
Os lugares que compõem o roteiro foram definidos ainda em 1999 pela mãe de Renato, Maria do Carmo Manfredini. À época, com apoio do governo do DF, ela selecionou quatro lugares que marcaram diferentes fases do filho: Gilbertinho e Gilberto Salomão, no Lago Sul; Parque da Cidade, no Plano Piloto; e o extinto Teatro Rolla Pedra, em Taguatinga. Nesses locais foram fixadas placas com trechos de algumas músicas acompanhados de um texto explicativo sobre a importância do espaço.
Passados 10 anos, o circuito turístico-cultural está abandonado. Dos quatro lugares, três estão sem as identificações originais. A única placa preservada é a do Gilberto Salomão. As colocadas no Gilbertinho e no Parque da Cidade foram trocadas. Em Taguatinga, nem existe mais. Exceto o parque, os antigos centros culturais se tornaram grandes pontos comerciais. "É assim que Brasília trata seus filhos", desabafa o filho do artista.
Menos reclamações e mais atitude. Partindo desse princípio, o filho de Renato Russo deu o primeiro passo para revitalizar os espaços e colocar o roteiro de volta na agenda dos moradores e de quem visita a capital. "Brasília não deve ser lembrada só pela política e pela fama de corrupção, mas pela cultura e pela arte", afirma Giuliano. "Meu pai foi uma referência muito importante da cidade, ele deve servir como ponto de partida para novas criações."

Inspirado no roteiro dos Beatles em Liverpool, no qual visitantes fazem o trajeto dos músicos pela cidade e conhecem um pouco mais dos artistas, o Circuito Renato Russo, em Brasília, será uma alternativa aos roteiros tradicionais, como o de arquitetura, o político e o jurídico. As pessoas terão outras opções que não o turismo cívico. "Brasília é a capital da cultura e do rock, temos que fazer por onde", diz Giuliano Manfredini.
Fonte;
Jornal Brasil 247
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