sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pink - Who Knew -Quem Diria


Quem Diria

Você pegou minha mão
Você me mostrou como
Você me prometeu que ficaria por perto
Aham
Tá certo...
Eu absorvi suas palavras
E eu acreditei
Em tudo que você me disse
É, aham
Tá certo...

Se alguém dissesse três anos atrás
Que você iria embora
Eu me levantaria e socaria todos eles
Porque eles estariam enganados
Eu sei melhor que eles
Porque você disse "para sempre"
"E sempre"
Quem diria...

Lembra-se quando nós éramos tão bobos
E tão convencidos e tão, tão legais
Oh não
Não não
Eu queria poder te tocar de novo
Eu queria poder ainda te chamar de amigo
Eu daria qualquer coisa

Quando alguém disse seja agradecido
Para aqueles que já não estão por perto
Eu acho que eu não sabia como mesmo
Eu estava totalmente errada
Eles sabiam melhor que eu
Ainda sim você disse "para sempre"
"E sempre"
Quem diria

Eu te manterei trancado em minha mente
Até nós nos encontrarmos novamente
Até nós...
Até nós nos encontrarmos novamente
E eu não te esquecerei, meu amigo
O que aconteceu?

Se alguém dissesse há três anos atrás
Que você iria embora
Eu me levantaria e socaria todos eles
Porque eles estariam enganados
Aquele último beijo
Que eu apreciarei
Até nós nos encontrarmos novamente
E o tempo torna tudo mais difícil
Eu queria poder me lembrar
Mas eu mantenho sua memória
Você me visita em meus sonhos
Meu querido,
Quem diria

Meu querido, meu querido
Quem diria
Meu querido, sinto sua falta
Meu querido
Quem diria

Quem diria

Fonte
http://www.muitamusica.com.br/youtube

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

soberania nas Malvinas!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que o Conselho de Segurança das Nações Unidas "deve reabrir" a discussão em torno da jurisdição sobre as Ilhas Malvinas, em disputa entre Argentina e Grã-Bretanha.
Em discurso durante a Cúpula da América Latina e Caribe, em Cancún, Lula questionou tanto a postura da Grã-Bretanha como a da ONU no episódio.

"Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância?", questionou o presidente.
Lula sugeriu que a resposta para esse questionamento pode estar no fato de a Grã-Bretanha ser um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU."Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e para eles pode tudo e para os outros, não pode nada?", disse.

Coragem, o presidente pediu aos 32 chefes de Estado e representantes de governo que participam da cúpula que "instiguem" a ONU a "reabrir a discussão" sobre a disputa territorial entre Argentina e Grã-Bretanha.
Lula aproveitou o debate em torno das Malvinas para sugerir a reforma do Conselho de Segurança da ONU, uma de suas principais reivindicações no cenário internacional.
"Não é possível que a ONU continue com o Conselho de Segurança representado pelos interesses geopolíticos da Segunda Guerra (Mundial) e não leve em conta todas as mudanças que ocorreram no mundo", disse.
Ainda de acordo com o presidente, se os países da região "não tiverem coragem" de enfrentar esse debate, a ONU “vai continuar a funcionar sem representatividade e os conflitos no Oriente Médio vão ficar por conta dos interesses eminentemente norte-americanos”.

"Na verdade era a ONU que deveria assumir a responsabilidade de estar negociando a paz no Oriente Médio, as discussões com o Irã. Por que a ONU se afasta e os países individualmente tratam desses assuntos?”, questionou.
Segundo Lula, a ONU "perdeu representatividade" e muitos dos países que ficam no Conselho de Segurança "preferem a ONU frágil".
"Assim eles podem desobedecer às decisões da ONU e fazer de seu comportamento, enquanto nação, a grande personalidade de governança mundial", acrescentou Lula.

Histórico
As Malvinas, chamadas pelos britânicos de Falklands, são um arquipélago de dezenas de ilhas ao sul do Oceano Atlântico.
O território pertence à Grã-Bretanha, mas ele fica geograficamente próximo do litoral da Argentina, que reivindica a soberania sobre a região desde o século 19.
A Argentina invadiu o arquipélago em abril de 1982, iniciando uma guerra com a Grã-Bretanha. A vitória britânica, em junho do mesmo ano, não impediu Buenos Aires de continuar aspirando ao controle sobre as ilhas.

Os argentinos acreditam que herdaram o território dos colonizadores espanhóis, que disputaram a soberania sobre o arquipélago no século 18 com os britânicos.
Grã-Bretanha e Espanha chegaram a estabelecer colônias simultâneas nas ilhas, mas os britânicos abandonaram o assentamento, abrindo caminho para a presença de colonos argentinos – que, depois, foram expulsos pelos britânicos.
O principal argumento britânico para manter a soberania sobre as Malvinas é que, hoje, a população local é britânica e prefere manter os laços coloniais.

