terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ditadura Militar no Brasil

Exaltação e propaganda da Ditadura Militar na Rede Globo (1975)
Programa AMARAL NETTO, O REPÓRTER, que marcou época nos anos 70 pela Rede Globo de Televisao. O "especial" enaltece os acontecimentos políticos e sociais no Brasil entre 1963 e 1975 e as ações de cada presidente após o golpe de 1964.



Na voz de nosso "ilustríssimo" Cid Moreira..

Regime ou Ditadura militar no Brasil foi o regime autoritário que governou o país de 1º de abril de 1964 até 15 de março de 1985. A implantação da ditadura começou com o Golpe de 1964, quando as Forças Armadas do Brasil derrubaram o governo do presidente constitucional João Goulart1 e terminou quando José Sarney(Outro filho da puta) assumiu o cargo de presidente.

A revolta militar foi fomentada por Magalhães Pinto, Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, governadores dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, com apoio dos grandes veículos de comunicação.

domingo, 17 de novembro de 2013

Vaticano foi cúmplice do golpe no Chile


O Wikileaks publicou  quase dois milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, que datam dos anos 70, incluindo vários que revelam a cumplicidade do Vaticano no golpe em 1973 de Estado contra Salvador Allende (foto) no Chile e sua colaboração e apoio à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Um dos documentos, datado de 18 de outubro, revela que o então substituto do secretario de Estado Vaticano, Giovanni Benelli, expressou a diplomáticos dos EUA “sua grande preocupação, e do papa Paulo VI, pela exitosa campanha internacional esquerdista para falsear completamente as realidades da situação chilena”.
Segundo o documento, o então secretário de Estado do Vaticano saiu em defesa dos golpistas perante o corpo diplomático nos Estados Unidos e qualificou de propaganda comunista as denúncias sobre as violações aos direitos humanos da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1900).


“Benelli classificou de exagerada a cobertura dos acontecimentos como possivelmente o maior êxito da propaganda comunista, e sublinhou o fato de que inclusive círculos moderados e conservadores pareciam muito dispostos a crer nas mentiras mais grosseiras sobre os excessos da Junta chilena” diz um comunicado do Departamento de Estado.
De acordo com comunicado “a Arquidiocese em Santigado, o cardeal [Raul] Silva e o Episcopado chileno em geral asseguram ao para Paulo que a Junta está fazendo todo o possível para que a situação volte à normalidade e que as histórias dos meios internacionais que falam de uma repressão brutal não tem fundamento”.


Considerado o "número dois" do papa Paulo VI, Benelli foi o escolhido para receber o ex-presidente dos EUA Richard Nixon ao descer de um helicóptero na Praça de San Pedro em 1969, para selar a aliança anticomunista entre a Casa Branca e o Vaticano.
O relatório Retting, realizado pela Comissão da Verdade e Reconciliação da 1991 e que contabilizou apenas execuções e desaparecimentos, reconheceu um total de 2279 mortes cometidas pelo Estado durante a ditadura Pinochet.
Já a Comissão Valech, batizada com esse nome para homenagear o ex-bispo de Santiago, Sergio Valech, ampliou a pesquisa sobre a repressão e enumerou mais de 30 mil vítimas em relatório apresentado em 2004, do qual 28 mil são relacionadas a detenções ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos. O segundo relatório da Comissão Valech, entregue em agosto de 2011 ao presidente Sebastián Piñera, reconhece mais de 40 mil vítimas.

Fonte
Anonimous
Wikileaks

O Homem que moveu uma Montanha


Dashrath Manjhi nasceu em 1934 numa família de trabalhador pobre na vila Gahlour perto de Gaya em Bihar , na Índia .
Ele também é conhecido como Mountain Man.
A esposa de Manjhi, Falguni Devi, morreu por falta de tratamento médico, pois a cidade mais próxima com um médico ficava a  70 quilômetros  de distância de sua aldeia, em Bihar, na Índia.
Manjhi não queria que ninguém  sofresse o mesmo destino de sua esposa, então ele abriu um caminho de 360 metros de comprimento por meio de corte de 25 metros de profundidade  com largura de 30 metros, para formar uma estrada através de uma montanha, as colinas Gehlour, trabalhando dia e noite por 22 anos 1960-1982.

Sua façanha reduziu a distância entre os blocos Atri e Wazirganj do distrito de Gaya de 50 km para 15 km, trazendo-lhe fama nacional.
Ele morreu em 17 de agosto de 2007, Foi-lhe dada um funeral de Estado pelo Governo de Bihar .


