quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Brigas de Casal(as mulheres tem o que procuram)

Vou narra uma história que aconteceu ontem(10/01/2010),antes disso preciso falar do "cenário"eu moro em frente a uma praça,em uma casa de 2 andares moro na parte de cima.

Ontem umas 23hs eu estava assistindo TV,meu irmão que estava cochilando acordou e perguntou,-esta havendo briga na praça?eu falei não.porque normalmente essa praça é bem barulhenta ele olhou pela janela e viu um casal que não estava lá esses amores,pelo pouco que entendi ela de alguma forma bateu nele,não sei especifica como,mas ele estava quase agredindo ela!fiquei na porta olhando para ver se o clima esquentava mais um pouco para eu poder interferir,quando uma amiga dela puxou ela para sai ele deu uma bica nela,desci imediatamente,chegando lá cada foi para um lado da praça o cara voltou para a galerinha dele de skatista, que estava assistindo a tudo sentados e ela foi para o outro canto com a amiga, aos prantos..sentei em um dos bancos e fiquei esperando caso a situação voltasse ao caos,para até bater no moleque se preciso(sem cobra as nossas pendencias dessa galerinha que sempre fica até altas horas fazendo barulho).depois de alguns minutos ele pegou o skate dele e foi embora..a menina que estava aos prantos depois correu atrás dele mesmo a amiga dizendo não vai atrás dele,se fosse para desconta a porrada tudo bem,rsrs..mas não ela pelo jeito não queria "perder ele"aquele cara que a pouco tinha lhe agredido,o que mim restou foi volta para casa puto da vida falando para mim mesmo aquela menina é uma vagabunda..como pode se humilha desse jeito para um imbecil!
final da história e o ditado se repetiu briga de casal ninguém meta o pau!(adaptação de briga de marido e mulher ninguém mete a colher)a maioria das mulheres tem o que elas mesmo procuram...

Fonte;A.J.S

domingo, 10 de janeiro de 2010

Livros Antigos



Livros antigos, é uma das coisas que mais gosto, essa foto(em cima)é de 2 dos livros mais antigos que tenho 5 tragédias de Shakespeare de 1945 e o morro dos ventos uivantes de1948.e nessa imagem abaixo é de parte dos meus outros livros.
tem escritores famosos e outros nem tanto..Machado de Assis,Lima Barreto,Monteiro Lobato,Augusto dos Anjos,Clarice Lispecto,Victor Hugo,Nietzsche,Sun tzu,Maquiavel,Stephen King,Euclides da Cunha,Érico Veríssimo entre dezenas de outros escritores são tantos que da até pane na minha cabeça na hora de escreve-los.

Fonte;Acervo pessoal de A.J.S

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

os 10 Mandamentos Hackers


01- Nunca destrua nenhum sistema.

02- Nunca altere nenhum dos arquivos do sistema, a não ser que seja necessário para esconder a sua presença ou garantir a sua entrada posteriormente.

03- Não compartilhe com ninguém seus projetos hackers.

04- Em uma BBS, não é aconselhável que você discuta seus projetos hackers. BBS’s podem ser monitoradas pelo governo.

05- Nunca dê nomes ou telefones reais em uma BBS.

06- Nunca deixe seu apelido em um sistema que você entrou,entre sempre com fakes.

07- NÃO entre em computadores governamentais pois isto é burrice.

08- Nunca converse sobre seus planos hackers com outra pessoa do telefone de sua casa e muito menos em MSN converse em um local privado onde haja total segurança.

09- Seja atento. Mantenha todo o seu material hacker em um lugar seguro e tenha sempre backup deles para possiveis transtornos.

10- Para se tornar um verdadeiro hacker você deve simplesmente praticar.

Fonte;Desconhecida

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Perca um livro!


'Perca um Livro' é uma iniciativa que pretende trazer para o Brasil uma prática internacional de incentivo à leitura. A idéia é "perder" um livro em lugar público para ser achado e lido por outras pessoas que, então, farão o mesmo. O objetivo é fazer do mundo inteiro uma livraria.

A prática consiste em três passos simples:

1. Leia um bom livro;
2. Cadastre o livro e escreva seus comentários para pegar seu código único e a etiqueta correspondente ao livro;
3."Perca" o livro em um lugar público.

De posse do código o leitor poderá rastrear pelo tempo que quiser os caminhos percorridos pelo livro.

