Poligamia, do grego muitos matrimônios. No reino animal, a poligamia se refere à relação onde os animais mantém mais de um vínculo sexual no período de reprodução. Nos humanos, a poligamia é um tipo de relacionamento amoroso e sexual entre mais de duas pessoas, por um período significativo de tempo ou por toda a vida. É permitida por algumas religiões e pela legislação de determinados países.
A poligamia já foi regra nos grupos humanos em estado natural. Durante a história, a poligamia foi amplamente usada, tendo como principal causa a grande diferença numérica entre homens e mulheres ocasionada pelas guerras. Atualmente mesmo em países onde esta é uma pratica legal esta caindo em desuso, sendo amplamente usada somente em áreas de conflito.
A questão sempre esteve também no centro do debate religioso. O Velho Testamento fala de um personagem como Jacó, que teve duas mulheres e treze filhos (vários deles com servas). Essa prole viria a dar origem às doze tribos de Israel.
No Islão, por outro lado, ela tem sido praticada desde sempre (o próprio profeta Maomé teve 16 casamentos simultâneos). Hoje, continua a ser adotado em alguns países muçulmanos e em processo de adoção em outros, o costume é regulamentado pelo Alcorão que tolera a poligamia e permite um máximo de 4 esposas.

Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Uma das doutrinas adotadas pelos Santos dos Últimos Dias, fundada por Joseph Smith, foi a lei da poligamia, ou casamento plural, pivô de muitos transtornos e perseguições contra os membros da Igreja naquela época. Os Santos dos Últimos dias acreditam que Joseph Smith foi inspirado por Deus a instituir esta Lei, além do embasamento doutrinário citando exemplos do velho testamento, onde Abraão e outros personagens tiveram muitas esposas por mandamento de Deus.
Em razão da forte pressão por parte das autoridades norte-americanas e da perseguição sofrida, esta prática foi abolida pela Igreja na presidência de Wilford Woodruff em 6 de Outubro de 1890. A mudança doutrinária deu-se na época em que o território de Utah, onde se concentrava a grande maioria dos membros da Igreja, se candidatava à condição de estado americano e a manutenção de um hábito contrário à opinião pública poderia impedir a pretensão de se estabelecer um "estado mórmon".
Hoje em dia, a prática persiste apenas em grupos dissidentes isolados e não filiados à igreja majoritária, denominados de "mórmons fundamentalistas". Os mesmos vivem em comunidades isoladas no estado americano de Utah e arredores e foram excomungados da Igreja majoritária.
Fonte;Wikipédia BRA





