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sábado, 8 de novembro de 2014

1º Parque linear de São Paulo


Dizem que há três coisas que um homem deveria fazer na sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. O empresário Hélio Silva, 63 anos, foi um pouco além: plantou 17.685 árvores, teve 3 filhos (e 2 netos) e já escreveu 49 páginas de um livro para inspirar as pessoas a cuidarem do planeta.

Foi caminhando por uma área degradada na avenida Carvalho Pinto, na Penha, zona leste de São Paulo, em 2003, que ele teve a ideia de transformar o local “na maior UBS [Unidade Básica de Saúde] a céu aberto da cidade”. As primeiras 500 mudas plantadas foram destruídas. “De cada 10 que eu plantava, arrancavam 8”, conta.

Mas ele persistiu e, 5.000 árvores plantadas e 40 meses depois, a prefeitura transformou o Tiquatira no primeiro parque linear (ao longo de rios) da cidade, levando para o local equipamentos de lazer e banheiros. Com mais de 170 espécies nativas da mata Atlântica, deve se tornar um dos maiores em biodiversidade.


São jequitibás, jatobás, paus-brasil, eritrinas, aroeiras, canelas, goiabas, amoras, ingás... “Conheço uma por uma e sei exatamente o dia em que foram plantadas”, afirma Hélio. Para atrair a fauna, a cada 12 árvores que ele planta, 1 é frutífera. E deu certo: vieram sabiás, sanhaços, saíras, tico-ticos, gaviões, papagaios. “De vez em quando é uma sinfonia só”, conta.

Faça chuva ou faça sol, diariamente Hélio está no parque, ou cuidando das árvores (fazendo covas, adubando, plantando, podando) ou caminhando. “É meu Lexotan natural”, brinca. “Agradeço, converso, pergunto como foi o dia ou a noite delas. E, por incrível que pareça, tenho todas as respostas.”

O dinheiro gasto comprando mudas e adubo, de R$ 1.000 a R$ 3.000 mensais, ele considera o maior investimento da sua vida. “O Tiquatira é meu patrimônio maior, que divido com todos. Dividir é muito melhor que somar para si mesmo”, pontua. E compara: “Ter uma árvore é muitíssimo parecido com ter um filho, mas os filhos são nossos, e as árvores, do coletivo”.

E o que ele planeja para o futuro? “Já combinei com Deus que vou até os 87 anos e ainda vou plantar de 40 mil a 50 mil árvores. Tenho projetos interessantes a serem desenvolvidos para a comunidade, para o bairro, para a cidade, para o Brasil, para o planeta, para a vida.”

Fonte
Catraca Livre

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pássaro Venenoso


Quando falamos em animais venenosos, você provavelmente se lembrará de aranhas, de escorpiões, de cobras ou de outros seres similares. O que certamente não passará pela sua mente são os pássaros, não é? Pois bem, prepare-se para saber que existem sim pássaros venenosos no mundo (e com um veneno bastante poderoso), porém que só são encontrados em determinadas regiões de Papua Nova Guiné, nas ilhas da Oceania.


Estamos falando do Pitohui dichrous, um pequeno pássaro com tons pretos e alaranjados que traz em suas penas e pernas as toxinas batratoxinas, também presentes em muitas espécies de rãs venenosas. A descoberta do veneno desse animal é recente para os cientistas, pois ocorreu há poucos anos, sendo que ele não é totalmente entendido pelos biólogos. Além disso, ele é considerado o único pássaro venenoso do mundo.


Aparentemente, esses pássaros conseguem absorver o veneno encontrado nas suas presas, como os besouros Choresine (que também são peçonhentos), e depositá-lo em seu próprio corpo, também criando um sistema de defesa bastante fatal. Eles são imunes ao veneno do besouro, porém de algum modo as toxinas ficam presentes em seu corpo permanentemente.


Os nativos de Papua Nova Guiné não comem o pássaro e nem se aproximam muito dele, já que o animal pode ocasionar sensação de dormência e paralisação dos músculos. Se ele realmente for ingerido por alguém, pode gerar sérios problemas de saúde ou paralisar o coração, ocasionando óbito imediato.
Existem várias espécies do Pitohui que são identificadas pelo tipo de coloração. Quanto mais vibrantes forem suas cores, mais venenoso o pássaro será. Como ocorre o envenenamento? Simplesmente ao tocar no animal, especialmente se você possuir algum tipo de ferida na pele e entrar em contato com as penas do Pitohui.


