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domingo, 29 de setembro de 2013
Água em solo de Marte chega a 2%
Estudo publicado na edição desta semana da “Science” reune cinco grandes trabalhos e as principais conclusões alcançadas pela análise de dados do veículo robótico Curiosity na cratera Gale, na superfície de Marte. Embora outros estudos já indicassem a presença de água no planeta, é a primeira vez que se consegue registrar o seu percentual por meio da análise química de amostras de solo: 2%
Esse é um dos resultados mais emocionantes obtidos a partir da análise da primeira amostra sólida pelo Curiosity - afirmou a principal autora do estudo, Laurie Leshin. - Cerca de 2% do solo na superfície são compostos de água, o que supõe a existência de uma grande fonte de água.
A mostra analisada no estudo, do qual participam 34 cientistas, é composta de terra e pó, recolhidos numa zona arenosa da cratera. A mostra foi aquecida a uma temperatura de 835 graus Celsius, o que permtiu aos especialistas determinarem que contém cloro e oxígênio - substâncias que já haviam sido detectadas em outras regiões de Marte. As análises também sugerem a presença de materiais carbonados, que se formam na presença de água.
Segundo Laurie Leshin, a descoberta terá implicações importantes para os futuros exploradores do Planeta Vermelho.
- Agora sabemos que deve haver água abundante e facilmente acessível em Marte - afirmou. - Quando conseguirmos enviar pessoas ao planeta, elas poderão escavar a superfície para recolher amostras, aquecê-las e obter água.
Fonte
OGLOBO
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domingo, 2 de junho de 2013
Água em Marte
Cientistas agora têm provas definitivas de que muitas das paisagens observadas em marte foram, de fato, atravessadas por cursos d'água.
Há tempos já se acreditava que os vales, canais e deltas vistos da órbita eram obra da erosão provocada pela água, e o jipe-robô Curiosity, da Nasa, acaba de oferecer "provas de solo" disso.
Pesquisadores relatam que sua observação de pedregulhos arredondados no solo da cratera de 150 km Gale, no Planeta Vermelho. Sua aparência suave é idêntica à de cascalhos encontrados em rios da Terra.Fragmentos de rocha que se chocam pelo leito de um curso d'água perdem suas arestas; e quando esses pedregulhos se acomodam, costumam se alinhar de forma sobreposta.
O jipe-robô Curiosity observou isso em diversas áreas na base da cratera Gale.
É uma confirmação de que a água teve um papel em esculpir não apenas a cratera, mas muitas das outras formas geográficas vistas no planeta.
Ao longo de décadas, especulamos que a superfície de Marte teria sido esculpida pela água, mas esta é a primeira vez em que podemos ver os remanescentes de um fluxo (d'água)", diz à BBC News Rebecca Williams, do Planetary Science Institute, nos EUA. A Nasa anunciou a descoberta dos pedregulhos em setembro do ano passado, apenas sete semanas depois de o Cusiosity ter aterrissado em Gale.
Desde então, pesquisadores têm estudado os detalhes das fotos feitas pelos robôs. Agora, escreveram um artigo na revista cientítica Science - o primeiro documento acadêmico publicado sobre a missão - reforçando essa tese inicial.
O artigo descreve a natureza da área e estima as prováveis condições em que seus sedimentos se acumularam.
Os pedregulhos têm cerca de 40mm de diâmetro - grandes demais para terem sido levados pelo vento
Em muitos lugares, eles se encostam, e fotos mostram arranjos de pedregulhos alongados empilhados como em uma fileira de dominós derrubados - um clássico sinal de que ali houve atividade fluvial.
Não é possível determinar com precisão a data das formações geográficas de Marte, mas as rochas vistas pelo Curiosity provavelmente têm mais de 3 bilhões de anos.
As fotos do jipe-robô permitiram aos pesquisadores entender a velocidade e a profundidade da água que um dia passou pela cratera.