Fonte;BBC BRASIL

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

5 Times que mais cederam jogadores a seleção Brasileira


Botafogo - 36 jogadores, em 45 convocações
Pamplona (30), Benedito (30), Nilo (30), Carvalho Leite (30 e 34), Germano (34), Sílvio Hoffman (34), Otacílio (34), Ariel (34), Martim (34 e 38), Canali (34), Átila (34), Nariz (38), Zezé Procópio (38), Perácio (38), Patesko (38), Nilton Santos (50, 54, 58 e 62), Didi (58 e 62), Garrincha (58 e 62), Amalrildo (62), Zagallo (62), Manga (66), Rildo (66), Gérson (66), Jairzinho (66, 70 e 74), Paulo César Caju (70), Roberto (70), Marinho Chagas (74), Dirceu (74), Rodrigues Neto (78), Gil (78), Paulo Sérgio (82), Josimar (86), Alemão (86),Mauro Galvão (90), Gonçalves (98) e Bebeto (98)São Paulo - 33 jogadores, em 40 convocações
Bauer (50 e 54), Rui (50), Noronha (50), Friaça (50), Alfredo (54), Mauro (54 e 58), Maurinho (54), De Sordi (58), Dino Sani (58), Bellini (62 e 66), Jurandir (62), Paraná (66), Gérson (70), Waldir Perez (74, 78 e 82), Mirandinha (74), Chicão (78), Zé Sérgio (78), Oscar (82 e 86), Renato (82), Serginho Chulapa (82), Falcão (86), Silas (86), Careca (86), Müller (86 e 94), Ricardo Rocha (90), Zetti (94), Cafu (94), Leonardo (94), Zé Carlos (98), Rogério Ceni (02 e 06), Belletti (02), Kaká (02) e Mineiro (06)Flamengo - 31 jogadores, em 33 convocações
Benevenudo (30), Moderato (30), Válter (38), Domingos da Guia (38), Leônidas (38), Juvenal (50), Bigode (50), Dequinha (54), Índio (54), Rubens (54), Moacir (58), Zagallo (58), Joel (58), Dida (58), Paulo Henrique (66), Silva (66), Brito (70), Renato (74), Paulo Cesar Caju (74), Toninho (78), Zico (78, 82 e 86), Leandro (82), Zico (82), Júnior (82), Sócrates (86), Zé Carlos (90), Renato Gaucho (90), Gilmar (94), Junior Baiano (98), Zé Roberto (98) e Juninho Paulista (02)Vasco - 30 jogadores, em 32 convocações
Brilhante (30), Itália (30), Fausto (30), Russinho (30), Niginho (38), Barbosa (50), Augusto (50), Danilo (50), Alfredo (50), Eli (50 e 54), Maneca (50), Ademir (50), Jair (50), Chico (50), Pinga (54), Belini (58), Orlando (58), Vavá (58), Brito (66), Abel Braga (78), Roberto Dinamite (78 e 82), Dirceu (78), Pedrinho (82), Acácio (90), Mazinho (90), Bismarck (90), Tita (90), Bebeto (90), Ricardo Rocha (94) e Carlos Germano (98)Fluminense - 23 jogadores, em 29 convocações
Veloso (30), Ivan (30), Fortes (30), Fernando (30), Preguinho (30), Batatais (38), Machado (38), Romeu (38), Hércules (38), Tim (38), Castilho (50, 54, 58 e 62), Veludo (54), Pinheiro (54), Didi (54), Jair Marinho (62), Altair (62 e 66), Denílson (66), Félix (70), Marco Antônio (70 e 74), Edinho (78), Rivelino (78), Paulo Victor (86) e Branco (86 e 94)

Fonte;http://www.fogaonet.com

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

São Paulo 4* cidade mais cortês do Mundo


Levantamento em 36 metrópoles analisou bons modos em situações simples, como fazer compras

"Sou recebida com um sorriso no rosto em todos os lugares", diz a polonesa Camila Luszczewska, de 23 anos, há seis meses em São Paulo estudando na Fundação Getúlio Vargas. "Todo mundo procura me ajudar sempre que preciso." Tudo bem que o fato de ser uma jovem simpática e loira facilita a aproximação, mas não é só isso. A opinião de Camila sobre a hospitalidade do paulistano endossa a pesquisa feita pelo Reader?s Digest, em que São Paulo aparece como a quarta cidade mais cortês do mundo, empatada com Berlim, na Alemanha, e Zagreb, na Croácia.

No topo da lista está Nova York (1ª), nos Estados Unidos, seguida por Zurique (2ª), na Suíça, e Toronto (3ª), no Canadá. Ao todo, foram analisadas 36 grandes cidades espalhadas pelo globo (veja ranking no quadro abaixo). O levantamento ficou por conta de repórteres da revista que, disfarçados, tentaram medir indicativos de bons modos da população. Eles checaram, por exemplo, se os moradores têm o hábito de ajudar a pegar objetos caídos na rua, de agradecer em situações rotineiras como nas compras, e ainda de praticar gentilezas como segurar a porta para alguém entrar no edifício. Cada uma dessas situações foi repetida cerca de 20 vezes em cada região das cidades testadas.

