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sábado, 5 de outubro de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
Plantio de árvores em deserto pode frear aquecimento global
Pesquisadores da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, afirmam que o plantio do pinhão manso (Jatropha curcas), que é uma árvore de pequeno porte, mas resistente ao clima de áreas litorâneas do deserto e apta ao plantio nessas condições adversas, poderia ajudar na captura do gás carbônico (CO2) emitido por atividades da humanidade diariamente, como fumaça dos carros, na nossa atmosfera.
Segundo os autores, o plantio da árvore em larga escala poderia "absorver uma significante porção de CO2 adicionada à nossa atmosfera desde a revolução industrial". A plantação do pinhão manso em uma área equivalente a 3% do deserto da Arábia absorveria, em 20 anos, todo o CO2 gerado por automóveis na Alemanha no mesmo período.
Os pesquisadores estimam que a árvore poderia ser plantada em um bilhão de hectares no planeta, permitindo capturar "uma porção significativa do CO2 adicionado à nossa atmosfera desde o advento da revolução industrial", ou seja, desde o século 19.
"É a primeira vez que um time de especialistas em irrigação, plantio, absorção de gás carbônico, economia e ciências atmosféricas se une para avaliar a viabilidade de um projeto do gênero", ressalta o cientista Volker Wulfmeyer na divulgação do estudo. "Nós chegamos a essa possibilidade ao realizar simulações por computador e analisar dados de plantações de Jatropha curcas em Egito, Índia e Madagascar."
O grupo, no entanto, reconhece que ainda é necessário fazer novos estudos e investigar os efeitos colaterais surgidos na ampliação de áreas verdes em desertos.
Para os pesquisadores, a ausência de incentivo financeiro e a falta de conhecimento sobre os benefícios de plantações em larga escala, que reconhecidamente causam um aumento desequilibrado na ocorrência de chuvas nas regiões de plantio, estão entre os principais entraves para que o projeto sai do papel.
Fonte
Uol Noticias
quarta-feira, 20 de março de 2013
Hora do Planeta 2013
Pelo quinto ano consecutivo, o WWF-Brasil promove no país o movimento global Hora do Planeta.
No dia 23 de março de 2013, das 20h30 às 21h30, milhões de pessoas ao redor do mundo vão apagar as luzes em um ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.
Desde 2009, um número crescente de cidades, empresas e pessoas no Brasil aderiu ao movimento apagando as luzes de seus monumentos, escritórios ou casas e organizando atividades especiais para mostrar seu apoio na batalha contra as mudanças climáticas.
Neste ano de 2013, a Hora do Planeta no Brasil convida empresas, governos e toda a sociedade para responder uma pergunta em especial. “O que você faria para salvar o planeta?”.
No sábado, 23 de março, apagar as luzes será só o começo. Hoje, apesar de todos os problemas ambientais existem aqueles dispostos a fazer sua parte para salvar o planeta.
A responsabilidade é de todos.
Participe da Hora do Planeta, cadastre-se no site, apague suas luzes e reflita sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável. Lembre-se no sábado, dia 23 de março de 2013, às 20h30, apagar as luzes é só o começo!
Fonte
WWF Brasil
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Continente antigo podem estar sob Oceano Índico
Cientistas acreditam ter encontrado sinais de que fragmentos de um continente antigo estão soterrados abaixo do solo do Oceano Índico.
Os pesquisadores dizem que o fragmento é de um continente que teria existido de entre 2 bilhões e 85 milhões de anos atrás. A faixa foi batizada pelos cientistas de "Mauritia". Com o tempo, a terra se fragmentou e desapareceu sob as ondas do mundo moderno que se formou no lugar.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Geoscience.
Há até 750 milhões de anos, toda a massa terrestre do Planeta estava concentrada em um continente gigante, chamado de Rodínia pelos cientistas.
Países que hoje estão a milhares de quilômetros de distância – como Índia e Madagascar – ficavam lado a lado.
A nova pesquisa sugere que havia um "microcontinente" entre Índia e Madagascar.
Os cientistas pesquisaram grãos de areia de Maurício, um país localizado no Oceano Índico.
