O colunista da Folha e do Globo Mario Sergio Conti falou num avião com Vladimir Palomo, sósia de Felipão, e publicou a conversa como se fosse uma entrevista com o técnico da Seleção.
No final de seu texto, está a informação de que se tratava de um sósia, mas os editores dos jornais não parecem ter chegado ao último parágrafo.
A matéria foi tirada do ar. O UOL deu o desmentido com o título inicial “Colunista da Folha é vítima de trote”. Ele foi modificado por outro mais neutro: “Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha”.
O Globo informa que “Felipão não estava no vôo do Rio para São Paulo.
Ele passou o dia em Fortaleza”. Na nota, Mario Sergio pede desculpas pelo mal-entendido.
SÃO PAULO - Neymar e Luiz Felipe Scolari foram os últimos passageiros a embarcar no avião, às 17h30 de ontem. Como o voo da ponte-aérea, do Rio para São Paulo, estava lotado, ambos se espremeram em poltronas entre passageiros, Felipão na 25E e Neymar na fileira da frente.
- Vê se dorme, moleque - disse o técnico ao jogador.
Neymar desligou o celular, mas não dormiu, apesar de apenas um passageiro ter-lhe pedido um selfie durante o voo. Tampouco Felipão pregou o olho.
Um tanto apreensivo com o céu carregado, ele respondeu de bom grado tudo que lhe foi perguntado.
- “Acho que, até agora, os melhores times foram a Holanda e a Alemanha - disse.
- Eles vão dar trabalho.
A Itália também. Ela sempre chega às semifinais.
É como o Brasil: tem tradição, empenho, torcida.
O zero a zero com o México não o abalou:
- Pode ter sido até positivo, na medida em que jogou um pouco de água fria no oba-oba, na ideia de que é fácil ganhar uma Copa.
Num campeonato de nível tão alto, ele acha imprevisível fazer prognósticos.
- Quem diria que a Espanha sairia da Copa logo de cara? - indagou.
O mesmo raciocínio ele aplica à seleção sob a sua responsabilidade.
- O Oscar fez uma excelente partida na estreia, mas não foi bem no segundo jogo - disse, mastigando um salgado de gosto insosso.
- O Neymar foi bem, mas não teve a genialidade da partida anterior.
São coisas que acontecem.
E quem esperaria que o goleiro mexicano defendesse todas? - indagou.
Felipão concordou com o raciocínio que Neymar parece mais centrado, não se joga tanto no chão ou faz demasiado teatro:
- É verdade, ele está mais objetivo.
Mas pode melhorar ainda mais.
Não dá para apressar muito esse processo: ele é muito moço, tem que aprender as coisas na prática.
ELOGIOS A NEYMAR
Mas não tem dúvidas:
- Se tivéssemos três como ele, a Copa seria uma tranquilidade.
O avião deu solavancos e o técnico comentou:
- Isso sim é que é um especialista, repare como o piloto conduz o avião com mão firme, fazendo mil coisas ao mesmo tempo.
O que seria mais difícil: pilotar um avião ou a seleção nacional?
- Não tem comparação, avião é muito mais difícil.
O piloto lida com vidas humanas, é responsável por elas.
Se a seleção perder, será muito triste para o Brasil, para os jogadores, a minha família e eu.
Mas ninguém corre risco de morte.
Felipão se disse satisfeito com o ambiente geral da Copa.
Não esperava que tantos mexicanos e chilenos viessem, nem que as torcidas se confraternizassem.
- Até os argentinos estão se dando bem com os brasileiros. Pelo menos até agora.
TÉCNICO APROVA AEROPORTOS
Felipão também disse que os estádios são bons e a organização dos jogos funciona.
- E te digo: tive dúvidas, mas os aeroportos onde estive até agora estão uma maravilha.
Contou que ninguém do governo o procurou, em momento algum. E ouviu com agrado o relato de meu encontro recente com um ministro, seu fã atilado.
- Pelo que ouço dizer, o governo está torcendo pela seleção, e a oposição nem tanto. Acho uma bobagem misturar futebol e política. Eu mantenho essa separação custe o que custar, não dou uma palavra sobre política.
Os xingamentos a Dilma no jogo de abertura, portanto, não lhe dizem respeito.
