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terça-feira, 26 de março de 2013

Pescador encontra canoas indígenas no Rio Grande do Norte


O baixo nível da lagoa de Extremoz, na Grande Natal, ajudou a revelar relíquias que resgatam a história: são três canoas indígenas, uma delas ainda presa a uma corrente. A maior mede mais de dois metros de comprimento, segundo o pescador Pedro Luiz da Silva,de 70 anos, que encontrou as embarcações no fundo da lagoa. "Eu encontrei durante uma pescaria. Marquei o local e depois voltamos para pegar", contou o pescador Pedro Luiz da Silva.

O pescador tem um documento para comprovar que já encontrou muitas partes da história potiguar em baixo d´água. Ele se orgulha de ter descoberto outras canoas e até imagens de santos. "Eu acho isso muito importante para a nossa história. Ajuda a contar nosso começo. Mas acho que seria melhor se as relíquias tivessem todas guardadinhas aqui", defendeu Pedro.

Pedro garante que outra canoa indígena ainda está submersa na Lagoa de Extremoz. As que foram retiradas da região irão passar por análises no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é descobrir a idade das embarcações, que aparentam ser do século XVI, quando há registro da presença de jesuítas para catequizar os índios tupis e paiacus que habitavam a região, conhecida antigamente por Aldeia Guajiru, segundo os registros históricos.

O fotógrafo Canindé Santos registrou todas as descobertas que ficaram durante séculos escondidas pelas águas. Para Canindé, é uma forma de manter viva a memória da cidade. "Isso é importante para conscientizar as pessoas sobre a história de Extremoz desde a época dos índios. E também sobre as batalhas com portugueses e holandeses que aqui estiveram", destacou Canindé Santos.

Fonte
G1

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Rio Xingu,novamente..

A hidrelétrica de Belo Monte vai abrir caminho para um grande projeto de exploração de ouro na Volta Grande do Rio Xingu, o trecho que será mais impactado pela obra, com a perda de até 80% de sua vazão. A companhia Belo Sun Mining Corporation, com sede no Canadá, apresenta o empreendimento como o “maior projeto de ouro em desenvolvimento no Brasil”.

A previsão é de um investimento total de pouco mais de US$ 1 bilhão e de que, em 11 anos de operação, deverão ser produzidas 51,2 toneladas de ouro, uma média de 4,6 toneladas de ouro por ano.

O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) já começou a investigar o projeto Belo Sun Mining, que está sendo licenciado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema).

O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto, no entanto, não leva em consideração a barragem e por isso não avalia os impactos cumulativos que um empreendimento desse porte poderá causar numa região sob severo dano ambiental. A hidrelétrica só é mencionada na parte sobre fornecimento de energia, mas na verdade a mudança na vazão e no curso do rio vai viabilizar a implantação da mina pela Belo Sun Mining Corporation.
A procuradora da República Thais Santi questiona a realização de um empreendimento desse porte em uma área já fragilizada com a instalação da usina de Belo Monte, justamente a região que é afetada pelo desvio da vazão do Xingu para alimentar as turbinas da hidrelétrica.
O MPF questiona a ausência de informações sobre impactos aos indígenas na Volta Grande. Não há estudos e a Fundação Nacional do Índio (Funai) sequer foi consultada para o licenciamento.
O MPF solicitou ao Departamento Nacional de Produção Mineral informações sobre as licenças de exploração que a empresa Belo Sun Mining Corporation tenha na região do Xingu. De acordo com o site da empresa, trata-se de um empreendimento com sede no Canadá e “portfolio” no Brasil.

- Belo Sun Mining está pesquisando ouro ao longo dos cinturões mais ricos em minério no norte do Brasil, uma região com vasta riqueza mineral e uma indústria mineradora vibrante e moderna. O Brasil tem uma indústria de mineração de importância mundial com um potencial de exploração considerável. O Brasil também tem clima político favorável, com um código de mineração recentemente modernizado e, apesar destas condições geológicas, permanece largamente inexplorado – diz o site da empresa na internet.

A companhia informa que detém os direitos de pesquisa e lavra em uma área de 1.305 quilômetros quadrados que é conhecida pela mineração artesanal. É uma das preocupações do MPF, já que, de acordo com os moradores das ilhas da Volta Grande do Xingu, eles ainda detém os direitos de lavra na região.