"Estimamos que a velocidade do fluxo era semelhante à de uma caminhada. Não é algo que podemos reconstruir com absoluta certeza, mas nos dá uma ideia geral", explica Sanjeev Gupta, do Imperial College, em Londres.
"Também podemos dizer que a profundidade da água variava entre a altura de um tornozelo à de uma cintura. É a primeira vez que podemos quantificar isso (em Marte), algo rotineiro na Terra."
Os pedregulhos têm tonalidades escuras ou claras - mais um indicativo de que erodiram de diferentes tipos de rocha e foram transportados de locais diferentes.
Usando um sensor remoto, o jipe-robô detectou, nas pedras mais claras, vestígios de feldspato - mineral comum na Terra e que se deteriora na presença de água. Isso sugere que as condições antes observadas em Marte não eram extremamente úmidas e que os pedregulhos foram levados por uma distância pequena, talvez 10 a 15 km.
Isso condiz com observações de satélites sobre o que parecia ser uma rede de antigos rios ou córregos ao norte de Gale.
O Curiosity deve retornar nas próximas semanas rumo ao Monte Sharp, no centro da cratera. A expectativa dos cientistas é de que, no caminho, o jipe-robô passe por cenários semelhantes de rochas e tire novas fotos - agora, com resolução ainda melhor, que traga ainda mais detalhes dessas formações.
Fonte
BBC
Há tempos já se acreditava que os vales, canais e deltas vistos da órbita eram obra da erosão provocada pela água, e o jipe-robô Curiosity, da Nasa, acaba de oferecer "provas de solo" disso.
Pesquisadores relatam que sua observação de pedregulhos arredondados no solo da cratera de 150 km Gale, no Planeta Vermelho. Sua aparência suave é idêntica à de cascalhos encontrados em rios da Terra.Fragmentos de rocha que se chocam pelo leito de um curso d'água perdem suas arestas; e quando esses pedregulhos se acomodam, costumam se alinhar de forma sobreposta.
O jipe-robô Curiosity observou isso em diversas áreas na base da cratera Gale.
É uma confirmação de que a água teve um papel em esculpir não apenas a cratera, mas muitas das outras formas geográficas vistas no planeta.
Ao longo de décadas, especulamos que a superfície de Marte teria sido esculpida pela água, mas esta é a primeira vez em que podemos ver os remanescentes de um fluxo (d'água)", diz à BBC News Rebecca Williams, do Planetary Science Institute, nos EUA. A Nasa anunciou a descoberta dos pedregulhos em setembro do ano passado, apenas sete semanas depois de o Cusiosity ter aterrissado em Gale.
Desde então, pesquisadores têm estudado os detalhes das fotos feitas pelos robôs. Agora, escreveram um artigo na revista cientítica Science - o primeiro documento acadêmico publicado sobre a missão - reforçando essa tese inicial.
O artigo descreve a natureza da área e estima as prováveis condições em que seus sedimentos se acumularam.
Os pedregulhos têm cerca de 40mm de diâmetro - grandes demais para terem sido levados pelo vento
Em muitos lugares, eles se encostam, e fotos mostram arranjos de pedregulhos alongados empilhados como em uma fileira de dominós derrubados - um clássico sinal de que ali houve atividade fluvial.
Não é possível determinar com precisão a data das formações geográficas de Marte, mas as rochas vistas pelo Curiosity provavelmente têm mais de 3 bilhões de anos.
As fotos do jipe-robô permitiram aos pesquisadores entender a velocidade e a profundidade da água que um dia passou pela cratera.
"Estimamos que a velocidade do fluxo era semelhante à de uma caminhada. Não é algo que podemos reconstruir com absoluta certeza, mas nos dá uma ideia geral", explica Sanjeev Gupta, do Imperial College, em Londres.
"Também podemos dizer que a profundidade da água variava entre a altura de um tornozelo à de uma cintura. É a primeira vez que podemos quantificar isso (em Marte), algo rotineiro na Terra."
