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domingo, 2 de junho de 2013

As 20 piores companhias aéreas do mundo

1-Turkmenistan Airlines (Turcomenistão)


2-Sudan Airways (Sudão)


3-Ukraine International Airlines (Ucrânia)


4-Uzbekistan Airways (Uzbequistão)


5-Air Koryo (Coreia do Norte)


6-Bulgaria Air (Bulgária)


7-Rossiya Airlines (Rússia)


8-Iceland Express (Islândia)


9-Tajik Air (Tajiquistão)


10-Syrian Air (Síria)


11-Spirit (EUA)


12-Pegasus Airlines (Turquia)



TAAG Angola Airlines (Angola) - empatou na posição 12


14-Royal Air Maroc (Marrocos)


15-Nepal Airlines (Nepal)


16-Cubana Airlines (Cuba)


17-Biman Bangladesh Airlines (Bangladesh)


18-Merpati Nusantara Airlines (Indonésia)


19-Ryanair (Irlanda) - empatou com a posição 18


20-Air Algerie (Argélia)


Fonte
Folha de SP

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Navio do Brasil grava invasões aéreas de Israel no Líbano


O navio de guerra brasileiro da missão de paz da ONU no Líbano registrou 320 invasões do espaço aéreo libanês por aviões militares de Israel nos últimos seis meses. Segundo a diplomacia israelense, os voos têm caráter defensivo. Seu objetivo seria coletar informações sobre supostos foguetes do Hezbollah que poderiam atingir Israel.

Contudo, esses voos militares violam a resolução do Conselho de Segurança da ONU que estabeleceu um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah em 2006 e proíbe forças armadas estrangeiras de entrar no Líbano sem autorização do governo.
As 320 invasões aconteceram entre novembro de 2011 e maio de 2012, segundo o contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, comandante da Força Tarefa Naval da ONU . Em média, elas representam mais de 12 invasões por semana.
Os voos suspeitos foram registrados pelo radar da fragata brasileira "União" e também gravados em imagens pela tripulação. Foram flagrados principalmente aviões de caça, de reabastecimento e "drones" - os aviões militares não tripulados.

"As violações de espaço aéreo são frequentes. Nosso navio tem capacidade de detectar essa atividade aérea. Inclusive isso é uma atividade subsidiária nossa que é muito bem-vinda pela Unifil (missão de paz da ONU no Líbano)", afirmou Zamith à BBC Brasil.
Os sobrevoos irregulares de Israel sobre áreas libanesas acontecem ao menos desde a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano em 2000.
Eles são registrados pela ONU por meio de um radar terrestre instalado no quartel general da Unifil em Naqoura, no norte do país.
Porém, segundo Zamith, o equipamento não tem alcance adequado para monitorar a região próxima à fronteira com Israel.
O posicionamento da fragata brasileira durante missões no litoral sul do Líbano desde o fim do ano passado ampliou a capacidade de detecção da missão e possibilitou o atual registro de flagrantes.

Depois de captadas, as informações sobre os voos suspeitos são analisadas pela Unifil - que verifica se de fato houve violação do espaço aéreo.
Em seguida, a missão faz protestos formais ao Conselho de Segurança da ONU, exigindo que as IDF (Forças de Defesa de Israel) parem com os abusos.

"Esses voos violam a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU. Eles estão minando nossa credibilidade junto à população do sul do Líbano", afirmou à BBC Brasil Andrea Tenenti, o porta-voz da Unifil.
Segundo ele, a ação diplomática é a única reação possível da Unifil, pois seu mandato não permite o uso da força para impedir as violações israelenses - a menos em caso de ataque a capacetes azuis.
A Força Tarefa Naval da ONU existe desde 2006. Desde que o Brasil assumiu o comando da frota no ano passado, um único incidente envolvendo forças navais das Nações Unidas e aviões de Israel foi registrado, em 2011.
Um caça israelense invadiu o espaço aéreo libanês e sobrevoou um navio de guerra da esquadra internacional. Na linguagem naval, esse tipo de ação é considerada atitude hostil.
A ONU entrou em contato com Israel e o caso foi tratado como um mal-entendido.
Segundo o diplomata Alon Lavi, porta-voz da embaixada israelense no Brasil, foi o Hezbollah quem violou a resolução do Conselho de Segurança da ONU com violência praticada dentro do Líbano.
Segundo ele, Israel teria informações de inteligência segundo as quais o grupo extremista xiita estaria estocando foguetes em áreas libanesas.
Outro motivo para os voos seriam "ameaças abertas" feitas por líderes do Hezbollah de atacar cidades israelenses.
"Israel tem a obrigação de obter informações de inteligência sobre esses foguetes porque eles estão apontados para a nossa população de novo", disse.
"É por isso que Israel tem feito voos no espaço aéreo do Libano, mas não temos propósitos ofensivos. A prova disso é que nenhum lugar no Líbano foi ameaçado ou atacado", disse.

