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sábado, 8 de março de 2014
Água fora do planeta Terra
Cientistas descobrem vapor d'água jorrando de lua de Júpiter
Observações do Telescópio Espacial Hubble detectaram colunas de vapor.
Eles acreditam que lua coberta de gelo conserve oceano sob a superfície.
Novas observações do Telescópio Espacial Hubble mostram jatos de vapor d'água jorrando do polo sul de Europa, uma lua de Júpiter coberta de gelo. Cientistas acreditiam que a lua possa conservar um oceano sob a superfície.
Se confirmada, a descoberta poderia influenciar as avaliações dos cientistas sobre se a lua tem as condições adequadas para a vida, afirmou o cientista planetário Kurt Retherford, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste na conferência da União Geofísica Americana, em San Francisco.
"Até agora nós só vimos isso em um lugar. Portanto, tentar inferir que existe um efeito global como resultado disso é um pouco difícil neste momento", afirmou Retherford.
Pesquisadores usando o Telescópio Espacial Hubble encontraram colunas de vapor d'água de 200 km de altura em erupção na região polar no sul de Europa em dezembro de 2012.
Os jatos não foram vistos durante as observações do Hubble da mesma região em outubro de 1999 e novembro de 2012. A agora extinta nave Galileo, que fez nove passagens pela lua Europa no final dos anos 1990, também não detectou nenhuma pluma.
Júpiter tem quatro luas: Io, Europa, Ganímedes e Calisto. Cientistas acreditam que o vapor d'água possa estar escapando de fissuras no gelo polar no sul da lua Europa em razão de tensão gravitacional no ponto em que a lua está mais distante de Júpiter.
"Quando (lua) Europa está perto de Júpiter, fica tensionada e os polos se espremem, surgindo as rachaduras. Então, se move para mais longe de Júpiter, fica menos não-espremida, os polos se movem para fora e então as fendas se abrem", disse o cientista planetário Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.
As plumas também podem ser o resultado de calor friccional de blocos de gelo se esfregando ou um fortuito impacto de cometa, segundo cientistas.
Jatos semelhantes foram detectados na lua Enceladus, de Saturno, que por ter 12 vezes menos gravidade do que a lua Europa pode lançar sua plumas a uma distância muito maior no espaço.
Os cientistas acharam interessante que tanto a lua Europa como Enceladus, que está sendo estudada pela sonda Cassini, na órbita de Saturno, estejam bombeando quase a mesma quantidade de vapor d'água, basicamente 7 toneladas por segundo.
Estão planejadas novas observações do Hubble, bem como uma revisão de dados arquivados da Galileo tomados quando Europa estava mais distante de Júpiter.
Fonte
G1
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Saturno e Júpiter podem ter 'chuva de diamante'
Essa é a conclusão de dois cientistas americanos, que apresentaram sua pesquisa no encontro anual da divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Americana de Astronomia, que aconteceu em Denver, nos Estados Unidos.
Novos dados indicam que o carbono em sua forma cristalizada é abundante na atmosfera desses planetas, segundo Kevin Baines, da Universidade de Winsconsin-Madison e do Laboratório de Propulsão da Nasa. A co-autora da pesquisa é Mona Delitsky, do instituto California Speciality Engineering. A tese de Baines e Mona afirma que poderosos raios transformam o metano em partículas de carbono.
À medida que vai caindo, esse carbono entra em choque com a pressão atmosférica desses planetas, e se transformam primeiro em pedaços de grafite e, em seguida, em diamantes.
Dependendo das condições, esses "granizos" de diamante podem inclusive derreter.
Os maiores diamantes provavelmente seriam de um centímetro de diâmetro, de acordo Baines. "Seria um diamante grande o suficiente pra colocar em um anel", disse, acrescentando que seria algo que a atriz Elizabeth Taylor ficaria "orgulhosa em usar".
Os cientistas analisaram as últimas temperaturas e pré-condições de pressão no interior dos planetas, além de novos dados sobre como o carbono se comporta em diferentes condições.
A descoberta dos cientistas americanos ainda precisam ser avaliadas por outros acadêmicos, mas especialistas consultados pela BBC disseram que a possibilidade de uma chuva de diamantes "não pode ser desconsiderada".
"Parece válida a ideia de que há uma profunda variação dentro das atmosferas de Júpiter e ainda mais de Saturno, nas quais o carbono poderia se estabilizar como diamante", disse o professor Raymond Jeanloz, um dos responsáveis pela descoberta de que havia diamantes em Urânio e Netuno.
Fonte
BBC
domingo, 29 de setembro de 2013
Água em solo de Marte chega a 2%
Estudo publicado na edição desta semana da “Science” reune cinco grandes trabalhos e as principais conclusões alcançadas pela análise de dados do veículo robótico Curiosity na cratera Gale, na superfície de Marte. Embora outros estudos já indicassem a presença de água no planeta, é a primeira vez que se consegue registrar o seu percentual por meio da análise química de amostras de solo: 2%
Esse é um dos resultados mais emocionantes obtidos a partir da análise da primeira amostra sólida pelo Curiosity - afirmou a principal autora do estudo, Laurie Leshin. - Cerca de 2% do solo na superfície são compostos de água, o que supõe a existência de uma grande fonte de água.
A mostra analisada no estudo, do qual participam 34 cientistas, é composta de terra e pó, recolhidos numa zona arenosa da cratera. A mostra foi aquecida a uma temperatura de 835 graus Celsius, o que permtiu aos especialistas determinarem que contém cloro e oxígênio - substâncias que já haviam sido detectadas em outras regiões de Marte. As análises também sugerem a presença de materiais carbonados, que se formam na presença de água.
Segundo Laurie Leshin, a descoberta terá implicações importantes para os futuros exploradores do Planeta Vermelho.
- Agora sabemos que deve haver água abundante e facilmente acessível em Marte - afirmou. - Quando conseguirmos enviar pessoas ao planeta, elas poderão escavar a superfície para recolher amostras, aquecê-las e obter água.
Fonte
OGLOBO
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domingo, 14 de julho de 2013
Fotos espetaculares do Universo
Todos os dias, a Nasa divulga uma foto relacionada à astronomia e ciência espacial, acompanhada de uma breve explicação escrita por um especialista.
A galáxia M77 está a 47 milhões de anos-luz da Terra e possui 100 anos-luz de diâmetro. Seu núcleo compacto e brilhante é muito estudado pelos astrônomos que exploram os mistérios dos buracos negros supermassivos.
Uma câmera acoplada à sonda Cassini registrou esta imagem impressionante de um furacão no polo norte de Saturno. Enorme para os padrões terrestres, o olho dessa tempestade possui cerca de 2.000 quilômetros de largura e as nuvens na borda exterior se movimentam a mais de 500 quilômetros por hora.
Essa tempestade de Saturno foi a maior já registrada em nosso Sistema Solar. A formação das nuvens no hemisfério norte começou maior que a Terra e logo se espalhou por todo o planeta. Nessa foto, o infravermelho indica as nuvens mais baixas em tom alaranjado, e as mais altas em tons claros.
Os anéis de Saturno são vistos quase de lado, indicados pela fina linha azul no centro.
A tempestade durou cerca de seis meses.
Essa imagem do Sol é uma composição de 25 figuras gravadas em luz ultravioleta extrema pelo Solar Dynamics Observatory, que ficou em órbita entre 16 de abril de 2012 e 15 de Abril de 2013.
A imagem registra os restos da supernova mais brilhante já conhecida pelo homem. Registros do anos de 1006 D.C. mostram que ela iluminava o céu noturno de regiões agora conhecidas como China, Egito, Iraque, Itália, Japão e Suíça. A nuvem de detritos gerada pela explosão estelar promove um show de luz cósmica até os dias de hoje. Estima-se que a explosão tenha ocorrido 7 mil anos antes da luz alcançar a Terra''.
Essa nuvem de poeira interestelar foi formada por ventos estelares e radiação. A foto foi tirada pelo telescópio espacial Hubble.