Os pedregulhos têm tonalidades escuras ou claras - mais um indicativo de que erodiram de diferentes tipos de rocha e foram transportados de locais diferentes.
Usando um sensor remoto, o jipe-robô detectou, nas pedras mais claras, vestígios de feldspato - mineral comum na Terra e que se deteriora na presença de água. Isso sugere que as condições antes observadas em Marte não eram extremamente úmidas e que os pedregulhos foram levados por uma distância pequena, talvez 10 a 15 km.
Isso condiz com observações de satélites sobre o que parecia ser uma rede de antigos rios ou córregos ao norte de Gale.
O Curiosity deve retornar nas próximas semanas rumo ao Monte Sharp, no centro da cratera. A expectativa dos cientistas é de que, no caminho, o jipe-robô passe por cenários semelhantes de rochas e tire novas fotos - agora, com resolução ainda melhor, que traga ainda mais detalhes dessas formações.
Fonte
BBC
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Leito de rio em Marte
Cientistas afirmam que análise de formato das pedras fotografadas pelo jipe-robô indicam grande fluxo de água .
O jipe-robô Curiosity encontrou sinais de um leito de rio que uma vez correu pela área próxima ao local onde ele pousou em Marte. Já foram encontradas provas, anteriormente, sobre a presença de água no planeta vermelho, mas está é a primeira vez que imagens de cascalho de rio são captadas.
O Curiosity pousou no solo marciano no mês passado em uma cratera próxima ao equador de Marte. Atualmente o planeta vermelho é seco e coberto de poeira, mas cientistas acreditam que no passado era mais quente e úmido.
As provas de um leito antigo vieram da análise do tamanho e da forma de pedras encontradas na Cratera Gale. De acordo com os cientistas da missão, tudo indica que o a água corria de forma vigorosa formando um rio profundo.
"A partir do tamanho de cascalhos, podemos interpretar que o fluxo de água corria a cerca de 3 metros por segundo ", disse o investigador científico do Curiosity, William Dietrich, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
"Muitos artigos têm sido escritos sobre os canais de Marte com diversas hipóteses sobre o fluxo d’água. Porém, esta é a primeira vez que estamos realmente vendo cascalho transportado por água em Marte. Esta é uma transição da especulação sobre o tamanho do material de leito à observação direta dele”, disse.
Outras postagens no Blog
Robô Curiosity, pousa em Marte
Marte o Planeta Vermelho
Vestigios de Vida em Marte
Fonte;
IG
O jipe-robô Curiosity encontrou sinais de um leito de rio que uma vez correu pela área próxima ao local onde ele pousou em Marte. Já foram encontradas provas, anteriormente, sobre a presença de água no planeta vermelho, mas está é a primeira vez que imagens de cascalho de rio são captadas.
O Curiosity pousou no solo marciano no mês passado em uma cratera próxima ao equador de Marte. Atualmente o planeta vermelho é seco e coberto de poeira, mas cientistas acreditam que no passado era mais quente e úmido.
As provas de um leito antigo vieram da análise do tamanho e da forma de pedras encontradas na Cratera Gale. De acordo com os cientistas da missão, tudo indica que o a água corria de forma vigorosa formando um rio profundo.
"A partir do tamanho de cascalhos, podemos interpretar que o fluxo de água corria a cerca de 3 metros por segundo ", disse o investigador científico do Curiosity, William Dietrich, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
"Muitos artigos têm sido escritos sobre os canais de Marte com diversas hipóteses sobre o fluxo d’água. Porém, esta é a primeira vez que estamos realmente vendo cascalho transportado por água em Marte. Esta é uma transição da especulação sobre o tamanho do material de leito à observação direta dele”, disse.
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Robô Curiosity, pousa em Marte
Marte o Planeta Vermelho
Vestigios de Vida em Marte
Fonte;
IG
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Robô Curiosity, pousa em Marte
Maior e mais sofisticado veículo de exploração já enviado a outro planeta, o jipe-robô Curiosity , da Nasa, pousou com sucesso em Marte, às 2h31 (horário de Brasília), desta segunda-feira (6/8/12). Depois de uma viagem de 570 milhões de quilômetros no espaço - que durou oito meses e meio - o Curiosity chegou ao Planeta Vermelho para buscar pistas mais concretas sobre a possibilidade de ter existido alguma forma de vida por lá no passado.