Em julho de 2010, o diretor Manish Jha anunciou um filme, Manjhi , baseado na vida de Dashrath Manjhi.
O filme é produzido por Sanjay Singh, que já produziu Udaan (2010).
A história de Manjhi foi mostrado na Aamir Khan 's show de Satyamev Jayate .
Nawazuddin Siddiqui foi escalado para o papel principal no filme Mountain Man , que é baseado na vida de Manjhi.
 Em Olave Mandara , um filme Kannada por Jayatheertha, recém-chegado Srikanth desempenha o papel de Manjhi, que inspira o amor do jovem herói.

Fonte
Wikipédia

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Suécia fecha 4 prisões por falta de detentos (a questão é social)


O jornal inglês The Guardian informou que 4 prisões e um centro de detenção foram fechados na Suécia, pela Justiça daquele país, por falta de prisioneiros. O diretor de serviços penitenciários local, Nils Oberg, afirmou que o número de detentos estava caindo 1% ao ano desde 2004 e, de 2011 para 2012, caiu 6%.

Oberg e outras fontes ouvidas pelo jornal inglês acreditam que a queda do número de presos tem os seguintes motivos: 1) investimentos na reabilitação de presos, ajudando-os a ser reinseridos na sociedade; 2) penas mais leves para delitos relacionados às drogas e 3) adoção de penas alternativas (como liberdade vigiada) em alguns casos.
Com uma política semelhante, a superpopulação carcerária no Brasil e em outros países poderia ser bastante atenuada. O exemplo sueco deixa claro, mais uma vez, que a questão da criminalidade é, sim, social. Ninguém nasce malvado, não existe o que popularmente é chamado de sangue ruim.
Na Suécia, 112º país do mundo em população carcerária, são 4.852 presidiários para 9,5 milhões de habitantes –51 para cada 100 mil habitantes. No Brasil, que tem a 4ª maior população carcerária do mundo, são 584.003 detentos, ou 274 por 100 mil habitantes.

E olha que a reportagem nem entra no mérito de que naquele país nórdico toda população têm acesso a serviços públicos de qualidade (educação, saúde, cultura etc) e que lá os direitos humanos são levados a sério pelos governantes.
Acreditar que não há ligação entre a questão social e o número de presos em um país é acreditar que há pessoas mais propensas para o mal. Ou que quem nasce abaixo da linha do Equador é mais malandro ou algo que o valha.
Isso sem falar na questão moral. Insuflada pelos Datenas da vida, boa parte da população acha que mesmo quem cometeu um crime leve tem de amargar longos períodos encarcerados em condições sub-humanas. E grita contra qualquer investimento na ressocialização de detentos –“pra quê gastar dinheiro com bandido?”. O que o autoproclamado “cidadão de bem” precisa entender é que a melhor opção para a segurança de sua família –e para um mundo melhor— é o modelo sueco, e não a manutenção das prisões brasileiras tais como estão hoje.

Fonte
Carta Capital

Pen Drive do Superman


Uma equipe de cientistas da Universidade de Southampton, da Inglaterra, criou um cristal capaz de armazenar informações digitais em cinco dimensões — as três dimensões do espaço e duas dimensões extras das nanoestruturas — e com possibilidade de atingir 360TB de dados guardados (o equivalente a cerca de meio milhão de CDs convencionais) por até 1 milhão de anos, de acordo com cientistas.

Os pesquisadores utilizaram nanoestrutura de vidro para demonstrar os processos de gravação e recuperação de dados digitais através de laser Femtosecond (tipo de laser que opera com pulsos extremamente rápidos).
Os dados são gravados por meio de nanoestruturas auto-montadas criadas em quartzo fundido.
Chamado carinhosamente de "cristal de memória do Superman” (a tecnologia lembra os cristais de memória do filme do Super-Homem), que o herói usava para armazenar arquivos de dados de seus pais.
Super-Homem usava cristais para armazenar dados sobre seus pais, sua história.

O professor Pete Kazansky, supervisor da equipe que desenvolveu a tecnologia, explica que é “emocionante pensar que foi criado o primeiro ‘documento’ capaz de sobreviver à raça humana”. Segundo ele, “esta tecnologia pode armazenar as últimas evidências da civilização: tudo o que foi aprendido não será esquecido”.