A câmara da sonda Voyager 2 capturou, em 1989, Netuno e Tritão juntos em fase crescente. Essa figura jamais poderia ter sido tomada a partir da Terra, pois a fase crescente de Netuno nunca pode ser observada daqui. Netuno é menor e mais maciço do que Urano, tem vários anéis escuros, e emite mais luz do que recebe do Sol.
Essa imagem mostra a erupção solar mais forte desse ano até agora. Foi registrada em 11 de abril pelo Solar Dynamics Observatory.
Vista deslumbrante da Terra captada por uma estação espacial em órbita.
Fonte
Super Interessante
A galáxia M77 está a 47 milhões de anos-luz da Terra e possui 100 anos-luz de diâmetro. Seu núcleo compacto e brilhante é muito estudado pelos astrônomos que exploram os mistérios dos buracos negros supermassivos.
Uma câmera acoplada à sonda Cassini registrou esta imagem impressionante de um furacão no polo norte de Saturno. Enorme para os padrões terrestres, o olho dessa tempestade possui cerca de 2.000 quilômetros de largura e as nuvens na borda exterior se movimentam a mais de 500 quilômetros por hora.
Essa tempestade de Saturno foi a maior já registrada em nosso Sistema Solar. A formação das nuvens no hemisfério norte começou maior que a Terra e logo se espalhou por todo o planeta. Nessa foto, o infravermelho indica as nuvens mais baixas em tom alaranjado, e as mais altas em tons claros.
Os anéis de Saturno são vistos quase de lado, indicados pela fina linha azul no centro.
A tempestade durou cerca de seis meses.
Essa imagem do Sol é uma composição de 25 figuras gravadas em luz ultravioleta extrema pelo Solar Dynamics Observatory, que ficou em órbita entre 16 de abril de 2012 e 15 de Abril de 2013.
A imagem registra os restos da supernova mais brilhante já conhecida pelo homem. Registros do anos de 1006 D.C. mostram que ela iluminava o céu noturno de regiões agora conhecidas como China, Egito, Iraque, Itália, Japão e Suíça. A nuvem de detritos gerada pela explosão estelar promove um show de luz cósmica até os dias de hoje. Estima-se que a explosão tenha ocorrido 7 mil anos antes da luz alcançar a Terra''.
Essa nuvem de poeira interestelar foi formada por ventos estelares e radiação. A foto foi tirada pelo telescópio espacial Hubble.
A câmara da sonda Voyager 2 capturou, em 1989, Netuno e Tritão juntos em fase crescente. Essa figura jamais poderia ter sido tomada a partir da Terra, pois a fase crescente de Netuno nunca pode ser observada daqui. Netuno é menor e mais maciço do que Urano, tem vários anéis escuros, e emite mais luz do que recebe do Sol.
Essa imagem mostra a erupção solar mais forte desse ano até agora. Foi registrada em 11 de abril pelo Solar Dynamics Observatory.
Vista deslumbrante da Terra captada por uma estação espacial em órbita.
Fonte
Super Interessante
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domingo, 2 de junho de 2013
Água em Marte
Cientistas agora têm provas definitivas de que muitas das paisagens observadas em marte foram, de fato, atravessadas por cursos d'água.
Há tempos já se acreditava que os vales, canais e deltas vistos da órbita eram obra da erosão provocada pela água, e o jipe-robô Curiosity, da Nasa, acaba de oferecer "provas de solo" disso.
Pesquisadores relatam que sua observação de pedregulhos arredondados no solo da cratera de 150 km Gale, no Planeta Vermelho. Sua aparência suave é idêntica à de cascalhos encontrados em rios da Terra.Fragmentos de rocha que se chocam pelo leito de um curso d'água perdem suas arestas; e quando esses pedregulhos se acomodam, costumam se alinhar de forma sobreposta.
O jipe-robô Curiosity observou isso em diversas áreas na base da cratera Gale.
É uma confirmação de que a água teve um papel em esculpir não apenas a cratera, mas muitas das outras formas geográficas vistas no planeta.
Ao longo de décadas, especulamos que a superfície de Marte teria sido esculpida pela água, mas esta é a primeira vez em que podemos ver os remanescentes de um fluxo (d'água)", diz à BBC News Rebecca Williams, do Planetary Science Institute, nos EUA. A Nasa anunciou a descoberta dos pedregulhos em setembro do ano passado, apenas sete semanas depois de o Cusiosity ter aterrissado em Gale.
Desde então, pesquisadores têm estudado os detalhes das fotos feitas pelos robôs. Agora, escreveram um artigo na revista cientítica Science - o primeiro documento acadêmico publicado sobre a missão - reforçando essa tese inicial.
O artigo descreve a natureza da área e estima as prováveis condições em que seus sedimentos se acumularam.
Os pedregulhos têm cerca de 40mm de diâmetro - grandes demais para terem sido levados pelo vento
Em muitos lugares, eles se encostam, e fotos mostram arranjos de pedregulhos alongados empilhados como em uma fileira de dominós derrubados - um clássico sinal de que ali houve atividade fluvial.
Não é possível determinar com precisão a data das formações geográficas de Marte, mas as rochas vistas pelo Curiosity provavelmente têm mais de 3 bilhões de anos.
As fotos do jipe-robô permitiram aos pesquisadores entender a velocidade e a profundidade da água que um dia passou pela cratera.
"Estimamos que a velocidade do fluxo era semelhante à de uma caminhada. Não é algo que podemos reconstruir com absoluta certeza, mas nos dá uma ideia geral", explica Sanjeev Gupta, do Imperial College, em Londres.
"Também podemos dizer que a profundidade da água variava entre a altura de um tornozelo à de uma cintura. É a primeira vez que podemos quantificar isso (em Marte), algo rotineiro na Terra."
Os pedregulhos têm tonalidades escuras ou claras - mais um indicativo de que erodiram de diferentes tipos de rocha e foram transportados de locais diferentes.
Usando um sensor remoto, o jipe-robô detectou, nas pedras mais claras, vestígios de feldspato - mineral comum na Terra e que se deteriora na presença de água. Isso sugere que as condições antes observadas em Marte não eram extremamente úmidas e que os pedregulhos foram levados por uma distância pequena, talvez 10 a 15 km.
Isso condiz com observações de satélites sobre o que parecia ser uma rede de antigos rios ou córregos ao norte de Gale.
O Curiosity deve retornar nas próximas semanas rumo ao Monte Sharp, no centro da cratera. A expectativa dos cientistas é de que, no caminho, o jipe-robô passe por cenários semelhantes de rochas e tire novas fotos - agora, com resolução ainda melhor, que traga ainda mais detalhes dessas formações.
Fonte
BBC
Há tempos já se acreditava que os vales, canais e deltas vistos da órbita eram obra da erosão provocada pela água, e o jipe-robô Curiosity, da Nasa, acaba de oferecer "provas de solo" disso.
Pesquisadores relatam que sua observação de pedregulhos arredondados no solo da cratera de 150 km Gale, no Planeta Vermelho. Sua aparência suave é idêntica à de cascalhos encontrados em rios da Terra.Fragmentos de rocha que se chocam pelo leito de um curso d'água perdem suas arestas; e quando esses pedregulhos se acomodam, costumam se alinhar de forma sobreposta.
O jipe-robô Curiosity observou isso em diversas áreas na base da cratera Gale.
É uma confirmação de que a água teve um papel em esculpir não apenas a cratera, mas muitas das outras formas geográficas vistas no planeta.
Ao longo de décadas, especulamos que a superfície de Marte teria sido esculpida pela água, mas esta é a primeira vez em que podemos ver os remanescentes de um fluxo (d'água)", diz à BBC News Rebecca Williams, do Planetary Science Institute, nos EUA. A Nasa anunciou a descoberta dos pedregulhos em setembro do ano passado, apenas sete semanas depois de o Cusiosity ter aterrissado em Gale.