"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração com aplausos e abraços entre o pessoal da sala de controle do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa) em Pasadena, na Califórnia (EUA). "Cratera Gale, aqui estou!", acrescentou a mensagem.
Essa é a missão mais ambiciosa e cara da Nasa a Marte, com custo de US $ 2,5 bilhões. Segundo um comunicado do subdiretor da agência espacial norte-americana, John Grunsfeld, a parte mais difícil já foi concluída. "Pousar Curiosity em Marte será a missão mais difícil já empreendida pela Nasa na história da exploração robótica planetária", destacou antes do pouso.
Lançado em 26 de novembro de 2011 de Cabo Cañaveral, o jipe de seis rodas que tem o tamanho de um carro pousou na zona do monte Sharp (5.000 metros), na cratera de Gale. Para alcançar um ponto tão preciso, a nave que transportava o Curiosity voou na alta atmosfera marciana em lugar de descer diretamente ao solo.
Os responsáveis pela missão explicam que, ao contrário das sondas precedentes, a Curiosity era muito pesada para que seu impacto no solo fosse amortecido apenas por bolas de ar. Por isso, os engenheiros da Nasa no Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, conceberam uma espécie de "guindaste" que nos últimos segundos da descida depositou o jipe-robô, do tamanho de um automóvel, delicadamente sobre o solo marciano.
Antes deste momento final, a nave espacial foi sustentada por um paraquedas gigante e experimentou os sete minutos mais críticos de toda a missão, quando passou de 21.243 km/h a 2,74 km/h.
Agora, a Nasa pode se gabar de, mais uma vez, vencer a chamada "maldição de Marte” - desde 1960, mais de quarenta missões foram organizadas para estudar nosso vizinho e mais da metade terminou em fracasso.
Fonte;
UOL
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Marte o Planeta Vermelho
Marte é o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas telúricos no sistema solar, situando-se entre a Terra e a cintura de asteróides, a 1,5 UA do Sol (ou seja, a uma vez e meia a distância da Terra ao Sol).Conhecido desde a antiguidade e na mitologia helénica representa Ares, o deus da fúria e da guerra, devido à sua coloração avermelhada. O povo romano, que herdou muito da sua cultura da Grécia, chamou-lhe de Marte, nome por que hoje conhecemos.
Outras civilizações observavam também Marte no céu noturno: os egípcios conheciam-no como "Her Deschel" ou "O Vermelho". Já para os babilônios, Marte era "Nergal" ou "A Estrela da Morte".
Marte tem estações do ano, mas estas duram o dobro das estações na Terra; o ano marciano é também o dobro do terrestre (cerca de 1 ano e 11 meses terrestres). Já a duração do dia em Marte (sol) é pouco diferente do da Terra: 24 horas, 39 minutos e 35 segundos.
Marte tem aproximadamente a metade do diâmetro da Terra. É menos denso que a Terra, com cerca de 15% do volume da Terra e 11% da massa. Sua área de superfície é apenas ligeiramente inferior à área total das terras emersas da Terra. Enquanto Marte é maior e mais massivo do que Mercúrio, Mercúrio tem uma densidade mais elevada. Isso resulta em uma força gravitacional ligeiramente mais forte na superfície de Mercúrio. Marte é também mais ou menos intermediário em tamanho, massa e gravidade à superfície entre a Terra e a Lua (a Lua é cerca de metade do diâmetro de Marte, enquanto que o Terra é duas vezes maior que o de Marte, a Terra é aproximadamente dez vezes mais massivo de Marte, e a Lua dez vezes menos massiva que Marte). A aparência vermelha-alaranjada da superfície marciana é causada por óxido de ferro (III), mais comumente conhecido como hematita, ou ferrugem.