A partida inicial do projeto será dada pela editora Zeiz que irá "perder" 150 exemplares do livro "A Unidade dos Seis - O Herdeiro Especial". Os livros "perdidos" estarão com orientações que levem o próximo leitor a repetir o mesmo procedimento: ler, cadastrar e "perder".

A idéia é que estes livros sejam a ponta de uma corrente que incentive outras pessoas a fazerem o mesmo com outros livros, disseminando entre pessoas o saudável hábito da leitura.

Fonte;http://www.livr.us/

Brasil


Waldemar Niclevicz
No topo do mundo, cume do Everest (8.848m)

"O Brasil quando sonha sacode Washington; quando se move desloca o Continente;
e quando acordar abalará o mundo."

John Gerassi,jornalista americano.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Samurais Heike


A manhã chegou fria e cinza, com ondas que previam a chegada da tempestade. O ano é 1185 e com os navios chegavam sussurros de vozes humanas numa pequena baia, ao sul do Japão, conhecida como Dan-no-ura. O imperador Antoku, então com aproximadamente 9 anos de idade, avistou as bandeiras nos navios e logo compreendeu que iria morrer, assim como milhares de outros que viviam sob seu comando.

Foram quase 50 anos até esse confronto. De um lado, os Heike, da Casa de Taira; de outro, os guerreiros Genji, do clã Miyamoto. A disputa era, nada menos, pelo controle do mundo (ou pelo menos do mundo conhecido na época). Ambos se achavam com direitos ancestrais ao trono imperial. De um lado, mil navios de Heike, lotados de samurais prontos para a luta. De outro, três mil navios de Genji, estrategicamente melhor colocados.

A avó de Antoku, Nu, recolhe o pequeno imperador em seus braços e o leva para um outro reino, no fundo do mar, eliminando o último suspiro de esperança dos Heike. Muitos samurais Heike, leais ao seu imperador, optam por se atirar ao mar, morrendo afogados. O massacre que aconteceu em seguida foi rápido e brutal, consagrando os Genji como futuros governantes do Japão.
A história acima é real. A vitória dos Genji marca a transferência do poder da aristocracia para a classe guerreira, começando o período de liderança militar japonesa, ou shogunato. Toda a armada Heike foi destruída – só sobreviveram algumas mulheres. Essas damas da corte imperial viram-se forçadas a prestar favores aos pescadores da costa, perto do palco da batalha. Interessante notar que os pescadores dizem que os samurais Heike continuam vivos no fundo do mar, sob a forma de caranguejos.

De fato encontram-se neste local caranguejos com marcas e recortes que se assemelham ao rosto de um samurai Heike. Quando coletam esses caranguejos, os pescadores não os comem, mas os retornam ao mar, em respeito aos trágicos acontecimentos de Dan-no-ura.
Uma das explicações parece ser que essa característica é consequência direta da influência humana. As marcas da carapaça dos caranguejos são hereditárias. Tal como nas pessoas, existem muitas linhas genéticas nos caranguejos, contribuindo para uma enorme diversidade de formas. Imagine agora que, entre os antepassados desse caranguejo, surja por acaso um indivíduo que se assemelhe a um rosto humano.

É possível que os pescadores, ao se depararem com essa forma, relutem em comê-los, devolvendo-os ao mar. Seja por respeito ou sentimentos anti-canibalísticos, essa seleção dos pescadores inicia um curioso processo evolutivo: caranguejos normais servirão de alimento aos humanos e a linhagem terá menos chances de deixar descendentes. Por outro lado, caranguejos que se assemelhem a um rosto humano serão devolvidos intactos e terão maiores chances de gerar outros da mesma linhagem.

Imagine esse processo repetindo-se ao longo de muitos anos, diversas gerações de caranguejos e de pescadores. Vemos a sobrevivência preferencial de caranguejos com face humana caminhando com a transmissão cultural humana, histórias da batalha de Dan-on-ura e lealdade de seus samurais. Num determinado momento, só restariam caranguejos não apenas com uma face humana estampada nas costas, mas com a face de um furioso samurai Heike do Japão medieval. Repare que em nenhum momento a seleção fora baseada em alguma característica vantajosa para os caranguejos samurais. A seleção foi imposta do exterior, realizada inconscientemente pelos pescadores – e sem qualquer premeditação da parte dos caranguejos.