Mas fique tranquilo: para que os problemas realmente sejam sérios, você deve entrar em contato com muitos desses pássaros. Sem falar que eles estão bem longe aqui do Brasil – pelo menos você já sabe que terá que se cuidar bastante se tirar as férias em Papua Nova Guiné.

Fonte
Megacurioso

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"Casal de náufragos "

Esse casal realmente sabe o significado de ficar longe de tudo.
Lovebirds Giselle Eagle, 27, e o namorado Richard Brown, 32, são as duas únicas pessoas que vivem na Ilha Skokholm  perto da ponta de Pembrokeshire, País de Gales (Ocidental). Mas enquanto eles não terão que enfrentar as filas ou congestionamentos, eles têm de compartilhar  alguns vizinhos incomuns - 10.000 aves.

Os amantes da natureza-tomaram o papel de guardas na colônia  isolamento que é de apenas uma milha de comprimento.
Giselle disse: 'Skokholm será o paraíso para nós - nós amamos as alegrias da vida na ilha "Nós dois estamos muito apaixonados pela a vida selvagem, particularmente com as aves marinhas e a ecologia da ilha.

Richard e Giselle foram escolhidos pelo Wildlife Trust of South Wales,entre de centenas de candidatos para o cargo de guardas. Richard disse: "Não formos retirados por causa da nossa experiência de viver em locais remotos. "Nós não poderíamos estar mais felizes apenas por poder compartilhar nossas vidas com pássaros e animais selvagens." Richard, originalmente de Northallerton em Yorkshire, viveu em pequenas ilhas ao largo da costa de Gales nos últimos sete anos. Ele estava estudando na Universidade de East Anglia.

Eles se conheceram em uma reserva de três anos atrás, enquanto Giselle de Great Yarmouth estava tentando rastrear uma colônia perdida de andorinhas migratórias.
O casal se mudou para Bardsey Island, no mar da Irlanda, na costa de North Wales - onde viviam debaixo de um farol.
Agora, eles se mudaram para Skokholm onde eles vão continuar com as renovações, incluindo reparos no primeira observatório construído propositalmente para olhar as aves marinhas da ilha.
Giselle disse: "Quando nos conhecemos, eu nunca estive em uma ilha antes - isso nunca entrou na minha cabeça que eu ia acabar vivendo em uma. Eu sempre amei a vida selvagem. "Mas agora eu sou viciado em ambos na  ilha  e em Richard, ele é meu namorado e eu estou feliz de compartilhar seu modo de vida . '

Fonte
Daily Mail
Adaptação do texto Angelo Pê Relsing

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ameaçado de extinção ,ave jaó-do-sul é vista em mata no ES

Pesquisadores que identificam aves remanescentes da Mata Atlântica fizeram recentemente um dos mais consistentes registros já realizados no País do pássaro jaó-do-sul, numa reserva particular próxima a Linhares, no Espírito Santo. A espécie, ameaçada de extinção, foi flagrada na mata fechada pelo projeto Distribuição de Aves no Corredor Central da Mata Atlântica. No vídeo que está disponível na internet é possível observar o ruído emitido pela ave para atrair fêmeas e constituir um novo ninho. Responsável pelas imagens, o fotógrafo Gustavo Magnago diz que foi preciso abrir caminho por mais de 1 quilômetro para chegar perto do animal, que vive no chão de florestas densas de baixada.

"Para não fazer barulho, deixei na véspera o tripé e equipamentos próximos ao local onde era possível ouvi-lo", explica. "No dia do registro, chegamos às 5 horas, pois a manhã é o período de maior atividade da espécie."

A dificuldade para conseguir registrar imagens do pássaro, também conhecido como jaó-do-litoral, é que ele costuma ser muito mais ouvido do que visto, por ser uma espécie de solo. Para tornar mais complicado o trabalho, praticamente não emite sons durante o inverno. "É uma ave rara, arisca, que gosta de se esconder", afirma Magnago, que ficou 40 minutos próximo ao pássaro.

Ainda em número considerável no País - é tido como "quase ameaçado" na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) -, o jaó-do-sul é ameaçado pela perda de hábitat, por conta do avanço do desmatamento. Considerado extinto no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, é classificado como "criticamente em perigo" no Espírito Santo, em São Paulo e em Minas Gerais.

Vinculado às Faculdades Integradas São Pedro (ES) e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), o estudo há dois anos observa as aves da área de proteção de 22 mil hectares da Reserva Natural Vale, que abriga a maior parte da porção capixaba de Mata Atlântica. "O próximo animal que vamos buscar registro é o Anambé-de-asa-branca, cujas imagens existentes têm pouca qualidade", diz Magnago.