A composição da superfície é fundamentalmente de basalto vulcânico com um alto conteúdo em óxidos de ferro que proporcionam o vermelho característico da superfície. Pela sua natureza, assemelha-se com a limonite, óxido de ferro muito hidratado. Assim como na crosta da Terra e da Lua predominam os silicatos e os aluminatos, no solo de Marte são preponderantes os ferrosilicatos. Os seus três principais constituintes são, por ordem de abundância, o oxigénio, o silício e o ferro.
Marte tem dois pequenos satélites naturais: Fobos e Deimos, ambos deformados, possivelmente asteróides carbonácios capturados pelo planeta; outra teoria aponta que possam ser fragmentos de algum asteróide que tenha chocado contra MarteOs vulcões encontram-se a leste e oeste do maior sistema de desfiladeiros do sistema solar, Valles Marineris (que significa "Os vales da Mariner", conhecida como Agathadaemon nos antigos mapas de canais), com 4000 km de comprimento e 7 km de profundidade. A extensão de Valles Marineris equivale à extensão da Europa e estende-se por um quinto da superfície do planeta Marte, desde a região de Noctis Labyrinthus a oeste até ao terreno caótico a este. O Grand Canyon nos Estados Unidos não passaria de um pequeno arranhão quando comparado com este abismo. Valles Marineris formou-se pelo colapso do terreno causado pelo inchamento da área vulcânica de Tharsis, no outro lado do planeta.
No hemisfério Sul existe um velho planalto de lava basáltica semelhantes aos «mares» da Lua, e coberta por crateras do tipo lunar. No entanto, a paisagem marciana difere da nossa lua, devido à existência de uma atmosfera. Em particular, o vento carregado de poeira foi produzindo um efeito de erosão ao longo do tempo, e que arrasou muitas crateras, apesar de ainda conter um número considerável. Assim, por conseguinte, existem muito menos crateras que na Lua, apesar de se situar mais perto da cintura de asteróides. A maior parte das crateras que resistiram estão mais ou menos devastadas pela erosão. Muitas das crateras mais recentes têm uma morfologia que sugere que a superfície estava húmida quando ocorreu o impacto.
A atmosfera marciana é uma atmosfera rarefeita de dióxido de carbono, mas no passado teria sido abundante com precipitações, chuvas. Apesar disto, Marte apresenta muitas particularidades curiosas, como neve carbônica, calotas polares de gelo seco, tempestades de poeira e redemoinhos.
Ao contrário do céu azul da Terra, Marte tem um céu amarelo-acastanhado, excepto durante o nascer e o pôr-do-sol, quando adquire uma tonalidade rosa e vermelha. Se a atmosfera fosse limpa de poeira, o céu de Marte seria tão azul como o da Terra. Em alturas em que há menos poeira, a cor do céu é então mais próxima do azul da Terra.
Em Marte, as auroras são diferentes das observadas no resto do sistema solar. Ao contrário do que sucede na Terra, não ocorrem nos pólos como na Terra, devido à inexistência em Marte de um campo magnético global. Assim, as auroras acontecem onde existem anomalias magnéticas na crosta marciana, que são restos dos dias nos quais Marte tinha um campo magnético.
Em 1969, as fotos obtidas pela Mariner revelaram algo de diferente no sul de Marte, em Hellas, região marciana circular de aproximadamente 2,5 milhões de quilómetros quadrados. Ao contrário de todas as outras regiões anteriormente fotografadas, Hellas apresentava-se desprovida de crateras.Noachis está crivada de crateras em número normal; a seguir a Noachis situa-se Hellespontus, no interior de Hellas e não apresenta qualquer cratera. Sabendo-se que toda a superfície marciana foi fortemente bombardeada por meteoritos, a ausência de crateras nesta área resultaria de uma força niveladora, força essa que poderia estar relacionada com uma invulgar concentração de calor e humidade, condições propícias à evolução da vida.