Desde então, pesquisadores têm estudado os detalhes das fotos feitas pelos robôs. Agora, escreveram um artigo na revista cientítica Science - o primeiro documento acadêmico publicado sobre a missão - reforçando essa tese inicial.
O artigo descreve a natureza da área e estima as prováveis condições em que seus sedimentos se acumularam.
Os pedregulhos têm cerca de 40mm de diâmetro - grandes demais para terem sido levados pelo vento
Em muitos lugares, eles se encostam, e fotos mostram arranjos de pedregulhos alongados empilhados como em uma fileira de dominós derrubados - um clássico sinal de que ali houve atividade fluvial.
Não é possível determinar com precisão a data das formações geográficas de Marte, mas as rochas vistas pelo Curiosity provavelmente têm mais de 3 bilhões de anos.
As fotos do jipe-robô permitiram aos pesquisadores entender a velocidade e a profundidade da água que um dia passou pela cratera.
"Estimamos que a velocidade do fluxo era semelhante à de uma caminhada. Não é algo que podemos reconstruir com absoluta certeza, mas nos dá uma ideia geral", explica Sanjeev Gupta, do Imperial College, em Londres.
"Também podemos dizer que a profundidade da água variava entre a altura de um tornozelo à de uma cintura. É a primeira vez que podemos quantificar isso (em Marte), algo rotineiro na Terra."
Os pedregulhos têm tonalidades escuras ou claras - mais um indicativo de que erodiram de diferentes tipos de rocha e foram transportados de locais diferentes.
Usando um sensor remoto, o jipe-robô detectou, nas pedras mais claras, vestígios de feldspato - mineral comum na Terra e que se deteriora na presença de água. Isso sugere que as condições antes observadas em Marte não eram extremamente úmidas e que os pedregulhos foram levados por uma distância pequena, talvez 10 a 15 km.
Isso condiz com observações de satélites sobre o que parecia ser uma rede de antigos rios ou córregos ao norte de Gale.
O Curiosity deve retornar nas próximas semanas rumo ao Monte Sharp, no centro da cratera. A expectativa dos cientistas é de que, no caminho, o jipe-robô passe por cenários semelhantes de rochas e tire novas fotos - agora, com resolução ainda melhor, que traga ainda mais detalhes dessas formações.
Fonte
BBC
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
Planetas 'habitáveis'
A Nasa, a agência espacial americana, anunciou a descoberta dos dois planetas mais "habitáveis" já descobertos.
Eles são ligeiramente maiores que a Terra e orbitam uma estrela a 1.200 anos-luz da Terra.
Segundo os cientistas, os dois planetas têm a dimensão correta e estão a uma distância ideal da estrela hospedeira para criar as condições para a existência de água em sua superfície.
Os dois planetas, batizados de Kepler-62e e Kepler-62f, foram detectados pelo telescópio Kepler. O Kepler já havia detectado mais de 600 planetas, muitos deles parecidos com a Terra, mas até agora nenhum com condições tão propícias para a existência de vida.
Eles podem ser chamados de "superterras", pois suas dimensões são maiores do que as do nosso planeta, cerca de uma vez e meia o diâmetro da Terra.
Os pesquisadores afirmam que o tamanho destes planetas sugere que eles sejam rochosos, como a Terra, ou compostos em sua maior parte de gelo. Certamente eles parecem pequenos demais para serem planetas gasosos como Netuno ou Júpiter.
Os planetas 62e e o 62f também parecem estar a uma distância adequada da estrela que orbitam e isto faz com que eles recebam uma quantidade tolerável de energia. Não são quentes demais nem frios demais.
A equipe de cientistas afirma ainda que, com o tipo certo de atmosfera, é razoável especular que estes planetas possam ter água em estado líquido, uma condição que todos aceitam como necessária para o estabelecimento da vida.
"Declarações sobre a habitabilidade de um planeta sempre dependem de pressupostos", afirmou Lisa Kaltenegger, especialista em teorias sobre atmosferas de exoplanetas e que participa do grupo que descobriu estes novos planetas.
"Vamos supor que os planetas Kepler-62e e o 62f são mesmo rochosos, como o raio deles indica. Vamos supor ainda mais que eles têm água e sua composição atmosférica é parecida com a da Terra, dominada por nitrogênio e contendo água e dióxido de carbono", acrescentou a pesquisadora do Instituto Max Planck para Astronomia, em Heidelberg.
"Neste caso, os dois planetas podem ter água líquida na superfície: Kepler-62f recebe menos radiação de sua estrela que a Terra do Sol e, portanto, precisa de mais gases de efeito estufa, por exemplo, mais dióxido de carbono, do que a Terra, para não congelar."
"O Kepler-62e está mais perto de sua estrela, e precisa de uma cobertura de nuvens maior, suficiente para refletir parte da radiação da estrela e permitir água líquida em sua superfície."
Mas, a tecnologia atual não permite a confirmação de nenhuma destas especulações. Com telescópios mais avançados, os cientistas afirmam ser possível enxergar além do brilho intenso da estrela destes planetas e observar apenas a luz fraca que passa através da atmosfera de um pequeno mundo ou que é refletida por sua superfície.
Isto permitiria detectar assinaturas químicas associadas com gases atmosféricos específicos e talvez até alguns processos na superfície dos planetas.
No passado, os pesquisadores já falaram em tentar detectar um marcador de clorofila, o pigmento das plantas que tem um papel crucial na fotossíntese.
Fonte
IG
Segundo os cientistas, os dois planetas têm a dimensão correta e estão a uma distância ideal da estrela hospedeira para criar as condições para a existência de água em sua superfície.
Os dois planetas, batizados de Kepler-62e e Kepler-62f, foram detectados pelo telescópio Kepler. O Kepler já havia detectado mais de 600 planetas, muitos deles parecidos com a Terra, mas até agora nenhum com condições tão propícias para a existência de vida.
Eles podem ser chamados de "superterras", pois suas dimensões são maiores do que as do nosso planeta, cerca de uma vez e meia o diâmetro da Terra.
Os pesquisadores afirmam que o tamanho destes planetas sugere que eles sejam rochosos, como a Terra, ou compostos em sua maior parte de gelo. Certamente eles parecem pequenos demais para serem planetas gasosos como Netuno ou Júpiter.
Os planetas 62e e o 62f também parecem estar a uma distância adequada da estrela que orbitam e isto faz com que eles recebam uma quantidade tolerável de energia. Não são quentes demais nem frios demais.
A equipe de cientistas afirma ainda que, com o tipo certo de atmosfera, é razoável especular que estes planetas possam ter água em estado líquido, uma condição que todos aceitam como necessária para o estabelecimento da vida.
"Declarações sobre a habitabilidade de um planeta sempre dependem de pressupostos", afirmou Lisa Kaltenegger, especialista em teorias sobre atmosferas de exoplanetas e que participa do grupo que descobriu estes novos planetas.
"Vamos supor que os planetas Kepler-62e e o 62f são mesmo rochosos, como o raio deles indica. Vamos supor ainda mais que eles têm água e sua composição atmosférica é parecida com a da Terra, dominada por nitrogênio e contendo água e dióxido de carbono", acrescentou a pesquisadora do Instituto Max Planck para Astronomia, em Heidelberg.
"Neste caso, os dois planetas podem ter água líquida na superfície: Kepler-62f recebe menos radiação de sua estrela que a Terra do Sol e, portanto, precisa de mais gases de efeito estufa, por exemplo, mais dióxido de carbono, do que a Terra, para não congelar."
"O Kepler-62e está mais perto de sua estrela, e precisa de uma cobertura de nuvens maior, suficiente para refletir parte da radiação da estrela e permitir água líquida em sua superfície."
Mas, a tecnologia atual não permite a confirmação de nenhuma destas especulações. Com telescópios mais avançados, os cientistas afirmam ser possível enxergar além do brilho intenso da estrela destes planetas e observar apenas a luz fraca que passa através da atmosfera de um pequeno mundo ou que é refletida por sua superfície.
Isto permitiria detectar assinaturas químicas associadas com gases atmosféricos específicos e talvez até alguns processos na superfície dos planetas.