Perguntado se lia comentários de especialistas nos jornais, ou ouvia o que diziam na televisão, Scolari sorriu:
- Até papagaio fala.
Ao ouvir os nomes de alguns, ex-jogadores e ex-técnicos, repetiu, divertido:
- Papagaio fala!
Felipão terminou de tomar a caixinha de suco de laranja e se se explicou melhor:
- Os comentários são necessariamente frios, distantes.
A experiência de jogar no Maracanã lotado, de cobrar um pênalti, de ouvir vaias, são coisas que mexem com o jogador, com o indivíduo.
Não é questão de aplicar uma receita.
Para o treinador, as variáveis envolvidas numa partida são inúmeras, não é possível reduzí-las ou quantificá-las.
Deu como exemplo a seleção da Alemanha:
- Ela está na Bahia, no sol, entre mulatas lindas. Claro que isso os influencia.
Felipão riu de novo:
- Desconfio que alguns deles nem voltarão para a Alemanha.
ZAGA, O PRINCIPAL PROBLEMA
Se não acompanha os comentaristas da imprensa, ele está ciente de dificuldades táticas e de entrosamento na seleção.
- O principal problema é a zaga.
Ela cai para o lado, quando deveria ir em frente, buscar o jogo lá na frente.
O que mais o irritou até agora foram os boatos, divulgados pela imprensa europeia, que o Brasil já ganhou a Copa, já que a Fifa teria orientado juízes a facilitarem a vida da seleção.
- Mais que um absurdo, é um desrespeito. Você imagina comprar a Itália, a Alemanha? Isso não existe.
O avião sobrevoava São Paulo, coberta por nuvens.
- É como descer a serra de Santos com um nevoeiro fechado, sem enxergar nada.
Esse comandante sabe tudo.
Neymar e o técnico tinham participado da gravação do programa “Zorra Total”, no Projac, o estúdio da Globo em Jacarepaguá.
- Não gosto de passar muito tempo longe de São Paulo: veja que cidade interessante - apontou o treinador.
Felipão estava curioso em saber como seu filho se saíra numa prova naquele dia.
Ele estuda Economia nas Faculdades São Judas Tadeu, e pegara uma recuperação.
- Mas o garoto vai bem, é estudioso.
Perguntei se toparia dar uma entrevista ao programa “Diálogos”, da GloboNews.
- Claro, vamos lá. Só que ando meio ocupado... - disse, rindo.
Pegou sua carteira, tirou um cartão de visitas e me entregou, afirmando:
- Mas isso pode te ajudar por enquanto.
O cartão de visitas dizia:
“Vladimir Palomo – Sósia de Felipão – Eventos”.
Depois das gargalhadas, apertou a mão e disse:
- Deus te proteja.
Fonte
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quinta-feira, 19 de junho de 2014
quarta-feira, 20 de março de 2013
Mentiras que causaram a guerra do Iraque
O principal argumento que levou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha a invadir o Iraque há dez anos, o de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, foi baseado em informações falsas divulgadas por dois espiões iraquianos.
É o que revela uma investigação conduzida pelo programa de televisão Panorama, exibido nesta semana pela BBC na Grã-Bretanha.
Mesmo antes da ação militar no Iraque, várias fontes confiáveis de serviços secretos ocidentais diziam que Saddam não tinha as supostas armas de destruição em massa.
No dia 24 de setembro de 2002, o governo do primeiro-ministro Tony Blair apresentou um dossiê sobre a suposta ameaça das armas de Saddam. "O programa de armas de destruição em massa do Iraque não foi encerrado", disse Blair. "Ele permanece ativo."
No entanto, o dossiê - preparado para o público doméstico e com um prefácio pessoal de Tony Blair assegurando "não haver dúvidas" de que Saddam Hussein continuava a produzir armas de destruição em massa - omitiu questionamentos feitos por agências de inteligência como o MI6 (serviço secreto britânico voltado para o exterior).
Frases e adjetivos como "esporádico e inconsistente" ou "permanece limitado" foram cortados do texto original, o que conferiu ao documento um grau de certeza que ele não deveria ter.
Boa parte da informação-chave usada pela Casa Branca e por Downing Street (sede do governo britânico) foi baseada em invenções e mentiras.