Os grãos se originaram em uma erupção vulcânica que ocorreu há nove milhões de ano. Mas apesar disso, eles contém minerais que são de um período ainda mais antigo.
"Nós encontramos zircão, que foi extraído das areias da praia, e isso é algo que se encontra tipicamente na crosta continental. Elas são de uma era muito antiga", disse o professor Trond Torsvik, da Universidade de Oslo.
O zircão é datado de entre 1970 e 600 milhões de anos atrás, e a equipe concluiu que os restos da terra antiga foram levados para a superfície da ilha durante uma erupção vulcânica.
O professor disse acreditar que pedaços do continente poderiam estar 10 quilômetros abaixo de Maurício e sob o solo do Oceano Índico.
A existência do continente teria atravessado diferentes éons da Terra – desde o Pré-Cambriano, quando não havia vida na terra, ao período em que surgiram os dinossauros.
Mas há 85 milhões de anos, quando a Índia começou a se separar de Madagascar em direção à sua posição atual, o microcontinente teria se desfragmentado e eventualmente desaparecido sob as ondas.
No entanto, uma parte pequena do microcontinente pode ter sobrevivido, especulam os pesquisadores.
"No momento, as (ilhas) Seicheles são um pedaço de granito, ou crosta continental, que está praticamente assentada no meio do Oceano Índico", diz Torsvik.
"Mas houve uma época em que ficavam logo ao norte de Madagascar. E o que estamos dizendo é que talvez isso fosse muito maior, e que esses fragmentos continentais estão espalhados pelo oceano."
Essas teorias ainda precisam ser confirmadas com mais pesquisa.
"Nós precisamos de dados sísmicos que possam formar uma imagem desta estrutura... isso seria a prova definitiva. Ou é preciso perfurar profundamente, mas isso custaria muito dinheiro", diz Torsvik.
Fonte
BBC Brasil
Os pesquisadores dizem que o fragmento é de um continente que teria existido de entre 2 bilhões e 85 milhões de anos atrás. A faixa foi batizada pelos cientistas de "Mauritia". Com o tempo, a terra se fragmentou e desapareceu sob as ondas do mundo moderno que se formou no lugar.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Geoscience.
Há até 750 milhões de anos, toda a massa terrestre do Planeta estava concentrada em um continente gigante, chamado de Rodínia pelos cientistas.
Países que hoje estão a milhares de quilômetros de distância – como Índia e Madagascar – ficavam lado a lado.
A nova pesquisa sugere que havia um "microcontinente" entre Índia e Madagascar.
Os cientistas pesquisaram grãos de areia de Maurício, um país localizado no Oceano Índico.
Os grãos se originaram em uma erupção vulcânica que ocorreu há nove milhões de ano. Mas apesar disso, eles contém minerais que são de um período ainda mais antigo.
"Nós encontramos zircão, que foi extraído das areias da praia, e isso é algo que se encontra tipicamente na crosta continental. Elas são de uma era muito antiga", disse o professor Trond Torsvik, da Universidade de Oslo.
O zircão é datado de entre 1970 e 600 milhões de anos atrás, e a equipe concluiu que os restos da terra antiga foram levados para a superfície da ilha durante uma erupção vulcânica.
O professor disse acreditar que pedaços do continente poderiam estar 10 quilômetros abaixo de Maurício e sob o solo do Oceano Índico.
A existência do continente teria atravessado diferentes éons da Terra – desde o Pré-Cambriano, quando não havia vida na terra, ao período em que surgiram os dinossauros.
Mas há 85 milhões de anos, quando a Índia começou a se separar de Madagascar em direção à sua posição atual, o microcontinente teria se desfragmentado e eventualmente desaparecido sob as ondas.
No entanto, uma parte pequena do microcontinente pode ter sobrevivido, especulam os pesquisadores.
"No momento, as (ilhas) Seicheles são um pedaço de granito, ou crosta continental, que está praticamente assentada no meio do Oceano Índico", diz Torsvik.
"Mas houve uma época em que ficavam logo ao norte de Madagascar. E o que estamos dizendo é que talvez isso fosse muito maior, e que esses fragmentos continentais estão espalhados pelo oceano."