Segundo ele, apesar de não haver registro de ataques recentes do Hezbollah, os voos israelenses continuam acontecendo com o caráter de monitoração.
Já para o diplomata Jimmy Douaihy, encarregado da embaixada libanesa, os voos violam a soberania do Líbano. Segundo ele, não há sentido na afirmação de que eles ocorrem em defesa contra o Hezbollah.
"Há tropas das Nações Unidas lá (sul do Líbano). Eles é que monitoram a área e não levantaram esse tipo de atividade", afirmou.
Ele também afirmou que as violações da soberania libanesa por Israel ocorreriam também pelas fronteiras terrestre e marítima. "Desde 2006 foram mais de 10 mil violações.
Acontece quase todo dia. Já apresentamos várias queixas ao Conselho de Segurança (da ONU)", disse.
O contra-almirante Zamith afirmou que os voos israelenses têm características de ações de reconhecimento. Segundo ele, a atividade israelense no espaço aéreo libanês varia de acordo com a conjuntura política da região.
"As situações aqui são cíclicas, às vezes pioram e às vezes melhoram. Obviamente, nos momentos em que a situação do entorno regional se agrava, a tendência é que essas atividades aéreas também aumentem proporcionalmente", disse.
Lavi afirmou, por sua vez, que a relação entre as forças de Israel e os militares brasileiros atuando no Líbano é "muito boa e próxima"

Fonte;
BBC Brasil

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Desastre na Rússia

O avião Yak-42 explodiu pouco depois da descolagem no aeroporto de Yaroslavl causando a morte a 43 pessoas, registrando apenas dois sobreviventes.

A queda vitimou a equipe de hóquei no gelo do Lokomotiv Yaroslavl, que seguia para Minsk, na Bielorrússia, onde iria enfrenta o Dynamo Minsk,pelo Kontinental Hockey League (KHL).
A equipe contava com jogadores alemães, checos, suecos e eslovacos, entre outras nacionalidades,o seu treinador era Brad McCrimmon.

O Lokomotiv Yaroslavl foi fundado em 1949 e é uma das equipes de hóquei no gelo mais prestigiadas da Rússia, tendo sido campeã em 1997, 2002 e 2003.
Em 2011,acabou em terceiro lugar na competição nacional.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, já expressou as suas condolências às famílias das vítimas e poderá visitar o local do desastre, alterando a agenda da sua participacao no Fórum Internacional de Política Global em Iaroslavl. O presidente, como manda o costume, ja encarregou o Comite de Investigação e as autoridades governamentais competentes a fazer todo o necessário para investigar as causas do acidente.O Locomotiv de Iaroslavl é uma das equipes russas mais conhecida do hóquei no gelo. Ganhou três campeonatos da Rússia. A perda de hoje é inestimavel. Não escondendo a emoção, disse o diretor executivo da Federação Russa de Hóquei no gelo, Valeri Fissiuk.

É horrível, pois morreram jovens, na primavera da vida, rapazes talentosos. E a Federação do Hóquei Russa considera o seu dever de não apenas expressar as suas condolências, como tambem prestar toda a assistência possível às famílias enlutadas, mas também de restaurar a equipa, que sempre tem mostrado um jogo original e brilhante. Nunca iremos nos esquecer dos perecidos.

Um grande número de jogadores estrangeiros apresentou-se sob as bandeiras de “Locomotiv”. Foram os jogadores da Ucrânia, República Checa, Suécia, Polônia, Alemanha, Bielorússia, Letônia. Mas os jogadores russos foram o sustentáculo. O mais jovem dos jogadores tinham apenas 20 anos de idade. É lamentável falar no tempo passado sobre esses jovens, cheios de força.

Fonte;
Voz da Rússia

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Avião que Desapareceu nos Andes em 2 de Agosto de 1947



Os picos gelados dos Andes eram um obstáculo de meter medo nos pioneiros da aviação civil da década de 40. Mesmo em um ex-piloto da Força Aérea britânica como Reginald Cook, dono de três medalhas conquistadas em mais de 90 expedições de bombardeio contra a Alemanha durante a Segunda Guerra. Na tarde do dia 2 de agosto de 1947, Cook partiu de Mendoza, na Argentina, com destino a Santiago, no Chile, pilotando o Stardust, um Avro Lancastrian, versão civil do melhor bombardeiro britânico, o Avro Lancaster.