No Panorama, o general Mike Jackson, então chefe do Exército britânico, diz que "o que parecia ser ouro em termos de inteligência acabou se revelando ouro de tolo, porque parecia, mas não era".
Frederick Butler, que chefiou o primeiro inquérito parlamentar sobre o dossiê após a guerra, diz que Blair e os organismos de inteligência britânicos "enganaram a si mesmos".
Butler e o general Jackson concordam que Blair não mentiu. Segundo eles, o primeiro-ministro realmente acreditava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.
Seja como for, boa parte da base das acusações contra Saddam no dossiê - que "justificou" uma guerra violenta que devastou um país e deixou mais de uma centena de milhares de mortos derivara de informações falsas passadas por um desertor iraquiano, o espião Rafid Ahmed Alwan Al-Janabi.
Suas invenções e mentiras contribuíram para consolidar uma das maiores falhas de inteligência de que se tem memória.
Janabi ficou conhecido como Curveball (bola com efeito), codinome dado a ele pelos serviços secretos americanos - e que acabaria se mostrando bastante apropriado.
Janabi chamou a atenção do serviço de inteligência alemão, o BND, ao se apresentar como engenheiro químico quando chegou a um centro de refugiados iraquianos na Alemanha, em 1999, pedindo asilo político.
Ele disse ter visto laboratórios biológicos móveis montados em caminhões para evitar sua detecção.
Os alemães tinham dúvidas sobre as informações passadas por Janabi e alertaram os serviços secretos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha sobre isso.
O MI6 também tinha dúvidas, expressas em um telegrama secreto à CIA: "Elementos do comportamento [dele] nos desafiam por serem típicos de indivíduos que normalmente avaliaríamos como mentirosos, [mas estamos] inclinados a acreditar que uma parte significativa [do que dizia Curveball] é verdade."
O serviço de inteligência britânico decidiu aceitar as informações de Curveball, como fizeram os americanos - só bem mais tarde é que o ex-espião iraquiano viria a admitir que as informações eram fabricadas.
E, para azar dos serviços americano e britânicos, apareceram, na mesma época, informações de outro espião que pareciam confirmar as informações passadas por Curveball.
Tratava-se de um ex-oficial de inteligência iraquiano chamado Muhammad Maj Harith, que disse ter sido sua a ideia de desenvolver laboratórios biológicos móveis. Ele chegou a dizer que encomendou sete caminhões Renault para tal propósito.
Harith tinha desertado para a Jordânia, onde se entregou aos americanos. Aparentemente, ele inventou sua história porque queria um novo lar. Suas informações também viriam a ser descartadas como falsas.
O MI6 também havia acreditava ter uma confirmação da história de Curveball quando outra fonte, de codinome Rio Vermelho, revelou ter estado em contato com uma fonte secundária que disse ter visto fermentadores em caminhões.
Mas essa fonte jamais afirmou que esses fermentadores tinham a ver com a produção de armas biológicas. Depois da guerra, concluiu-se que Rio Vermelho também não era confiável como fonte.
Mas nem todas as provas e evidências estavam erradas. Informações de duas fontes altamente qualificadas próximas a Saddam Hussein estavam corretas. Ambas disseram que o Iraque não tinha qualquer arma de destruição em massa ativa.
A primeira fonte, da CIA, era o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Naji Sabri.
Ex-membro da CIA, Bill Murray - então chefe da agência em Paris - negociou com ele por meio de um intermediário, um jornalista árabe, a quem deu cerca de US$ 200 mil (cerca de R$ 400 mil) em dinheiro vivo como pagamento.
Murray disse que Sabri "parecia ser uma pessoa confiável - alguém com quem realmente deveríamos estar falando" e montou uma lista de perguntas para o ministro, com armas de destruição em massa no topo.
O intermediário se reuniu com Naji Sabri em Nova York, em setembro de 2002, quando o ministro estava prestes a prestar esclarecimentos à ONU - seis meses antes do início da guerra, e apenas uma semana antes de o dossiê britânico ser concluído.
O intermediário comprou um terno feito à mão para o ministro iraquiano, que este acabou usando nas Nações Unidas, um gesto que Murray interpretou como sinal de que Naji Sabri estava colaborando.
Murray diz que a informação era de que Saddam Hussein "tinha algumas armas químicas abandonadas no início dos anos 90, que havia dado a diversas tribos leais a ele".