Com informações do CNET, Independent e RT.com

Fonte
Terra

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Morre Mauricio Assumpção Sousa


Morreu nessa quarta-feira (13/11/13) Mauricio Assumpção Sousa,sócio proprietário do Botafogo de Futebol e Regatas e pai do atual presidente do Botafogo/RJ.
O presidente Mauricio Assumpção que entre abril e maio tinham se ausentado do cargo exatamente para cuida do pai, que estava com problemas de saúde.
O corpo esta sendo velado na capela 2 do cemitério São João Batista,em Botafogo.
O enterro será no mesmo local,a bandeira da sede de General Severiano está a meio-mastro.
Deixo aqui meus pêsames ao presidente Mauricio,como ele o meu amor ao Botafogo veio de pai para filho,do qual pretendo também passar para o meu filho recém nascido..
Não tenho imagem do Mauricio pai(falecido) então coloquei do filho Mauricio.

domingo, 10 de novembro de 2013

O Homem e o tratamento que damos a outros animais..(crueldade)


Uma empresa americana desenvolveu uma "mochila eletrônica" que pode ser colocada em uma barata para permitir que os movimentos do inseto sejam controlados por meio de um telefone celular. O invento está obrigando a companhia a se defender de acusações de crueldade. A Backyard Brains diz que o aparelho tem o objetivo de fazer as crianças se interessarem por neurociência.

Uma porta-voz da empresa disse à BBC que o dispositivo, lançado recentemente, não é um chamariz. Mas os críticos dizem que a postura da companhia é falsa. Antes de receber a mochila, a barata tem que ser preparada. Primeiro, ela é colocada viva em água gelada – que funciona como uma espécie de anestesia. Depois, a cabeça do inseto é lixada para eliminar uma camada de cera. Um conector e eletrodos são então colados no corpo do inseto e uma agulha é usada para fazer um buraco no tórax, para que um fio seja inserido. As antenas da barata são então cortadas para que eletrodos sejam instalados. Um circuito é preso nas costas do inseto. Esse aparato é capaz de receber sinais emitidos por meio de um aplicativo instalado em um telefone celular. O sistema permite ao usuário controlar alguns movimentos da barata, definindo se ela anda para a esquerda ou para a direita.

O cientista Jonathan Balcombe, especializado em comportamento animal, disse a sites americanos especializados em ciência que os insetos são feridos no processo. "Se fosse descoberto que um professor estava incentivando seus alunos a usar lentes de aumento para queimar formigas e depois estudar seus tecidos, como as pessoas reagiriam?", ele disse em entrevista. Defendendo ponto de vista semelhante, o professor de filosofia da Queens University, Michal Allen, disse que o aparelho vai "encorajar amadores a operar de forma invasiva em organismos vivos" e "encorajar o pensamento de que organismos vivos e complexos são meras máquinas ou ferramentas". A companhia, baseada em Michigan, chegou a receber e-mails dizendo que a "mochila eletrônica" – batizada de Roboroach – "ensina crianças a serem psicopatas". Mas a Backyard Brains diz que 20% da população do mundo em breve terá uma desordem neurológica – enfermidades para as quais ainda não há cura conhecida.


As "mochilas eletrônicas" seriam uma forma dos estudantes começarem cedo a analisar o problema. A companhia disse à BBC que a "mochila eletrônica" foi desenvolvida exclusivamente para encorajar as crianças a desenvolver interesse pela neurociência, um conhecimento que precisaria ser melhor lecionado nas escolas americanas. "No momento, essa questão de importância crucial é lamentavelmente mal ensinada”, disse a porta-voz da empresa. Segundo ela, o assunto é abordado dentro da disciplina de biologia nas escolas dos EUA, mas na opinião da empresa a neurociência deveria ser uma matéria independente. "Isso especialmente vem ao caso quando doenças do cérebro, como o mal de Alzheimer, cobram um alto preço da sociedade". A porta-voz afirmou que os insetos são tratados com humanidade e as "mochilas", desenvolvidas em 2011, não os machucam. Os aparelhos chegarão ao mercado americano em Novembro a um preço estimado de US$ 99 (R$ 227).