No passado, os pesquisadores já falaram em tentar detectar um marcador de clorofila, o pigmento das plantas que tem um papel crucial na fotossíntese.
Fonte
IG
terça-feira, 19 de março de 2013
Foto mais precisa da Via Láctea
Astrônomos publicam foto mais precisa da Via Láctea.
A fotografia enorme, e a mais precisa até hoje, foi publicada no site do Observatório Europeu do Sul (OES). O original da foto pesa 25 Gbytes.
A foto foi obtida graças ao telescópio VISTA que se encontra no Chile. No total estão representados cerca de 84 milhões de estrelas. Com a ajuda dessa foto, os astrônomos conseguiram criar o diagrama mais preciso de distribuição das estrelas segundo a sua côr e o seu brilho.
Fonte
Voz da Rússia
A fotografia enorme, e a mais precisa até hoje, foi publicada no site do Observatório Europeu do Sul (OES). O original da foto pesa 25 Gbytes.
A foto foi obtida graças ao telescópio VISTA que se encontra no Chile. No total estão representados cerca de 84 milhões de estrelas. Com a ajuda dessa foto, os astrônomos conseguiram criar o diagrama mais preciso de distribuição das estrelas segundo a sua côr e o seu brilho.
Fonte
Voz da Rússia
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Asteroide vai passar muito próximo da Terra
Um asteroide vai passar bastante próximo da Terra na próxima semana, porém não há chances de a rocha espacial atingir o planeta, de acordo com cientistas. Batizado de 2012 DA14, a pedra de 45 metros de largura vai passar a uma distância de 27,7 mil quilômetros no dia 15 de fevereiro,uma distância menor do que a mantida por satélites de comunicação na órbita terrestre. Apesar de o voo ser o mais próximo já registrado para um asteroide desse tamanho, não há razão para temer.
Se estivesse em rota de colisão com a Terra, o asteroide produziria um impacto equivalente a 2.5 megatons de TNT - o equivalente a uma bomba atômica. E essa é apenas uma das mais de 500 mil rochas espaciais ao redor do planeta. O impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres. A próxima passagem de um asteroide nas proximidades do planeta só deve acontecer em 2046 a uma distância muito maior, de 1 milhão de quilômetros.
"A Nasa pode prever com precisão o caminho do asteroide com as observações feitas, e é possível afirmar que não há chance de o asteroide entrar em rota de colisão com a Terra", informou a agência espacial americana em um comunicado. "Mesmo assim, a passagem vai fornecer uma oportunidade única para pesquisadores estudarem um objeto como esse tão de perto."
A agência espacial americana vai fazer uma entrevista coletiva sobre o fato na quinta-feira.
O 2012 DA14 foi descoberto por astrônomos há um ano. O asteroide será visível até mesmo através de binóculos e pequenos telescópios, especialmente na Ásia, Austrália e Europa Oriental. Apesar de não haver risco para os humanos, é possível que a rocha impacte algum satélite ou veículo espacial. A chance, no entanto, é pequena, segundo a Nasa.
Fonte
Terra
Se estivesse em rota de colisão com a Terra, o asteroide produziria um impacto equivalente a 2.5 megatons de TNT - o equivalente a uma bomba atômica. E essa é apenas uma das mais de 500 mil rochas espaciais ao redor do planeta. O impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres. A próxima passagem de um asteroide nas proximidades do planeta só deve acontecer em 2046 a uma distância muito maior, de 1 milhão de quilômetros.
"A Nasa pode prever com precisão o caminho do asteroide com as observações feitas, e é possível afirmar que não há chance de o asteroide entrar em rota de colisão com a Terra", informou a agência espacial americana em um comunicado. "Mesmo assim, a passagem vai fornecer uma oportunidade única para pesquisadores estudarem um objeto como esse tão de perto."
A agência espacial americana vai fazer uma entrevista coletiva sobre o fato na quinta-feira.
O 2012 DA14 foi descoberto por astrônomos há um ano. O asteroide será visível até mesmo através de binóculos e pequenos telescópios, especialmente na Ásia, Austrália e Europa Oriental. Apesar de não haver risco para os humanos, é possível que a rocha impacte algum satélite ou veículo espacial. A chance, no entanto, é pequena, segundo a Nasa.
Fonte
Terra
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Os icebergs do Titã
Lua de Saturno, Titã é o lar de lagos de "icebergs" de hidrocarbonetos que poderiam formar formas exóticas de vida.
Pesquisadores da Nasa dizem que a nova teoria também pode explicar os grandes lagos e mares na lua. "Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar uma forma exótica de vida", disse Jonathan Lunine, da Universidade Cornell, que é co-autor do estudo.
Titã é o "único" , em nosso sistema solar com corpos estáveis de líquido em sua superfície.( além da Terra)
No entanto, enquanto o ciclo de precipitação do nosso planeta envolve água, o ciclo de Titã envolve hidrocarbonetos como etano e metano.
Etano e metano são moléculas orgânicas, que os cientistas pensam que pode ser a química mais complexa de onde a vida pode surgir.
Cassini viu uma vasta rede desses mares de hidrocarbonetos no hemisfério norte de Titã, enquanto um conjunto mais esporádica de lagos no hemisfério sul. Os cientistas da Cassini assumiu que os lagos de Titã não teria o gelo flutuante, porque o metano sólido é mais denso do que o metano líquido e afundaria.
Mas o novo modelo, revelou considera a interação entre os lagos e a atmosfera, resultando em diferentes misturas de composições, bolsões de gás nitrogênio, e as mudanças de temperatura.
Os cientistas descobriram, que o gelo no inverno vai flutuar em lagos ricos de metano e etano , se a temperatura estiver abaixo do ponto de congelação do metano - menos 297 graus Fahrenheit (90,4 graus Kelvin).
"Nós agora sabemos que é possível obter metano e etano rico em gelo sobre o congelamento, em blocos finos que congelar juntos(como ele fica mais frio), similar ao que vemos com o gelo do mar Ártico no início do inverno", disse Jason Hofgartner, primeiro autor do estudo e Ciências Naturais e Engenharia do Conselho de Pesquisa do Canadá estudioso da Universidade de Cornell.
"Nós vamos querer ter essas condições,levando em consideração se queremos explorar a superfície de Titã algum dia."
Fonte
Daily mail
Pesquisadores da Nasa dizem que a nova teoria também pode explicar os grandes lagos e mares na lua. "Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar uma forma exótica de vida", disse Jonathan Lunine, da Universidade Cornell, que é co-autor do estudo.
Titã é o "único" , em nosso sistema solar com corpos estáveis de líquido em sua superfície.( além da Terra)
No entanto, enquanto o ciclo de precipitação do nosso planeta envolve água, o ciclo de Titã envolve hidrocarbonetos como etano e metano.
Etano e metano são moléculas orgânicas, que os cientistas pensam que pode ser a química mais complexa de onde a vida pode surgir.
Cassini viu uma vasta rede desses mares de hidrocarbonetos no hemisfério norte de Titã, enquanto um conjunto mais esporádica de lagos no hemisfério sul. Os cientistas da Cassini assumiu que os lagos de Titã não teria o gelo flutuante, porque o metano sólido é mais denso do que o metano líquido e afundaria.
Mas o novo modelo, revelou considera a interação entre os lagos e a atmosfera, resultando em diferentes misturas de composições, bolsões de gás nitrogênio, e as mudanças de temperatura.
Os cientistas descobriram, que o gelo no inverno vai flutuar em lagos ricos de metano e etano , se a temperatura estiver abaixo do ponto de congelação do metano - menos 297 graus Fahrenheit (90,4 graus Kelvin).
"Nós agora sabemos que é possível obter metano e etano rico em gelo sobre o congelamento, em blocos finos que congelar juntos(como ele fica mais frio), similar ao que vemos com o gelo do mar Ártico no início do inverno", disse Jason Hofgartner, primeiro autor do estudo e Ciências Naturais e Engenharia do Conselho de Pesquisa do Canadá estudioso da Universidade de Cornell.