"Ele teve a intenção de ter armas de destruição em massa - químicas, biológicas e nucleares - mas naquele momento praticamente não tinha nada", afirma o ex-agente da CIA.
A agência americana, por outro lado, insiste que o relato de Sabri indicava que o ex-presidente iraquiano tinha programas para desenvolver essas armas porque mencionava que "o Iraque estava atualmente produzindo e estocando armas químicas" e, "como último recurso, tinha plataformas móveis para lançamento de mísseis armados com armas químicas".
Murray contesta essa avaliação.
A segunda fonte altamente qualificada que passou informações corretas foi o chefe de inteligência do Iraque, Tahir Jalil Habbush Al-Tikriti - o "valete de ouro" no baralho dos "mais procurados" pelos Estados Unidos, como eram classificados os membros procurados do governo de Saddam Hussein.
Um importante funcionário do MI6 o encontrou na Jordânia em janeiro de 2003 - dois meses antes da guerra.
Pensava-se que Habbush queria negociar um acordo para evitar a invasão iminente. Ele também disse que Saddam Hussein não tinha um programa ativo de armas de destruição em massa.
Surpreendentemente, Frederick Butler - que diz que os britânicos têm "todo o direito" de se sentir enganados pelo seu então primeiro-ministro - só tomou conhecimento da informação de Habbush depois que seu relatório foi publicado.
"Não posso explicar isso", diz Butler. "Foi algo que perdemos em nossa análise. Quando perguntamos sobre isso, fomos informados que não era um fato muito significativo, porque o MI6 encarava aquela informação como algo plantado por Saddam." Butler diz que também não sabia de nada sobre os relatos de Naji Sabri.
Já Bill Murray faz questão de frisar que não ficou satisfeito com a forma como a informação destas duas fontes altamente qualificadas foram utilizadas.
"Acho que provavelmente produzimos a melhor informação gerada no período pré-guerra, que se provaram - no longo prazo - precisas. Mas essa informação foi descartada."
Fonte
BBC Brasil
É o que revela uma investigação conduzida pelo programa de televisão Panorama, exibido nesta semana pela BBC na Grã-Bretanha.
Mesmo antes da ação militar no Iraque, várias fontes confiáveis de serviços secretos ocidentais diziam que Saddam não tinha as supostas armas de destruição em massa.
No dia 24 de setembro de 2002, o governo do primeiro-ministro Tony Blair apresentou um dossiê sobre a suposta ameaça das armas de Saddam. "O programa de armas de destruição em massa do Iraque não foi encerrado", disse Blair. "Ele permanece ativo."
No entanto, o dossiê - preparado para o público doméstico e com um prefácio pessoal de Tony Blair assegurando "não haver dúvidas" de que Saddam Hussein continuava a produzir armas de destruição em massa - omitiu questionamentos feitos por agências de inteligência como o MI6 (serviço secreto britânico voltado para o exterior).
Frases e adjetivos como "esporádico e inconsistente" ou "permanece limitado" foram cortados do texto original, o que conferiu ao documento um grau de certeza que ele não deveria ter.
Boa parte da informação-chave usada pela Casa Branca e por Downing Street (sede do governo britânico) foi baseada em invenções e mentiras.
No Panorama, o general Mike Jackson, então chefe do Exército britânico, diz que "o que parecia ser ouro em termos de inteligência acabou se revelando ouro de tolo, porque parecia, mas não era".
Frederick Butler, que chefiou o primeiro inquérito parlamentar sobre o dossiê após a guerra, diz que Blair e os organismos de inteligência britânicos "enganaram a si mesmos".
Butler e o general Jackson concordam que Blair não mentiu. Segundo eles, o primeiro-ministro realmente acreditava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.
Seja como for, boa parte da base das acusações contra Saddam no dossiê - que "justificou" uma guerra violenta que devastou um país e deixou mais de uma centena de milhares de mortos derivara de informações falsas passadas por um desertor iraquiano, o espião Rafid Ahmed Alwan Al-Janabi.
Suas invenções e mentiras contribuíram para consolidar uma das maiores falhas de inteligência de que se tem memória.
Janabi ficou conhecido como Curveball (bola com efeito), codinome dado a ele pelos serviços secretos americanos - e que acabaria se mostrando bastante apropriado.
