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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Como se proteger na internet
Ficar 100% imune à ação de hackers ou espiões é praticamente impossível, segundo os especialistas. Mas várias medidas podem aumentar a segurança cibernética. Veja algumas delas.
1. Configurações
Joe McNamee, diretor da ONG Direitos Digitais Europeus, deu sugestões úteis a quem usa a internet. Instalar "https". O mais comum é a informação chegar ao navegador plo "http" (protocolo de transferência de hipertexto). Mas o "https" (protocolo seguro de transferência de hipertexto) inclui elementos criptográficos que protegem a navegação e é mais recomendável. As instruções para instalação são facilmente encontradas na rede. Adeus à nuvem. Evite o uso de serviços que armazenam a informação na internet (cloud computing). O risco será menor à medida que se diminua a quantidade de informação pessoal em arquivos virtuais. Desativar o JavaScript no navegador. Muitos ataques cibernéticos aproveitam esta ferramenta de programação. Para não ser vítima, recomenda-se baixar programas que bloqueiem o JavaScript. Desativar cookies. Os cookies permitem ao site visitado saber quais as atividades prévias e futuras do usuário. Há instruções na rede sobre como ativar o bloqueio de cookies. Leva apenas alguns minutos.
2.- Senhas e condições de uso
Boas senhas. Não é facil escolher a melhor: grandes, complicadas, com números e letras. Ainda que seja difícil memorizá-las, não é adequado usar a mesma senha para tudo. “É melhor guardá-las na carteira. Uma opção é usar os programas que guardam o nome do usuário e um código cifrado, com uma senha única. Este código pode criar um sistema aleatório de palavras como no site Diceware.com”, explica Dany O’Brien, da ONG Fundação Fronteira Eletrônica (EFF, na sigla em inglês). Condições de uso quilométricas. "Muitos serviços e sites conseguem ter acesso quase ilimitado às informações pessoais dos usuários e podem fazer o que quiser depois que o internauta concorda com as condições de uso. Uma solução é ler as regras ou então contratar uma empresa que detecta possíveis problemas, como o Tosdr.org”, diz McNamee.
3.- Criptografar
Sem exceção, os especialistas concordam que esta é uma ferramenta fundamental e efetiva para proteger mensagens enviadas a partir de qualquer plataforma.
A criptografia protege os dados enviados entre uma pessoa e outra, do momento em que sai do dispositivo emissor até chegar no receptor. O roubo e a espionagem de informação ocorre geralmente nesse caminho.
Bate papo e e-mail. Existem vários sistemas criptográficos na rede. Os mais confiáveis são: Gnu Privacy Guard (GPG), Pretty Good Privacy (PGP) y Thunderbird (os dois últimos são grátis). O grau de complexidade da instalação varia.
O´Brien recomenda o uso do "off the record messaging" (OTR), um programa para proteger bate papos. Ele criptografa as mensagens e pode ser usado no Google Hangout, no Facebook, entre outros.
HD. As últimas versões do Windows, Mac, iOS e Android têm formas de criptografar as informações. Só é preciso ativação. Sem isso, qualquer um pode, em questão de minutos, ter acesso ao conteúdo armazenado no laptop, PC, tablet ou smartphone.
4.-Esforço extra
Adeus internet. Quando se tratam de dados muito importantes e sensíveis, o melhor é armazená-los em computadores sem conexão com a internet. "Se quiser passar um documento do ‘computador seguro’ para o computador com internet, pode-se criptografá-lo e usar um cabo USB para transferí-lo”, recomenda Bruce Schneier, especialista em segurança cibernética.
Há aplicativos úteis também, como o TrueCrypt.
Navegar na rede. É sempre bom estar atento às novidades de segurança disponíveis. Portanto, sempre procure novas ferramentas.
Celulares à prova de curiosos. “Existem aparatos minúsculos que criptografam os telefonemas e trocam o sinal análogo, ou seja, as palavras são ouvidas em um tom inaudível. Quem está espiando não consegue entender”, diz Julia Wing, diretora da Spy Master, empresa que vende dispositivos de vigilância e proteção pessoal.
5.- Mais anonimato
Outra recomendação é recerrer ao The Onion Router (TOR), uma rede de comunicações com código aberto (software de domínio público), que protege o anonimato já que a informação transmitida "viaja" através de diferentes servidores. Isso dificulta saber qual foi o ponto de partida - e o autor - da mensagem.
Para O’Brien, é também importante compartilhar as ferramentas de proteção com a família, amigos e colegas. Assim, aumenta-se a segurança das informações.
Em termos gerais, prefira produtos e serviços de empresas pequenas. Para os especialistas, grandes produtores estão mais vulneráveis ao ataque de hackers e organizações que querm se apropriar de dados transmitidos pela rede.
Fonte
BBC
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Brasil compra R$ 2 bi em armas da Rússia e agora negocia caça
País poderia receber jatos Sukhoi-35 para substituir seus Mirage-2000 e participar da produção do novo modelo T-50
Contrato para aquisição de baterias antiaéreas Pantsir-S1 e lançadores Igla-S, contudo, só deve ser assinado em 2014.