"Nós vamos querer ter essas condições,levando em consideração se queremos explorar a superfície de Titã algum dia."
Fonte
Daily mail
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Leito de rio em Marte
Cientistas afirmam que análise de formato das pedras fotografadas pelo jipe-robô indicam grande fluxo de água .
O jipe-robô Curiosity encontrou sinais de um leito de rio que uma vez correu pela área próxima ao local onde ele pousou em Marte. Já foram encontradas provas, anteriormente, sobre a presença de água no planeta vermelho, mas está é a primeira vez que imagens de cascalho de rio são captadas.
O Curiosity pousou no solo marciano no mês passado em uma cratera próxima ao equador de Marte. Atualmente o planeta vermelho é seco e coberto de poeira, mas cientistas acreditam que no passado era mais quente e úmido.
As provas de um leito antigo vieram da análise do tamanho e da forma de pedras encontradas na Cratera Gale. De acordo com os cientistas da missão, tudo indica que o a água corria de forma vigorosa formando um rio profundo.
"A partir do tamanho de cascalhos, podemos interpretar que o fluxo de água corria a cerca de 3 metros por segundo ", disse o investigador científico do Curiosity, William Dietrich, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
"Muitos artigos têm sido escritos sobre os canais de Marte com diversas hipóteses sobre o fluxo d’água. Porém, esta é a primeira vez que estamos realmente vendo cascalho transportado por água em Marte. Esta é uma transição da especulação sobre o tamanho do material de leito à observação direta dele”, disse.
Outras postagens no Blog
Robô Curiosity, pousa em Marte
Marte o Planeta Vermelho
Vestigios de Vida em Marte
Fonte;
IG
O jipe-robô Curiosity encontrou sinais de um leito de rio que uma vez correu pela área próxima ao local onde ele pousou em Marte. Já foram encontradas provas, anteriormente, sobre a presença de água no planeta vermelho, mas está é a primeira vez que imagens de cascalho de rio são captadas.
O Curiosity pousou no solo marciano no mês passado em uma cratera próxima ao equador de Marte. Atualmente o planeta vermelho é seco e coberto de poeira, mas cientistas acreditam que no passado era mais quente e úmido.
As provas de um leito antigo vieram da análise do tamanho e da forma de pedras encontradas na Cratera Gale. De acordo com os cientistas da missão, tudo indica que o a água corria de forma vigorosa formando um rio profundo.
"A partir do tamanho de cascalhos, podemos interpretar que o fluxo de água corria a cerca de 3 metros por segundo ", disse o investigador científico do Curiosity, William Dietrich, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
"Muitos artigos têm sido escritos sobre os canais de Marte com diversas hipóteses sobre o fluxo d’água. Porém, esta é a primeira vez que estamos realmente vendo cascalho transportado por água em Marte. Esta é uma transição da especulação sobre o tamanho do material de leito à observação direta dele”, disse.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Buracos negros e galáxias 'escondidos'
Um telescópio especial detectou milhões de buracos negros supermaciços e galáxias com temperaturas extremamente altas, que estavam "escondidos" atrás de uma nuvem de poeira interestelar.
O Wide-Field Infrared Survey Explorer (Wise), telescópio da agência espacial americana Nasa, conseguiu captar comprimentos de ondas ligados ao calor dos astros, o que fez com que eles conseguissem enxergar e mapear pela primeira vez alguns dos objetos mais iluminados do Universo.
A expectativa dos cientistas é de que a descoberta os ajude a entender como as galáxias e buracos negros se formam.
Os astrônomos já sabiam que a maioria das galáxias possuem buracos negros no seu centro, que são "alimentados" com gases, poeira e estrelas ao seu redor. Às vezes, os buracos negros soltam energia suficiente para impedir a formação de estrelas.
A forma como estrelas e buracos negros evoluem juntos, no entanto, continua sendo um mistério para os cientistas. A esperança é que os dados do telescópio Wise possibilitem novas descobertas neste ramo.
O Wise tem capacidade de detectar comprimentos de onda que ficam muito além do campo de visão dos telescópios atuais. Isso permite ao equipamento fazer diversas descobertas inéditas na ciência.
O telescópio ganhou a fama de "caçador de buracos negros".
"Nós encurralamos os buracos negros", diz Daniel Stern, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), um dos autores dos três estudos que foram apresentados nesta quarta-feira.(10-9-12)
Stern e seus colegas usaram outro telescópio (Nustar) para analisar os dados dos buracos negros captados pelo Wise e apresentaram os dados em um artigo que será publicado na revista científica Astrophysical Journal.
Outros dois estudos detalham galáxias com temperaturas extremamente altas e com brilho intenso, que até recentemente não conseguiam ser detectadas. O termo em inglês para essas galáxias é "hot dust-obscured galaxies", ou hot-Dogs (que também significa "cachorro-quente", em inglês).
Mais de mil galáxias já descobertas são mais de cem vezes mais brilhantes que o Sol da Via Láctea.
Os dados da missão Wise estão sendo disponibilizados ao público, para que todos os cientistas possam contribuir nas pesquisas espaciais.
Fonte;
BBC
O Wide-Field Infrared Survey Explorer (Wise), telescópio da agência espacial americana Nasa, conseguiu captar comprimentos de ondas ligados ao calor dos astros, o que fez com que eles conseguissem enxergar e mapear pela primeira vez alguns dos objetos mais iluminados do Universo.
A expectativa dos cientistas é de que a descoberta os ajude a entender como as galáxias e buracos negros se formam.
Os astrônomos já sabiam que a maioria das galáxias possuem buracos negros no seu centro, que são "alimentados" com gases, poeira e estrelas ao seu redor. Às vezes, os buracos negros soltam energia suficiente para impedir a formação de estrelas.
A forma como estrelas e buracos negros evoluem juntos, no entanto, continua sendo um mistério para os cientistas. A esperança é que os dados do telescópio Wise possibilitem novas descobertas neste ramo.
O Wise tem capacidade de detectar comprimentos de onda que ficam muito além do campo de visão dos telescópios atuais. Isso permite ao equipamento fazer diversas descobertas inéditas na ciência.
O telescópio ganhou a fama de "caçador de buracos negros".
"Nós encurralamos os buracos negros", diz Daniel Stern, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), um dos autores dos três estudos que foram apresentados nesta quarta-feira.(10-9-12)
Stern e seus colegas usaram outro telescópio (Nustar) para analisar os dados dos buracos negros captados pelo Wise e apresentaram os dados em um artigo que será publicado na revista científica Astrophysical Journal.
Outros dois estudos detalham galáxias com temperaturas extremamente altas e com brilho intenso, que até recentemente não conseguiam ser detectadas. O termo em inglês para essas galáxias é "hot dust-obscured galaxies", ou hot-Dogs (que também significa "cachorro-quente", em inglês).
Mais de mil galáxias já descobertas são mais de cem vezes mais brilhantes que o Sol da Via Láctea.
Os dados da missão Wise estão sendo disponibilizados ao público, para que todos os cientistas possam contribuir nas pesquisas espaciais.
Fonte;
BBC
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Robô Curiosity, pousa em Marte
Maior e mais sofisticado veículo de exploração já enviado a outro planeta, o jipe-robô Curiosity , da Nasa, pousou com sucesso em Marte, às 2h31 (horário de Brasília), desta segunda-feira (6/8/12). Depois de uma viagem de 570 milhões de quilômetros no espaço - que durou oito meses e meio - o Curiosity chegou ao Planeta Vermelho para buscar pistas mais concretas sobre a possibilidade de ter existido alguma forma de vida por lá no passado.
"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração com aplausos e abraços entre o pessoal da sala de controle do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa) em Pasadena, na Califórnia (EUA). "Cratera Gale, aqui estou!", acrescentou a mensagem.