Essas teorias ainda precisam ser confirmadas com mais pesquisa.
"Nós precisamos de dados sísmicos que possam formar uma imagem desta estrutura... isso seria a prova definitiva. Ou é preciso perfurar profundamente, mas isso custaria muito dinheiro", diz Torsvik.
Fonte
BBC Brasil
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Asteroide vai passar muito próximo da Terra
Um asteroide vai passar bastante próximo da Terra na próxima semana, porém não há chances de a rocha espacial atingir o planeta, de acordo com cientistas. Batizado de 2012 DA14, a pedra de 45 metros de largura vai passar a uma distância de 27,7 mil quilômetros no dia 15 de fevereiro,uma distância menor do que a mantida por satélites de comunicação na órbita terrestre. Apesar de o voo ser o mais próximo já registrado para um asteroide desse tamanho, não há razão para temer.
Se estivesse em rota de colisão com a Terra, o asteroide produziria um impacto equivalente a 2.5 megatons de TNT - o equivalente a uma bomba atômica. E essa é apenas uma das mais de 500 mil rochas espaciais ao redor do planeta. O impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres. A próxima passagem de um asteroide nas proximidades do planeta só deve acontecer em 2046 a uma distância muito maior, de 1 milhão de quilômetros.
"A Nasa pode prever com precisão o caminho do asteroide com as observações feitas, e é possível afirmar que não há chance de o asteroide entrar em rota de colisão com a Terra", informou a agência espacial americana em um comunicado. "Mesmo assim, a passagem vai fornecer uma oportunidade única para pesquisadores estudarem um objeto como esse tão de perto."
A agência espacial americana vai fazer uma entrevista coletiva sobre o fato na quinta-feira.
O 2012 DA14 foi descoberto por astrônomos há um ano. O asteroide será visível até mesmo através de binóculos e pequenos telescópios, especialmente na Ásia, Austrália e Europa Oriental. Apesar de não haver risco para os humanos, é possível que a rocha impacte algum satélite ou veículo espacial. A chance, no entanto, é pequena, segundo a Nasa.
Fonte
Terra
Se estivesse em rota de colisão com a Terra, o asteroide produziria um impacto equivalente a 2.5 megatons de TNT - o equivalente a uma bomba atômica. E essa é apenas uma das mais de 500 mil rochas espaciais ao redor do planeta. O impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres. A próxima passagem de um asteroide nas proximidades do planeta só deve acontecer em 2046 a uma distância muito maior, de 1 milhão de quilômetros.
"A Nasa pode prever com precisão o caminho do asteroide com as observações feitas, e é possível afirmar que não há chance de o asteroide entrar em rota de colisão com a Terra", informou a agência espacial americana em um comunicado. "Mesmo assim, a passagem vai fornecer uma oportunidade única para pesquisadores estudarem um objeto como esse tão de perto."
A agência espacial americana vai fazer uma entrevista coletiva sobre o fato na quinta-feira.
O 2012 DA14 foi descoberto por astrônomos há um ano. O asteroide será visível até mesmo através de binóculos e pequenos telescópios, especialmente na Ásia, Austrália e Europa Oriental. Apesar de não haver risco para os humanos, é possível que a rocha impacte algum satélite ou veículo espacial. A chance, no entanto, é pequena, segundo a Nasa.
Fonte
Terra
sábado, 19 de maio de 2012
Os seres humanos consomem,50% superior ao que a Terra pode produzir
De acordo com um relatório "Living Planet", divulgado nesta terça-feira, a Terra leva um ano e meio para repor todos os recursos que a população mundial consome a cada ano. Para muitos ambientalistas, a Rio+20, conferência internacional que será realizada no Brasil em junho, é uma oportunidade para os países aumentarem de forma urgente a proteção à natureza.
"A conferência Rio+20 é uma oportunidade para o mundo tratar com seriedade a necessidade de tornar o desenvolvimento sustentável", disse David Nussbaum, presidente do WWF na Grã-Bretanha. O Brasil ficou em 56º lugar.