Outra boa notícia: ao comparar o resultado deste ano com o do ano passado, São Paulo subiu uma posição no ranking. Em 2007, estava em quinto lugar. "O povo acolhedor é um dos principais trunfos para um destino turístico de sucesso", comemora Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, empresa oficial de promoção turística e de eventos no Município, que vem investindo na formação de profissionais fundamentais no receptivo. É o caso de taxistas e guias que passam por cursos de capacitação.

"Também temos um trabalho com o Metrô. Nas estações, colocamos estagiários em Turismo, facilmente identificados pelas camisetas com os dizeres ?posso ajudar??", diz Aline Delmanto, gerente de Planejamento e Estratégia da SPTuris. Os resultados aparecem na prática. Há apenas 24 horas em São Paulo, o canadense Micke Stockir, de 40 anos, foi da Avenida Paulista para a Estação da Luz, de metrô. Como ele fez? "Ao pedir informações no metrô, disse em português que não sabia o idioma. Logo apareceu alguém falando inglês que me explicou como chegar lá." E foi assim também que ele conseguiu a dica de um bom restaurante para almoçar. "Em São Paulo as pessoas são mais abertas", resume a alemã Géraldine Wuorm, de 26 anos, que veio visitar o namorado brasileiro. "Na verdade, a cidade perde para Nova York só em beleza."

RANKING

1.º Nova York (EUA)
2.º Zurique (Suíça)
3.º Toronto (Canadá)
4.º São Paulo (Brasil)

Fontehttp://www.spmetropole.com

A Máfia de Memphis


A Máfia de Memphis era o apelido de um grupo de amigos, associados, funcionários e "yes-men", cuja função principal era para ser em torno de Elvis Presley de 1954 até sua morte. Vários papéis cheios prática na vida do cantor. Por exemplo, eles foram contratados para trabalhar para ele como guarda-costas ou no Posto de logística e programação. Nestes casos, Elvis pagou os salários, mas a maioria vivia de prestações e acessórias, tais como os presentes, carros, casas e bônus. Ao longo dos anos, o número de membros cresceu e mudou, mas a maior parte havia um grupo central que passou muito tempo com o cantor.
Por volta de 1960, a mídia apelidou essas pessoas de "A Máfia de Memphis." Esta primeira se refere à sua imagem, como eles costumam cruzou a cidade em mohair ternos pretos e óculos escuros. Segundo um relato, uma multidão de pessoas em frente ao Hotel Riviera vistos como duas grandes limusines pretas chegaram. Elvis e seus amigos saíram dos dois carros e alguém na platéia gritou: "Quem são eles, a Máfia?

Como filho único, os homens da "máfia" de Elvis preferido em torno dele que eram leais, confiável e respeitoso. Assim, os membros da família e os amigos de sua juventude foram muito importantes para ele. "Pela primeira vez em sua vida, ele tinha um grupo de amigos do sexo masculino, com cerca de pal, e ele adorou ser o líder da matilha."O grupo começou com primos de primeiro grau de Elvis Junior e Gene Smith (Gladys Presley 's crianças irmã Levalle's) que acompanhou Elvis em toda parte, junto com a alta de Elvis escola amigo Red West e rockabilly cantor Cliff Gleaves.Naquele tempo Judy Spreckels parece ter sido a única mulher. Ela se descreve como tendo sido como uma irmã para Elvis, um companheiro, confidente e detentor de segredos no dia emocionante de sua carreira. "Elvis foi cercado pela primeira onda do que se tornaria populamente conhecido como a Máfia de Memphis." Ela diz que ele "estava com ele e os caras o tempo todo." Eles levaram carrinhos de choque em Las Vegas, montou cavalos na Califórnia, e sai em Graceland. "Não havia uma multidão, então, apenas alguns indivíduos", e ressalta que ela "não tinha nada a ver com ser um homem sim para ele e, obviamente, ele confiava em mim."Entre "o primeiro a viver, viajar e brincar com Elvis "também foram Sonny West, Joe Esposito, Charlie Hodge, Marty Lacker, e Lamar Fike:" Ao longo dos anos eles se juntaram na folha de pagamento pelos irmãos Stanley - Ricky, Billy e David - Jerry Schilling, Larry Geller, Dave Hebler e muitos outros.
Cada um tinha funções específicas. Joe Esposito oficiou como gerente da estrada principal e foi homem de Elvis mão direita, Chefe do assessor pessoal há quase 17 anos. Marty Lacker serviu como homem de Elvis mão direita e Chefe do Pessoal Auxiliar de 3 daqueles anos afirma Esposito e Lacker servido como Co Presley-The Best Men em seu casamento. Sonny West foi o responsável pela segurança em shows Presley. Red West foi um dos primeiros amigos de Elvis Presley em seus dias de escola, seu guarda-costas primeiro que ele permaneceria até o último ano da vida de Elvis Presley.
Byron Raphael, um assistente de gerente de Presley Coronel Tom Parker, trabalhou para Elvis em 1956-57 e obteve várias garotas para subir na cama com a estrela, incluindo algumas estrelas de cinema bem conhecida. Esta foi também uma das tarefas dos homens da máfia de Memphis, como muitas meninas queriam entrar em contato estreito com a "estrela"
Quando Presley surgiu como uma grande celebridade em 1956, ele era constantemente assediada por fãs e adorando a imprensa, fazendo uma vida normal impossível. Ele iria alugar uma sala de cinema para assistir a um filme ou um parque de diversões inteiro Memphis para montar uma montanha russa. Manipuladores de profissionais e especialistas em segurança de celebridades ainda não havia evoluído. Presley enfrentou repetidas ameaças de violência física de indignação moral extremistas e ameaças de morte de fanáticos (como viria a acontecer quando ele se apresentou em Las Vegas).Estas ameaças foram mantidos fora da imprensa por medo de provocar ainda mais.