Essa é a missão mais ambiciosa e cara da Nasa a Marte, com custo de US $ 2,5 bilhões. Segundo um comunicado do subdiretor da agência espacial norte-americana, John Grunsfeld, a parte mais difícil já foi concluída. "Pousar Curiosity em Marte será a missão mais difícil já empreendida pela Nasa na história da exploração robótica planetária", destacou antes do pouso.
Lançado em 26 de novembro de 2011 de Cabo Cañaveral, o jipe de seis rodas que tem o tamanho de um carro pousou na zona do monte Sharp (5.000 metros), na cratera de Gale. Para alcançar um ponto tão preciso, a nave que transportava o Curiosity voou na alta atmosfera marciana em lugar de descer diretamente ao solo.
Os responsáveis pela missão explicam que, ao contrário das sondas precedentes, a Curiosity era muito pesada para que seu impacto no solo fosse amortecido apenas por bolas de ar. Por isso, os engenheiros da Nasa no Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, conceberam uma espécie de "guindaste" que nos últimos segundos da descida depositou o jipe-robô, do tamanho de um automóvel, delicadamente sobre o solo marciano.
Antes deste momento final, a nave espacial foi sustentada por um paraquedas gigante e experimentou os sete minutos mais críticos de toda a missão, quando passou de 21.243 km/h a 2,74 km/h.
Agora, a Nasa pode se gabar de, mais uma vez, vencer a chamada "maldição de Marte” - desde 1960, mais de quarenta missões foram organizadas para estudar nosso vizinho e mais da metade terminou em fracasso.
Fonte;
UOL
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terça-feira, 20 de março de 2012
Asteroide vai passar muito perto da Terra
A Agência Espacial Europeia (ESA), afirmou, nesta quarta-feira (15), que um asteroide recém-descoberto vai passar muito perto da Terra em 15 de fevereiro de 2013. A rocha espacial de 50 metros chegará a apenas 24 mil km de distância do nosso planeta, abaixo da altitude de muitos satélites de comunicação.
Trata-se de uma passagem tão próxima que representa menos de 7% do espaço entre a Terra e a Lua - de aproximadamente 380.000 km. Para efeito de comparação, o asteroide 2005 YU55, que chamou a atenção da mídia e pesquisadores ao se aproximar do nosso planeta em 8 de novembro de 2011, chegou a distância máxima de 325 mil km.
No entanto, a ESA descarta qualquer risco de colisão entre o asteroide e a Terra, mas ressalta a "crescente necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, uma vez que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.Batizada como 2012 DA14, a rocha foi descoberta no último dia 22 de fevereiro por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra (LSSS), localizado no sudeste da Espanha. Os gráficos orbitais mostram que o asteroide tem trajetória ao redor do Sol muito parecida com a terrestre, mas passa a maior parte do tempo bem distante do nosso planeta.
Essa trajetória é considerada incomum pelos astrônomos e, segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, “foi um dos fatores que dificultaram a observação do objeto, somado a sua grande velocidade angular, seu brilho tênue e outras características de sua órbita”.
Mas o que aconteceria se o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra? Segundo os cálculos preliminares, a rocha espacial tem 120 mil toneladas e produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século XX acima dos céus da Sibéria, destruindo cerca de 2 mil km² de floresta.
Se o mesmo impacto ocorresse em alguma grande cidade como São Paulo, as consequências seriam devastadoras. Mas os cientistas reforçam que a distância de 24 mil km é completamente segura e que o 2012 DA14 não irá se chocar com a Terra em fevereiro de 2013.
No entanto, o mesmo não se pode dizer das futuras visitas do asteroide. A partir de 2020 até 2057, o 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos do nosso planeta, sendo que a maior aproximação prevista será de apenas 448 km em 16 de fevereiro de 2040.
Para efeito de comparação, a Estação Espacial Internacional (ISS), viaja a 386 km a cima do planeta. Mas mesmo com um valor tão próximo de nossa atmosfera, as chances de impacto permanecem muito baixas segundo os cientistas da ESA.
Fonte;
MSN Noticias
Trata-se de uma passagem tão próxima que representa menos de 7% do espaço entre a Terra e a Lua - de aproximadamente 380.000 km. Para efeito de comparação, o asteroide 2005 YU55, que chamou a atenção da mídia e pesquisadores ao se aproximar do nosso planeta em 8 de novembro de 2011, chegou a distância máxima de 325 mil km.
No entanto, a ESA descarta qualquer risco de colisão entre o asteroide e a Terra, mas ressalta a "crescente necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, uma vez que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.Batizada como 2012 DA14, a rocha foi descoberta no último dia 22 de fevereiro por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra (LSSS), localizado no sudeste da Espanha. Os gráficos orbitais mostram que o asteroide tem trajetória ao redor do Sol muito parecida com a terrestre, mas passa a maior parte do tempo bem distante do nosso planeta.
Essa trajetória é considerada incomum pelos astrônomos e, segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, “foi um dos fatores que dificultaram a observação do objeto, somado a sua grande velocidade angular, seu brilho tênue e outras características de sua órbita”.
Mas o que aconteceria se o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra? Segundo os cálculos preliminares, a rocha espacial tem 120 mil toneladas e produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século XX acima dos céus da Sibéria, destruindo cerca de 2 mil km² de floresta.
Se o mesmo impacto ocorresse em alguma grande cidade como São Paulo, as consequências seriam devastadoras. Mas os cientistas reforçam que a distância de 24 mil km é completamente segura e que o 2012 DA14 não irá se chocar com a Terra em fevereiro de 2013.
No entanto, o mesmo não se pode dizer das futuras visitas do asteroide. A partir de 2020 até 2057, o 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos do nosso planeta, sendo que a maior aproximação prevista será de apenas 448 km em 16 de fevereiro de 2040.
Para efeito de comparação, a Estação Espacial Internacional (ISS), viaja a 386 km a cima do planeta. Mas mesmo com um valor tão próximo de nossa atmosfera, as chances de impacto permanecem muito baixas segundo os cientistas da ESA.
Fonte;
MSN Noticias
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Ouro e platina vieram do espaço
Cientistas britânicos dizem que metais preciosos, incluindo ouro e platina, vieram do espaço bilhões de anos atrás.Os pesquisadores da Universidade de Bristol chegaram à conclusão após analisar amostras de algumas das pedras mais antigas do mundo, na Groenlândia.
Segundo eles, os isótopos encontrados nessas formações(átomos que identificam a origem e idade dos materiais)são claramente diferentes daqueles que se originaram na Terra.
Isso confirmaria a teoria de que os metais preciosos que usamos hoje chegaram ao planeta em uma violenta chuva de meteoros quando a Terra tinha apenas 200 milhões de anos.
"Nosso trabalho mostra que a maior parte dos metais preciosos nos quais se baseiam nossas economias e muitos processos industriais foram adicionados a nosso planeta por coincidência, quando a Terra foi atingida por cerca de 20 bilhões de toneladas de material espacial”, diz Mathias Willbold, que liderou a pesquisa da Universidade de Bristol.
Durante a formação da Terra, o planeta era uma massa de minerais derretidos, que era constantemente atingida por grandes corpos cósmicos.O centro da Terra foi criado a partir de metais em estado líquido que afundaram.De acordo com os cientistas, a quantidade de ouro e outros metais preciosos presente no coração do planeta seria suficiente para cobrir toda a superfície da Terra com uma camada de quatro metros de profundidade.
A concentração de todo o ouro e outros metais no centro do planeta deveria ter deixado as camadas externas da Terra praticamente livres da presença desses materiais, por isso a origem do ouro que exploramos na superfície e no manto terrestre (a camada imediatamente abaixo da crosta terrestre) já havia sido motivo de especulações no mundo científico.O estudo publicado na revista científica Nature foi o primeiro, segundo os pesquisadores, a conseguir realizar as medidas isotópicas com a qualidade necessária para descobrir que os metais preciosos vieram do espaço.
Os cientistas dizem que estudos futuros podem tentar descobrir mais sobre os processos que fizeram com que os meteoros que atingiram a Terra se misturassem ao manto terrestre.