Janabi chamou a atenção do serviço de inteligência alemão, o BND, ao se apresentar como engenheiro químico quando chegou a um centro de refugiados iraquianos na Alemanha, em 1999, pedindo asilo político.
Ele disse ter visto laboratórios biológicos móveis montados em caminhões para evitar sua detecção.
Os alemães tinham dúvidas sobre as informações passadas por Janabi e alertaram os serviços secretos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha sobre isso.
O MI6 também tinha dúvidas, expressas em um telegrama secreto à CIA: "Elementos do comportamento [dele] nos desafiam por serem típicos de indivíduos que normalmente avaliaríamos como mentirosos, [mas estamos] inclinados a acreditar que uma parte significativa [do que dizia Curveball] é verdade."
O serviço de inteligência britânico decidiu aceitar as informações de Curveball, como fizeram os americanos - só bem mais tarde é que o ex-espião iraquiano viria a admitir que as informações eram fabricadas.
E, para azar dos serviços americano e britânicos, apareceram, na mesma época, informações de outro espião que pareciam confirmar as informações passadas por Curveball.
Tratava-se de um ex-oficial de inteligência iraquiano chamado Muhammad Maj Harith, que disse ter sido sua a ideia de desenvolver laboratórios biológicos móveis. Ele chegou a dizer que encomendou sete caminhões Renault para tal propósito.
Harith tinha desertado para a Jordânia, onde se entregou aos americanos. Aparentemente, ele inventou sua história porque queria um novo lar. Suas informações também viriam a ser descartadas como falsas.
O MI6 também havia acreditava ter uma confirmação da história de Curveball quando outra fonte, de codinome Rio Vermelho, revelou ter estado em contato com uma fonte secundária que disse ter visto fermentadores em caminhões.
Mas essa fonte jamais afirmou que esses fermentadores tinham a ver com a produção de armas biológicas. Depois da guerra, concluiu-se que Rio Vermelho também não era confiável como fonte.
Mas nem todas as provas e evidências estavam erradas. Informações de duas fontes altamente qualificadas próximas a Saddam Hussein estavam corretas. Ambas disseram que o Iraque não tinha qualquer arma de destruição em massa ativa.
A primeira fonte, da CIA, era o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Naji Sabri.
Ex-membro da CIA, Bill Murray - então chefe da agência em Paris - negociou com ele por meio de um intermediário, um jornalista árabe, a quem deu cerca de US$ 200 mil (cerca de R$ 400 mil) em dinheiro vivo como pagamento.
Murray disse que Sabri "parecia ser uma pessoa confiável - alguém com quem realmente deveríamos estar falando" e montou uma lista de perguntas para o ministro, com armas de destruição em massa no topo.
O intermediário se reuniu com Naji Sabri em Nova York, em setembro de 2002, quando o ministro estava prestes a prestar esclarecimentos à ONU - seis meses antes do início da guerra, e apenas uma semana antes de o dossiê britânico ser concluído.
O intermediário comprou um terno feito à mão para o ministro iraquiano, que este acabou usando nas Nações Unidas, um gesto que Murray interpretou como sinal de que Naji Sabri estava colaborando.
Murray diz que a informação era de que Saddam Hussein "tinha algumas armas químicas abandonadas no início dos anos 90, que havia dado a diversas tribos leais a ele".
"Ele teve a intenção de ter armas de destruição em massa - químicas, biológicas e nucleares - mas naquele momento praticamente não tinha nada", afirma o ex-agente da CIA.
A agência americana, por outro lado, insiste que o relato de Sabri indicava que o ex-presidente iraquiano tinha programas para desenvolver essas armas porque mencionava que "o Iraque estava atualmente produzindo e estocando armas químicas" e, "como último recurso, tinha plataformas móveis para lançamento de mísseis armados com armas químicas".
Murray contesta essa avaliação.
A segunda fonte altamente qualificada que passou informações corretas foi o chefe de inteligência do Iraque, Tahir Jalil Habbush Al-Tikriti - o "valete de ouro" no baralho dos "mais procurados" pelos Estados Unidos, como eram classificados os membros procurados do governo de Saddam Hussein.