"Gerald Marzorati diz que Elvis não podia ir em qualquer outro lugar sem uma falange de amigos,Sempre que você estava com Elvis na maioria das vezes você estava com sua comitiva, freqüentemente compraram automóveis novos Cadillac para os empregados, parentes e amigos"

Fonte:http://en.wikipedia.org/wiki/Memphis_Mafia(wikipedia USA)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Soberania!


Comando Militar da Amazônia está precavido contra invasão, diz general
07:08
Eduardo Mamcasz
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

Brasília – O chefe do Comando Militar da Amazônia, general Cláudio Barbosa Figueiredo, garantiu que as forças armadas brasileiras estão “precavidas” diante da ameaça de invasão militar estrangeira na “cobiçada e imensa” região amazônica. “E estamos desenvolvendo aqui uma estratégia, que é a estratégia da resistência”, diz o general na reportagem.

Cláudio Figueiredo assegurou que a “estratégia da resistência” será usada contra qualquer tipo de inimigo “seja de forças superiores à nossa , seja de igual valor”. Segundo o general, “qualquer uma delas encontrará resistência muito forte que contra-indica uma aventura desse tipo”. Ele afirmou ainda que é preciso ter planejamento e treinamento para que, se houver invasão, “nós
possamos dar uma resposta compatível com a segurança que a Amazônia merece”.

A fronteira do Brasil com a Colômbia, apesar da atividade guerrilheira no país vizinho , não preocupa tanto, no momento, o comandante militar da Amazônia quanto a fronteira com o Peru por causa, segundo ele, da “ação deletéria dos madeireiros ilegais que estão invadindo o
território”. O general lembrou que esses madeireiros “não têm nada a ver com o governo do Peru” e atuam no nosso lado nas áreas indígenas dos Ashaninka. “Isto está nos preocupando muito e junto com o Ibama estamos fazendo operações para coibir esses ilícitos”, afirmou.

Atualmente, o Comando Militar da Amazônia tem 22 mil soldados – com a chegada da Brigada de Infantaria de Niterói (RJ) serão 25 mil – e sua principal base de sustentação financeira é no Projeto Calha Norte, que está presente em 151 municípios, sendo 95% de fronteira. Em 1985, o
número de militares do Exército não passava de seis mil. “Isso tudo foi patrocinado pelo projeto Calha Norte”, disse o comandante. Ele destacou que o Exército na Amazônia leva “cidadania a esse pessoal do interior onde a presença do Estado brasileiro é muito frágil”.

O apoio logístico e de segurança que o Exército dá na Amazônia para que “os órgãos possam trabalhar” também foi destacado pelo comandante militar da região. “Nós estamos com o que chamamos de estratégia da presença, disse o general, e estamos praticamente em toda a
extensão da Amazônia brasileira, nossos efetivos são grandes e nós conhecemos a toda a região”.

"OBS;essa reportagem foi feita antes de se quer saber da base estadunidense recém projeta na Colômbia."

Fonte;http://www.radiobras.gov.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Pedras Raras!!

Demantoid Garnet (Granada Demantóide)

As granadas são pedras conhecidas desde a antigüidade mas essa variedade permaneceu desconhecida até 1853 quando foi descoberta nas águas geladas do rio Bobrovka, nos monte Urais, Rússia.De um verde vivo e incomum, a pedra brilhava como diamante e logo ganhou fama e seus preços dispararam.
Durante o comunismo, o Demantóide desapareceu do mercado internacional voltando no final dos anos 80, com o fim da União Soviética.
Os demantóides geralmente são pequenos e, depois de lapidados, dificilmente atingem mais de um quilate (200mg).Pedras de alto nível acima dos cinco quilates além de raras, podem atingir exorbitantes 10.000 dólares por quilate.