Fonte
Estadão
Tribuna

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Nova espécie de pássaro

Uma nova espécie de pássaro foi descoberta na Serra do Cipó, nos campos rupestres de Minas Gerais. A princípio, os pesquisadores pensaram ter encontrado uma população isolada do pedreiro (Cinclodes pabsti), que vive nas serras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mas acabaram surpreendidos pelos resultados de exames de DNA, indicando que os passarinhos de Minas e do Sul são espécies distintas.

Realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, o trabalho foi previamente publicado on-line no periódico IBIS, e em outubro deve chegar à edição impressa.

O Cinclodes espinhacensis* ou pedreiro-do-espinhaço é um passarinho grande, com cerca de 22 centímetros de comprimento. Tem a plumagem cor de chocolate, com a parte inferior beje e uma faixa amarelada sobre os olhos, assim como o primo das serras dos sul. A semelhança com o C. pabsti é tamanha que levou os autores a publicarem uma nota, em 2008, identificando o pássaro mineiro como uma população isolada de C. pabsti.

Os pesquisadores haviam se deparado com indivíduos, mas ainda não podiam confirmar se eles viviam e reproduziam na região ou estavam apenas dispersos, o que explicaria a presença deles tão longe do Rio Grande do Sul. Com base em fotografias, confirmaram que se tratava de um Cinclodes.

“Por indicação do herpetólogo Felipe Leite, fomos até à região da Serra do Breu. Lá, pela primeira vez encontramos uma população estabelecida propriamente dita, observamos vários indivíduos separados por territórios e se reproduzindo”, diz o ornitólogo Guilherme Freitas, autor principal do artigo. Ele conta que a Serra do Breu é um local especial, porque possui muitos afloramentos rochosos e é mais alta do que seu entorno.

O pedreiro-do-espinhaço vive em uma área restrita de 490 quilômetros quadrados, na Serra do Cipó, em Minas Gerais, onde constrói ninhos em túneis abertos nas fendas das rochas. É muito comum vê-lo nos campos rupestres, acima de 1.500 metros de altitude, ciscando em busca de insetos, ou nas pedras, perto de reservatórios ou cursos d'água. “Ele gosta muito de água”, afirma o ornitólogo Guilherme Freitas, autor principal do artigo. Não é difícil também ouvir o canto e o grito desse pássaro, quando ele está empoleirado em arbustos, ou quando em voo.

O pedreiro do Sul havia sido descoberto em 1969 e já tinha surpreendido especialistas, já que as outras 14 espécies do gênero vivem nos Andes e Patagônia. De acordo com Guilherme Freitas, os pedreiros brasileiros são espécies relictuais, ou seja, vestígios da história natural da região. “É uma espécie que conta como foi a colonização destas montanhas”, afirma Freitas.

A Serra do Cipó fica a 90 quilômetros de Belo Horizonte, no sul da Serra do Espinhaço, na região central do estado. Uma região de grande interesse geológico – que teria surgido há cerca de 1,7 bilhões de anos – e que atrai turistas. Em 1987, foi criado um Parque Nacional da Serra do Cipó, com 31 mil hectares.

Fonte;
(O)ECO

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pássaro que já voou percurso maior que distância entre a Terra e a Lua

Um pássaro que já viveu o equivalente a cem anos humanos e voou uma distância superior àquela entre a Terra e a Lua vem fascinando cientistas em várias partes do mundo e já inspirou uma peça de teatro, um conto literário e tem até sua própria biografia.
O B95, um maçarico-do-papo-vermelho (Calidris canutos), viaja a cada ano entre o Ártico canadense e a Terra do Fogo, na Argentina, e superou de forma significativa a expectativa de vida para a espécie, que vem sofrendo um declínio devido ao excesso de pesca nos ecossistemas do qual depende.