Um importante funcionário do MI6 o encontrou na Jordânia em janeiro de 2003 - dois meses antes da guerra.
Pensava-se que Habbush queria negociar um acordo para evitar a invasão iminente. Ele também disse que Saddam Hussein não tinha um programa ativo de armas de destruição em massa.
Surpreendentemente, Frederick Butler - que diz que os britânicos têm "todo o direito" de se sentir enganados pelo seu então primeiro-ministro - só tomou conhecimento da informação de Habbush depois que seu relatório foi publicado.
"Não posso explicar isso", diz Butler. "Foi algo que perdemos em nossa análise. Quando perguntamos sobre isso, fomos informados que não era um fato muito significativo, porque o MI6 encarava aquela informação como algo plantado por Saddam." Butler diz que também não sabia de nada sobre os relatos de Naji Sabri.
Já Bill Murray faz questão de frisar que não ficou satisfeito com a forma como a informação destas duas fontes altamente qualificadas foram utilizadas.
"Acho que provavelmente produzimos a melhor informação gerada no período pré-guerra, que se provaram - no longo prazo - precisas. Mas essa informação foi descartada."
Fonte
BBC Brasil
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Espionagem,
EUA,
Grã-Bretanha,
guerra,
mentira
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
12 Mentiras mais comuns nos curriculos
Confira abaixo em que dados os candidatos e profissionais mais mentem:
1º) Formação acadêmica
2º) Fluência em idioma estrangeiro
3º) Falsa experiência na área
4º) Acréscimo de atribuições no cargo anterior
5º) Supervalorização dos últimos cargos
6º) Salário anterior
7º) Tempo de permanência na última empresa
8º) Diploma em curso de informática
9º) Participação em trabalhos voluntários
10º) Garantia de mobilidade e flexibilidade
11º) Estado civil
12º) Idade
Fonte
O globo
1º) Formação acadêmica
2º) Fluência em idioma estrangeiro
3º) Falsa experiência na área
4º) Acréscimo de atribuições no cargo anterior
5º) Supervalorização dos últimos cargos
6º) Salário anterior
7º) Tempo de permanência na última empresa
8º) Diploma em curso de informática
9º) Participação em trabalhos voluntários
10º) Garantia de mobilidade e flexibilidade
11º) Estado civil
12º) Idade
Fonte
O globo
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trabalhadores
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Velozes e furiosos 5 (Filme)
Domingo agora(08/05/2011) fui assistir o filme velozes e furiosos 5"Operação Rio"um filme muito bom para quem gosta de ação,nota 9 nesse quesito.
Mas não foi um filme para Brasileiro ver,tem umas mentiras absurdas que provavelmente vai deixa gringo de queixo caido pensando nesse incrível lugar chamado America do Sul!é claro que não se pode esperar muita realidade de um filme,principalmente do tipo ação,mas espera-se que ele siga fielmente pelo menos geograficamente.
Vamos por pontos;
1*Nas primeiras cenas os carros são apreendidos nos Estados Unidos,como depois de confiscado pelos federais eles vem parar aqui no Brasil?
2*No resgate desses carros,já no Brasil eles tentam resgata-lo de um trem de passageiro que possivelmente seria no Rio de janeiro,com uma paisagem de deserto belíssima e uma incrível ponte sobre um canyo por onde passa um rio.Esse possível lugar não existe nem no rio nem em nenhum lugar do Brasil,mas ficou no filme como se fosse parte do Rio de Janeiro.
3*Atores generalizaram quando falaram de corrupção de policiais do Rio,Isso é evidente que tem, mais não podemos crucificar os honesto por isso.
4*Jamais um grupo com 5 agentes Estadunidense,subiriam uma favela no Rio com tamanha facilidade,fazendo as dezenas de bandidos baixarem as armas"com medo de seu armamento pesado".e sobre subir em favela,temos os melhores agentes para tal coisa,chamado de BOPE,não precisariam vim de tão longe essa super equipe.