Paraiba Tourmaline (Turmalina da Paraíba)

Mais uma dentre as pedras preciosas e semi-preciosas encontradas no Brasil, a turmalina da Paraíba destaca-se pelo seu tom azul-turquesa radiante.
As turmalinas são encontradas em praticamente todas as cores do arco-íris mas essa tonalidade de azul era desconhecida até a descoberta dessa variedade da Paraíba.
Normalmente, o que dá origem a coloração das turmalinas são os elementos ferro, manganês, cromo e vanádio.Mas, a gema paraibana, deve a sua cor magnífca a um elemento nunca encontrado antes numa turmalina, o cobre.Mais tarde descobriu-se que ela também contém manganês.
Em 2001, subitamente apareceram no mercado turmalinas azuis vindas da Nigéria e o estado brasileiro perdeu a exclusividade na produção dessas pedras.
Foi uma surpresa intrigante.Como uma variedade rara poderia ser encontrada em continentes diferentes, com a mesma proporção de cobre e manganês, tão parecidas, que até cientistas têm dificuldade para mostrar diferenças entre elas?
Uma explicação bem plausível, é o da separação do supercontinente que existiu há 250 milhões de anos, a Pangéia. Pelo mapa podemos ver que a costa lete do Brasil encaixa-se na costa oeste da África com o nordeste brasilero ficando exatamente na região onde é a Nigéria. Então, é natural que essas duas regiões, hoje tão distantes, compatilhem dos mesmos elementos em sua formação, tornando o mundo das pedras preciosas ainda mais interessante.

Alexandrite (Alexandrita)

A alexandrita recebeu esse nome pois seus primeiros cristais foram descobertos em abril e 1834, na época do Czar Alexander II, numa mina de esmeraldas no rio Tokavaya, Rússia.
Uma característica que torna esta pedra especial é que, devido a sua composição química , ela muda de cor dependendo da iluminação. Ela varia de verde ou verde azulado à luz do dia a vermelho ou púrpura avermelhado sob iluminação incandescente.
A alexandrita é um crisoberilo que, além de titânio e ferro, contém também cromo como sua maior impureza, e é ele o responsável pela “mágica” das cores.
Quando pensava-se que as reservas russas haviam se esgotado, o interesse pelas pedras diminuiu pois as alexandritas encontradas em outras minas raramente apresentavam a cobiçada mudança de cor.
Essa situação mudou em 1987, quando foram descobertas alexandritas em Hematita, Minas Gerais. Apesar das cores das pedras brasileiras serem reconhecidamente mais fracas elas apresentavam claramente a mudança de cor, tão desejada pelo mercado.Isso tornou a região num dos mais importantes depósitos do mineral.

Padparadscha Sapphire (Safira Padparadscha)

Da mesma família das safiras e dos rubis, a Padparadscha é uma variedade de corundum de coloração única, laranja rosada, romanticamente descrita como uma mistura da cor da flor-de-lótus e o por-do-sol.
O local original da padparadscha é o Sri Lanka e os mais puristas consideram o país como o único lugar onde é possível encontrar as verdadeiras pedras. Mesmo assim, exemplares do ótima qualidade foram encontradas no Vietnã, no distrito de Tunduru, na Tanzânia e em Madagascar.
No vale Umba, também na Tanzânia foram encontradas safiras laranja que criaram certa polêmica pois os comerciantes recusam-se a classificá-las como padparadschas, pois são mais escuras que o ideal, com tons marrons.
Estas belas gemas estão entre as mais caras do mundo.

Benitoite (Benitoíte)

Considerada a pedra símbolo da Califórnia, a benitoíte foi descoberta no começo do século passado na localidade de San Benito County, da qual deriva o seu nome.
A benitoíte é uma pedra rara composta por titânio e bário e fluorescente na presença de luz ultra-violeta. Apreciada por colecionadores, seu grau de dureza torna-a adequada para o uso em jóias, mas isso raramente acontece por falta de material utilizável para este fim.
Benitoítes lapidadas têm preços equivalentes aos das safiras de boa qualidade, apesar de mais raras.Pedras de alta qualidade entre 1 e 2 quilates podem alcançar preços de 6000 dólares por quilate.
Ela é muito valorizada por colecionadores que dizem que as melhores pedras tem o azul profundo das melhores safiras e o brilho dos diamantes de alta qualidade.
Além da Califórnia, o raro mineral, é encontrado em outras poucas localidades como o estado do Arkansas e o Japão.

Fonte;http://bocaberta.org

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Brigadas de Infantaria de Selva.


O Centro de Instrução de Guerra na Selva (C I G S), também conhecida como Centro Coronel Jorge Teixeira, é uma organização militar sediada em Manaus, destinada a qualificar militares líderes de pequenas frações, como guerreiros de selva, combatentes aptos a cumprir missões, de natureza militar, nas áreas mais inóspitas da Floresta Amazônica brasileira. Seu nome é uma homenagem ao precursor do Centro, que se tornaria seu primeiro comandante, mais conhecido como "Teixeirão".

São ministrados Cursos de Operações na Selva, em três categorias diferentes, além dos estágios militares e também para civis. Seu símbolo é a onça-pintada.

Para o melhor desenvolvimento dos trabalhos, o CIGS está estruturado em uma Divisão de Ensino, uma Divisão de Doutrina Pesquisa e Avaliação, Divisão de Alunos, uma Divisão de Veterinária, uma Divisão Administrativa e uma Base Administrativa.
Com o Decreto Presidencial 53.649, de 02 de março de 1964, foi criado o Centro de Instrução de Guerra na Selva, subordinado ao Grupamento de Elementos de Fronteira.