Nota do Blogueiro
Quando as sacanagens com os brasileiros irão acabar?
Nesse caso,em especial aos indígenas,que são os que mais estão sendo prejudicados(sacaneados),LITERALMENTE EM TODOS SENTIDOS!

Outras postagens sobre o Xingu
Irmãos Villas Bôas
Não a Usina de Belo Monte II
Não a Usina de Belo Monte
Explorador Percy Fawcett

Fonte;
Terra

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pesquisas identificam mais de 50 sítios arqueológicos no Rio Madeira

Tesouro arqueológico é recuperado e catalogado em Rondônia. 500 mil peças foram coletadas e estão em fase de análise em Porto Velho.

Cada pedacinho é uma parte da história da Amazônia. Quinhentas mil peças foram coletadas por professores, estudantes, pesquisadores de arqueologia e de história da Universidade Federal de Rondônia. O trabalho é fruto de uma parceria com o Museu de Arqueologia da USP.
Alguns objetos datam de mais de 8.100 anos atrás. O material em cerâmica e lítico está em um laboratório em Porto Velho.

Entre as relíquias encontradas nos sítios arqueológicos, uma delas chama a atenção: um vaso indígena do século 10 feito de cerâmica e pintado com óxido de ferro, um mineral comum na região.
Os estudos dos arqueólogos apontam que ele era usado em rituais indígenas, como a preparação de bebidas fermentadas.
Todo o material foi coletado entre 2008 e 2011 em um raio de 150 quilômetros nas duas margens do Rio Madeira e nas ilhas, território que antes era seco, mas hoje virou reservatório da Usina de Santo Antônio.

A usina é uma das hidrelétricas em construção no Rio Madeira. Apenas um sítio arqueológico, um dos maiores, não foi encoberto e as pesquisas vão continuar.
Ao todo, 58 sítios arqueológicos no entorno da usina foram identificados pelos pesquisadores. 43 são pré-coloniais, que existiam antes do processo de colonização.
O trabalho é coordenado pela arqueóloga Silvana Suze. Ela explica que vai ser possível conhecer um pouco das tribos que viveram naquela época. O Rio Madeira é testemunha da passagem de diversos povos e não haviam registros sobre isso até hoje.
Carlos Zimpel, professor de arqueologia da Universidade Federal, destaca que uma boa parcela da população que colonizou a Amazônia e o Baixo Amazonas pode ter passado pelo local.