IGOR GIELOW DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Brasil aprofundou sua cooperação militar com a Rússia ao fechar a compra de R$ 2 bilhões em baterias antiaéreas e admitiu participar da produção do caça de próxima geração que está sendo desenvolvido por Moscou.
Segundo o ministro Celso Amorim (Defesa), nada impede a participação brasileira no projeto do Sukhoi T-50, caça que tem cinco protótipos voando e que servirá de base para um modelo a ser produzido em conjunto com a Índia.
Amorim fez o comentário após reunião com seu colega Sergei Shoigu. Reafirmou que o processo para comprar caças de geração atual, o F-X2, segue com três concorrentes: o americano F/A-18, o francês Rafale e o sueco Gripen NG.
Os russos não fizeram ofertas formais de seu modelo atual, que ficou de fora do F-X2, o Sukhoi-35. Segundo a Folha apurou, contudo, a Força Aérea recebeu uma consulta informal para receber uma espécie de "combo".
Pela oferta, o Brasil receberia Sukhoi-35 para substituir seus Mirage-2000 que serão aposentados neste ano enquanto o T-50 não atingir estágio operacional, o que deve ocorrer só após 2016. O novo caça só deverá ter produção comercial no fim da década.
No encontro com Amorim, Shoigu falou genericamente que poderia fazer leasing de equipamento militar russo. Isso foi lido com uma senha para a solução intermediária.
A compra dos caças se arrasta desde 2001. O F/A-18 tinha superado o Rafale no favoritismo, mas o escândalo da espionagem americana travou o negócio politicamente. A ampliação da cooperação com a Rússia ocorre no momento em que a relação Brasil-EUA está abalada.
O T-50 é o projeto de caça de quinta geração em estágio mais avançado no mundo. Só os EUA têm um avião deste tipo hoje, o F-22. A denominação é genérica e indica a adoção de itens como alto índice de informatização e capacidade de voo furtivo, o chamado "invisível ao radar". Sua grande vantagem é a abertura da Rússia a cooperações --os EUA não vendem o F-22.
Para que a negociação ande, os russos deverão melhorar seu pós-venda. Segundo a Folha apurou, a delegação de Shoigu recebeu reclamações sobre peças de reposição e manutenção dos helicópteros de ataque Mi-35 que estão sendo fornecidos à FAB.
O fato de ter sido sacramentado o próximo passo para a compra de baterias antiaéreas Pantsir-S1, um produto de alta tecnologia, indica que o Brasil deu um voto de confiança a Moscou. Amorim ressaltou que a ideia não é a compra em si, mas a capacitação tecnológica. A previsão é de que uma empresa brasileira, que poderá ser a Odebrecht Defesa, venha a produzir a arma. O contrato deverá ser assinado em meados de 2014. Prevê a compra de três baterias mais duas de lançadores Igla-S.
Fonte
Assuntos Militares
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Documentos secretos sobre Ovnis serão abertos
O Ministério da Defesa vai liberar para consulta pública em junho documentos classificados como "secretos" ou "ultrasecretos" que envolvem Objetos Voadores Não Identificados (Ovnis), informou ao G1 o coronel Alexandre Spengler, coordenador do Serviço de Informação ao Cidadão da pasta. Segundo ele, entre os documentos que serão disponibilizados estão os da Operação Prato, da Força Aérea Brasileira, classificados como "ultrassecretos". A operação, realizada entre 1977 e 1978, verificou a ocorrência de luzes na região da cidade de Colares, no Pará. Entre os documentos, há relatos de pilotos da FAB sobre as luzes e fotos de radar.
A decisão de divulgar os documentos foi tomada após reunião realizada nesta quinta-feira (18) entre a representantes do Ministério da Defesa e integrantes da Comissão Brasileira de Ufólogos. “É a primeira vez que um Ministério da Defesa de um país senta-se à mesa com ufólogos”, afirmou Ademar Gevaerd, presidente da Comissão Brasileira de Ufólogos. Segundo Gevaerd, cerca de mil pessoas da região de Colares foram afetadas pelas luzes, das quais 400 tiveram que passar por tratamento e quatro morreram.
“Se efetivamente, a Defesa entregar todos os seus arquivos, nós vamos ter ainda mais subsídios para conhecer esse fenômeno e mostrar à sociedade o que aconteceu”, disse. De acordo com o coronel Alexandre Spengler, desde a regulamentação da Lei de Acesso à Informação, em maio de 2012, a Defesa recebeu 107 pedidos de entidades ligadas à ufologia para a divulgação de documentos – 65 para a Força Aérea Brasileira, 26 para o Exército, nove para a Marinha, cinco para a adminisitração central do ministério e dois para a Escola Superior de Guerra.
Desses 107, 26 foram atendidos e o restante foi indeferido porque se alegou que já estavam disponíveis no Arquivo Nacional, porque não existiam ou porque eram considerados secretos.
A Lei de Acesso à Informação prevê que todos os órgãos revisem seus documentos secretos para verificar a possibilidade de abri-los até junho de 2014. “A Defesa vai se antecipar e abrir documentos secretos em junho deste ano”, disse Spengler.
Segundo o coronel, o Exército afirmou que não tem documentos sobre o evento conhecido como "ET de Varginha", em 1996 em Minas Gerais, porque se extraviaram ou foram destruídos, como é previsto em lei.
Fonte
G1
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