Naquela época, o Exército ressentia-se da falta de uma unidade capaz de especializar militares no combate na selva e de constituir pólo irradiador de doutrina de emprego de tropa nesse complexo ambiente operacional amazônico. Tais fatores, sem dúvida, inspiraram a criação do CIGS, que veio preencher uma lacuna existente no Exército que ainda ocupava de maneira muito modesta esta parte do território nacional de inestimável valor estratégico.

A primeira equipe de instrução era comandada pelo major Jorge Teixeira, também conhecido como "Teixerão".
Em 10 de outubro de 1966, , foi iniciado o primeiro Curso de Guerra na Selva e a primeira turma se formou no dia 19 de novembro de 1966, em solenidade realizada no atual estádio do Colégio Militar de Manaus.
A necessidade sentida pela Força de alterar o perfil dos militares aqui especializados levou a estudos que culminaram por ampliar e alterar a vocação do CIGS, que passou, no período de 1970 a 1978, a designar-se Centro de Operações na Selva e Ações de Comandos - COSAC.
Em 11 de janeiro de 1978, a Unidade retornou a sua antiga denominação - CIGS -, deixando de especializar os comandos brasileiros, sendo este encargo—retornado à _Brigada_ Pára-quedista, no Rio de Janeiro.
Em 17 de dezembro de 1999, recebeu a denominação histórica "Centro Coronel Jorge Teixeira", em homenagem ao seu primeiro comandante.

A Missão em seu Regulamento (R-16), é especializar oficiais, subtenentes e sargentos para o combate na selva. Missão feita através do COS, ou seja o Curso de operações na Selva:
COS Categoria “A” - Duração aproximada de seis semanas; voltado para oficiais superiores de todos os Comandos Militares de Área. COS Categoria “B” - Duração de dez semanas; voltado para capitães e tenentes das Armas/Quadros/Serviços do Comando Militar da Amazônia, da Marinha, da Aeronáutica e das Nações Amigas. COS Categoria “C” - Duração de dez semanas; para subtenentes e sargentos das Armas/Quadros/Serviços do Comando Militar da Amazônia, da Marinha, da Aeronáutica e das Nações Amigas.

Os estágios oferecidos pelo CIGS destinam-se a: - Militares do Exército, demais Forças Armadas e instituições policiais (vida na selva e operações); - Órgãos civis cujos conhecimentos básicos de vida na selva são imprescindíveis para o desenvolvimento de suas atividades (INPA, Petrobras, IBAMA, Universidade do Amazonas, Corpos de Bombeiros etc.). Para ministrar a devida instrução, o CIGS conta com as seguintes Bases de Instrução (BI) BI 1 – Marechal Rondon BI 2 – Plácido de Castro BI 3 – Lobo D’Almada BI 4 – Pedro Teixeira BI 5 – Ajuricaba BI 6 – BI 7 – Jatuarana

Realizar pesquisa e experimentação doutrinária sobre material de emprego militar e outras áreas de interesse. Missão feita pela divisão de doutrina e pesquisa do CIGS. Isso já resultou em diversas modificações no exército brasileiro, como a atual camuflagem padrão, que foi desenvolvida pelo CIGS, visando o ambiente de selva.

Uma das maiores responsabilidades da Divisão de Doutrina e Pesquisa do CIGS é a avaliação e aperfeiçoamento de armas, visando seu emprego na Guerra de Selva. O ditado sempre lembrado pelos homens do CIGS é o que diz que “A selva não pertence ao mais forte e sim ao mais habilidoso, ao mais resistente e ao mais sóbrio”. Assim, o CIGS tem sido nos últimos anos um dos mais importantes atores no desenvolvimento da chamada “Estratégia de resistência” do Exército Brasileiro, para a eventualidade de um confronto militar entre nossas forças e as de um país ou coligação de países com poderio militar bem superior.

Diversas armas, táticas e equipamentos vêm sendo exaustivamente testados, modificados ou aperfeiçoados pelo EB nos últimos anos, com vistas ao seu emprego na guerra de selva. Muitos são aprovados e muitos são recusados. A constatação de que equipamentos receptores GPS não funcionam corretamente sob a densa cobertura vegetal da floresta, por exemplo, fez com que o Exército restringisse seu uso somente à instrução e a casos nos quais a determinação de coordenadas precisas é imprescindível, como numa evacuação aeromédica. Nesta situação, entretanto, o militar com o receptor seria obrigado a se deslocar até uma clareira ou até a margem de um rio para usar o equipamento. No dia a dia das operações de selva do Exército, o que se usa são as tradicionais cartas e bússolas. Forças excessivamente dependentes de recursos tecnológicos como o GPS poderiam ficar em sérios apuros na Amazônia. No que se refere ao armamento individual do guerreiro de selva, o EB tem, ao mesmo tempo, o problema e a solução. Fuzis de assalto de diversos tipos foram e são avaliados, incluindo armas de alta qualidade, como o fuzil alemão Heckler & Koch HK33 e o norte-americano M16A2, ambos no calibre 5,56mm, e o tradicional FAL do Exército Brasileiro, no calibre 7,62mm. O fuzil padrão das tropas de selva brasileiras é o Pára-FAL, a versão com coronha rebatível, usada também pelas tropas pára-quedistas brasileiras e outras unidades. O Pára-FAL tem se mostrado a arma ideal para emprego na selva por suas características de peso, rusticidade e simplicidade de manuseio. Por outro lado, sua substituição no futuro será, certamente, um sério problema para o Exército. O calibre 5,56mm, usado na maior parte dos modernos fuzis de assalto, é considerado inadequado para o combate de selva, devido ao pequeno peso do projétil e à sua tendência de assumir uma trajetória instável ao colidir com pequenos obstáculos, como folhas e galhos de árvores. Isso acaba retirando do projétil muita energia e, consequentemente, poder de parada (stopping power).