Fonte;
G1

domingo, 15 de abril de 2012

Irmãos Villas Bôas

Nascidos na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, com a morte dos pais, Agnello e Arlinda Villas-Bôas, a cidade de São Paulo já não prendia os irmãos. Vieram do interior paulista para a Capital pois o pai, Agnello, advogado, havia sido convidado por um escritório do ramo.
Orlando(1914-2002), Cláudio(1916-1998) e Leonardo(1918-1961) tomaram parte desde as primeiras atividades da vanguarda da Expedição Roncador-Xingu criada pelo governo federal no início de 1943 com o objetivo de conhecer e desbravar as áreas mostradas em branco nas cartas geográficas brasileiras. O índio apareceria, mais tarde, diante da expedição como um "obstáculo". Posteriormente foram designados chefes da expedição.
Em face disso foram acelerados todos os trabalhos em andamento, possibilitando assim que fosse vencida a grande e difícil etapa Rio das Mortes - Alto Xingu. A segunda etapa, ainda mais longa Xingu - Serra do Cachimbo - Tapajós, deixou no roteiro uma dezena de campos de pouso. Alguns desses campos - Aragarças, Xavantina, Xingu, Cachimbo, e Jacareacanga, foram mais tarde transformados em Bases Militares e em importantes pontos de apoio de rotas aéreas nacionais e transcontinentais pelo Ministério da Aeronáutica. Outros campos intermediários como o Kuluene, Xingu, Posto Leonardo Villas-Bôas, Diauarum, Telles Pires e Kren-Akôro, tornaram-se Postos de assistência aos índios. Leonardo, Cláudio e Orlando foram os principais idealizadores e participaram do grupo integrado pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, Heloísa Alberto Torres – então diretora do Museu Nacional, Café Filho - então vice-presidente da República, brigadeiro Raimundo Vasconcelos de Aboim, Darcy Ribeiro e José Maria da Gama Malcher - diretor do Serviço de Proteção aos Índios, que, pleiteou ao presidente da República a criação do Parque Nacional do Xingu. A criação desse parque visava a preservar a fauna e a flora ainda intocadas da região, assim como resguardar as culturas indígenas da área. Dessa reunião também participou o médico sanitarista Noel Nutels. Orlando e Cláudio Villas-Bôas.Como decorrência dos esforços envidados pelos irmãos Villas-Bôas e pelo auxílio das personalidades citadas, foi criado, em 1961, o Parque Nacional do Xingu, a mais importante reserva indígena das Américas.
No que tange à fauna e à flora, a reserva procuraria guardar para o Brasil futuro um testemunho do Brasil do Descobrimento, considerando-se a descaracterização violenta pela qual vem passando as nossas reservas naturais. Ali, a reserva mostraria ao Sul os últimos descampados e cerrados do Brasil Central - para através de uma transição busca, mostrar ao Norte, com toda a exuberância, a Hileia Amazônica caracterizada pelas seringueiras, cachoeiras, castanheiras e as gigantescas samaumeiras. Por fim, cabe registrar que no roteiro das Expedição Roncador-Xingu, órgão da vanguarda da Fundação Brasil Central, em toda a sua extensão entre os Rios Araguaia e Mortes, Mortes e Kuluene (região da Serra do Roncador), Kuluene-Xingu (abrangendo extenso vale), Xingu-Mauritsauá (cobrindo ampla região do Rio Teles Pires ou São Manuel, alcançando, ainda, a encosta e o alto da Serra do Cachimbo, nasceram mais de quarenta municípios e vilas, quatro bases de proteção de voo do Ministério da Aeronáutica, dentre as quais se destaca a Base da Serra do Cachimbo.
O posicionamento dos irmãos Villas Bôas acerca da política indigenista brasileira, foi tributário das idéias do Marechal Rondon. Nesse sentido, mostrou-se pautado por uma intensa preocupação protecionista e preservacionista relativamente aos povos indígenas, procurando, contudo, interferir o mínimo possível na vida e na organização social desses povos. Foi com base nessas premissas que eles conduziram pacificamente o contato com todas as tribos indígenas da região do Xingu e lá implantaram uma reserva (Parque Indígena do Xingu), cuja intenção básica foi proteger e resguardar os povos indígenas xinguanos de contatos indiscriminados com as frentes de penetração de nossa sociedade.
Trata-se de um posicionamento que, em linhas gerais, caminha no sentido da orientação pacifista rondoniana, mas que, entretanto, não se restringe a ela, pois a perspectiva dos Villas Bôas não visava mais a pacificação dos índios com vistas a transformá-los em trabalhadores rurais. Ao contrário, a partir dos contatos e das relações privilegiadas que tiveram com as populações indígenas do Xingu, os irmãos Villas Bôas puderam apreender toda a riqueza cultural das mesmas, o que os levou a defender não apenas a sua integridade física, mas também sua integridade cultural.
No aspecto dos índios, os irmãos Villas-Bôas implantaram uma nova política indigenista, que, basicamente, consiste na defesa dos valores culturais dos índios, como único meio de evitar a marginalização e o desaparecimento dos grupos tribais. A partir da máxima segundo a qual “O índio só sobrevive na sua própria cultura”, os irmãos Villas-Bôas conseguiram implantar uma nova forma de relacionamento entre nossa sociedade e as comunidades indígenas brasileiras. Essa política vem sendo esposada por etnólogos e entidades científicas não só nacionais, como estrangeiras.
Os Villas-Bôas mostraram que a antiga visão que a sociedade nacional tinha acerca do índio era absolutamente equivocada. Não se tratava, portanto, de sociedades selvagens, sem regras e sem estrutura social como se narrava na época do Descobrimento do Brasil. A nova imagem do índio, trazida pelos Villas-Bôas à nossa sociedade, era a de uma sociedade equilibrada, estável, erguida sobre sólidos princípios morais e donos de um comportamento ético que sustentava uma organização tribal harmônica.