Existem controvérsias a respeito das causas reais da seleção dos caranguejos Heike. É possível que outras forças evolutivas, desconhecidas do homem, atuaram na seleção. As “bochechas” e outras características humanas observadas na carcaça do animal servem para determinados fins e não são meramente decorativas. Algumas fissuras são locais de inserções musculares, que podem ter sido requisitadas durante algum outro processo seletivo. Além disso, existem outras culturas orientais que também associam a forma de caranguejos com faces humanizadas, como no termo chinês Keui Lien Hsieh (caranguejo com face de demônio).

De qualquer forma, a saga dos caranguejos Heike é um potencial exemplo do processo de seleção onde certas linhagens sobrevivem não por causa de forças da natureza, mas pela intenção humana. Esse caso específico é conhecido por biólogos e foi amplamente difundido por Carl Sagan em um episódio de “Cosmos” (alguém lembra?).

Na verdade, é apenas um dos milhares de exemplos desse tipo de seleção artificial, onde os homens decidem quais tipos de organismos sobreviverão no futuro. Hoje em dia, a seleção artificial é conscientemente utilizada em microbiologia, genética e biotecnologia, para a descoberta e desenvolvimento de novas drogas, por exemplo.

Fora dos laboratórios, o homem também modifica o ambiente a todo momento, nem sempre de forma consciente. Ainda não compreendemos as conseqüências de nossas ações no ambiente. Ações corriqueiras como o uso de detergentes, plásticos etc., influenciam o ecossistema e vão direcionar as espécies que vão habitar o planeta no futuro.

Interessante notar que, mesmo com tanta capacidade mental e tecnológica, o homem corre o risco de não estar entre as espécies selecionadas, gerando a própria extinção.
Fonte;http://colunas.g1.com.br/espiral/Urana.

2010..


Imagem de 2008 que poderia muito bem ilustra uma postagem de 2010,não porque a foto ficou boa mais porque era esse o sentimento que deveria esta até hoje.
Não sou contra a amplitidão da família,mas a minha base esta aqui esta faltando um único na foto,o mais roxo dos botafoguenses,Pai.
essa foto foi tirada num momento onde a base dessa família estava bem fixa,onde o dinheiro,as conversas alheias não sucumbisse essa base tão sólida,mas as coisas muda e todas as outras bases que forma no geral toda a família já se desmancharam nas ideias "progressistas"do que o futuro o traz.
mas desejo ao "meu"pequeno núcleo um feliz 2010.sem muita coisa material que isso desestabiliza qualquer núcleo(já sentimos na pele isso),mas com muita diversão e sem aborrecimentos..
Made in PB.

ASS;Angelo J.S

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Evento de Tunguska


Tunguska é uma região da Sibéria Central onde, às 7h15 da manhã de 30 de junho de 1908, houve uma gigantesca explosão após uma bola de fogo ser vista atravessando o céu. Não foram encontrados vestígios de meteorito, mas uma onda de impacto devastou toda a região do lago Baikal, afetando em menor grau todo o norte da Europa. Este evento recebeu o nome desta região, evento de Tunguska.
Ao cruzar o céu e em seguida tocar o horizonte (segundo testemunhas), uma bola de fogo gerou uma enorme explosão. Foram destruídos aproximadamente 2 000 quilômetros quadrados de florestas em redor do local do suposto impacto.
Consta que a onda de choque causada pela explosão se propagou pela atmosfera e circundou o planeta Terra por duas vezes.
Durante dois dias, em Londres, a cerca de dez mil quilômetros de distância do evento, se podia ler jornal à noite, graças à luminosidade remanescente, devida à quantidade de poeira finíssima dispersa na atmosfera terrestre.
O governo dos czares da Rússia não podia ser incomodado para investigar um evento tão trivial que, afinal, tinha ocorrido muito longe, entre os tunguses, povo atrasado da Sibéria. Passaram-se dez anos após a Revolução até que uma expedição chegou para examinar o solo e testemunhar os indícios. Estes são alguns dos relatos que trouxeram:

Cedo pela manhã, enquanto todos dormiam, as tendas, explodiram no ar junto com seus ocupantes. Quando caíram de volta na Terra, a família inteira sofreu leves contusões, mas Akulina e Ivan Perderam realmente a consciência. Quando a recobraram, escutaram muito barulho e viram a floresta à volta em chamas, e grande parte dela devastada.