Leis da Guerra na Selva

1. Tenha a iniciativa, pois não receberá ordens para todas as situações. Tenha em vista o objetivo final;
2. Procure a surpresa por todos os modos;
3. Mantenha seu corpo, armamento e equipamento em boas condições;
4. Aprenda a suportar o desconforto e a fadiga sem queixar-se e seja moderado em suas necessidades;
5. Pense e aja como caçador, não como caça;
6. Combata sempre com inteligência e seja o mais ardiloso.

"TUDO PELA AMAZÔNIA, SELVA!" É um brado que com orgulho é dito pelos guerreiros de selva. O CIGS hoje tem local de destaque no exército brasileiro, é reconhecido no Brasil e no mundo como a melhor em sua função, resultado de um trabalho arduo no que se refere a defesa da floresta amazônica, que cobre grande parte do território nacional.

Fonte;http://www.cigs.ensino.eb.br/

72ºBatalhão de Infantaria Motorizado(Caatinga)


72º Batalhão de Infantaria Motorizado é um batalhão do Exército brasileiro sediado em Petrolina, sendo a única Unidade do Exército Brasileiro a formar o combatente para o ambiente operacional de caatinga. Possui um Centro de Instrução de Operações na Caatinga, abrangendo uma área com aproximadamente 28.000 km². Preocupado com a questão ambiental, o batalhão preserva, desde a sua criação, uma vegetação de 3.000 km² inserida na área urbana de Petrolina, tendo também um parque zoobotânico, com uma grande variedade de representantes de fauna e flora do bioma caatinga, sendo 22 viveiros e mais de 40 espécies de vegetais. Em uma integração social, o parque que é aberto à visitação pública é constantemente visitado por alunos que desenvolvem pesquisas escolares e também por acadêmicos de entidades de ensino superior locais que desenvolvem projetos de pesquisa.

Um país como o Brasil que possui uma enorme variedade geográfica precisa ter combatentes aptos para operar em diferentes ambientes operacionais.

Como uma Força Armada moderna, o Exército Brasileiro mantem seus soldados preparados para o combate em diversos terrenos. Por isso, possui tropas especializadas no combate na selva, no pantanal, na caatinga, na montanha e em diversos tipos operações militares. Os combatentes são treinados exaustivamente para atuar de acordo com o ambiente em que estão inseridos, desta forma se pode garantir qualidade e êxito nas operações militares.

O combate na caatinga, já há muitos anos, vem sendo objeto de pesquisas e estudos por parte do Exército Brasileiro, com o objetivo de determinar as características que o diferenciam das operações desenvolvidas em outros ambientes operacionais.

O militar especializado no combate na caatinga deve conhecer as peculiaridades da região e adaptar-se a elas. Para isso existem dois tipos de adaptação, a ambiental e a de instrução. Na primeira, o combatente aprende a lidar com os rigores térmicos da região e com a escassez de água, características marcantes neste ambiente operacional. Os treinamentos dessa fase duram de 10 a 15 dias e, após esse período, o aluno já está perfeitamente ambientado às peculiaridades da região. Durante a segunda fase, o treinamento busca adequar o homem à área de operações, instruindo-o as peculiaridades do combate próprio da região seca e arida da caatinga e elevar o preparo psicológico necessário ao cumprimento das mais variadas missões no ambiente da caatinga. Entre as instruções ministradas neste período, especial enfase é dada a observação e orientação, tanto diurna como noturna; a capacidade de utilização de cobertas e abrigos para deslocamentos e ações militares; o reconhecimento operacional; a localização de alvos importantes; a utilização de estradas e demais vias de acesso à área de operações; os deslocamentos a pé, motorizados ou aeromóveis; e aos exercícios de combate e sobrevivência.

O 72 BIMtz abriga as instalações do Centro de Instrução de Operações na Caatinga (CIOpC) que situa-se em imóvel da União, conhecido por Fazenda Tanque do Ferro, jurisdicionado ao Ministério da Defesa , passando a ser chamado de Campo de Instrução Fazenda Tanque do Ferro (CIFTF.), responsável pela formação do Combatente de Caatinga. A vegetação é agressiva e espinhosa, o sol é causticaste o relevo é pouco ondulado, solos muitas vezes pedregoso, e, sobretudo com aglomerados humanos esparsos e uma grande escassez de água.

