
Estudou no Ginásio S. Bento e na Escola Modelo Caetano de Campos, onde compôs a valsa "Vitória Régia", publicada na revista Tico-Tico dois anos depois, e onde foi aluno do Afonso de E. Taunay.
Em 1921, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.
Participou do movimento Modernista de 22, tendo sido nomeado por Mário e Oswald de Andrade representante da revista Klaxon no Rio de Janeiro.
Em 1925, bacharelou-se em Direito pela Universidade do Brasil.
Em 1926, transferiu-se para Cacheiro do Itapemirim, no Espírito Santo, atendendo o convite para dirigir o jornal "O Progresso", também neste mesmo ano, fundou, juntamente com Prudente de Morais Neto, a revista "Estética".
Retornou ao Rio de Janeiro, em 1927, e passou a trabalhar na imprensa carioca como colunista do "Jornal do Brasil" e funcionário da Agência United Press.
Viajou para a Europa, em 1929, como correspondente dos Diários Associados e fixou residência em Berlim, onde entrou em contato com a obra de Max Weber e assistiu aos seminários de Friedrich Meinecke.
Passou a colaborar, em 1930, na revista "Brasilianische Rundschau" do Conselho do Comércio Brasileiro de Hamburgo. Em 1936, já de volta ao Brasil, ingressou na Universidade do Distrito Federal como professor-assistente de Henri Hauser na cadeira de história moderna e contemporânea e leciona literatura comparada como assistente do professor Trouchon.

Em 1939, quando do fechamento da Universidade do Distrito Federal, Sergio Buarque de Holanda foi convidado por Augusto Meyer a dirigir a seção de publicações do Instituto Nacional do Livro. A convite da seção de Relações Internacionais do Departamento de Estado, viajou, em 1941, para os Estados Unidos.
Três anos depois, em 1944, assumiu o cargo de diretor da Divisão de Consulta da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Em 1945, participou da fundação da Esquerda Democrática e viajou para São Paulo a fim de participar do Congresso de Escritores. Foi eleito presidente da seção do Distrito Federal da Associação Brasileira de Escritores.
Em 1946, transferiu-se para São Paulo, onde subistitui seu antigo professor Afonso de E. Taunay no cargo de diretor do Museu Paulista.
No ano seguinte, filiou-se ao Partido Socialista e assumiu a vaga de professor História Econômica do Brasil, na Escola de Sociologia e Política, em substituição a Roberto Simonsen.
Viajou a Paris para uma série de três conferências na Sorbonne, em 1949.
Em 1952, mudou-se com a família para Itália, onde permaneceu por dois anos como professor convidado junto à cadeira de Estudos Brasileiros da Universidade de Roma.

Foi o primeiro diretor do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), eleito em 1962. De 1963 a 1967, viajou como professor-visitante para as universidades do Chile e dos Estados Unidos e participou de missões culturais pela Unesco no Peru e na Costa Rica.
Em 1969, requereu sua aposentaria do cargo de catedrático da USP em solidariedade aos colegas afastados de suas funções pelo AI-5. Recebeu o prêmio Governador do Estado, em 1967, na seção de literatura.
Em 1979, recebeu, como o intelectual do ano, o prêmio Juca Pato.
Foi membro-fundador do Partido dos Trabalhadores, em 1980.
Morre aos 80 anos de idade em São Paulo no dia 24 de Abril de 1982.
Fonte;
http://almanaque.folha.uol.com.br
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