Estava sentado na entrada da casa na estação comercial de Vanovara na hora do café da manhã e olhando na direção norte. Tinha acabado de levantar o machado para segurar um barril, quando de repente o céu foi partido em dois, e bem acima da floresta, toda a parte norte do céu parecia coberta de fogo. Naquele instante senti muito calor como se minha camisa estivesse pegando fogo... Tive vontade de tirá-la e jogá-la fora, mas então houve uma explosão no céu e escutamos um tremendo estampido. Fui atirado ao solo a três sagenas de distância da entrada e por um momento perdi a consciência. Minha mulher me pegou e colocou-me dentro da cabana. O estampido foi seguido de um barulho como o de pedras caindo do céu, ou revólveres atirando. Naquele momento, quando o céu abriu, um vento quente, como o proveniente de um canhão, passou pelas cabanas vindo do norte e deixou sua marca no chão.

Quando sentei para tomar meu café da manhã ao lado do arado, escutei estampidos, como os de uma arma. Meu cavalo caiu de joelhos. Do lado norte acima da floresta subiu uma chama... Então vi que a floresta de abeto tinha vergado pelo vento e pensei em um furacão. Agarrei-me ao arado com ambas as mãos para que não fosse levado. O vento era tão forte que carregava a terra da superfície do solo, e então o furacão despejou uma parede de água sobre Angara. Vi com clareza, pois a minha terra é uma colina.

O estrondo assustou tanto os cavalos que alguns galoparam em pânico, arrastando os arados em direções diferentes, e outros caíram.

Os carpinteiros, após o primeiro e segundo estrondos, ficaram estupefatos, e quando houve o terceiro, eles caíram sobre as aparas de madeira. Alguns estavam tão atordoados e aterrorizados que tive que tranquilizá-los. Todos abandonamos os trabalhos e fomos para a vila. Lá, multidões inteiras de habitantes locais estavam nas ruas, aterrorizados e comentando o fenômeno.

Eu estava nos campos... e tinha acabado de pegar um cavalo para atrelar e pegava outro, quando de repente ouvi o que me pareceu como um único tiro à direita. Imediatamente virei e vi um objeto flamejante alongado atravessando o céu. A parte da frente era muito mais larga do que o final da cauda, e sua cor, a do fogo à luz do dia. Era muito maior do que o Sol, mas menos brilhante, de modo que era possível olhar para ele a olho nu. Atrás das chamas havia algo que parecia poeira. Estava enroscada em pequenas lufadas... e eram deixadas faixas azuis atrás das chamas. Logo que a chama desapareceu, ouviram-se explosões mais altas do que as provocadas por armas, sentimos o solo tremer, e os vidros das janelas se despedaçaram.
O evento ocorrido em Tunguska, segundo alguns cientistas, pode ter sido algum fragmento de antimatéria destruído em energia ao se deslocar na atmosfera da Terra lançando raios gama.

O que contradiz esta teoria é a ausência de radioatividade residual em quantidade significativa.

Alguns físicos postulam a passagem de um minúsculo buraco negro pela Terra, porém não existem registros de ondas de choque provenientes do Atlântico Norte.

Existem relatos de pessoas que viram bolas de luz e cilindros cruzando os céus naquele dia, levando a especulação de ufólogos a respeito de ter sido a explosão de um UFO.

Pode-se dizer que existe uma unaminidade no evento: "a gigantesca explosão seguida de uma monumental onda de choque e incêndio na floresta."

Também não existem vestígios de cratera de impacto na região.
Segundo muitos cientistas, a única explicação aceitável é a provável queda de um pedaço de cometa atingindo uma velocidade de entrada em torno de trinta quilômetros por segundo. Pode-se aceitar que seu tamanho poderia ter algo em torno de cem metros de comprimento, pesando cerca de um milhão de toneladas.

Os indícios encontrados por Emlen V. Sobotovich levam a crer que realmente o evento de Tunguska foi a queda de um pequeno cometa.

Os cometas são formados principalmente de gelo de metano (CH4), gelo de amônia (NH3), e gelo de água (H2O). Entrando na atmosfera da Terra com uma velocidade de 30 km por segundo, um objeto deste produzirá uma enorme bola de fogo que irradiará muita luz e energia, causará uma onda de vento de grande intensidade e temperatura que queimará instantaneamente árvores e o que estiver em seu caminho.