Acho que fui muito critico, esperando tanto de um filme de acão Norte Americano(EUA)
Fonte;
Angelo JS(Devorador do Pecado)
Baseado no filme,Velozes e Furiosos 5
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sábado, 5 de março de 2011
Mentiroso Compulsivo
Definição do Mentiroso Compulsivomentiroso compulsivo é definido como alguém que mantém deitado fora do hábito. Mentir é a sua forma normal reflexiva de reagir a perguntas. Eles se sentem confortáveis mentindo e à vontade quando fala a verdade. Vê-se que os sintomas do transtorno compulsivo mentindo se desenvolvem durante a infância, quando precisava falar mentira por necessidade. mentirosos compulsivos não são manipuladoras e astuto como mentirosos patológicos. Os sintomas de um mentiroso patológico são diferentes de um mentiroso compulsivo. Mentirosos patológicos mentem para alcançar seus objetivos sem se preocupar um pouco sobre ferir os sentimentos dos outros. Considerando que, para os mentirosos compulsivos, é uma resposta automática para qualquer situação. mentirosos compulsivos são também referidos como os mentirosos habituais ou crônicos. Mentira compulsiva doença é um tipo de transtorno obsessivo compulsivo.
Mentiroso compulsivo é como um vício para muitas pessoas, como tabagismo e abuso de drogas. Como um fumante crônico ou um alcoólatra precisa de ajuda, semelhante transtorno obsessivo-compulsivo, mentiroso também precisa de ajuda. Todas as crianças mentem e tendem a transformar os eventos ocorridos, exagerando a história toda. Este é um comportamento normal para todas as crianças com seu poder de imaginação vívida. Mentir se torna um motivo de preocupação quando a criança encontra-se sem razão aparente. Isso faz com que os pais desconfiam de seus filhos e por sua vez, as crianças tornam-se mais indisciplinados, encontrando-se continuamente. É muito importante identificar o transtorno obsessivo compulsivo em crianças durante os primeiros estágios, para ajudar a criança a ultrapassar este transtorno de personalidade .
Os sintomas mentiroso compulsivo são as seguintes:
Há certas pessoas que precisam ser o centro das atenções onde quer que vá. A fim de manter sua taxa de popularidade alta, eles começam a construir a busca de atenção com mentiras brandas. Essas mentiras logo se tornam uma parte de sua personalidade e nunca achar necessário livrar-se das mentiras inofensivas.
Criar Histórias: Criando histórias de bravura e grandes feitos sobre si mesmo o tempo todo, é um sintoma do mentiroso compulsivo. Eles compõem, tais grandes histórias sobre si próprios, que perdem o seu encanto, uma vez que o gato é fora do saco. Por exemplo, alguém afirma ter lutado uma luta sangrenta com um valentão no bar local, quando na verdade ele é conhecido por ficar com medo ou até desmaiou ao ver sangue.
Abrangendo : Quando um mentiroso compulsivo fica preso em suas mentiras, ele vai inventar uma outra história ou vai negá-la totalmente com uma outra história para apoiar sua alegação de inocência.Mesma história, personagens diferentes: o plágio torna-se outra parte de sintomas obsessivo do mentiroso compulsivo. Não percebe que citam a mesma mentira com a mesma pessoa mais de uma vez. Cada vez que ele diz a mesma mentira, o conceito básico permanece o mesmo, só os personagens, local, data da ocorrência, etc, podem mudar.
Baixa auto-estima: A característica principal da doença do mentiroso compulsivo é baixa auto-estima. complexo de inferioridade da pessoa a inventar histórias, que faz com que ele se sinta digno e apreciado.
Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Este é mais aparente em crianças por fatores de idade em estágios da vida. Mesmo os adultos que sofrem de TDAH com comportamento impulsivo, exibem sintomas compulsivos mentindo.
Transtorno Bipolar: Pessoas que sofrem de um transtorno bipolar está sempre sofrendo mudanças de humor, que vão desde a depressão de um comportamento maníaco.
Outros vícios: toxicodependentes, alcoólicos, jogadores, etc que estão em atividades similares que os leva a cair em problemas mais frequentemente, podem apresentar distúrbio do mentiroso compulsivo. Eles podem continuar mentindo para se ajudar fora das situações pegajosas, sair da confusão financeira, esconder a verdade sobre si mesmos, de seus familiares e amigos.
Realidade Negação: As pessoas que são incapazes de enfrentar a verdade ou incapaz de admitir a verdade são verdadeiros mentirosos compulsivos.