"Nós precisamos aumentar o senso de urgência, e eu acho que em última instância isso não diz respeito somente às nossas vidas mas também ao legado que vamos deixar para as futuras gerações", acrescentou. Desde 1966, a demanda por esses recursos se duplicou, acentuando as diferenças entre habitantes de países ricos e pobres. Se cada morador da Terra consumisse como um americano, por exemplo, seriam necessários quatro planetas para responder a essa demanda.
Análises feitas por outra organização, a Global Footprint Network, também mostram um cenário preocupante.
Os cálculos têm como objetivo dimensionar o quão sustentável nossa sociedade global é em termos de sua pegada ecológica – uma medida composta por fatores tais como a queima de combustíveis fósseis, o uso de áreas agrícolas para produção de alimentos, e o consumo de madeira e peixes capturados em ambiente selvagem. No ranking elaborado pela organização, os Estados Unidos ficam entre os dez países como maior pegada ecológica. Entre os primeiros da lista aparecem ainda Dinamarca, Bélgica, Austrália e Irlanda.
No ranking elaborado pela organização, o Golfo Pérsico emerge como a região com a pegada ecológica per capita mais alta do mundo, com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos como os países menos sustentáveis.
O estudo mostrou, ainda, que a exploração dos recursos naturais provocou uma redução de 30% da vida selvagem no planeta desde 1970. Entre as espécies tropicais a redução foi ainda maior, de 60%.
O documento combinou dados de mais de 9.000 populações de animais ao redor do mundo para chegar a esta conclusão. Seus principais autores, os pesquisadores do WWF, dizem que o progresso global quanto à proteção da natureza e o combate às mudanças climáticas ainda é "glacial".
Fonte;
BBC Brasil
"A conferência Rio+20 é uma oportunidade para o mundo tratar com seriedade a necessidade de tornar o desenvolvimento sustentável", disse David Nussbaum, presidente do WWF na Grã-Bretanha. O Brasil ficou em 56º lugar.
"Nós precisamos aumentar o senso de urgência, e eu acho que em última instância isso não diz respeito somente às nossas vidas mas também ao legado que vamos deixar para as futuras gerações", acrescentou. Desde 1966, a demanda por esses recursos se duplicou, acentuando as diferenças entre habitantes de países ricos e pobres. Se cada morador da Terra consumisse como um americano, por exemplo, seriam necessários quatro planetas para responder a essa demanda.
Análises feitas por outra organização, a Global Footprint Network, também mostram um cenário preocupante.
Os cálculos têm como objetivo dimensionar o quão sustentável nossa sociedade global é em termos de sua pegada ecológica – uma medida composta por fatores tais como a queima de combustíveis fósseis, o uso de áreas agrícolas para produção de alimentos, e o consumo de madeira e peixes capturados em ambiente selvagem. No ranking elaborado pela organização, os Estados Unidos ficam entre os dez países como maior pegada ecológica. Entre os primeiros da lista aparecem ainda Dinamarca, Bélgica, Austrália e Irlanda.
No ranking elaborado pela organização, o Golfo Pérsico emerge como a região com a pegada ecológica per capita mais alta do mundo, com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos como os países menos sustentáveis.
O estudo mostrou, ainda, que a exploração dos recursos naturais provocou uma redução de 30% da vida selvagem no planeta desde 1970. Entre as espécies tropicais a redução foi ainda maior, de 60%.
O documento combinou dados de mais de 9.000 populações de animais ao redor do mundo para chegar a esta conclusão. Seus principais autores, os pesquisadores do WWF, dizem que o progresso global quanto à proteção da natureza e o combate às mudanças climáticas ainda é "glacial".
Fonte;
BBC Brasil
terça-feira, 20 de março de 2012
Asteroide vai passar muito perto da Terra
A Agência Espacial Europeia (ESA), afirmou, nesta quarta-feira (15), que um asteroide recém-descoberto vai passar muito perto da Terra em 15 de fevereiro de 2013. A rocha espacial de 50 metros chegará a apenas 24 mil km de distância do nosso planeta, abaixo da altitude de muitos satélites de comunicação.