Bacia Amazonica/Rio Amazonas

Fisicamente a Amazônia, ou Região Norte, se caracteriza por extensa depressão de terras equatoriais formando vasta planície, situada entre o Maciço das Guianas de um lado e os primeiros degraus do Planalto Central do outro, tendo, a oeste a Cordilheira dos Andes.
É dividida pelo equador terrestre, que deixa a menor e mais acidentada parte ao norte, dotando o conjunto de um clima quente-úmido bem regular, com pequena diferença entre os meses mais quentes e os mais frescos.

O Amazonas, eixo principal da Bacia, é o maior rio do mundo, vindo depois o Mississipi-Missouri e Nilo; é, pois, duas vezes maior que o rio situado na América do Norte e duas vezes e meia que o africano. Percorrendo 7.025 Km, desde o Pico Huagro até o Atlântico, surge no Peru a partir das águas formadas pelo degelo andino; encontra-se então a 4.000 metros de altitude e, segundo o Instituto Amazônico da UNESCO, dista apenas 120 Km do Pacífico. Constitui-se, assim, num quase canal natural bioceânico que, ao entrar no Brasil pela cidade de Tabatinga já corre numa planície a 82 metros do nível do mar, faltando 3.200 Km para atingir o Atlântico; até Iquitos no Peru é permanentemente navegável em 3580 Km.

Recebe mais de 500 afluentes, representando uma via permanente de navegação com cerca de 19.000 Km, número que se poderá multiplicar várias vezes levando-se em conta a existência de furos e igarapés, pequenos cursos d'água que, durante as enchentes, unem entre si os lagos e rios, bem como os paranás, pequenos braços de rios que contornam ilhas.

O Amazonas apresenta profundidades que variam dos 20 aos 130 metros e largura que vai dos 96 Km, na embocadura do Rio Negro, até 1,5 Km no Estreito de Óbidos.

O volume normal de águas é avaliado em 80.000 m3, dando-lhe a classificação de primeiro do mundo em caudal, correspondendo sua vazão a de todos os rios do planeta. Com calha quase paralela ao equador terrestre, recebe afluentes dos dois hemisférios da Terra, onde as estações se alternam. Daí se envolver com o fenômeno da interferência, que nada mais é do que a compensação anual que se estabelece entre as enchentes dos tributários que vêm do Hemisfério Norte e os do Sul. Em contrapartida esses afluentes vêm de regiões mais altas - Planaltos das Guianas ou Central, formando cachoeiras, até se conformar à planície.
Recebendo águas dos Andes, dos afluentes e das correntes aéreas úmidas, a rede fluvial amazônica se enquadra em todas as características para se transformar no caminho natural de mais alto valor econômico e social.

A associação climática, topográfica e hidrográfica dota a área de vasto manto florestal que, além de não envolver todo o complexo amazônico, na descontinuidade se alterna com matas ciliares, campinas nas várzeas e campos nativos. A floresta cobre 70% da região, isto é 280 bilhões de hectares, perfazendo 75% das reservas brasileiras e 30% da mundial; nas encostas das cordilheiras e planaltos se encontram florestas de transição mistas, representadas por coqueirais, cerrados e savanas. Estimando-se, para o conjunto, a reserva madeireira em 50 bilhões de m3, com apenas 15 bilhões de m3 comerciáveis, nessa região onde todas as eras geológicas são representadas em quase todos os seus estágios, embora na várzea predomine o cenozóico no período mais moderno. Com variedade vegetal em torno de 200 espécies diferentes de árvores por hectare, 1.400 tipos de peixes, 1.300 tipos de pássaros e 300 tipos de mamíferos; a composição da biodiversidade, a abundância e regularidade das chuvas, a elevada umidade relativa do ar e temperatura média uniforme contribuem para que o ecossistema amazônico seja auto-suficiente e detentor de cerca de 30% do estoque genético do Mundo, constituindo-se, potencialmente, na maior fonte natural mundial de produtos farmacêuticos, bioquímicos e agronômicos.

Eis, pois, um resumo desta maior bacia sedimentar do mundo, com a multiplicidade de fenômenos se refletindo na variedade dos pontos de interesse, despertando paixões falaciosas com foros aparentemente científicos, com projeção nos apetites internacionais. Cabendo bem a profecia na frase do discurso que Getúlio Vargas proferiu em Manaus a 10 de Outubro de 1941, afirmando que a Amazônia estava prestes a "encerrar um capítulo na História da Terra e iniciar um capítulo na História da Civilização". Amazônia, cuja utilização de recursos se constitui num autêntico desafio, quer por suas condições peculiares, quer pela heterogeneidade de seus ecossistemas - múltiplos, únicos e diferenciados.

Fonte;http://www.exercito.gov.br