Cook e os outros dez ocupantes do avião da British South American Airways deveriam pousar um pouco antes das 6 horas em Santiago. O último contato pelo rádio ocorreu às 5h40, quando o Stardust enfrentava uma tempestade sobre a cordilheira. O aparelho nunca chegou ao Chile. Dois dias depois, a Embaixada britânica em Santiago mandou um telegrama para Londres: "A causa do desastre pode não ser descoberta jamais e, à luz de outros acidentes nos Andes, o avião pode não ser encontrado durante muitos anos".

O embaixador britânico estava certo: nada mais se soube do Stardust nos 53 anos seguintes. A história começou a mudar, quando um grupo de argentinos topou com os destroços na encosta do Tupungato, um dos vulcões mais altos do mundo, perto da fronteira entre Argentina e Chile. A expedição, composta de dois civis e três soldados do 11o Regimento de Infantaria de Montanha do Exército argentino, foi organizada por insistência de José Moiso. Há dois anos, Moiso tinha ouvido de um colega montanhista de Buenos Aires um relato sobre a existência de pedaços de um avião no Tupungato. Como Moiso além de alpinista é aviador, ele conhecia a história do Stardust e convenceu-se de que estava na pista da aeronave. Com seu filho Alejo e os militares, iniciou a busca.

Os cinco homens seguiram com precisão a rota em que os destroços haviam sido avistados. Levaram dois dias apenas para chegar ao pé do Tupungato. Na quarta-feira 19, o grupo alcançou a metade dos 6.860 metros de altitude do vulcão e começou a encontrar pedaços do velho Stardust. Havia partes da fuselagem e peças do avião espalhadas por uma vasta área. Para Alejo Moiso e o sargento Raúl Armando Cardozo coube a descoberta mais dramática. Eles subiram mais do que os outros na encosta do vulcão e localizaram três corpos, conservados pelas temperaturas abaixo de zero. Havia também a mão de uma mulher.

A descoberta pode fornecer a pista para a solução de vários mistérios que cercam o vôo. Em primeiro lugar, não se conhecem as causas da queda. O capitão Cook tinha apenas 29 anos quando pilotou um avião pela última vez. Mas era um aviador experimentado na guerra e já havia atravessado os Andes várias vezes como co-piloto. No comando de um vôo sobre a cordilheira, aquele 2 de agosto foi sua estréia. Logo que decolou de Mendoza recebeu um informe de que havia uma tempestade em sua rota. Decidiu ir pelo caminho mais direto: sobrevoar o Tupungato e passar acima da tempestade, a 8 mil metros de altitude. O Lancastrian, como todos os aviões da época, não era pressurizado. Voando tão alto, era necessário usar máscaras de oxigênio para respirar. Para os integrantes da equipe que encontrou os destroços, a impressão é de que o Stardust se chocou contra o pico e explodiu. Os restos, que incluem um dos motores quase intacto, podem ajudar os especialistas a determinar as causas do acidente.

Há mais a investigar. Um dos ocupantes do avião era Paul Simpson. Ele era mensageiro do Reino Unido e levava uma pasta com documentos secretos da chancelaria britânica. A Argentina preocupava os ingleses. Juan Domingo Perón, eleito presidente no ano anterior, era tido como hostil aos britânicos, porque simpatizava com as potências do Eixo derrotadas na Segunda Guerra. O mistério sobre os documentos deve ser mais difícil de resolver. "Encontramos roupas, uma carteira pequena e uma valise vazia", disse Moiso. O montanhista não acredita que tenha havido saques nos destroços ao longo dos anos, como se supôs. Ele afirma que nenhum papel resistiria a 53 anos no gelo e à ação do vento no alto dos Andes. Uma equipe de investigação, sob autoridade da Justiça argentina, vai realizar buscas na área, mas é provável que os documentos permaneçam secretos para sempre.

O terceiro mistério não será esclarecido por nada que se possa encontrar nos Andes. Trata-se da última mensagem do Stardust. Ela foi recebida por navegadores do aeroporto do Chile que acompanhavam o avião britânico. Em código Morse, o operador de rádio Dennis Harmer enviou uma única palavra: STENDEC. Confusos, os chilenos pediram confirmação e a misteriosa palavra foi repetida duas vezes. Ninguém nunca soube o que significa.

Fonte;http://epoca.globo.com/edic/20000131/mundo2.htm