Algumas pessoas mentem, pois não podem deixar de dizer qualquer coisa em contrário, alguma mentira para manipular os outros, ou encontrar-se alguns para obter uma emoção de puxar um rápido em alguém. Como mencionado anteriormente, baixa auto-estima pode forçá-los a mentir para ajudá-los a aumentar a sua confiança. Pessoas em modo constante de negação também acabam por ser os pacientes da síndrome de mentiroso compulsivo.
Há muitos pacientes de transtorno de mentiroso compulsivo, que não tem qualquer outro problema psiquiátrico ou psicológico.Mentira compulsiva tratamento do distúrbio não pode ser forçada sobre uma pessoa. Procurar tratamento do transtorno precisa ser uma decisão voluntária, porque um mentiroso compulsivo já está em modo de negação, que o fez mentir constantemente. Se forçada em um tratamento mentiroso compulsivo, a pessoa não vai acreditar que ele tem um problema, tornando assim o tratamento ineficaz. O objetivo principal do tratamento compulsivo é a modificação do comportamento, que não pode ser bem sucedida se a pessoa não está disposta a mudar. A pessoa pode acabar mentindo para o terapeuta sobre como vencer o hábito e não recebem nenhum benefício com isso.
Fonte;
http://www.buzzle.com/articles/why-people-lie-psychology.html
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sábado, 26 de dezembro de 2009
As 27 mentiras mais contadas
1) ADVOGADO: - Esse processo é rápido.
2) AMBULANTE: - Qualquer coisa, volta aqui que a gente troca.
3) ANFITRIÃO: - Já vai? Ainda é cedo!
4) ANIVERSARIANTE: - Presente? Sua presença é mais importante.
5) BÊBADO: - Sei perfeitamente o que estou dizendo
6) CASAL SEM FILHOS: - Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.
7) CORRETOR DE IMÓVEIS: - Em 6 meses colocarão: água, luz e telefone.
8) DELEGADO: - Tomaremos providências.
9) DENTISTA: - Não vai doer nada.
10) DESILUDIDA: - Não quero mais saber de homem.
11) DEVEDOR: - Amanhã, sem falta!
12) FILHA DE 17 ANOS: - Dormi na casa de uma colega..
13) FILHO DE 18 ANOS: - Antes das 11 estarei de volta.
14) GERENTE DE BANCO: - Trabalhamos com as taxas mais baixas do mercado.
15) INIMIGO DO MORTO: - Era um bom sujeito.
16) JOGADOR DE FUTEBOL: - Vamos continuar trabalhando e forte.
17) LADRÃO: - Isso aqui foi um homem que me deu.
18) MECÂNICO: - É o carburador.
19) MUAMBEIRO: - Tem garantia de fábrica.
20) NAMORADA: - Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei
21) NAMORADO: - Você foi a única mulher que eu realmente amei.
22) NOIVO: - Casaremos o mais breve possível!
23) POBRE: - Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo mundo..
24) RECÉM-CASADO: - Até que a morte nos separe.
25) SAPATEIRO: - Depois alarga no pé.
26) SOGRA: - Em briga de marido e mulher não me meto.
27) VAGABUNDO: - Há 3 anos que procuro trabalho mas não encontro.
Fonte;E,L,AMORIM
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domingo, 6 de setembro de 2009
Os significados dos foras...
Penso em você como um irmãoVocê me lembra o inútil do João
Existe uma pequena diferença de idade entre nós
Não quero fazer amor com o meu pai
Você não me atrai "dessa" maneira
Não deixaria que você tocasse nem no meu cachorro !
Tenho namorado
Prefiro ficar com o meu poodle e tomar uma taça de sorvete vendo "Vale a Pena Ver de Novo" do que estar com você
Não saio com gente do trabalho
Não sairia com você nem que fosse o único homem do Sistema Solar, quanto mais do escritório !
Não é sua culpa. A culpa é minha.
A culpa é sua
Quero me concentrar mais na minha carreira
Um trabalho chato e frustrante como o meu é bem melhor do que sair com você
Sejamos amigos
Quero que você esteja por perto, assim poderei lhe explicar todos os detalhes dos homens com quem eu saio e faço amor
Acho que ainda é cedo
Terei o maior prazer em fazer você perder seu tempo tentando conseguir algo comigo
Você merece uma pessoa melhor
Eu mereço uma pessoa melhor
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