Causará uma onda de impacto que será sentida em todo o planeta e não fará cratera alguma. Pois se atingir a superfície da Terra, apesar do impacto, a massa será aparentemente líquida. Porém haverá indícios cometários espalhados pela superfície na forma de micro-diamantes.

Estes diamantes são formados pela enorme pressão e temperatura no momento de reentrada e no impacto com a superfície. A matéria prima é o carbono do metano do próprio cometa que se aquece rapidamente e não se dispersa, ao contrário do hidrogênio. Foram estes minúsculos diamantes que Emlen V. Sobotovich encontrou na região do suposto impacto cometário.
Estudiosos têm encontrado freqüentemente micro-diamantes em regiões impactadas por meteoritos que provavelmente se formaram em interiores cometários e sobreviveram à entrada na atmosfera.
Estas descobertas tem grande probabilidade de demonstrar a teoria de que foi uma impactação cometária que causou o evento de Tunguska.

Fonte;http://pt.wikipedia.org/wiki/Evento_de_Tunguska/Rafael Calsaverini

domingo, 3 de janeiro de 2010

2010 Começa com Tragédia em Angra dos Reis

ANTES

Angra dos Reis - Sonhos interrompidos pela tragédia, famílias destroçadas pela dor da perda de filhos e entes queridos. Os deslizamentos de encostas no Centro de Angra dos Reis, no Litoral Sul Fluminense, e na enseada de Bananal, na Ilha Grande, provocaram a morte de 43 pessoas — elevando para 67 o número de óbitos em todo o estado — e deixaram rastro de destruição. No lugar das comemorações do Réveillon, amigos e sobreviventes precisam agora reunir forças para tentar reconhecer corpos e enterrar familiares. Até ontem, 27 vítimas haviam sido identificadas e liberadas pelo Instituto Médico Legal (IML).
Em Angra, cerca de 300 pessoas, entre parentes e amigos de vítimas, participaram de velório coletivo no Colégio Estadual Arthur Vargas. Sem documentos, perdidos nos escombros, parentes tiveram dificuldade para liberar os corpos. Uma das sobreviventes do Morro da Carioca, Fabiana Emídio de Carvalho, 22 anos, perdeu a mãe e seis irmãos, o mais novo de apenas seis meses. “Minha vida acabou”.
Entre as vítimas da avalanche em Ilha Grande estavam as irmãs Gabriela, 9 anos, e Geovana Repetto, 12. Os pais das meninas, o empresário Marcelo de Assis Repetto, 45, e Cláudia Repetto, 42, proprietários da rede de lojas Avaphoto, sobreviveram, mas estão em estado grave em hospitais do Rio. Cláudia teve as pernas esmagadas.

DEPOIS

“As filhas eram a vida deles”, disse Sérgio Allak, sócio de Marcelo. No imóvel soterrado — alugado para o Réveillon — também morreram os tios, Renato de Assis Repetto, 60, e a mulher Ilza Maria Roland, 50. Giovanna Ribaski Repetto colecionava mais de 200 amigos no Orkut e estudava no Centro Educacional Espaço Integrado, na Barra da Tijuca. A família morava no Jardim Oceânico, Barra. Ontem, mais de 500 mensagens foram postadas para elas.

Uma família inteira de Arujá (SP) morreu: o empresário de uma fábrica de brinquedos Márcio Luiz Baccin, 31, a mulher Cecília Baccin, 30, grávida de seis meses, e o filho do casal, Geovani, 3. O comerciante Flávio Larine, filho do prefeito de Arujá, Abel Larine, se salvou. Mas a noiva, a dentista Emanuela Rodrigues Neto, 30, está desaparecida. Ficaram noivos no Natal e pretendiam se casar em novembro. O amigo Luiz Henrique Alegri, que se salvou, voltou para Arujá sem a namorada, a auxiliar de vendas Fernanda Muraca, 27. Flávio e Luiz Henrique foram jogados ao mar. Ricardo Ferreira da Silva, 33, e Natália Pacheco, 30, planejavam casamento em março. Os corpos estão entre os identificados.

Ademir Pereira viu a irmã, Clemilda de Jesus Pereira, 44, e outra filha, Aline de Brito Pereira, 22, abraçadas, semi-enterradas, na Enseada do Bananal, já mortas. Também não conseguiu salvar a sobrinha Gabriela, 12, soterrada até a cintura.
Fonte;Reportagem de Élcio Braga e Christina Nascimento.