A permanência efetiva dos irmãos Villas-Bôas na área do sertão foi de 42 anos.

Obs;Álvaro Villas-Bôas, o mais novo dos irmãos não chegou a fazer trabalho de campo como os três irmãos mais velhos mas foi presidente da Funai na década de 1980.

Fonte;
Wikipédia

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Carta do Chefe Seattle, ao Presidente dos Estados Unidos

Chefe Seattle (mais corretamente conhecida como Seathl) foi um chefe Susquamish que viveu nas ilhas do Puget Sound. Ele era conhecido por sua ousadia, coragem e liderança. Ele ganhou o controle de seis das tribos locais e continuou as relações de amizade com os brancos locais que havia sido estabelecida por seu pai. Seu discurso já famoso se acreditava ter sido dada em Dezembro de 1854. Existem várias versões de sua carta, o seguinte foi fornecido por Barefoot Bob .
Carta do Chefe Seattle

"O presidente em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra. Mas como você pode comprar ou vender o céu? A terra? A idéia é estranha para nós. Se não possuímos o frescor do ar eo brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da terra é sagrado para meu povo. Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada campina, cada inseto a zumbir. Todos são sagrados na memória e na experiência de minha gente.
Conhecemos a seiva que percorre o corpo das árvores como conhecemos o sangue que corre em nossas veias. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o veado, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, o orvalho nas campinas, o calor do corpo do pônei eo homem pertencem todos à mesma família.
A água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar que ela é sagrada. Cada reflexo brilhante nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai de meu pai.
Os rios são nossos irmãos. Saciam nossa sede. Eles carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Então você deve dar aos rios a bondade que você daria a qualquer irmão.
Se lhes vendermos nossa terra, lembre-se que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que ele suporta. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro.O vento também dá às nossas crianças o espírito da vida. Então, se nós vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde o homem possa ir saborear o vento açucarado pelas flores da campina.
Você vai ensinar às suas crianças o que ensinamos aos nossos filhos? Que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une todos nós. O homem não teceu a teia da vida, ele é meramente um fio dela. Tudo o que ele faz à teia, ele faz a si mesmo.
Uma coisa sabemos: nosso Deus é também o seu Deus. A terra é preciosa para ele e ofender a terra é desprezar seu criador.
Seu destino é um mistério para nós. O que acontecerá quando os búfalos forem todos sacrificados? Os cavalos selvagens domados? O que acontecerá quando os cantos secretos da floresta são pesados ​​com o cheiro de muitos homens ea visão dos morros é apagado com fios que falam? Onde estarão as matas? Onde estará a águia? E o que é dizer adeus ao pônei arisco e depois caçar? O fim da vida eo início da sobrevivência.
Quando o último homem vermelho desaparecer com este deserto, e sua memória for apenas a sombra de uma nuvem se movendo sobre a pradaria, estas praias vão e florestas ainda estaria aqui? Haverá algum do espírito do meu povo?
Nós amamos esta terra como um recém-nascido ama o batimento cardíaco da mãe. Então, se nós vendermos nossa terra, ame-o como temos adorei. Cuidar dele, como temos cuidado para ele. Mantenha em sua mente a lembrança da terra, pois é quando você o recebe. Preserve a terra para todas as crianças, e amá-lo, como Deus nos ama.
Como somos parte da terra, você também é parte da terra. Esta terra é preciosa para nós. Também é preciosa para você.

Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. O fim do viver e o início do sobreviver."
Uma coisa que sabemos - não há um só Deus. Nenhum homem, seja ele homem ou o homem vermelho ou branco , podem ser separados. Somos todos irmãos, afinal. "

Nota do Blogueiro;
Muitas pessoas acreditam que o discurso foi escrito por um roteirista de Hollywood na década de 1970 baseado na declaração original pelo Chefe Seattle em 1854.
Isso não importa,o que importa é que essa versão foi feita baseada numa carta original, que na essência fala as mesmas coisas.
Desculpe-me a tradução de baixo nível, do texto.

Fonte;
http://www.csun.edu/~vcpsy00h/seattle.htm