS


Tem certeza que não comeria essa belíssima comida?
Com uma cara de delicioso?
Acima de tudo é chique!?
Até parece comida da realeza..

Então coma você, porque essa comida chique chamada de foie gras, ou "fígado gorduroso", é feita com fígado doente de patos, gansos e marrecos. Esteatose Hepática é o nome da doença caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado e, em alguns casos, inflamação e fibrose (cicatrizes). Em seus últimos dias, a ave come até o fígado crescer 12 vezes.

Esta iguaria típica da França é um patê gorduroso feito com o fígado dilatado de patos, gansos e marrecos. Para que o órgão fique hiperdesenvolvido, as aves são submetidas a uma vida confinada e uma alimentação forçada, o que gera protestos de grupos de ecologistas do mundo todo. Alemanha, Itália, Israel e Grã-Bretanha até já proibiram a comida. A tradição do foie gras é antiga: há registros de que egípcios e romanos já o produziam, alimentando suas aves com figos durante seis meses. Hoje, utiliza-se uma ração gordurosa, geralmente consumida por patos – que são mais baratos que o ganso e o marreco e têm a capacidade natural de acumular gordura, por serem aves migratórias e precisarem armazenar energia.1. No geral, usam-se patos da raça mulard (resultado do cruzamento entre o pato-de-pequim e o marreco). Nos primeiros 100 dias, eles comem milho e são criados soltos. Depois, é hora de ir para o confinamento, que facilita a engorda.


2. Alguns criadores mantêm iluminação artificial para que o bicho fique mais tempo acordado (e, portanto, comendo). São duas doses de ração por dia, por um período de dez dias a quatro semanas. Muitas vezes, a gororoba é injetada por um cano que vai direto ao esôfago, preso ao pescoço por um anel.

3. O fígado do bicho ganha certo amargor ao tentar metabolizar os excessos da dieta. Hiperestimulado, ele chega a crescer até 12 vezes seu tamanho normal – com a gordura correspondendo a 65% de seu peso. No fim, o órgão de um pato pode atingir 0,5 kg. O de um ganso, até 2 kg.

4. Com pouco mais de quatro meses, o animal está pronto para o abate. O fígado se tornou uma massa semissólida, macia e de cor pálida. Há quem prefira comê-lo recém-retirado do animal. Ele também pode ser cortado em fatias ou cozido e servido frio.

A ração é constituída por muito carboidrato, vindo do amido de milho, além de gordura de porco e de ganso.

Fonte
Bárbara Ragov
("Roubado do Facebook")