"Não conseguimos acreditar que ele ainda está vivo, porque é uma ave em liberdade que já enfrentou muitas situações terríveis e drásticas. Por isso, também, ele é especial e todos querem ver o B95", disse à BBC Mundo a bióloga Patricia González, que integrou a equipe que fez o anilhamento da ave em 1995, na Argentina, procedimento que permite sua identificação.
"A população de maçaricos-do-papo-vermelho (também conhecidos como seixoeiras) tem sofrido um declínio tão grande, que acreditamos ser difícil que vivam mais de sete anos", disse ela, lembrando que o B95 já tem ao menos 18 anos, o equivalente a cem anos de idade em um ser humano.
A ave acabou se transformando em um símbolo das ameaças crescentes enfrentadas pelas aves migratórias.
Um sistema internacional acordado entre todos os países das Américas permite que cientistas monitorem as aves anilhadas através do uso de telescópios nas praias ou do registro de imagens com câmeras digitais.
A presença do B95 foi notada muitas vezes nos últimos anos ao longo da rota migratória. Os cientistas calculam que ele percorra 30 mil quilômetros por ano, o que multiplicado por 18 anos chegaria a 540 mil quilômetros, distância superior a que separa a Terra da Lua (384,403 km).
"A última vez que o vimos foi em dezembro passado, na Terra do Fogo", disse González. Os maçaricos-do-papo-vermelho chegam ao Ártico em junho para a reprodução. Adultos e jovens partem novamente por volta de 15 de julho.
Nem todas as aves seguem a mesma rota, mas elas costumam chegar à Terra do Fogo no fim de outubro ou início de novembro, onde permanecem, em geral, até meados de fevereiro.
Algumas delas fazem paradas no Uruguai e no Norte e Sul do Brasil, quase sempre em áreas protegidas que foram reconhecidas internacionalmente pela Rede Hemisférica de Reserva para Aves Limícolas (que habitam praias e manguezais).
"Algo muito importante que ocorre quando chegam à Terra do Fogo é a troca das penas de voo, o que requer muita energia e lhes deixa muito vulneráveis em relação a aves de rapina, como o falcão-peregrino", explicou a bióloga.

Na volta ao Ártico, a última parada é nos Estados Unidos. Graças a novos sistemas de monitoramento, como geolocalizadores que conseguem medir a latidude e longitude da localização das aves, os cientistas recentemente descobriram que algumas aves conseguem voar da Patagônia aos Estados Unidos, ao longo de 8 mil quilômetros ou mais, sem paradas.
"No ano 2000, a população de maçaricos-do-papo-vermelho sofreu um declínio de muito grande, de 40%", explica González.
A queda aconteceu porque, nessa região, as aves se alimentam de ovos de caranguejos-ferradura.
"Devido ao excesso de pesca, começaram a sofrer com a escassez do alimento. Esta parada é muito importante, por ser a última antes do Ártico."
"Elas (as aves) precisam ganhar massa corporal e nutrientes, não só para viajar até o Ártico, mas para sobreviver uma vez que chegam lá, quando a neve ainda não derreteu e enfrentam tempestades", diz a bióloga.

Fonte;
BBC Brasil

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Falção Peregrino

O falcão-peregrino (Falco peregrinus) é uma ave de rapina diurna de médio porte que pode ser encontrada em todos os continentes exceto na Antártida. A espécie prefere habitats em zonas montanhosas ou costeiras, mas pode também ser encontrado em grandes cidades.
As suas dimensões variam consoante a sua subespécie e o macho é menos corpulento do que a fêmea (dimorfismo sexual). Ela, mais corpulenta e cinzenta; ele, mais franzino do que a fêmea, escuro e desconfiado.

É uma espécie ornitófaga, isto é, alimenta-se quase exclusivamente de outras aves, que alcança facilmente no voo. Na maior parte dos casos, a composição da dieta reflete a composição da avifauna existente na sua área vital. É uma das mais rápidas aves, o seu mergulho chega a 288 km/h. O choque que a presa leva ao ser atingida em pleno voo pelas garras do peregrino é tão forte que morre instantaneamente. A sua presa de predileta é o Pombo-da-Rocha, que frequentemente constitui mais de 50% da dieta.
Este fato dever-se a não apenas à abundância de pombos, como ao fato destes constituírem uma refeição altamente energética e de dimensões ótimas para a caça e transporte em voo. Caça normalmente sozinho, podendo também haver uma cooperação entre pares.
Os falcões emitem uma notável variabilidade de sons dependendo das situações, do sexo e da idade. Todos eles são combinações de sons mais ou menos largos e mais ou menos agudos.Requer extensos campos abertos para caçar, incluindo biótopos estepárias, zonas húmidas e arribas costeiras. Caça também nas proximidades de encostas escarpadas e falésias aproveitando a surpresa e o desnível para alcançar as suas presas em voo.
Como ave que freqüenta ambientes urbanos atrás de presas como os pombos, o falcão-peregrino às vezes não pode consumir as aves que abate por conta do tráfego de pessoas e viaturas; em Santos, no litoral paulista, é comum achar pombos mortos abatidos por falcões-peregrinos migratórios (Falco peregrinus tundrius) e abandonados na via pública. Note-se também que, no que diz respeito à escolha de suas presas, o falcão-peregrino é oportunista, caçando quaisquer aves presentes na sua área de ocorrência: nos manguezais de Cubatão, por exemplo, caça inclusive exemplares juvenis de guará.
O falcão-peregrino é muita vezes vítima de outras aves de rapina que roubam as suas presas,Como predador solitário, o falcão não pode arriscar morrer de inanição por ferimentos obtidos numa luta por uma presa já abatida.