Em seguida, processos geológicos formaram os continentes e concentraram os metais preciosos nos depósitos de minerais que são explorados hoje.
Fonte;
BBC Brasil
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Humanidade X alienígenas
O renomado físico britânico Stephen Hawking sugeriu que os seres humanos devem evitar fazer contato com seres extraterrestres.Em uma série de documentários a ser exibida em maio no Discovery Channel, Hawking diz que é "perfeitamente racional" acreditar que pode existir vida fora da Terra, mas adverte que os alienígenas podem simplesmente roubar os recursos do planeta e ir embora.
"Se os alienígenas nos visitassem, as consequências seriam semelhantes às (que aconteceram) quando (Cristóvão) Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos", afirma.
"Nós só temos que olhar para nós mesmos para ver como vida inteligente pode evoluir para alguma coisa que não gostaríamos de encontrar."
No passado, foram enviadas sondas para o espaço levando artefatos com diagramas e desenhos mostrando a localização da Terra.
Hawking diz que a probabilidade matemática é de que existam seres vivos em outros lugares do universo mas "o verdadeiro desafio é imaginar como poderia ser a aparência dos alienígenas".
O programa especula sobre várias espécies de extraterrestres, inclusive herbívoros de duas patas e predadores semelhantes a lagartos.
Hawking admite, contudo, que a maior parte dos seres em outras partes do universo provavelmente não passará de micróbios.
Em uma série exibida recentemente na TV da BBC - Wonders of the Solar System (Maravilhas do Sistema Solar) - o físico britânico da Universidade de Manchester, Brian Cox, também sugeriu que pode haver vida em outra parte do nosso sistema solar.
Segundo Cox, pode haver organismos sob a camada de gelo que envolve Europa, uma das luas de Júpiter.
Ele afirmou que aumentam os indícios de que pode haver vida em Marte. "Nós só saberemos com certeza quando a próxima geração de naves espaciais, adaptadas para procurar vida, for lançada para as luas de Júpiter e as planícies áridas de Marte nas próximas décadas."
Fonte;
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/04/100425_hawkingalieng.shtml
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Marte o Planeta Vermelho
Marte é o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas telúricos no sistema solar, situando-se entre a Terra e a cintura de asteróides, a 1,5 UA do Sol (ou seja, a uma vez e meia a distância da Terra ao Sol).Conhecido desde a antiguidade e na mitologia helénica representa Ares, o deus da fúria e da guerra, devido à sua coloração avermelhada. O povo romano, que herdou muito da sua cultura da Grécia, chamou-lhe de Marte, nome por que hoje conhecemos.
Outras civilizações observavam também Marte no céu noturno: os egípcios conheciam-no como "Her Deschel" ou "O Vermelho". Já para os babilônios, Marte era "Nergal" ou "A Estrela da Morte".
Marte tem estações do ano, mas estas duram o dobro das estações na Terra; o ano marciano é também o dobro do terrestre (cerca de 1 ano e 11 meses terrestres). Já a duração do dia em Marte (sol) é pouco diferente do da Terra: 24 horas, 39 minutos e 35 segundos.
Marte tem aproximadamente a metade do diâmetro da Terra. É menos denso que a Terra, com cerca de 15% do volume da Terra e 11% da massa. Sua área de superfície é apenas ligeiramente inferior à área total das terras emersas da Terra. Enquanto Marte é maior e mais massivo do que Mercúrio, Mercúrio tem uma densidade mais elevada. Isso resulta em uma força gravitacional ligeiramente mais forte na superfície de Mercúrio. Marte é também mais ou menos intermediário em tamanho, massa e gravidade à superfície entre a Terra e a Lua (a Lua é cerca de metade do diâmetro de Marte, enquanto que o Terra é duas vezes maior que o de Marte, a Terra é aproximadamente dez vezes mais massivo de Marte, e a Lua dez vezes menos massiva que Marte). A aparência vermelha-alaranjada da superfície marciana é causada por óxido de ferro (III), mais comumente conhecido como hematita, ou ferrugem.
A composição da superfície é fundamentalmente de basalto vulcânico com um alto conteúdo em óxidos de ferro que proporcionam o vermelho característico da superfície. Pela sua natureza, assemelha-se com a limonite, óxido de ferro muito hidratado. Assim como na crosta da Terra e da Lua predominam os silicatos e os aluminatos, no solo de Marte são preponderantes os ferrosilicatos. Os seus três principais constituintes são, por ordem de abundância, o oxigénio, o silício e o ferro.
Marte tem dois pequenos satélites naturais: Fobos e Deimos, ambos deformados, possivelmente asteróides carbonácios capturados pelo planeta; outra teoria aponta que possam ser fragmentos de algum asteróide que tenha chocado contra MarteOs vulcões encontram-se a leste e oeste do maior sistema de desfiladeiros do sistema solar, Valles Marineris (que significa "Os vales da Mariner", conhecida como Agathadaemon nos antigos mapas de canais), com 4000 km de comprimento e 7 km de profundidade. A extensão de Valles Marineris equivale à extensão da Europa e estende-se por um quinto da superfície do planeta Marte, desde a região de Noctis Labyrinthus a oeste até ao terreno caótico a este. O Grand Canyon nos Estados Unidos não passaria de um pequeno arranhão quando comparado com este abismo. Valles Marineris formou-se pelo colapso do terreno causado pelo inchamento da área vulcânica de Tharsis, no outro lado do planeta.
No hemisfério Sul existe um velho planalto de lava basáltica semelhantes aos «mares» da Lua, e coberta por crateras do tipo lunar. No entanto, a paisagem marciana difere da nossa lua, devido à existência de uma atmosfera. Em particular, o vento carregado de poeira foi produzindo um efeito de erosão ao longo do tempo, e que arrasou muitas crateras, apesar de ainda conter um número considerável. Assim, por conseguinte, existem muito menos crateras que na Lua, apesar de se situar mais perto da cintura de asteróides. A maior parte das crateras que resistiram estão mais ou menos devastadas pela erosão. Muitas das crateras mais recentes têm uma morfologia que sugere que a superfície estava húmida quando ocorreu o impacto.
A atmosfera marciana é uma atmosfera rarefeita de dióxido de carbono, mas no passado teria sido abundante com precipitações, chuvas. Apesar disto, Marte apresenta muitas particularidades curiosas, como neve carbônica, calotas polares de gelo seco, tempestades de poeira e redemoinhos.
Ao contrário do céu azul da Terra, Marte tem um céu amarelo-acastanhado, excepto durante o nascer e o pôr-do-sol, quando adquire uma tonalidade rosa e vermelha. Se a atmosfera fosse limpa de poeira, o céu de Marte seria tão azul como o da Terra. Em alturas em que há menos poeira, a cor do céu é então mais próxima do azul da Terra.
Em Marte, as auroras são diferentes das observadas no resto do sistema solar. Ao contrário do que sucede na Terra, não ocorrem nos pólos como na Terra, devido à inexistência em Marte de um campo magnético global. Assim, as auroras acontecem onde existem anomalias magnéticas na crosta marciana, que são restos dos dias nos quais Marte tinha um campo magnético.
Em 1969, as fotos obtidas pela Mariner revelaram algo de diferente no sul de Marte, em Hellas, região marciana circular de aproximadamente 2,5 milhões de quilómetros quadrados. Ao contrário de todas as outras regiões anteriormente fotografadas, Hellas apresentava-se desprovida de crateras.Noachis está crivada de crateras em número normal; a seguir a Noachis situa-se Hellespontus, no interior de Hellas e não apresenta qualquer cratera. Sabendo-se que toda a superfície marciana foi fortemente bombardeada por meteoritos, a ausência de crateras nesta área resultaria de uma força niveladora, força essa que poderia estar relacionada com uma invulgar concentração de calor e humidade, condições propícias à evolução da vida.
Outro dado curioso caracteriza a região de Hellas, as mudanças de cor conforme as estações, escurecendo na Primavera e tornando-se de novo mais clara no Outono. Isto levou a que se sugerisse que, durante a Primavera, na região havia um surto periódico de vegetação.
