
Na constelação de Serpens, uma estrela de grande massa teria perdido parte de seus gases, se transformando em um planeta com grande parte da superfície composta por pedra.
A descoberta, foi liderada pelo professor Matthew Bailes, da Universidade Tecnológica Swinburne em Melbourne, na Austrália. Ele e uma equipe internacional de cientistas utilizaram os radio-telescópios do Instituto Max-Planck, da Alemanha, para realizar uma busca em todo o céu.
Entre os mais de 200 mil gigabytes de dados obtidos, os pesquisadores conseguiram detectar a frequência de um pequeno pulsar, batizado de J1719-1438. Os pulsares são pequenas estrelas que giram muito rápido e emitem frequências de rádio.

Cerca de 70% dos pulsares pequenos e rápidos como esse possuem uma estrela companheira – formando um sistema binário, no qual um orbita o outro. Os astrônomos acreditam que é a estrela companheira quem transforma um velho pulsar em um pulsar rápido ao transferir matéria a ele e fazê-lo girar. O resultado é que o pequeno corpo ganha velocidade e massa e a companheira fica encolhida – virando uma estrela do tipo “anã-branca”.

A modulação nos pulsos deu ainda outras informações importantes sobre este planeta: ele orbita o pulsar em apenas 2h10, e a distância entre os dois é de menos de 600 mil km.
Pela densidade do planeta, a equipe acredita que se trata, na verdade, de uma estrela que perdeu 99,9% da sua massa original – uma parte dela para o pulsar. O material restante é provavelmente carbono e oxigênio, uma vez que elementos como hélio e hidrogênio não resultariam nas medições observadas.
A densidade também mostra que o planeta é, provavelmente, cristalino o que significa que uma grande parte do corpo pode ser bastante parecida com um diamante.
Fonte;
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/estrela-vira-planeta-de-diamante-diz-estudo-26082011-9.shl
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