Nidifica em arribas marítimas, também em ilhas rochosas ou em precipícios em zonas montanhosas, e ao longo de vales de rios. Dado a sua adaptabilidade, e em situações sem perturbação, encontra-se por vezes em estruturas altas e inacessíveis construídas pelo Homem , como torres, ruínas, antenas e pontes. Evita zonas com intensa actividade humana, ou florestas densas, pântanos com vegetação densa, extensas áreas de planície e zonas agrícolas, e áreas cobertas e extensas de água. No Inverno o Falcão-peregrino está associado a zonas abertas com abundância de presas. Dormem de noite em sítios abrigados, em superfícies rochosas, e às vezes recorrem também a árvores.
Antes da postura, o casal dorme junto no penhasco escolhido para nidificar e durante a incubação o macho dorme noutro lugar.A reprodução do falcão é sexuada, isto é, realiza-se com a intervenção de um macho e de uma fêmea. Esta ave é um animal ovíparo, porque se desenvolve dentro de um ovo e fora do corpo materno. Neste caso, o embrião alimenta-se das substâncias nutritivas de reserva que estão no interior do ovo.
Geralmente, o falcão peregrino põe os seus ovos 3 ovos num penhasco, muitas vezes sem ninho e são incubados pelo casal de pais durante um mês. Durante esse mês, embora os dois progenitores cacem, é normalmente a fêmea que leva a comida para o ninho e, quando isto não acontece, o macho apenas vai depositar a captura para que a sua companheira trate da prole.

O falcão-peregrino é muito sensível ao envenenamento com inseticidas organoclorados como o DDT, com os quais entra em contato através da gordura de suas presas, e que provocam enfraquecimento da casca de seus ovos e esterilidade. O uso do DDT afetou gravemente as populações residentes na Europa ocidental e América do Norte durante as décadas de 1950 e 1960.
A maior esperança de vida conhecida de um falcão em cativeiro é de 25 anos.

OBS;É o animal aéreo mais rápido,chegando a 350 km por hora.

Fonte;
Wikipédia

domingo, 17 de outubro de 2010

Carcará


O carcará, por vezes chamado de carancho e caracará, é um falconídeo. Seu nome científico é Polyborus plancus ou Caracara cheriway; a subespécie brasileira é P. p. brasiliensis. É tido como ave tipicamente brasileira, tanto que Audubon o chamava, no século XIX, de águia-brasileira. No entanto, possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes.

O carcará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que assemelha-se à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo carijó/pedrês; patas compridas e de cor amarela; em voo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas.
O carcará não é, taxonomicamente, uma águia, e sim um parente distante dos falcões. Diferentemente destes, no entanto, não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista (assim como os seus parentes próximos, o chimango e o gavião-carrapateiro ou chimango-branco)
Alimentando-se de insetos, anfíbios, roedores e quaisquer outras presas fáceis; ataca crias de mamíferos (como filhotes recém-nascidos de ovelhas) e acompanha os urubus em busca de carniça. Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador.

Um casal de carcarás pode ser visto próximo dos humanos, por exemplo, numa área de atividade agrícola, mais especificamente, chegando a alguns metros distante de um trator que esteja arando terra, à espera de uma oportunidade de encontrar pequenos insetos e outros eventuais animais que inevitavelmente se tornam visíveis a essas aves predadoras.
Tal espécie foi adotada no ano de 2005 para representar a Agência Brasileira de Inteligência no lugar da tradicional araponga.

Nota do Blogueiro;O nome citado no começo do texto, Audubon(John James Audubo) foi um naturalista norte-americano de origem francesa, especializado na ilustração científica de aves.
Uma coisa curiosa é que ele também come a polpa de alguns frutos como o coco curi.

Fonte;http://pt.wikipedia.org/wiki/Carcará