Uma imagem tirada no ano 2000 procurava desvendar o antigo mistério. A imagem mostrava evidências de água submersa (que emerge à superfície), tempestades de areia e congelação que indicam uma mudança sazonal. Desconhece-se que materiais terão produzido o brilho uniforme no terreno de Hellas.
Fonte;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_(planeta)
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Sexta Lua de Saturno,Encélado
Encélado é a sexta maior lua de Saturno. foi descoberto por Frederick William Herschel em 28 de agosto de 1789, durante a primeira utilização do telescópio de 1,2 m ,até então o maior do mundo.Herschel observou pela primeira vez Enceladus, em 1787, mas em seu menor, 16,5 telescópio cm, a lua não foi reconhecido.Devido a não se derreta Enceladus magnitude aparente (11,7m) e sua proximidade com brilhantes de Saturno e seus anéis muito, Enceladus é difícil observar da Terra, exigindo um telescópio com um espelho de 15 -30 centímetros de diâmetro, dependendo das condições atmosféricas e poluição luminosa. Como muitos outros satélites de Saturno descobertos antes da Era Espacial.Enceladus foi observada pela primeira vez durante um anel de passagem, quando a Terra está dentro do plano dos anéis durante o equinócio de Saturno. Durante estes períodos, Enceladus é mais fácil de observar, devido à redução no brilho dos anéis. Até que as duas Sonda Voyager passou perto dela no início de 1980, muito pouco se sabe sobre esta pequena lua além da identificação de gelo de água em sua superfície. As Voyager mostraram que o diâmetro de Enceladus é apenas 500 km (310 milhas), cerca de um décimo do que da maior lua de Saturno, Titã, e reflete quase toda a luz que o atinge. Voyager 1 descobriu que Enceladus orbitou na parte mais densa de Saturno difuso anel E, indicando uma possível associação entre os dois, enquanto que a Voyager 2 revelou que, apesar do pequeno tamanho da lua, que tinha uma grande variedade de terrenos que variam de idade, fortemente crateras superfícies para jovens, tectonicamente deformadas terreno, com algumas regiões com idades tão jovens como superfície de 100 milhões de anos.

Encélado é um dos maiores satélites de interiores de Saturno. É o décimo quarto satélite, quando solicitado pela distância de Saturno e orbita dentro da parte mais densa do anel E, o mais externo dos de anéis de Saturno, uma ampla, mas muito difusas disco extremamente de gelo microscópicos ou material empoeirado, começando na órbita de Mimas e terminando em algum lugar ao redor da órbita de Réia.
Enceladus orbita Saturno a uma distância de 238,000 km do planeta é o centro e 180.000 km de seu topo das nuvens, entre as órbitas de Mimas e Tétis, exigindo 32,9 horas para girar uma vez (com rapidez suficiente para a sua moção a ser observada ao longo de uma única noite de observação) . Enceladus está atualmente em uma média de 2:01 movimento ressonância orbital com Dione, completando duas órbitas de Saturno para cada uma órbita completado por Dione. Isso ajuda a manter a ressonância orbital excentricidade de Enceladus (0,0047) e fornece uma fonte de aquecimento para a atividade geológica Enceladus
Em 2005, a Cassini espaçonave realizado vários voos rasantes perto de Enceladus, revelando a superfície da lua e do meio ambiente em maior detalhe. Em particular, a sonda descobriu uma rica pluma de água de descarga de lua sul da região polar.
Esta descoberta, juntamente com a presença de escapar do calor interno e muito poucos (se houver) crateras de impacto na região polar sul, mostra que Encelado é geologicamente ativa hoje. Luas em sistemas de satélites extensa de gigantes gasosos, muitas vezes ficam presas em ressonância orbital que conduzem ao trabalho forçado excentricidade orbital, proximidade com o planeta pode levar a aquecimento por marés de satélite do interior, oferecendo uma explicação possível para a atividade.No final de 2008, os cientistas observaram que vomitam do vapor de água da superfície de Enceladus. Isso pode indicar a presença de água líquida, que pode também tornar possível que Enceladus para sustentar a vida.
Em 13 de agosto de 2009 os cientistas anunciaram que a análise do vapor vomitam do pólo sul de Enceladus contêm níveis anormalmente elevados de sal nos grãos de gelo. Além disso, a sonda Cassini descobriu traços de compostos orgânicos, tais como carbonatos e grãos de poeira. Todos estes juntos as evidências de que existe um oceano sob a superfície da lua. As partículas de poeira pode ser capaz de fornecer detalhes que normalmente requerem a perfuração de obter.
Fonte;
http://en.wikipedia.org/wiki/Enceladus_(moon)
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Vestigios de Vida em Marte

Pesquisadores americanos identificaram rochas que, acreditam, poderiam conter restos fossilizados de vida em Marte.
A equipe de pesquisadores identificou rochas antigas da Nili Fossae, uma das fossas existentes na superfície do planeta.
O trabalho dos pesquisadores revelou que essa vala em Marte é equivalente a uma região na Austrália onde algumas das mais antigas evidências de vida na Terra haviam sido enterradas e preservadas em forma mineral.
A equipe, coordenada por um cientista do Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, acredita que os mesmos processos hidrotermais que preservaram as evidências de vida na Terra podem ter ocorrido em Marte na Nili Fossae.
As rochas têm até 4 bilhões de anos, o que significa que elas já existiam nos últimos três quartos da história de Marte.
Carbonatos
Quando, em 2008, cientistas descobriram carbonatos nessas rochas de Marte, provocaram grande alvoroço na comunidade científica, já que os carbonatos eram procurados havia tempos como prova definitiva de que o planeta vermelho era habitável e que poderia ter existido vida por lá.
Os carbonatos são produzidos pela decomposição de material orgânico enterrado, se esse material não é transformado em hidrocarbonetos.
O mineral é produzido pelos restos fossilizados de carapaças e ossos, e permite uma maneira de investigar a vida que existia nos primórdios da Terra.
Na nova pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Earth and Planetary Science Letters, os cientistas avançaram a partir da identificação dos carbonatos em Marte.
Missão da Nasa
O coordenador do estudo, Adrian Brown, usou um instrumento a bordo de uma missão da Nasa estudar as rochas da Nili Fossae com raios infravermelhos.
Eles depois usaram a mesma técnica para estudar rochas na área do noroeste da Austrália chamada Pilbara.
“Pilbara é uma parte da Terra que conseguiu se manter na superfície por uns 3,5 bilhões de anos, ou três quartos da história do planeta”, disse Brown à BBC.
“Isso permite a nós termos uma pequena janela para observar o que estava acontecendo na Terra em seus estágios iniciais”, explicou.
Os cientistas acreditam que micróbios formaram há bilhões de anos algumas das características distintivas das rochas de Pilbara.
O novo estudo revelou que as rochas da Nili Fossae são muito semelhantes às rochas de Pilbara em sua composição mineral.
Brown e seus colegas acreditam que isso mostra que os vestígios de vida que possa ter existido no início da história de Marte podem estar enterrados nesse local.
“Se havia vida suficiente para formar camadas, para produzir corais ou algum tipo de bolsões de micróbios, enterrados em Marte, a mesma dinâmica que ocorreu na Terra pode ter ocorrido ali”, disse. Por isso, segundo ele, que os dois locais são tão parecidos.

Pouso
Brown e muitos outros cientistas esperavam que poderiam logo ter a oportunidade de estudar mais de perto as rochas de Nili Fossae.
O local havia sido marcado como um potencial local de pouso de uma nova missão para Marte, a ser lançada em 2011 pela Nasa.
Mas o local foi posteriormente considerado muito perigoso para um pouso e acabou removido da lista da Nasa em junho deste ano.
“O robô da Nasa acabará visitando outro local interessante quando pousar, mas esse local é o que deveríamos checar para descobrir se havia vida nos primórdios de Marte”, lamenta Brown.
Fonte;BBC Brasil
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