Eu já fui a favor de pesquisa com animais,até descobrir que temos formas alternativas,os animais não precisam passar por isso,para melhorar a vida de outros animais "nós".
Então passei a levanta a bandeira contra a pesquisa usando animais,não importa que seja gato,cachorro,cobra, até mesmo barata que não é agradável a muito de nós,que não compreendemos as suas peculiaridades,a taxando como "nojentas"

Fonte
BBC

sábado, 9 de novembro de 2013

Ministério Público entra com ação contra "Comunidade Protegida"


Para MP, programa de fechamento ou modificação de bairros é 'elitista'.
Projeto 'Traffic Calming' limita velocidade de carros em bairro residencial.

O Ministério Público Estadual entrou com uma ação contra a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) por conta do fechamento ou modificações de ruas de bairros de São Paulo.
Segundo o MP, o programa “comunidade protegida ou moderação de tráfego” é discriminatório e elitista. Para a Promotoria, o programa privilegia bairros nobres porque os moradores têm dinheiro para bancar as obras e também porque limita o acesso de pessoas que não moram na região.

Como reportagem do SPTV mostrou, buzinaço virou rotina no cruzamento da rua Béltis com a Avenida Washington Luís, no Jardim Marajoara, Zona Sul da cidade. Ruas do bairro foram modificadas há quase um ano pelo projeto Traffic Calming (moderador de tráfego) para limitar a velocidade dos carros.


Canteiros mais largos, rotatórias com jardineiras e ruas cheias de curvas são alguns dos recursos para diminuir a velocidade e o fluxo dos carros em bairros residenciais.
Na Zona Oeste, as ruas do bairro City Boaçava também estão diferentes. Os cruzamentos da Avenida Bajuru, por exemplo, não existem mais e deram lugar à área verde.
O SPTV procurou as associações de moradores do bairro, mas não obteve resposta.

Fonte
G1

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Humilhado por racistas,o jogador Touré deu a resposta que fez a Fifa tremer


O presidente Joseph Blatter nunca soube lidar com o racismo. Fazia de conta que não percebia. O comandante da Fifa já disse absurdos. Como um enorme. Insistiu que qualquer ofensa racial dentro do campo não deve ser levada a sério. "Depois tudo se acerta após o jogo, com um aperto de mãos." Foi massacrado pela imprensa internacional.
 A postura do presidente da Fifa incentivava o preconceito. O Leste Europeu se tornou especialista em atos racistas. Vários foram os casos nos últimos anos. Com torcedores imitando macacos, jogando banana para atletas negros. Faixas com frases que envergonham a humanidade. Muitos jogadores negros já passaram pelas humilhantes situações. Paulinho, ex-Corinthians, chorou ao se lembrar do que passou na Lituânia.
 "Vou levar as lembranças ruins para o resto da minha vida. Sofri muito com preconceito e com racismo na Lituânia. Logo na minha primeira partida começaram a imitar macaco, jogar moedas e algumas outras coisas. Quando ia passar com a minha esposa nas ruas, algumas pessoas ficavam esbarrando para que a gente revidasse de alguma forma, querendo arrumar algum tipo de briga ou discussão. Esses episódios me deixaram mal e me fizeram pensar na possibilidade de desistir do futebol. O racismo me derrubou, me arrebentou."
Paulinho ficou traumatizado. Tinha apenas 17 anos. Relembrou o que sofreu ao Lance! E por causa dessa angústia, não estava com pressa para voltar à Europa. Até que representantes do Tottenham o convenceram. Não passaria o mesmo na Inglaterra. Foi, mas avisou que romperia o contrato se sofresse racismo outra vez.

Na Rússia, Roberto Carlos ficou transtornado. O ex-lateral da Seleção passou muita vergonha. As torcidas do Krylya Sovetov e do Zenit mostraram seu lado racista. Imitavam macaco cada vez que ele pegava na bola. E chegaram até a jogar bananas em sua direção. Infelizmente, a Rússia vem se especializando na intolerância. O caso mais recente, no entanto, foi com o jogador errado. Na partida entre CSKA e Manchester City, o alvo dos torcedores foi logo escolhido. Yaya Touré, jogador negro que nasceu na Costa do Marfim. Era só a bola cair no seu pé e lá vinha a imitação de macacos na arquibancada. A partida era válida pela Champions League. O marfinense ficou revoltado. Mas não seguiu o caminho fácil de apenas reclamar na imprensa. Parou o jogo, mostrou ao árbitro e pediu que a partida fosse encerrada.