Trata-se de uma passagem tão próxima que representa menos de 7% do espaço entre a Terra e a Lua - de aproximadamente 380.000 km. Para efeito de comparação, o asteroide 2005 YU55, que chamou a atenção da mídia e pesquisadores ao se aproximar do nosso planeta em 8 de novembro de 2011, chegou a distância máxima de 325 mil km.
No entanto, a ESA descarta qualquer risco de colisão entre o asteroide e a Terra, mas ressalta a "crescente necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, uma vez que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.Batizada como 2012 DA14, a rocha foi descoberta no último dia 22 de fevereiro por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra (LSSS), localizado no sudeste da Espanha. Os gráficos orbitais mostram que o asteroide tem trajetória ao redor do Sol muito parecida com a terrestre, mas passa a maior parte do tempo bem distante do nosso planeta.
Essa trajetória é considerada incomum pelos astrônomos e, segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, “foi um dos fatores que dificultaram a observação do objeto, somado a sua grande velocidade angular, seu brilho tênue e outras características de sua órbita”.
Mas o que aconteceria se o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra? Segundo os cálculos preliminares, a rocha espacial tem 120 mil toneladas e produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século XX acima dos céus da Sibéria, destruindo cerca de 2 mil km² de floresta.
Se o mesmo impacto ocorresse em alguma grande cidade como São Paulo, as consequências seriam devastadoras. Mas os cientistas reforçam que a distância de 24 mil km é completamente segura e que o 2012 DA14 não irá se chocar com a Terra em fevereiro de 2013.
No entanto, o mesmo não se pode dizer das futuras visitas do asteroide. A partir de 2020 até 2057, o 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos do nosso planeta, sendo que a maior aproximação prevista será de apenas 448 km em 16 de fevereiro de 2040.
Para efeito de comparação, a Estação Espacial Internacional (ISS), viaja a 386 km a cima do planeta. Mas mesmo com um valor tão próximo de nossa atmosfera, as chances de impacto permanecem muito baixas segundo os cientistas da ESA.
Fonte;
MSN Noticias
Trata-se de uma passagem tão próxima que representa menos de 7% do espaço entre a Terra e a Lua - de aproximadamente 380.000 km. Para efeito de comparação, o asteroide 2005 YU55, que chamou a atenção da mídia e pesquisadores ao se aproximar do nosso planeta em 8 de novembro de 2011, chegou a distância máxima de 325 mil km.
No entanto, a ESA descarta qualquer risco de colisão entre o asteroide e a Terra, mas ressalta a "crescente necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, uma vez que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.Batizada como 2012 DA14, a rocha foi descoberta no último dia 22 de fevereiro por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra (LSSS), localizado no sudeste da Espanha. Os gráficos orbitais mostram que o asteroide tem trajetória ao redor do Sol muito parecida com a terrestre, mas passa a maior parte do tempo bem distante do nosso planeta.
Essa trajetória é considerada incomum pelos astrônomos e, segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, “foi um dos fatores que dificultaram a observação do objeto, somado a sua grande velocidade angular, seu brilho tênue e outras características de sua órbita”.
Mas o que aconteceria se o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra? Segundo os cálculos preliminares, a rocha espacial tem 120 mil toneladas e produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século XX acima dos céus da Sibéria, destruindo cerca de 2 mil km² de floresta.
Se o mesmo impacto ocorresse em alguma grande cidade como São Paulo, as consequências seriam devastadoras. Mas os cientistas reforçam que a distância de 24 mil km é completamente segura e que o 2012 DA14 não irá se chocar com a Terra em fevereiro de 2013.
No entanto, o mesmo não se pode dizer das futuras visitas do asteroide. A partir de 2020 até 2057, o 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos do nosso planeta, sendo que a maior aproximação prevista será de apenas 448 km em 16 de fevereiro de 2040.
Para efeito de comparação, a Estação Espacial Internacional (ISS), viaja a 386 km a cima do planeta. Mas mesmo com um valor tão próximo de nossa atmosfera, as chances de impacto permanecem muito baixas segundo os cientistas da ESA.
Fonte;
MSN Noticias
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