Outro dado curioso caracteriza a região de Hellas, as mudanças de cor conforme as estações, escurecendo na Primavera e tornando-se de novo mais clara no Outono. Isto levou a que se sugerisse que, durante a Primavera, na região havia um surto periódico de vegetação.
Uma imagem tirada no ano 2000 procurava desvendar o antigo mistério. A imagem mostrava evidências de água submersa (que emerge à superfície), tempestades de areia e congelação que indicam uma mudança sazonal. Desconhece-se que materiais terão produzido o brilho uniforme no terreno de Hellas.
Fonte;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_(planeta)
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Vestigios de Vida em Marte

Pesquisadores americanos identificaram rochas que, acreditam, poderiam conter restos fossilizados de vida em Marte.
A equipe de pesquisadores identificou rochas antigas da Nili Fossae, uma das fossas existentes na superfície do planeta.
O trabalho dos pesquisadores revelou que essa vala em Marte é equivalente a uma região na Austrália onde algumas das mais antigas evidências de vida na Terra haviam sido enterradas e preservadas em forma mineral.
A equipe, coordenada por um cientista do Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, acredita que os mesmos processos hidrotermais que preservaram as evidências de vida na Terra podem ter ocorrido em Marte na Nili Fossae.
As rochas têm até 4 bilhões de anos, o que significa que elas já existiam nos últimos três quartos da história de Marte.
Carbonatos
Quando, em 2008, cientistas descobriram carbonatos nessas rochas de Marte, provocaram grande alvoroço na comunidade científica, já que os carbonatos eram procurados havia tempos como prova definitiva de que o planeta vermelho era habitável e que poderia ter existido vida por lá.
Os carbonatos são produzidos pela decomposição de material orgânico enterrado, se esse material não é transformado em hidrocarbonetos.
O mineral é produzido pelos restos fossilizados de carapaças e ossos, e permite uma maneira de investigar a vida que existia nos primórdios da Terra.
Na nova pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Earth and Planetary Science Letters, os cientistas avançaram a partir da identificação dos carbonatos em Marte.
Missão da Nasa
O coordenador do estudo, Adrian Brown, usou um instrumento a bordo de uma missão da Nasa estudar as rochas da Nili Fossae com raios infravermelhos.
Eles depois usaram a mesma técnica para estudar rochas na área do noroeste da Austrália chamada Pilbara.
“Pilbara é uma parte da Terra que conseguiu se manter na superfície por uns 3,5 bilhões de anos, ou três quartos da história do planeta”, disse Brown à BBC.
“Isso permite a nós termos uma pequena janela para observar o que estava acontecendo na Terra em seus estágios iniciais”, explicou.
Os cientistas acreditam que micróbios formaram há bilhões de anos algumas das características distintivas das rochas de Pilbara.
O novo estudo revelou que as rochas da Nili Fossae são muito semelhantes às rochas de Pilbara em sua composição mineral.
Brown e seus colegas acreditam que isso mostra que os vestígios de vida que possa ter existido no início da história de Marte podem estar enterrados nesse local.
“Se havia vida suficiente para formar camadas, para produzir corais ou algum tipo de bolsões de micróbios, enterrados em Marte, a mesma dinâmica que ocorreu na Terra pode ter ocorrido ali”, disse. Por isso, segundo ele, que os dois locais são tão parecidos.

Pouso
Brown e muitos outros cientistas esperavam que poderiam logo ter a oportunidade de estudar mais de perto as rochas de Nili Fossae.
O local havia sido marcado como um potencial local de pouso de uma nova missão para Marte, a ser lançada em 2011 pela Nasa.
Mas o local foi posteriormente considerado muito perigoso para um pouso e acabou removido da lista da Nasa em junho deste ano.
“O robô da Nasa acabará visitando outro local interessante quando pousar, mas esse local é o que deveríamos checar para descobrir se havia vida nos primórdios de Marte”, lamenta Brown.
Fonte;BBC Brasil
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