Não foi. Touré tomou uma decisão que fez Blatter acordar de vez para a questão. Foi claro. "Esse tipo de situação tem de acabar até o Mundial de 2018. Se não acabar, vou ajudar a organizar um boicote dos negros. Não teremos tranquilidade para jogar. Não iremos para a Rússia.
Nem nós e nem os torcedores dos países que jogamos." Declarou sem medo. Bastou para Blatter. Misturar em uma só frase boicote e Mundial é seu pesadelo. Ainda mais saída da boca de um ídolo do futebol inglês. Seria inimaginável uma Copa sem negros. Impossível. Sem Balotelli, Touré, sem Neymar... Sem as Seleções Africanas. A proposta do marfinense é forte e factível. Os exemplos de casos de racismo na Europa são vergonhosos. Blatter sentiu o baque. E também a pressão da UEFA de Platini.


Percebeu o quanto a postura da Fifa é branda, quase conivente. Não adianta apenas multar e obrigar os clubes a jogar com portões fechados. Aqueles que possuem racistas entre seus torcedores precisam pagar caro. Depois da ameaça de Touré, Blatter encomendou mudança nas regras. Ele vai atender à reivindicação do jogador do Manchester City. E na, próxima temporada, os imitadores de macacos e lançadores de banana que se preparem. A ideia da Fifa é pressionar que eles sejam proibidos de assistir aos jogos. Pressionar que as polícias os identifiquem e indiciem. E os proíbam de ir para os estádios nos dias em que seus times estiverem jogando. Aos clubes, as punições serão muito mais severas.
Em vez de multas, perda de pontos. E, em caso de reincidência, até mesmo eliminação de campeonatos. Touré fez Blatter parar de fingir que não enxerga. Nunca mais foi pelo caminho da hipocrisia. A de aceitar que os jogadores se ofendam do que for. E depois tudo seja esquecido com mero aperto de mão. Chamar o adversário de 'macaco' não será mais 'coisa de jogo'. Como defendem vários treinadores. Inclusive Felipão, quando estava no Palmeiras. 

Quando Danilo xingou Manoel de macaco. E ainda lhe deu uma cusparada no rosto. O STJD aplicou a suspensão de 11 jogos. O que seria um exemplo acabou em vexame. O tribunal acabou liberando o zagueiro de quase metade da punição. Ele só teve de cumprir seis jogos. Decisão vergonhosa. E que só premiou o ato racista, preconceituoso de Danilo. A Fifa pretende evitar essa situação. E deverá também exigir punições graves aos jogadores. Não tolerará palavrões e gestos preconceituosos. Como o que fez Antônio Carlos com Jeovânio. O zagueiro atuava no Juventude e o volante no Grêmio. Depois de discutirem, o ex-jogador da Seleção se irritou. E passando a mão no próprio braço. Quis mostrar a 'razão' do problema.


O seu rival ser negro. A imagem é chocante e marcou o final da carreira de Antônio Carlos. Impediu, por exemplo, que fosse trabalhar como treinador no Vasco. As torcidas fizeram uma enorme campanha contra ele. O Vasco foi o primeiro clube do Brasil a admitir negros jogando no seu time. E Roberto Dinamite teve de voltar atrás e não contratá-lo. Inesquecível a postura de Grafite em relação a Desábato. O atacante do São Paulo revelou que o zagueiro do Quilmes o chamou de macaco. Velho costume de atletas do futebol argentino quando enfrentam brasileiros. Desábato acabou sendo preso em pleno Morumbi. Mas Grafite resolveu retirar a acusação. E nada aconteceu contra o adversário. O brasileiro foi muito criticado por recuar. Principalmente por várias entidades que lutam pelo direito dos negros.
Assim como também fez a CBF. No Sul-Americano Sub-20 em 2011, no Peru. Jogavam Brasil e Bolívia. E a torcida peruana começou a imitar macacos. Bastava Diego Maurício pegar na bola. O jovem jogador ficou abalado. Mas a CBF resolveu ignorar as ofensas. Para não criar problemas com a organização do torneio. Infelizmente há centenas de outros casos pelo mundo. Tudo ainda estava muito solto em relação ao racismo. Foi preciso Touré ameaçar levar à frente um boicote. E a Fifa despertou para a seriedade da questão. Não há Copa sem negros. Sem brancos, sem amarelos, sem mestiços.

Mas há futebol com racismo. E isso só irá acabar com leis rígidas. Contra os torcedores e os clubes destes racistas. O Leste Europeu e o resto do mundo estão alertados. Pelo menos no futebol o preconceito custará caro. Fora dele, ainda vai imperar a hipocrisia...

Fonte
R7